30.08.2010
1
58

Undo send no GMail? 

O velho provérbio chinês que diz que, na vida, há três coisas que nunca voltam atrás — a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida — já não faz mais sentido, desde a última semana. Pelo menos se trocarmos “palavra proferida” por “palavra escrita“, e estivermos falando do GMail.

Ocorre que, desde o último final de semana, o usuário do serviço de e-mail do Google tem até 30 segundos para se arrepender de ter enviado uma mensagem. Vejam que, dependendo do caso, este pode ser um recurso muito útil — afinal, aquela mensagem que você passou 2 horas escrevendo, repleta com críticas sobre profissionalismo, deveria ter sido sobre o seu chefe, e não para o seu chefe.

Na verdade,  não se trata de um recurso exatamente novo, já que desde março de 2009 tem sido possível utilizar esta característica. A única coisa é que o tempo de 30 segundos antes era de apenas 5 segundos — insuficiente, convenhamos, para qualquer arrependimento que seja.

O recurso é oferecido apenas para quem tem, habilitado em sua conta de e-mail, o Google Labs. O Labs é o laboratório de testes de recursos novos do Google, sendo que aqueles que têm boa aprovação eventualmente são transformados em padrão não apenas para o GMail, mas também para outras aplicações da empresa. E se você nunca habilitou o Labs em sua conta antes não há problema: Depois de fazer login no GMail, basta procurar pela palavra more, no canto superior esquerdo. Clique no link, e escolha even more. Clique sobre Google Labs, que estará do lado direito, próximo da figura de uma pipeta verde.

Com o Google Labs devidamente habilitado, basta selecioná-lo do lado direito da tela, clicando sobre a mesma pipeta verde, em versão menor.

A tela que se apresenta possui uma série de recursos que são oferecidos pelo Google Labs. Para localizar o que nos interessa, será necessário rolar a tela bem para baixo, até visualizar um lab denominado Undo Send. Uma vez tendo-a encontrado, basta clicar sobre Enable, e, em seguida, sobre Save Changes.

Agora, para desfazer o envio de uma mensagem, basta procurar pelo link Undo dentro da caixa que diz “Your message has been sent“. Clique no link e você voltará a visualizar a mensagem em seu modo draft, de onde você poderá continuar a editá-la, excluí-la ou enviá-la. Lembre-se, também, que os passos acima só são necessários uma única vez, e, ainda assim, enquanto o recurso não sai do Google Labs e se torna padrão.

Ah, sim, é claro: Faltaram duas coisas. Primeiro, é bom saber que, na prática, não se trata de um desfazer. O que o sistema faz é apenas retardar o envio da mensagem durante meio minuto, evitando remorsos desnecessários. Segundo, a coisa parece funcionar apenas com o GMail em inglês — já que no Labs em português, não consegui encontrar a opção correta. Se eu estiver errado, por favor, me avisem via comentários.

Eu só gostaria que fosse possível configurar este intervalo de 30 segundos para mais, a rigor do usuário.

[via, após dica do Mirão]

15.07.2010
2
119

Protegendo melhor o meu WordPress 

Depois de ter sido recentemente atacado por uma script injection que surgiu do nada, fiquei mais cauteloso no que diz respeito ao blog, quando se trata de segurança.

No começo deste mês acabei encontrando um artigo da Smashing Magazine, com 10 dicas para reforçar a proteção de sites que, como o meu, utilizam o WordPress. Embora seja verdade que reforçar a segurança de um site por conta própria requeira um conhecimento mínimo de Apache — e não se sentir intimidado com alterações no arquivo .htaccess —, não há nada realmente muito cabeludo a se fazer.

Assim sendo, quero compartilhar com vocês duas das alterações que fiz:

Primeira coisa: Proteger o blog de injeções de script

Os ataques de injeção de scripts acontecem quando um hacker introduz algumas linhas de código malicioso em um site através de um de seus formulários — o de comentários, por exemplo — e então envia tais dados através deste formulário. Isso é feito, geralmente, para que se possa enganar os sistemas em uso nos sites, de maneira que eles pensem que se trata de conteúdo enviado por um usuário válido, e assim acabem permitindo, sem querer, que dados sejam acessados, editados excluídos, ou que scripts mal intencionados sejam acessados e instalem vírus nas máquinas dos internautas desavisados.

Uma das técnicas básicas para um script injection é que uma máquina cliente submeta informações que contem tags, como a tag <script>. Isso nos leva às diretivas abaixo, sugerida no artigo que li:

Options +FollowSymLinks
RewriteEngine On
RewriteCond %{QUERY_STRING} (\<|%3C).*script.*(\>|%3E) [NC,OR]
RewriteCond %{QUERY_STRING} GLOBALS(=|\[|\%[0-9A-Z]{0,2}) [OR]
RewriteCond %{QUERY_STRING} _REQUEST(=|\[|\%[0-9A-Z]{0,2})
RewriteRule ^(.*)$ index.php [F,L]

Ao serem adicionadas ao arquivo .htaccess, tais diretivas fazem com que qualquer requisição de acesso à uma página no blog seja verificada. Caso ela contenha referências à uma tag <script> ou, mais ainda, tenha tentado modificar o valor das variáveis GLOBALS ou _REQUEST do PHP, a requisição será bloqueada com um erro 403 (“Forbidden“) do Apache, ou seja, quem quer que esteja tentando realizar o acesso — neste caso, provavelmente alguém muito mal intencionado — será impedido de fazê-lo. Você pode até criar um documento personalizado para recepcionar alguém que tenha recebido o erro em questão:

ErrorDocument 403 /forbidden.php

Uma última palavra sobre as diretivas acima, é que estas podem ser facilmente modificadas para que incluam também as tags  <object>, <applet> e <embed>, também utilizadas em script injections. Desta maneira, reforça-se ainda mais a segurança.

Segunda coisa: Proteger o arquivo wp-config.php

Quando li o artigo da Smashing Magazine, vi que eles recomendam a proteção do arquivo wp-config.php — onde residem todas as configurações principais do WordPress, inclusive nomes de usuário e senha do banco de dados, que permitem a qualquer um com más intenções acesse todo o conteúdo do seu blog e faça com ele o que bem entender —, o que, afinal de contas, é uma excelente ideia.

O único problema é que eles, mais uma vez, se valem de alterações no arquivo .htaccess, da seguinte maneira:

<files wp-config.php>
order allow,deny
deny from all
</files>

Acredito, no entanto, que uma solução muito mais efetiva para impedir o acesso ao conteúdo do arquivo seja movê-lo para um lugar inacessível publicamente. Na prática, normalmente, isso significa movê-lo para antes da pasta public_html — onde fica tudo o que é visível para o mundo lá fora — em sua conta de usuário. Felizmente, desde a versão 2.6 do WordPress, isso é possível. Dessa maneira, basta que você utilize um programa de FTP de sua confiança e mova o arquivo em questão um nível acima.

De qualquer maneira, a dica dada pela Smashing Magazine ainda é válida se adaptarmos um pouco as coisas: Por exemplo, podemos aproveitar para proteger não o arquivo wp-config.php, mas sim o próprio arquivo .htaccess, da seguinte maneira:

<files .htaccess>
order allow,deny
deny from all
</files>

Conclusão

É óbvio que a proteção de um site contra ataques envolve uma série de outros passos e medidas de segurança, e muito mais leitura e estudo. Ainda assim, minha decisão de dividir estas duas simples alterações se deu porquê acredito serem realmente de grande valia para alguém que está pensando em proteger melhor seu conteúdo, e espero que, desta maneira, esteja prestando um serviço a quem se encontrar em uma situação difícil.

Para maiores informações, recomendo também a leitura do excelente artigo Hardening WordPress, disponível no próprio Codex da ferramenta.

17.09.2009
3
175

Estou fraquejando pelo Chrome? 

Apesar de ser um em um bilhão de usuários da raposa de fogo, um comentário de meu grande amigo Rodrigo Ghedin, feito à época desta afirmação não me saiu da cabeça. Ele, um ex-firefoxer, afirmou que eu ainda veria que o Google Chrome 3 ou 4 seria um grande divisor de águas, visto os grandes esforços da empresa em desenvolver de forma consistente seu navegador web, adicionando, em versões futuras, recursos como os que o Firefox já possui — extensões e temas.

Atualizando minhas leituras, verifiquei através de nota publicada pelo Lifehacker, que o Chrome 3.0 já saiu do forno, e com algumas novidades que até então estavam disponíveis apenas para os usuários que estavam utilizando development versions, coisa que eu, neste caso, optei por não fazer. Dessa forma, abri meu Chrome 2 — sim, a instalação está residente por aqui, e fui logo ao menu about, para provocar uma atualização.

Em questão de segundos me deparei com novas funcionalidades, que o Lifehacker resume bem: O Chrome agora possui melhorias de velocidade — diz o Google que trata-se de uma melhoria de performance do Javascript da casa de 150% desde o primeiro beta do programa, uma nova página inicial de onde se pode realizar um número maior de customizações, uma omnibox melhorada, suporte à HTML5, que promete uma experiência melhorada de navegação e temas para alterar a aparência do navegador.

Com relação à primeira questão, velocidade, devo dizer que me surpreendi imensamente. O Chrome já era relativamente rápido, mas agora está voando no meu computador: E não importa quantas abas eu abra — e olhem que eu costumo navegar com muitas abertas —, a velocidade parece não se abalar.

Blogar é também uma experiência aparentemente muito mais veloz com o novo Chrome, para mim. O editor do WordPress funciona a 1000 por hora, e editar textos não demora tanto quanto quando eu uso o Firefox. Melhoria geral e muito bem-vinda.

Coroando minha constatação, precisei fazer uso do internet banking do meu banco, e resolvi colocar o novo Chrome à prova. Imaginei logo que fosse aparecer alguma mensagem de incompatibilidade, ou problema similar. Além disso não ter ocorrido, as transações foram realizadas num piscar de olhos. Um ponto enorme para o browser da Google.

Pinando a páginaCom relação à página inicial, é verdade que ela está diferente: Agora é possível alterar a ordem das últimas abas abertas, arrastando-as de um lado para o outro com o mouse. Na prática, no entanto, achei que, para mim, isso não faz a menor diferença. Gostei mesmo foi de outra novidade, a de ser capaz de manter páginas visitadas recentemente listadas na minha página inicial indefinidamente, ou, como dizem por aí, de piná-las.

A nova omnibox do Chrome, comparável à barra de endereços do Firefox, também é interessante. Além de tentar auto-completar endereços conforme você digita — desde que o Google esteja definido como padrão para seu site de busca nas opções —, também foram adicionados ícones contextuais que servem para diferenciar as sugestões de completamento entre sites, buscas, bookmarks ou sites que você tenha visitado recentemente.

Sugestões obtidas a partir da ominibox

Sugestões obtidas a partir da ominibox

O suporte à HTML5 é algo que certamente atrairá aqueles que tem no webdesign e no desenvolvimento de aplicações web as suas atividades diárias, na medida em que promete tornar tecnologias como o flash uma coisa do passado.

Os desenvolvedores do Chrome apostaram alto na nova versão da linguagem, que trará tags como <audio> e <video>, que deverão tornar a tarefa de acrescentar mídias destes tipos a um site algo muito mais simples: Sem necessidade de plugins, acrescentar vídeos e áudio será tão simples quanto acresentar uma imagem através da tag <img>. Ou seja, usando o Chrome 3, poderei estar na vanguarda da internet.

Finalmente, no que  diz respeito a temas, eles finalmente chegaram para os usuários finais. Até eu, que honestamente não vi um só tema de que eu tenha realmente gostado, acabei por escolher um menos mal. De qualquer maneira, isso demonstra que neste campo também há uma preocupação do Google em igualar seu navegador  aos recursos oferecidos pelos outros navegadores.

Talvez, admito, eu esteja finalmente fraquejando pelo Chrome. Sei que é complicado dizer algo assim tão pouco tempo depois de me afirmar um firefoxer, mas realmente esta nova versão está me enchendo os olhos como nenhuma outra. A única questão pendente são as extensões, que o Firefox possui, e o Chrome ainda não. Pelo menos nas versões para o público final.

Isso porquê os que optam por usar a versão para desenvolvedores já contam com a possibilidade de usar extensões. A mais interessante na minha opinião — por ser a que mais me faz falta — é  o GMail Checker (que pode ser instalada aqui). No entanto, prefiro esperar pela estabilidade. Extensões realmente fazem falta, mas para mim são uma questão controversa, já que adicionam recursos extras ao navegador, mas normalmente roubam-lhe performance.

Já sou capaz de admitir, no entanto, que saber como os desenvolvedores do Chrome terão lidado com isso, evitando perda de desempenho com extensões assim que este também se tornar um recurso publicamente disponível, pode ser a diferença entre optar definitivamente por ele e me tornar, também eu, um ex-firefoxer.

Trocando em miúdos, Rodrigo: Será que você estava com a razão este tempo todo? Novamente, só o tempo — e, claro, mais uma ou duas versões do Chrome — dirá.

05.08.2009
0
85

IE6 no more!! 

ie6nomore-logoEu não sou web designer, mas confesso que já ouvi milhares de lamúrias por aí referentes à enorme dificuldade que é trabalhar com navegadores antigos, sobretudo o Internet Explorer 6. Esta versão do navegador da Microsoft, lançada no já distante ano de 2001, ainda se encontra instalada em uma série de computadores por aí afora, e tudo pode permanecer assim por mais uns bons anos, se nada for feito.

Tentando evitar isso ao imaginar uma forma de aniquilar o IE6 da face da Terra para sempre,  eis que o site IE6 No More, criado por representantes de alguns sites da Internet global, entre os quais o Disqus e o Defensio, sugere uma abordagem que considero bem bacana. Copiando um trecho de código para seu website, o webmaster pode fazer com que aqueles visitantes que ainda estão navegando com este arcaico navegador visualizem um banner com opções de navegadores mais modernos, como o Firefox.

É claro que, como a intenção final do serviço é promover uma modernização dos navegadores pela Internet afora, aqueles que preferem se manter fiéis à Microsoft também podem baixar a versão 8 do navegador da empresa. Abaixo, destaco a versão em português da imagem:

Banner em português

Para quem também não é web designer, ou apenas não tem noção de que tipo de experiência pode ter ao navegar a bordo do Internet Explorer 6, o ótimo e divertido IE6ify Bookmarklet pode servir como uma espécie de test drive. Arrastando-o para sua barra de marcadores e pressionando-o algumas vezes, um conjunto de rotinas escritas em Javascript farão com que a aparência de qualquer página fique desastrosa, como aconteceu, por exemplo, por aqui:

Efeito IE6 por aqui...

Efeito IE6 por aqui...

Mas voltando ao IE6 No More, uma questão muito interessante levantada pelo site se refere aos usuários corporativos do antigo navegador.

Em tese, estas pessoas utilizam o Internet Explorer 6 não necessariamente porquê querem fazê-lo, mas sim porquê são forçadas a tanto, devido a algum tipo de norma ou imposição da empresa onde trabalham. Na empresa onde eu trabalho, por exemplo, embora não exista uma imposição propriamente dita, o IE6 é o navegador padrão das máquinas. Infelizmente, pode ser que nestes casos o único jeito seja se contentar com a versão antiga, e rezar para que os responsáveis pelo departamento de TI resolvam atualizar seus parques de computadores.

02.08.2009
7
209

Eu sou um, em 1 bilhão 

ff_1b

Bastou a leitura, no final do mês passado, de uma prévia das novas funcionalidades do Firefox 3.5 feita pelo site Lifehacker, para que eu fosse logo fazer o download. As novidades — como um modo de private browsing e a possibilidade de utilizar wildcards na barra de endereços para encontrar sites previamente visitados  — me fizeram crer que a raposa de fogo continua batendo um bolão.

Talvez justamente por causa disso, eu não tenha me espantado ao ler a notícia de que foi alcançada, no finalzinho deste mês de julho, a marca de 1 bilhão de downloads do navegador, o que, inclusive,  mereceu um site comemorativo, o One Billion + You, ou, em português, Um bilhão + Você, onde, entre outras coisas, descobri que um bilhão de segundos são aproximadamente 31,7 anos — praticamente a minha idade neste momento — e acessei um link para gerar um twibbon alusivo ao marco para utilizar juntamente com meu avatar no Twitter.

Ocorre que essa história de 1 bilhão de downloads me fez pensar em quando eu passei a usar a raposa. Tentando puxar pela memória eletrônica, os arquivos do blog remontam a um post de agosto de 2004, em que eu menciono — e recomendo — o download da versão 0.9.3 do Firefox. Pensando um pouco mais, a análise do histórico de versões lançadas me fez concluir que sou um feliz usuário do navegador desde junho de 2004.

Mas porquê?

Uma nota publicada pela Info no final de junho dava conta de que o Brasil é um dos países que mais baixa o Firefox. Naquela oportunidade, estávamos em quinto lugar no ranking. Talvez os maiores motivadores para este fato sejam pelo menos alguns dos que aparecem no Firefox User Panel:

What general aspects of your browser are most important to you?

Particularmente, as razões que me levaram a começar a usar o Firefox estão entre as 10 principais, elencadas pelo site Switch2Firefox: A possibilidade de navegação em múltiplos sites através de abas, o bloqueio de pop-ups, a possibilidade de buscar texto apenas digitando-o diretamente enquanto estou em uma página qualquer — recurso também conhecido como type-ahead — e um poderoso gerenciador de histórico, indispensável para mim, que estou sempre navegando em diversos sites por dia e depois acabo tendo dificuldades para lembrar por onde andei. Ah… e existem também as extensões, é claro.

É bem verdade que, quanto mais o tempo passa, mais os navegadores se igualam. Concorrentes do Firefox implantam melhorias pensadas inicialmente pelo pessoal que contribui com a Mozilla Foundation, e o próprio Firefox copia aquilo que se mostrou boa idéia em navegadores como o Chrome — de quem foi copiada a navegação anônima e a capacidade de destacar uma aba do navegador arrastando-a com o mouse para fora da janela atual, situação na qual uma nova janela é criada.

No entanto, devo admitir que sou um firefoxer de carteirinha. O Opera, e o próprio Chrome, só para citar dois exemplos, são navegadores que já passaram pela minha máquina anteriormente, mas que eu acabei deixando de lado após sérias saudades da raposinha… acho que é um caso de paixão, mesmo.

market share firefox brasil
04.07.2009
0
3.131

TinEye: (Quase) nenhum logotipo é páreo para ele! 

Hoje no escritório, durante a hora do almoço, um amigo nos chamou para que tentássemos ajudá-lo a completar um desafio. Tratava-se de conseguir completar o já extremamente famoso Jogo dos Logotipos. Você provavelmente também já deve ter se deparado com ele:  Em uma simples planilha do Excel, são exibidas 99 imagens que representam parcialmente algum logotipo famoso, e nosso trabalho é adivinhar qual é a marca sendo representada.

Eis que começamos a nos empenhar arduamente para ajudá-lo a identificar os logotipos que estavam faltando — aliás bem poucos, eu devo confessar. Um acerto aqui, alguns erros a mais, e desconfiamos que as últimas respostas não seriam nada fáceis de se obter. Um amigo inclusive chegou a brincar, dizendo que devíamos usar o Google Image Search para nos ajudar, mas de uma forma a princípio bem inusitada. Ele comentou que deveria existir alguma maneira de “mandarmos uma imagem pra lá, e a partir dela obter vários resultados que nos dessem pistas a respeito do que estamos procurando“.

Detalhe de parte dos logotipos do jogo

É claro que demos boas risadas depois de pensar na idéia. Mas eis que, como mais pura prova de que — pelo menos às vezes — nossos desejos podem se tornar realidade, acabei encontrando agora há pouco — e totalmente sem querer, acreditem! — um site de busca reversa de imagens, chamado TinEye.

Assim como descrito em seu FAQ, a proposta do serviço é bem simples: A partir de uma imagem que você possua em seu computador — ou que esteja localizada na própria web —  é criada uma pequena assinatura digital exclusiva, apelidada carinhosamente de impressão digital. Esta assinatura é então rapidamente comparada com cada outra imagem que esteja indexada, em busca de similaridades — mesmo que as assinaturas coincidam apenas parcialmente. Na prática, uma imagem parcial que seja submetida pode encontrar a imagem total, até mesmo em versões de maior resolução.

Ainda segundo descrito no próprio site do TinEye, entre suas várias aplicações estão a possibilidade de descobrir de onde uma imagem veio, descobrir com que diferentes aparências ela é apresentada na web, localizar páginas que usam uma imagem criada por você, ou descobrir versões modificadas e/ou editadas de imagens originais. É claro que, dentre estas possíveis aplicações, logo me veio à mente a idéia de testar o grau de auxílio que eu obteria do serviço para completar um Jogo dos Logotipos. E lá fui eu, com um espírito sobretudo disposto a ver até onde essa brincadeira me levaria.

Quem não conhece?Comecei com um logotipo que já conhecíamos: Com a ajuda do magnífico PicPick, recortei da planilha — que o autor originalmente protege justamente para que não seja possível copiar imagens ou visualizar as respostas corretas — parte de um logotipo muito famoso ao redor do mundo. Em seguida, enviei o arquivo gerado para os servidores do TinEye, e obtive uma — ou, na verdade, várias — respostas matadoras, como é possível perceber a seguir:

hsbc_logo_tineye

Com a resposta correta em mãos, foi o momento de partir para alguns outros logotipos que estavam na planilha, desta vez tratando de me focar naquelas respostas que meu amigo ainda não tinha obtido quando nos chamou para ajudá-lo, entre elas, as marcas dos logotipos abaixo:

8 logotipos a mais que testei com o TinEyeTendo como base a figura a cima, da esquerda para a direita, encontrei 26 resultados para o logotipo da Cisco Systems e outros 31 resultados para o logotipo da Timberland. O logotipo da Danone aparentemente é menos difundido através da grande rede, uma vez que obtive míseros 9 resultados quando o procurei. De qualquer maneira, isso não foi nada comparado à total falta de resultados com a qual me defrontei logo em seguida:

Image too simple!!

No caso do logotipo da Basf, o TinEye simplesmente não conseguiu gerar nenhum resultado, e usou como justificativa o seu mecanismo de criação de assinaturas digitais das imagens que são submetidas ao serviço: TinEye requires a basic level of visual detail to properly fingerprint your image. Try uploading a larger or uncropped version if possible, or another more detailed image. Outra explicação que acompanha o erro é a de que certos sites mascaram suas imagens, colocando-as por detrás de uma camada vazia ou transparente, sendo estes casos em que a busca não é efetiva, sendo recomendada a submissão de outra imagem, proveniente, por exemplo, de outro site.

Os dois resultados subsequentes, logotipos, respectivamente, da Tetrapak e da Polaroid, também não constituíram, para mim, uma busca bem sucedida. No primeiro caso, o argumento apresentado pelo serviço foi o de que seu banco de dados de imagens ainda é muito pequeno — só uma fração, comparado à todas as imagens disponíveis na web. No entanto, o TinEye nos encoraja a tentar a mesma busca mais tarde, visto que sua base de dados está sempre em expansão. No caso do logotipo da Polaroid, a mensagem apresentada foi, também, a de que tratava-se de uma imagem pouco complexa para a criação de uma fingerprint. Hunf.

Felizmente, as duas últimas buscas voltaram à linha das identificações positivas: O logotipo da Copag forneceu 9 resultados, enquanto que o da Starbucks, o logotipo com maior número de ocorrências dentre aqueles que eu busquei, afastou qualquer dúvida com relação à sua identidade, após apresentar 71 resultados que a suportavam.

Não posso deixa de mencionar que o TinEye também conta com um plugin para Firefox, que basicamente permite comparar imagens encontradas em qualquer página da web com várias outras, para poupar o trabalho de ter que navegar até o site. No final das contas, essa brincadeira com os logotipos serviu apenas como pano de fundo para demonstrar o quanto pode ser interessante contar com uma ferramenta de busca reversa de imagens. Se não para qualquer das aplicações práticas defendidas pelos seus desenvolvedores, pelo menos para garantir algumas horas de diversão com buscas bem interessantes

26.04.2009
1
236

Saudades eternas do Geocities 

A data era 31 de agosto de 1997.

Depois de regressar de uma viagem ao Nordeste brasileiro exatamente no dia em que a Princesa Diana morria em um acidente de carro, eu carregava na bagagem algumas dezenas de fotos, todas elas tiradas com uma câmera Pentax que hoje, com a modernidade e infinidade de pixels das câmeras digitais, você encontra nos magazines populares por menos de R$ 35. Depois de digitalizar algumas dezenas delas, eu queria — e precisava — de algum lugar para publicá-las on-line, de maneira que alguém que infelizmente tinha ficado por lá pudesse vê-las quando bem quisesse.

Como naquele tempo eu não tinha condições de possuir um domínio próprio na Internet — e, aliás, eu nem sabia direito o que era isso —, e os blogs ainda estavam muito longe de surgir, meu primeiro pensamento foi criar uma homepage no Geocities. Não era a minha primeira experiência no assunto, mas era a segunda: Isso significava recorrer ao famigerado Microsoft Frontpage para criar um layout. Me lembro muito bem da coisa: Um fundo azul mesclado com branco, o mesmo para os dois frames que haviam na página, um à direita — principal — e o outro, à esquerda, com um menu e uma imagem GIF servindo de título que eu criei no Corel Draw.

No frame principal, as fotos, todas circuladas por aquelas horríveis bordas azuis muito grossas que se podia ver quando se navegava no Netscape Navigator. Nada de CSS. De qualquer maneira, subi todo o conteúdo para uma URL da qual me lembro até hoje:

http://www.geocities.com/TimesSquare/Alley/6203

Uma ligação telefônica interurbana depois e eu havia avisado minha namorada de que as fotos que eu havia tirado estavam em uma homepage que eu tinha criado pra nós. Isso a deixou muito, muito feliz.

Essa história me veio à mente porquê essa semana recebi com uma certa tristeza a notícia de que o Yahoo vai descontinuar o Geocities até o final deste ano. É claro que a causa disso é a mesma que fez o bom e velho IRC ser substituído pelos instant messengers como o ICQ e o MSN: A evolução tecnológica é quem faz com que ferramentas de criação e gerenciamento de blogs como o WordPress ou sites como o Twitter e o Facebook sejam utilizados pelos internautas modernos, que preferem socializar seus pensamentos e opiniões a isolá-los em páginas como as que eram criadas e hospedadas por lá.

De qualquer maneira, não creio que seja pequeno o número de pessoas que tenham pelo menos uma história relacionada ao Geocities para contar. A minha acabou em casamento, e foi outra, afinal de contas, escrita pelo Graveheart, que me motivou a também colocar os dedos em ação, e a plagiar, descaradamente, a frase final do que ele escreveu: Vá com Deus, Geocities. Você ajudou a criar muitos dos que estão aqui hoje. E viverá sempre em nossos corações.

12.04.2009
4
160

Adieu, Tweetbacks: Olá, Chat Catcher! 

ccbblQuem me acompanha mais de perto sabe que eu venho tentando, através de plugins para o WordPress, integrar tweetbacks ao blog. Minha insistência se baseia no fato de que, caso eu venha a escrever algo interessante ou minimamente útil, essa informação será comentada por uma ou mais pessoas através do Twitter, e eu gostaria de saber a respeito. Neste aspecto, ocorre que a integração através do plugin Tweetback realmente funciona para a maioria dos serviços de URL shortening, mas falha gravemente quando alguém faz uso do migre.me, site que é cada dia mais popular entre os usuários de microblogging brasileiros.

Tal mau funcionamento recentemente me levou há alguns dias a pedir ajuda não apenas ao desenvolvedor do plugin, mas também ao desenvolvedor do serviço brasileiro. Depois de esperar por um tempo razoável sem que houvesse qualquer resposta — fato que eu honestamente compreendo perfeitamente, pois imagino que ambos estejam tão ocupados quanto eu, com seus afazeres profissionais —, resolvi voltar à batalha, buscando qualquer alternativa que me fizesse obter um maior grau de êxito com minha vontade. Foi quando esbarrei sem querer com um artigo de Ari Herzog, especialista em mídias sociais que contribui para o site americano Mashable,  onde ele descreve a forma que ele próprio utiliza para incluir citações a seus artigos em seu blog. Trata-se de um serviço chamado Chat Catcher, criado pelo programador norte-americano Shannon Whitley e introduzido no começo deste ano em um artigo de seu blog pessoal.

O título do artigo de Ari Herzog realmente diz tudo: O Chat Catcher é mesmo mais inclusivo do que os tweetbacks, uma vez que inclui em suas buscas não apenas as citações realizadas através do Twitter, mas também aquelas que estiverem dando sopa em serviços como o FriendFeed e o Identi.ca. Basta que um artigo do seu blog apareça em um destes serviços e pronto: Uma referência a ele se tornará um trackback — ou um comentário comum, se você assim preferir, postado de volta no blog original. Entre as vantagens do Chat Catcher está o fato de que ele funciona com qualquer plataforma de blog que suporte trackbacks, e, mesmo quando isso não é possível, são oferecidas alternativas de integração scriptless. Há também um plugin para WordPress, que eu já instalei e testei aqui no blog.

Integração entre o Chat Catcher e o migre.me

Uma vez realizada a instalação, o procedimento é realmente muito simples: Na verdade, a única coisa realmente necessária é ir até as opções da página do plugin e clicar o botão Register this blog. Opcionalmente você pode listar usuários que deseja excluir das pesquisas — como o seu próprio usuário do Twitter, ou algum engraçadinho que esteja lhe mandando spam — e escolher se deseja tornar cada citação a um artigo seu um trackback ou comentário comum. Uma opção que eu não poderia deixar de mencionar é a possibilidade de moderar as citações antes que apareçam no corpo do blog.

Para concluir, é importante dizer que minha decisão final por adotar o Chat Catcher e abandonar o plugin anterior se baseia no fato de que o serviço cumpre o que promete: Lidar com qualquer serviço de URL shortening, resgatando citações custe o que custar. Neste aspecto, como ilustra a figura que se encontra neste artigo, até mesmo uma citação que eu mesmo fiz através do migre.me foi competentemente capturada. E isso, meus amigos, finalmente põe fim à esta novela.

31.12.2008
6
149

Sou um macaco aficionado em séries 

Ver meu amigo Inominado Anônimo recentemente comentar sobre as séries que ele vem acompanhando nos últimos tempos me fez lembrar de uma dica de outro amigo meu, o Otávio.

Para quem é — ou, no meu caso, tenta ser — aficionado em seriados, o OrangoTag é uma ótima pedida. Trata-se de um media tracker misturado com rede social, em que você se cadastra e encontra amigos — antigos ou novos —, tudo baseado nos gostos em comum pelos episódios das séries que assistem.

Página inicial do OrangoTag

Depois de criar uma conta como eu fiz, basta fazer uma busca pelos seriados que você assiste — ou já assistiu — e adicioná-los à sua watchlist. Em seguida, basta ir marcando os episódios que você já viu. O serviço permite que sejam deixados comentários sobre as séries, e que cada episódio receba um rating, baseado na sua percepção sobre o que assistiu, além de indicar pessoas com gostos similares aos seus.

Uma outra utilidade interessante do OrangoTag é servir como alerta para avisar que novos episódios de suas séries favoritas já foram exibidos — e que, provavelmente, está passando da hora de você colocar em uso mais algumas vezes a torrent TV. Para que você possa tirar proveito, basta adicionar um dos feeds RSS oferecidos pelo site ao seu leitor favorito de feeds, lembrando-se, é claro, que o mecanismo não oferece links para baixar quaisquer seriados.

Gostei tanto da coisa que resolvi adicionar ao meu lifestream eventos para cada vez que eu tiver terminado de assistir alguma coisa, tudo isso graças a outro dos  feeds do serviço.

Se você também curtiu a idéia, não se esqueça de me adicionar por lá

15.11.2008
1
272

Infinite Scrolling: Adeus, links de navegação! 

Uma das principais ferramentas de um site movido a WordPress são seus links de navegação. Afinal de contas, um visitante pode utilizá-los — entre outros mecanismos, é claro — para ter acesso a outros artigos escritos por você, quer ele navegue artigo por artigo, ou página por página.

Mesmo reconhecendo a importância de fornecer ao visitante recursos para que possa navegar tranquilamente pelo conteúdo aqui do blog, reparei, apenas recentemente, que o tema que venho usando atualmente por aqui não possuía essa navegação embutida. Assim que reparei nesse problema, pensei imediatamente não em criá-los no rodapé, mas sim, em fazer uso do excelente plugin WP-PageNavi, que, no caso do modelo de índice do blog, cria um estilo de navegação de páginas similar aos dos resultados de busca do Google, e que eu já adaptei a vários temas que usei por aqui no passado.

Antes de seguir adiante com a implementação, no entanto, considerei as mudanças que apliquei por aqui recentemente, com a finalidade de mesclar blog, microblogs e tumblelog. Mais do que paginar o conteúdo, não me agradou a idéia de, me colocando no lugar de um visitante que desse as caras por aqui, encontrar uma página principal listando os 10 últimos posts e estes posts serem todos referentes, por exemplo, a atualizações de microblogs. Ou seja, nada de artigos do blog, propriamente falando.

Imediatamente eu pensei que uma das maneiras de amenizar esta situação seria garantir que, entre os artigos listados na página principal, estivessem, além das atualizações relacionadas ao meu lifestream, também os últimos 10 artigos do blog. Na prática, seria como imaginar que o número de artigos que um visitante encontraria ao chegar à minha página principal seria não 10, mas sempre pelo menos 10. O problema foi que, ao procurar por meios de implementar mais este comportamento por aqui, dei com os burros n’água.

Com isso, quero dizer que o WordPress não possui uma forma padrão — não, pelo menos, que eu tenha conseguido descobrir após escavações demoradas nos fóruns e sites de suporte — para listar os últimos x artigos do blog, desde se garanta que entre estes artigos estarão, por exemplo, 10 artigos de uma categoria pré-especificada, qualquer que ela seja.

Filosofia do Infinite Scroll

Filosofia do Infinite Scroll

Estava quase desistindo da parada quando, ainda em meio às minhas buscas, me deparei com o conceito de infinite scrolling. Este conceito, que, pelo que vi também recebe nomes como autopagerize ou unpaginate, na verdade se resume a garantir que o conteúdo da próxima página web — ou, na verdade, de uma ou mais páginas web subseqüentes — àquela que o usuário está atualmente visitando seja pré-obtido e acrescentado à própria página atual automaticamente, sem que ele sequer se dê conta disso.

Seria como se, na prática, pudéssemos ler todo o conteúdo de um livro como se ele coubesse em uma única página, que seria gigantesca e estaria passando sempre diante dos nossos olhos, como em um rolo de pergaminho que fosse sendo desenrolado à medida em que a leitura progredisse.

No Swurl — mais um dos agregadores de redes sociais que, como o FriendFeed, existem por aí, e onde , aliás, eu também cheguei a criar uma conta —, a filosofia do infinite scrolling está em prática, o que implica no fato de que uma pessoa, por mais que navegue em uma página de usuário do serviço, nunca chegue ao final — ou ao rodapé — da página.

No fundo, aplicar este conceito num blog implica que, por mais que links de navegação sejam legais e importantes, eles se tornam obsoletos, e até mesmo desnecessários, pelo menos no que diz respeito à navegação na página principal do site.

Infinite Scrolling em ação por aqui

Infinite Scrolling em ação por aqui

Pois bem. Eu resolvi dar também este passo por aqui e instalei, a partir da própria página onde li a respeito do conceito de Infinite Scrolling, um plugin para WordPress que eles têm disponível. Neste momento, aliás, este plugin está ativo para qualquer visitante deste humilde blog, e, ao chegar ao rodapé da página principal, deve exibir uma simpática mensagem — um momento, por favor — para alertar o visitante de que mais artigos estão sendo carregados.

Ou seja, o período de testes está aberto. Por favor me dêem feedback caso achem necessário, para que eu possa saber como tudo está indo. E, caso não haja maiores problemas, será sinal de que poderei declarar, realmente, o fim dos links de navegação na página principal do Back-up Brain.

1 de 912345...>>