21.11.2009
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As novidades no Google Translate

O  Google Translate, que talvez seja pouco popular entre a maioria dos internautas convencionais, mas que eu considero uma verdadeira mão na roda — principalmente se estiver traduzindo alguma coisa que não esteja em inglês para o português —, ganhou características que o transformaram em uma ferramenta de tradução em tempo real.

Hoje, ao visitar o serviço, percebi que as palavras digitadas por mim iam surgindo, já traduzidas, à medida em que eram escritas, e me lembrei imediatamente do que era feito com uma extensão chamada Rosyquase no final da demonstração do Google Wave (lembram-se? “Rosy is a robot that very kindly translates on typing“), onde a idéia era melhorar a produtividade e o trabalho entre equipes que dominem idiomas nativos distintos.

Obviamente, traduções mais simples são, bem… mais simples. Aliás, caso você esteja traduzindo de qualquer idioma para o inglês, o link para um arquivo de áudio aparece ao lado do resultado processado, de forma que você também possa ouvir a tradução.

Os brasileiros e o futebol...

Um recurso interessante é a possibilidade de deixar que o Translate detecte o idioma original, como exibido na imagem a seguir, que também ilustra que textos mais elaborados podem estar sujeitos a pequenas variações:

Flashforward, anyone?

Ainda que estas pequenas variações estejam de fato presentes, eu sei o quanto é complicado  encontrar um algoritmo que traduza impecavelmente entre os diferentes idiomas — em tempo, pelo que me consta, isso (aindanão existe, e  só posso dizer que tiro o chapéu pra essa nova versão do Translate.

31.05.2009
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Google Wave: Estou com água na boca!!

wavelogoFazia tempo que eu não escrevia algo sobre o Google. Mas depois de ouvir falar de sua mais nova investida, chamada Google Wave — o que se pode chamar de uma nova proposta de plataforma de comunicação em tempo real — e de assistir ao vídeo com sua demonstração, realizada durante o Google I/O deste ano por seus idealizadores, Lars Rasmussen e Stephanie Hannon — os mesmos que, em 2005, criaram o Google Maps, eu não poderia deixar de escrever pelo menos alguma coisa.

No início da demonstração, Lars Rasmussen comenta que, de longe, o e-mail é hoje a forma mais popular de comunicação online, mas também que ele foi inventado há cerca de 40 anos atrás, antes da internet e da própria web, e que não levou em conta as experiências obtidas através dos mensageiros instantâneos, das redes sociais, dos wikis, dos fóruns de discussão, dos blogs, do SMS e de tantas outras tecnologias que hoje utilizamos para nos manter em constante comunicação.

Ele completa dizendo que, quando começou o projeto do Google Wave, a primeira pergunta que lhe veio à mente foi “qual seria a cara do e-mail caso ele tivesse sido inventado nos dias de hoje”, e que, apesar das milhões de respostas possíveis, o Wave é a visão do Google a respeito.

Mas o que é uma wave? A palavra em inglês significa onda, e, pelo que vi, se encaixa perfeitamente com o que descreve: Uma wave é uma determinada conversa realizada em níveis, ou threads. Pode conter uma única pessoa, ou grupos de pessoas e, apesar de parecer muito semelhante com o que o GMail proporciona atualmente — um histórico de mensagens que pode ser lido de uma única vez —, é mais rica do que isso, na medida em que podem ser adicionadas respostas em qualquer ponto, além de conteúdo multimídia como fotos e filmes.

Junte a isso o fato de que as alterações são visualizadas praticamente em tempo real e que podem sofrer formatação e edição conjuntas na medida em que são criadas, e que se pode compartilhá-las com qualquer pessoa, seja através do próprio serviço, seja através de um blog, do Twitter ou do Orkut — através de APIs —, e você terá uma visão geral do que é a wave.

Através da demonstração em vídeo, vê-se claramente que a nova ferramenta combina aspectos não só do e-mail, mas também de mensagens instantâneas, wikis, redes sociais e de gestão de projeto, tudo isso acessível diretamente a partir de qualquer dos navegadores web mais populares do momento. Em resumo, coisas simples como compartilhar fotos e vídeosdiscutir seu dia com colegas ou combinar uma viagem, e também assuntos profissionais como revisar um documento, escrever uma ata de reunião, acompanhar as atividades de um projeto ou o que quer que venha à mente, podem ser facilmente alcançadas com o Google Wave.

Eu acho que se pudesse descrever as funções do Wave em apenas uma palavra, ela seria “fantástico“. Apesar de ser uma overdose de informações — a apresentação tem 1h20 de duração —, dentre todas as características que foram demonstradas, as minhas favoritas foram a correção ortográfica instantânea, possível de se realizar entre 40 idiomas diferentes — contando aí também a possibilidade de se traduzir instantaneamente o que é escrito, além da capacidade de compartilhar arquivos com um único movimento do mouse, puxando a mídia para dentro de uma wave.

Um último ponto que observei foi uma certa familiaridade com as antigas — mas ainda presentes hoje — salas de bate-papo IRC. É possível manter, dentro das waves criadas, conversas com os membros que estiverem online, e enviar mensagens privativas para uma ou mais pessoas ao mesmo tempo. É realmente excitante, na minha opinião.

Parece o GMail... com muuuuitos esteróides!

Parece o GMail... com muuuuitos esteróides!

Atualmente, a página oficial da ferramenta declara: Google Wave will be available later this year. Ocorre que fazia um bom tempo que uma mensagem deste tipo não me deixava tão ansioso. O quanto o mundo terá que esperar por este later this year, por enquanto, permanecerá uma incógnita.