Três motivos pelos quais o Dirpy arrasa!
É verdade que uma rápida busca utilizando os conhecimentos daquele que tudo sabe retornará diversos sites prontos para uso quando o assunto for converter vídeos do YouTube para o formato MP3. Sendo assim, a tarefa de eleger um competidor que se destaque na multidão se torna árdua e difícil.
Ainda assim, acabo de eleger tal competidor: Trata-se do Dirpy.
É bem verdade que sua página inicial é idêntica a de centenas de outros sites similares: O usuário deve colar o link para o vídeo do YouTube que deseja converter em MP3 em uma caixa de texto, para que a conversão possa ser devidamente iniciada. Mas é exatamente quando se prossegue com o processo, no entanto, que três funcionalidades não oferecidas por outros sites do gênero entram em cena.
A primeira destas funcionalidades é a possibilidade de aparar o arquivo de destino, reduzindo-o apenas à parte que são interessantes para o usuário. Eu sei que este não é bem o caso se o que você deseja é simplesmente um arquivo para carregar no seu iPod, por exemplo, mas para mim, que de vez em quando uso segmentos de músicas em vídeos caseiros, a coisa vem bem a calhar: retirar aplausos do começo e do final das músicas, ou introduções chatas, são coisas que podem ser facilmente realizadas com esta capacidade do transcodificador do Dirpy.
A segunda das funcionalidades em questão, aliás, vem bem a calhar para quem baixa os MP3 para ouvir por aí. Trata-se da possibilidade de editar, antes da realização do download, as tags ID3 do futuro arquivo MP3. Assim simplifica-se o processo de corrigir informações como o nome da faixa, do artista, do álbum em que a música está, entre outras coisas, para que estas sejam corretamente exibidas, por exemplo, em um MP3 player de carro.
Finalmente, a última das diferenças apresentadas pelo site é a inclusão, no rodapé da página com as opções de edição do MP3, dos links para download das versões em vídeo do conteúdo do YouTube. Desde que disponíveis, podem ser baixadas as versões em baixíssima qualidade, baixa qualidade ou alta qualidade, sendo as duas primeiras em formato FLV, e a última, em formato MP4. Uma das possibilidades neste caso é enviar os vídeos para o celular, para assistir por aí, passando o tempo durante uma viagem, por exemplo.
Em qualquer um dos três casos citados acima, o usuário normalmente precisaria recorrer a pelo menos um programa adicional para que conseguisse repetir as funcionalidades com sucesso. E é exatamente a eliminação de operações extras como estas o motivo da minha aclamação do Dirpy como ganhador desta improvável contenda. Ele já se tornou, para mim, um site de cabeceira.
O Flickr agora tem vídeo!
Eu não sei quantos de vocês já tiveram a oportunidade de ver, mas, desde ontem, o Flickr também permite o upload de vídeos. “Sim, sim, sim. Isso que você está vendo não é uma ilusão! Você está realmente assistindo a um vídeo no Flickr”, é o que anuncia um animadíssimo Edson Soares, um dos gerentes de comunidade da equipe do site no post do blog em que o anúncio é feito. A animação dele é plenamente justificável: Muitos usuários — entre os quais eu posso sem sombra de dúvida me incluir — têm pedido a inclusão desta funcionalidade desde sempre, e ultimamente uma série de boatos estavam surgindo em torno deste assunto na internet.
Logo de cara é possível perceber que a interface de reprodução de vídeos do Flickr é bastante clean. Quem visualiza as miniaturas das fotos e vídeos mal percebe que um vídeo está ao lado de uma foto, a não ser por um minúsculo botão para iniciar a reprodução no canto inferior esquerdo. Aliás, essa interface lembra em muito as interfaces de diversos outros serviços já existentes para a divulgação de vídeos na grande rede de computadores, como a do YouTube, por exemplo. Ao final da reprodução de um vídeo — que pode ser assistido em qualquer tamanho já disponível para as fotos — miniatura, pequeno, médio ou original — é possível compartilhá-lo em outros sites ou comentá-lo. Mas a empresa é clara ao demonstrar que as semelhanças com o concorrente googliano páram por aí.

Ao contrário do já mais do que consagrado YouTube, os vídeos enviados para o Flickr possuem algumas restrições: Não podem ter mais do que um minuto e meio de duração, e, além disso, só podem ter 150 mb de tamanho máximo. A justificativa dada pelo site para estas limitações é que os vídeos devem ser tratados como fotos longas. Dizem os desenvolvedores que as fotos compartilhadas no serviço são retratos de experiências pessoais dos usuários, e que os vídeos também devem ser, atuando como as extensões destas fotos: “pequenos registros de nossas vidas que gostaríamos de compartilhar com outras pessoas“. Assim, ao contrário do serviço do Google, não vale fazer upload de trechos de filme, clipes de música, capítulo de novela nem nada que não seja estritamente conteúdo criado por você mesmo.
Mesmo com as restrições, pra mim a novidade veio a calhar. Não sou lá o mais heavy user do Flickr, é verdade, mas quando mando fotos pra lá sempre mando aos montes de uma vez e, até então, sem este recurso novo, eu não tinha onde colocar os meus vídeos que, diga-se de passagem, são normalmente curtos pois retratam exatamente a idéia de fotos longas. Para demonstrar o que estou querendo dizer, nada melhor do que dividir com vocês um dueto desafinado com o meu artista favorito, que nesta performance estava um tanto quanto ansioso pra se ver…
Um outro ponto fundamental nessa história é o fato de que, pelo menos por enquanto, apenas os usuários Pro — como é o meu caso — podem enviar vídeos. Para estes usuários é possível armazenar qualquer quantidade de vídeos, pois o plano, que custa cerca de US$ 25/ano, já conta com espaço ilimitado. Aos usuários convencionais resta, pelo menos, a possibilidade de reproduzir os vídeos enviados pelos demais usuários, e, é claro, compartilhá-los em páginas alheias.
Por ora, a única reclamação que tenho diz respeito às ferramentas de upload. Tudo bem que ferramentas desenvolvidas por terceiros — como o excelente jUploadr, que eu vinha usando até então para manipular e enviar as fotos que tiro para o serviço — ainda não tenham sido atualizadas com a novidade. Mas o Flickr está pisando na bola ao dizer que seu Flickr Uploadr está preparado para enviar vídeos on-line. A versão que tenho (3.0.5) simplesmente não funciona com vídeos. Da mesma maneira, o upload on-line de vídeos também “zicou“: Quando tentei enviar o vídeo que ilustra este artigo, ele travou nos 99% enviados e nunca mais saiu de lá…
Quem salvou a pátria foi o também ótimo FireUploader, uma extensão fantástica para o Firefox que eu já havia mencionado por aqui em outras épocas… em instantes o vídeo estava lá e eu pude terminar meu artigo em paz… ponto para os third part applications. Mesmo assim, ponto para o Flickr , pela novidade que não é menos sensacional por isso… afinal, acredito que em pouco tempo a coisa esteja arrumada…!
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iRecord, um pequeno notável?
A gravação de vídeos em formato MPEG diretamente a partir de televisores analógicos comuns pode estar muito próxima de ser viabilizada. Isso se o iRecord, dispositivo desenvolvido pela empresa NXP e apresentado durante a feira anual que está sendo realizada esta semana pela ABTA (Associação Brasileira de TV por Assinatura) conseguir um interessado em patrocinar sua fabricação.
A principal vantagem do produto, criado pela Streaming Networks, é a possibilidade de gravar vídeos digitais sem o auxílio do PC ou de programas específicos.
O aparelho — que poderá descarregar os vídeos gravados em qualquer dispositivo que apresente conexão USB — parece ter operação simples: Serão apenas dois botões em seu console, um para ligar e desligar o aparelho e outro para iniciar e terminar a gravação. A maior limitação parece ser em termos de configuração: Nada de ajustes de qualidade das imagens, nem de tamanho do arquivo gerado.
Supermercado 2.0
Talvez só eu tenha levado tanto tempo para descobrir este fantástico vídeo israelita com aproximadamente cinco minutos de duração, que atingiu com força a Internet no começo desta última semana. De qualquer forma, trata-se de um supermercado que funciona movido inteiramente por conceitos da Web 2.0.
Entre as coisas que eu mais gostei estão um ovo com feed RSS, que permite ao cliente entrar em contato com o produtor para saber se ele fornece, além do próprio ovo, outros produtos. As caixas de leite têm comentários dos usuários e as maçãs têm uma tag del.icio.us. Aliás, na onda de identificar tudo, garrafas d’água, por exemplo, têm tags como water e H20 associadas, enquanto que cotonetes são associados a better sound e carnes congeladas recebem as inscrições dead e uncooked.
Além disso, neste supermercado, pode-se comprar qualquer coisa como na Internet de verdade: Além de tudo ser free of charge, mostrar a um funcionário um dos produtos que você adquiriu faz com que ele sugira novos, que você pode aceitar ou rejeitar conforme suas preferências — o que, no vídeo, é chamado de compras à moda pandora. Vale a pena conferir!
O facelift do Digg

Ontem, ao tentar ler algumas notícias do site de tecnologia digg, me deparei com a mensagem acima. Sinceramente, fiquei impressionado, uma vez que acompanho o serviço de agregação de notícias de tecnologia desde seu lançamento — em novembro de 2004 — e nunca havia testemunhado, desde então, uma mensagem do gênero.
Hoje pela manhã, inclusive, ao tentar acessar os mesmos links — através do Google Reader — parecia que o problema ainda persistia, já que o aviso continuava lá. Cheguei mesmo a pensar que se tratasse de alguma irregularidade com meu agregador. No entanto, uma busca um pouco mais aprofundada me revelou o porquê da mensagem: Acontece que ontem o digg passou por uma reforma — que o tirou do ar por praticamente duas horas — para que pudesse iniciar uma nova fase: Mais atrativo aos olhos, o serviço agora também suporta vídeos e podcasts:
Digg, a San Francisco-based social news site, is embracing video and podcasting, and will launch a major facelift to reflect its new expanding coverage on Monday morning. The new interface should improve discovery of the most popular and top-ranked stories, company executives say.
[...]
The emphasis, in this upgrade, is clearly video. As part of the offering, Digg users will be able to view videos from Google, YouTube and Metacafe in a special lightbox, without leaving the Digg website. In addition, a new wing of the site will be devoted to listening to and digging podcasts.
Após o período fora do ar, é possível notar que na região superior da tela existem links para as novas funcionalidades do serviço. O site mudou completamente para acomodar os novos recursos — agora conta com um layout líquido, o que, na minha opinião, além de dar um charme a mais ao serviço, ainda o torna mais acessível, uma vez que pessoas com resoluções maiores de vídeo poderão experimentar uma navegação mais confortável — e a seção de vídeos ficou com um visual bastante atrativo, como se pode perceber:

Parece que a moda agora é mesmo acrescentar novas mídias aos sites sociais: Os vídeos parecem estar conquistando espaço cada vez mais rapidamente — assisti-los via internet é uma das atividades que mais tem crescido nos últimos tempos — e isso me faz pensar em pelo menos um efeito colateral: Como filtrar o que é de qualidade, separando-o do que não é.
Eu sei que gosto é gosto, e que gosto não se discute, mas com tanta gente colocando material no ar, com certeza aquilo que é realmente bom vai acabar sendo prejudicado. Embora só o tempo possa dizer como os vídeos ruins serão tratados, acho que posso arriscar meu palpite no caso do digg: Com certeza sua comunidade — que no momento tem mais de 700 mil membros — os enviará para as profundezas…
YouTube na berlinda?
Esta semana, meu pai acabou de ler uma reportagem da revista Veja e me perguntou se por acaso eu já tinha ouvido falar de um site chamado YouTube. Eu lhe disse que sim, e que, aliás, o serviço está se tornado um dos mais populares do mundo em termos de armazenamento e troca de vídeos.
O interesse do meu pai pelo YouTube se deu justamente porquê ele achou interessante que o site permitisse o armazenamento de vídeos, uma vez que, até agora, ele só conhecia o Flickr, cujo negócio é a hospedagem de fotos. Obviamente, junto com seu interesse, veio também uma pergunta: “Será possível que tudo o que está armazenado no YouTube é legal?”.
Todos vocês já sabem a resposta, de cabeça. Meu pai, por sinal, também já sabia, e sua pergunta havia sido meramente retórica. Por sinal, o YouTube tem sido duramente acusado por uma das maiores gravadoras do mundo, a Universal Music, de ser um dos grandes veículos facilitadores do abuso de direitos autorais na internet. Isso porquê, de acordo com a gravadora, entre os vídeos que o site permite que seus usuários enviem para seus servidores, estão video clipes e outros materiais que envolvem os artistas licenciados pela empresa. Tal conteúdo é livremente reproduzido — e, com a devida tecnologia, muitas vezes salvo nos computadores de muita gente — sem que o devido pagamento pelos direitos de exibição ocorra.
É realmente possível encontrar muitos clipes de artistas afiliados a gravadoras disponíveis no YouTube. Quando se busca por uma música qualquer, como Shiny Happy People, do grupo R.E.M., por exemplo, são exibidos dezenas de resultados prontos para reprodução imediata. A Universal alega que deve receber do serviço dezenas de milhões de dólares em direitos de exibição do conteúdo de seus artistas e, por sua vez, os responsáveis pelo serviço de armazenamento de vídeos dizem que se prontificarão em remover de seus servidores qualquer conteúdo julgado ilegal.
A Universal fez de sua prioridade atual a busca por uma compensação financeira por parte do YouTube e, se todas as gravadoras começarem a pensar desta mesma forma, pode ser que o site, fundado por ex-empregados do PayPal, se torne o mais novo exemplo do que, no passado, já ocorreu com o Napster. O fato é que, nessa história toda, um comentário feito pelo Marcus Danillo em meu último post vem bem a calhar. Segundo as palavras dele, existe uma visão — muito acertada, aliás — na internet, de que tudo o que é pago é melhor do que aquilo que é gratuito e “a indústria musical foi a única a criar uma excessão para essa regra. É lamentável”.
Ao invés de imaginar um futuro negro sem o YouTube — do qual eu, por exemplo, por utilizá-lo para armazenar alguns vídeos pessoais, sentiria tanta falta quanto de qualquer outro serviço que julgo essencial — é preferível pensar no modelo preferido por outras gravadoras que, ao invés de partirem para o ataque, fizeram alianças com um dos sites que mais cresce em popularidade e número de usuários nos tempos modernos. Foi no YouTube, por exemplo, que a Capitol Records resolveu lançar vídeos de seus artistas, The Vines, Cherish e OK Go.
Um outro exemplo digno de citação é o da Warner Music. A empresa anunciou um acordo pelo qual utilizará o YouTube para a divulgação de seus artistas, o que, na prática, fará com que milhares de músicas e vídeos da gravadora fiquem À disposição de qualquer usuário do YouTube, de graça.
Além desta iniciativa, também faz parte dos planos da gravadora vender conteúdo que poderá ser utilizado por qualquer pessoa que deseje realizar a criação e gravação de seus próprios vídeos.
“O acordo estabelece um modelo pelo qual os provedores de conteúdo poderão transformar a criatividade dos usuários em um negócio legítimo que beneficiará fãs, artistas e os detentores dos direitos autorais”, afirmou Alex Zubillaga, vice-presidente executivo de Estratégia Digital da Warner Music, em comunicado divulgado à imprensa pelo YouTube.
Tais iniciativas, juntamente com a decisão do YouTube de adicionar canais patrocinados aos seus servidores, permitindo que empresas acrescentem anúncios ao site, me parecem muito mais louváveis do que as da Universal. Em resumo, se existirá um padrão ditando as decisões sobre o gerenciamento de direitos autorais num futuro breve, espero que seja minimamente inteligente, e que busque soluções que beneficiem não apenas as empresas que as tomarem, mas também, em primeiro lugar, o usuário, que poderá continuar usufruindo dos serviços que estão na vanguarda deste grande mundo que é a internet.












