Capturando regiões da tela no Ubuntu
Quem me conhece pessoalmente sabe que meu trabalho atual envolve uma série de atividades relacionadas à documentação de processos e ferramentas, e à criação de how-to’s. Mesmo aqueles que não me conhecem em pessoa e me acompanham apenas aqui pelo blog há algum tempo já sabem que aqui não é muito diferente: Eu vivo tentando explicar detalhadamente muita coisa em cada artigo que escrevo, pra ajudar o máximo de pessoas, porquê no fundo eu gosto muito disso.
No meu modo de encarar a coisa, explicar envolve ilustrar, e ilustrar qualquer procedimento de informática implica em capturar imagens da tela, os famosos screenshots. Dependendo do que se deseja fazer, estes screenshots podem ser da tela toda, de janelas ou de regiões específicas, sejam elas retangulares ou com formato livre.
Recentemente, ao começar a utilizar novamente o Ubuntu, percebi o quanto os dois últimos tipos de captura que citei me fariam especial falta, já que normalmente quero chamar a atenção para detalhes específicos de alguma coisa quando estou escrevendo aqui no blog. A opção padrão do GNOME, localizada em Aplicações → Acessórios → Capturar imagem da tela não conta com a possibilidade de selecionar regiões para captura, o que na prática, se mantida esta única opção disponível, faz com que seja preciso obter uma tela ou janela inteira primeiro, para depois editá-la, por exemplo, com o GIMP, recortando apenas o necessário.
Navegando por aí acabei encontrando um site onde são apresentadas diversas maneiras para se capturar telas no Ubuntu. Dentre estas diversas maneiras, excluindo-se o utilitário padrão que acabei de mencionar, várias realizam a captura pelo terminal ou abrindo o GIMP, o que não é nada prático na minha opinião, e a grande maioria acaba sendo útil apenas para capturas da tela ou janela toda. Mesmo a mais promissora, uma extensão para o Firefox, embora conte com a possibilidade de capturar regiões da tela, faz isso apenas para páginas da web.
Assim, sobram-me duas alternativas para resolver o problema de conseguir capturar apenas regiões específicas da tela.
A primeira delas, a alternativa fácil. Por fácil, quero dizer instalar no GNOME um utilitário originalmente desenvolvido para KDE, o KSnapshot. Para isso, como sempre, basta executar um único comando como root através do terminal:
sudo apt-get install ksnapshot
Após a instalação, o KSnapshot estará disponível no menu Aplicações → Gráficos, e você poderá utilizá-lo para capturar regiões da tela normalmente, pois um cursor em forma de cruz aparecerá caso esta opção seja selecionada. Outro ponto positivo do programa é sua capacidade de salvar as capturas de arquivo em diversos formatos — JPG, PNG, GIF, etc — diretamente, sem a necessidade de um programa adicional ser usado.

No entanto, a ferramenta ainda não torna possível capturar regiões desenhadas à mão livre — o que, apesar de não ser algo muito corriqueiro para mim, pode fazer falta para alguém. Isso me lembra da segunda opção que me veio à mente para capturar regiões da tela, sendo que esta envolve um utilitário freeware para Windows, e o uso do WINE, ou seja, é a mais longa e mais complicada.
De volta pro Ubuntu: DVDs e RMVB
Se tem uma coisa da qual eu não abro mão é de assistir a meus filmes e seriados favoritos.
Como na maioria das vezes eu faço isso diretamente no computador, minha volta ao sistema operacional do pingüim — depois de vários meses sem instalá-lo após um problema que tive com meu computador — não poderia ser completa se eu não pudesse assistir a meus DVDs tranquilamente, e reproduzir o formato RMVB de vídeo, no qual a maioria dos seriados que consigo através do Torrent Channel está codificada.
Assim sendo, vasculhei aqui e ali, e acabei efetivamente encontrando, como sempre, aliás, maneiras simples e sofisticadas para que o Hardy Heron — o Ubuntu 8.04 — pudesse ficar 100% preparado.
Primeiro, tratei de instalar o suporte à reprodução de DVDs. Para fazer com que o Totem reproduza um disco automaticamente quando ele for inserido, segui os comandos abaixo:
sudo apt-get install totem-xine libxine1-ffmpeg libdvdread3 sudo /usr/share/doc/libdvdread3/install-css.sh
É importante lembrar que tais comandos precisam ser inseridos através do terminal, embora possa-se optar pelo Synaptic se for o caso de utilizar a instalação visual de componentes que também está no Ubuntu. Qualquer que seja a escolha, após o término dos procedimentos, é garantido: Inserir um DVD no drive tornará sua reprodução imediata.
Com relação ao RMVB minha preocupação era maior.
Dependo dele diretamente para continuar atualizado no que rola em todas as minhas séries favoritas. Como no Windows eu me utilizo de um player gratuito chamado GOM Player, que é simplesmente fantástico porquê reproduz, além deste formato de vídeo, qualquer outro formato popular imaginável instantaneamente, fiquei procurando uma forma desta reprodução acontecer também no Ubuntu. Encontrei, graças a um artigo do site Planeta Ubuntu Brasil, escrito pelo André Gondim.
Novamente através do terminal, deve-se digitar:
echo 'deb http://packages.medibuntu.org/ hardy free non-free' | sudo tee -a /etc/apt/sources.list
Em seguida, usar o comando:
wget -q http://packages.medibuntu.org/medibuntu-key.gpg -O- | sudo apt-key add - && sudo aptitude update
E finalmente:
sudo aptitude install w32codecs libdvdcss -y
O André ainda diz que, caso esse processo não funcione, deve ser instalado o package ubuntu-restricted-extras. Os repositórios de software de terceiros podem ser ativados diretamente no menu Sistema → Administração → Canais de Software.
Devo dizer que me espantei com o resultado deste procedimento para reprodução do RMVB no Linux, pois foi o primeiro conjunto de operações que realizei em minha máquina Ubuntu que não funcionou imediatamente. Quase como nos sistemas Windows, precisei reiniciar não o meu computador, mas a minha sessão, antes de poder testar a solução com o episódio 4×13 de House MD.
De qualquer forma funcionou, e agora eu sou mais um no rol de felizes usuários Ubuntu que podem se sentir tranqüilos com o suporte à DVDs e reprodução de vídeo RMVB em seus computadores. Só falta você.
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Ubuntu direto do pen drive
Encontrei ontem, meio que por acaso, um tutorial bastante simples para fazer algo que pode incentivar muita gente a começar a utilizar um dos melhores sistemas operacionais da paróquia, o Ubuntu Linux: Executá-lo a partir de um pen drive.
Embora já se encontre em sua versão 7.10 (Gutsy Gibbon) e ganhe cada dia mais usuários, o Ubuntu ainda representa um mito para muita gente que até tem vontade de experimentar o sistema, mas que não quer, ao mesmo tempo, sacrificar logo de cara uma máquina rodando Windows.
Com os passos descritos no tutorial, é possível instalar, carregar e executar o sistema do pingüim diretamente de um dispositivo USB, e deixá-lo em uma partição persistente. Uma mão na roda para quem, para começar a testar o sistema, só precisa ter à mão um CD do Ubuntu, um gravador de CD e uma mídia de 1Gb, embora 2Gb sejam recomendáveis.
Tux Paint
Vocês já conhecem o Tux Paint? Trata-se de um programinha bem bacana para quem tem filhos pequenos — como eu — e quer passar um tempo legal e divertido com eles. É um editor de imagens para crianças entre 3 e 12 anos, completamente gratuito.
Fazendo parte do projeto Tux4Kids, a ferramenta conta com recursos muito interessantes: Uma interface simples de usar, efeitos sonoros para as ferramentas — como lápis ou borracha, que faz o barulho de apagar quando é usada — e ainda por cima uma versão animada do Tux como mascote, ensinando algumas boas dicas no rodapé.
Também há o recurso Mágicas, que permite à criança aplicar efeitos como preenchimento, clareamento, negativagem e espelhamento às imagens, isso sem contar os efeitos exclusivos do programa, como a adição de fagulhas ou tijolos aos desenhos, entre outros. Para quem ainda quer mais, há a possibilidade de se instalar carimbos — pequenas imagens que podem ser baixadas prontas da internet ou criadas pelo próprio usuário, para se complementar ou enriquecer um desenho.

Há pacotes prontos para o Ubuntu que, se instalados através do Synaptic ou do Adept, por exemplo, já vêm com os carimbos e toda a interface traduzida para o português brasileiro. Também há a possibilidade de se fazer o download de pacotes RPM — para os sistemas Mandrake ou Red Hat, por exemplo —, Slackware ou Mac OS X. Para quem até agora ainda não veio para o lado pinguinesco da força, há sempre a versão para Windows.
De qualquer forma, vale a pena experimentar. O melhor feedback que eu posso lhes oferecer neste caso vem de um pequeno usuário que, desde cedo, já é fã da turma do Tux.
PS: Na imagem deste artigo, uma tentativa minha de desenhar um cachorro, um dos pedidos mais recorrentes do filhão.
Hello, KDE!
Este fim de semana passei à ver minha instalação de Ubuntu com outros olhos: Na verdade, olhos de KDE. Embora o GNOME seja o gerenciador de janelas padrão da distribuição, saiba que, como um dos principais pontos fortes de sistemas opensource, você tem uma escolha, até mesmo com relação à interface que deseja usar para operar seu sistema.
Como sei que a discussão GNOME x KDE é tão profunda quanto “Palmeiras ou Corínthians?”, vou logo avisando que minha escolha foi motivada por preferência pessoal, ou seja, a meu ver, não importa o quanto você procure prós e contras de cada um dos dois ambientes: Ambos são muito sofisticados à sua maneira, e sempre haverá bastante lenha para se jogar na fogueira. Digamos que eu vinha namorando o KDE há bastante tempo, só isso, e resolvi dar um passo além na relação.
De qualquer forma, o que vou mostrar aqui é como fazer para instalar o KDE, sendo que o mais importante é deixar claro que KDE e GNOME continuarão a conviver lado-a-lado na mesma instalação Ubuntu, e que este procedimento apenas fará com que você consiga aproveitar o melhor dos dois mundos. Optar por um deles mais tarde é simples e você poderá fazê-lo, mas, no momento, o que quero provocar é a oportunidade de experimentação.
Assim como o GNOME, o KDE também é composto de vários pacotes. Vamos adicionar tais pacotes à sua instalação atual. E neste ponto, aliás, quero dividir três pensamentos com vocês:
- O Kubuntu faz parte do projeto Ubuntu: Não se trata de um mesh-up. Assim como está discriminado no FAQ do site, trata-se da primeira distribuição derivada do primeiro, sendo baseada neste sistema, e justamente nos pacotes KDE;
- Ao término deste procedimento, suas aplicações GNOME continuarão disponíveis para uso, além de muitas que são específicas do ambiente KDE. Apesar disso, muita coisa que acompanha a instalação do Kubuntu não será instalada. Por este motivo, se o que você está procurando é uma experiência mais aprofundada, talvez queira baixar uma imagem ISO do Kubuntu e começar do zero. Senão, vamos em frente.
- Uma coisa que aprendi a duras penas foi que, se você quer ter uma experiência plena com qualquer distribuição Linux, deve deixar espaço livre suficiente para isso em seu computador. Em meu HD de 250Gb, por exemplo, 50 deles são exclusivos para o sistema Ubuntu. Os pacotes a serem instalados podem ocupar até 500mb adicionais de espaço em disco, dependendo do caso.
Isto tudo dito, abra uma janela de terminal e digite o seguinte:
sudo apt-get install kubuntu-desktop
Agora, sente e relaxe. O processo pode levar bastante tempo para ser concluído. Durante a sua execução, aliás, em algum momento você será questionado sobre qual gerenciador de exibição deseja utilizar como padrão, GDM ou KDM. Para não complicar muito, basta saber que estas duas aplicações afetarão a maneira como sua tela de logon ao sistema aparecerá. É desta tela que você poderá escolher entre GNOME e KDE. Para manter as coisas o mais próximo possível da instalação original do Ubuntu, pode-se optar pelo GDM. Caso você queira que inclusive a inicialização do sistema se pareça mais com o novo ambiente, escolha o KDM.
Falando em inicialização, é bom saber que as famosas splash screens de abertura e encerramento do Ubuntu serão substituídas pelas telas azuis do Kubuntu logo que o sistema for reinicializado. Este será o novo padrão:

Como estamos falando pura e simplesmente de adicionar o KDE ao sistema para experimentá-lo, pode ser que alguém se incomode com esta tela. Mas novamente não é preciso entrar em pânico, pois, para restaurar os splashs originais do Ubuntu, basta digitar, também em uma janela do terminal, o seguinte comando:
sudo update-alternatives --config usplash-artwork.so
Se tudo correr bem, as telas estarão normais após um novo reinício do sistema. O mais importante é o aspecto principal deste artigo: Se os passos foram seguidos corretamente, você agora terá, à sua disposição, um novo ambiente de gerenciamento para utilização. Você pode dar uma olhada em como ele se parece no próprio site oficial do KDE.
No mais, estamos prontos: Agora é só aproveitar o KDE!
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Wubi: Ubuntu, dentro do Windows
Se você, como vários amigos que conheço, tem ouvido com uma freqüência cada vez maior comentários calorosos a respeito do sistema Linux e de sua distribuição Ubuntu, e já teve pelo menos a vontade de experimentar para ver como é, talvez já saiba também as opções que possui disponíveis pra isso:
- Ir ao site do Ubuntu Linux, e, de lá, fazer o download de uma imagem da última versão disponível do sistema. Neste caso, gravado um CD, a instalação ocorre guiada por um processo de assistentes, que, caso se deseje manter o Windows instalado, particiona seu HD — ou seja, divide o espaço livre disponível para que os dois sistemas possam conviver em harmonia em seu computador. O principal problema neste caso é que muita gente ou encara o particionamento como se fosse um bicho de sete cabeças e acaba desanimando.
- Executar o Ubuntu a partir de um live CD. Esta é uma alternativa bastante divulgada, aliás, não só pelos próprios desenvolvedores desta distribuição específica, mas também por diversos outros desenvolvedores das demais distribuições. O problema de executar um live CD reside na velocidade final obtida: Por se tratar de uma emulação do verdadeiro Ubuntu em máquina virtual, as coisas ficam muito mais lentas do que poderiam e também podem vir a desanimar o usuário até então empolgado com a novidade.
E que tal se, ao invés das opções acima, você pudesse instalar o Ubuntu em seu sistema, utilizá-lo normalmente com toda a velocidade e, de quebra, desinstalá-lo como qualquer outro programa atualmente presente em seu Windows, pela opção Adicionar ou Remover Programas de seu Painel de Controle? Para isso, basta utilizar o Wubi:
Wubi is an unofficial Ubuntu installer for Windows users that will bring you into the Linux world with a few clicks. Wubi allows you to install and uninstall Ubuntu as any other application. If you heard about Linux and Ubuntu, if you wanted to try them but you were afraid, this is for you.
O segredo do programa é que a instalação do sistema ocorre dentro do próprio Windows: Um arquivo — ubuntu.hd — recebe todo o conteúdo do sistema Ubuntu ao mesmo tempo em que uma nova entrada de boot é criada no computador, permitindo, a partir da próxima inicialização do computador, que o usuário escolha entre o sistema da Microsoft e o do pingüim.
Neste caso, o kernel do Ubuntu se utiliza de um driver de loopback que permite ao sistema enxergar o arquivo que mencionei acima — mesmo dentro do Windows — como seu hard disk. Para não complicar, imagine loopback como uma maneira utilizada pelo sistema para se comunicar com o computador sem interferir em outras interfaces sistêmicas já existentes e instaladas no mesmo. Ou seja: O Ubuntu estará ali, mas não incomodará o Windows.
De qualquer forma, é esta a mágica que permite a qualquer pessoa, a partir da utilização do Wubi, executar o Ubuntu como se fosse um sistema operacional nativamente instalado — ou seja, sem que se precise recorrer à máquinas virtuais, ou que chegue ao extremo de precisar formatar sua máquina. Ou seja, vale à pena experimentar o Linux deste jeito: A maior complicação será, no final, desinstalar o sistema caso você não goste, o que eu, pessoalmente, duvido que aconteça.
NTFS-config: Partição NTFS em instantes
Você está utilizando o Ubuntu em um computador com dual boot e quer uma forma descomplicada de acessar suas partições Windows que estão formatadas com o padrão NTFS?
A partir da versão Feisty do sistema você pode fazer isso em apenas 4 passos extremamente simples. O primeiro deles consiste basicamente de abrir uma janela do terminal e, logo em seguida, instalar o programa NTFS-config:
sudo apt-get install ntfs-config
Esta simples linha de comando instalará todos os programas necessários para que sua partição seja montada corretamente, inclusive o driver ntfs-3g, uma interface open source que permite acesso de leitura e escrita a sistemas deste padrão, como são justamente o Windows XP, Windows Server 2003, Windows 2000 e o Windows Vista.

O segundo passo é ainda mais simples: Basta que, após a instalação, você execute o programa, que estará, conforme ilustro acima, no menu Aplicações, Ferramentas do Sistema. Você precisará informar a senha do administrador.

Assim que a aplicação se abrir, você estará pronto para executar o terceiro passo: Após a exibição de todas as partições NTFS disponíveis, selecione aquelas que você deseja acessar a partir do Ubuntu e, após renomeá-las — se assim o desejar, pois isso não é obrigatório —, clique no botão Aplicar.

O último passo consiste em selecionar que tipo de suporte a escrita você deseja ter à partição NTFS selecionada: Se o seu sistema está configurado para dual boot, ou seja, se você utiliza o GRUB, então selecione dispositivo interno. Se a sua partição está em um HD externo, selecione a segunda opção.
Ao clicar em OK, você deve ver um novo atalho para sua partição Windows bem na área de trabalho. Para desmontá-la — se for necessário — basta clicar o botão direito do mouse sobre o ícone e escolher a opção Desmontar Volume.
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Novo Mandriva Linux vem aí…
Sejamos francos. Duvido que qualquer pessoa — mesmo aquelas que não morrem de amores pelo Linux — não admire um belo desktop de qualquer distribuição do sistema operacional do pingüim. É uma experiência apaixonante. Depois de colocar meus olhos em alguns screenshots da nova versão Spring RC1 do Mandriva Linux que encontrei através do Download Squad, então, fiquei me sentindo exatamente assim, apaixonado.
De verdade, mesmo sendo usuário convicto do Ubuntu Linux, não houve como não ficar muito bem impressionado: Pra mim, o sistema está cada vez melhor em termos de interface e facilidade de uso. Aliás, aqueles que ainda têm medo de sistemas Linux ficarão felizes em saber que, ao menos na minha humilde opinião, a recém-incluída versão 3.5.6 do KDE — também substituível por um GNOME, é claro — contribui ainda mais para tornar as coisas muito próximas do ambiente Windows.
Para mim, a prova incontestável de que o Mandriva é um sistema totalmente descomplicado para usuários iniciantes reside no fato de eu mesmo ter tido a oportunidade, ano passado, de testemunhar como uma família inteira, tendo comprado seu primeiro computador Penguin Powered, se adaptou prontamente à utilização do sistema operacional embutido. “— Que fácil de usar, sempre achei que fosse mais complicado…”, foi um comentário muito comum que ouvi na época.
A nova versão do Mandriva, com previsão de lançamento para o próximo mês de abril, traz em seu pacote de melhorias a atualização do Firefox — que chega à sua versão 2.0.0.2 nesta distro — e do OpenOffice, que alcança sua versão 2.1. Além disso, como se espera de qualquer distribuição Linux, há uma infinidade de programas open source capazes de realizar as tarefas de qualquer sistema pago com os pés nas costas.
Um dos diferenciais do sistema Mandriva é que, além das versões gratuítas, há algumas versões pagas — Discovery e PowerPack — com preços variando entre 44 e 199 euros. A principal diferença entre as versões grátis e as pagas reside na existência, para as versões pagas, de mais CDs com aplicativos, manuais de usuário e de referência impressos e na inclusão, dentre os componentes do sistema, de plugins comerciais e drivers proprietários cujas licenças são pagas. Desta forma, é possível reproduzir DVDs e uma série de outros padrões e formatos de mídia out of the box, ao mesmo tempo em que instalar placas de hardware se torna o mais próximo possível de uma experiência plug and play, não sendo preciso nenhum esforço na realização de grandes configurações. Acreditem ou não, muita gente prefere pagar pelo Linux pra ter algo ainda mais completo e funcional.

O fato é que, agora, enquanto escrevo este post, sinto minhas mãos coçando pra colocar as mãos no novo Mandriva. Não garanto que vá instalá-lo para utilizações futuras — embora seja possível fazê-lo com apenas um clique do mouse, se isso for minha decisão — mas preciso ser sincero ao dizer que, pelo menos, um live CD estará em execução na minha máquina nos próximos dias. E eu voltarei a tocar no assunto, é claro.
Perca o medo do Linux!
Tentem, como eu já tentei, falar das vantagens de um sistema operacional de código aberto com as pessoas em geral e verão que não se trata de uma tarefa das mais fáceis, ainda mais considerando que vivemos num mundo onde mais da metade dos usuários de computador sequer sabe o que são sistemas operacionais. As pessoas, quando querem comprar um computador, simplesmente vão a uma loja qualquer — o magazine da esquina, por exemplo — e compram um PC, ou esperam que um amigo visite o Paraguai para lhes trazer um computador e daí pagam mais algum dinheiro — por fora — para que outro alguém, obscuramente, lhes instale o Windows, porquê, afinal de contas, sem ele o micro não funciona.
Mas não funciona exatamente porquê o Windows é, nada mais, nada menos, do que um sistema operacional. Me desculpem aqueles que já o sabem — e, se quiserem, podem descer mais além no artigo — mas é preciso esclarecer o quê é um sistema operacional o mais rápido possível: Trata-se de um programa que gerencia não apenas o seu hardware — ou seja, os componentes do seu computador, a parte física dele — mas também o software — tudo aquilo que você instala nele, os programas, jogos e tudo mais —, a memória, e mais um monte de coisas. Sem um sistema operacional, você estaria frito se quisesse navegar pela Internet, gravar CD’s, ouvir música ou fazer qualquer outra coisa que lhe desse vontade à frente de um computador.
Eu sei que não há discussão: O Microsoft Windows é, sem sombra de dúvida, o sistema operacional mais famoso do mundo, e, muito provavelmente, você pode estar usando uma cópia dele — mesmo que seja pirata — neste exato momento enquanto navega na Internet. A pergunta é: Você sabia que existem sistemas operacionais que fazem as mesmas coisas que o Windows, e que, enquanto o primeiro pode lhe custar algumas centenas de reais para adquirir, estas alternativas podem ser totalmente gratuitas?
Me lembrei agora que, no começo deste mês, um amigo me perguntou se eu poderia lhe ajudar a formatar um dos computadores que a escola onde ele trabalha tinha acabado de comprar, porquê ele tinha vindo com um tal de Linux instalado. Fiquei, confesso, um tanto quanto chocado com o pedido que ele me fez, e ainda tentei lhe contar como uma outra pessoa que conheço tinha, também, acabado de comprar um computador que também veio com o tal instalado e estava gostando bastante da experiência de usá-lo.
Foi um relato em vão: Seu argumentou foi o de que o pessoal da escola não se acostumaria com a utilização, e que, por lá, o Windows seria melhor, já que nem a impressora eles estavam conseguindo usar por conta deste tal Linux. Vencido, me vi obrigado a matar o pingüim, para isso usando alguns rápidos – e doloridos – golpes de fdisk /mbr e a instalar, a pedido dele, uma cópia perna-de-pau de Windows.
Apesar da história deste meu amigo, há cada vez mais gente se interessando pelo Linux que, hoje, já é utilizado em diferentes aplicações: Não apenas há um número crescente de computadores pessoais que o têm instalado, mas caixas eletrônicos, telefones celulares e supercomputadores também são movidos pelo sistema, cujo núcleo principal — ou kernel — foi desenvolvido pelo finlandês Linus Torvalds em 1991.
Como citei no início, o Linux é um sistema de código aberto. Isso significa que qualquer pessoa que tenha conhecimento mínimo de programação pode alterá-lo à seu gosto, implementando melhorias e criando novas distribuições. Por sinal, dentre as distribuições mais populares que eu conheço estão:
O Mandriva Linux — antigamente conhecido como Mandrake — é uma das distribuições mais populares entre usuários novatos de Linux, principalmente aqueles que buscam uma alternativa ao Microsoft Windows, já que sua interface lhe é bem similar. Foi criado em 1998, também com um nobre objetivo: Tornar o Linux acessível a todos e disponibilizar uma enorme biblioteca de programas e uma interface de fácil utilização.
O Debian GNU/Linux é outra distribuição Linux completamente gratuita que foi concebida por Ian Murdock, em 1993. Esta distribuição em particular se destaca por sua extensa documentação e pela grande comunidade de usuários. Trata-se de um software particularmente estável e com um processo de instalação muito simplificado. Uma ferramenta muito especial, chamada apt-get, se originou com ela, e hoje habita diversas outras distribuições, como o Ubuntu.
De acordo com a tradução que podemos encontrar no próprio site oficial, a palavra Ubuntu é africana e significa algo como “humanidade para os semelhantes”. Seus desenvolvedores têm o objetivo de trazer este slogan para o mundo do software, ao oferecerem uma distribuição completamente gratuita e que serve tanto para o uso doméstico quanto para gerenciar grandes servidores. Atualmente, o Ubuntu possui mais de 16 mil programas disponíveis, e é meu Linux de escolha.
Dentre todos os que citei, o Gentoo Linux talvez seja aquele que possui o processo de instalação mais chato — e também, o mais complexo — para os usuários menos pacientes. Trata-se de uma distribuição baseada em códigos-fonte, ou seja, sua instalação fornece pacotes que resultam em um sistema extremamente básico cujos componentes restantes devem ser configurado pelo próprio usuário, que os compilará a partir das fontes. Em resumo, você deve ficar longe dele se você é um novato.
Enquanto eu sei que a idéia de usar Linux pode parecer assustadora pra muita gente, devo dizer que a coisa não é tão difícil quanto parece. O exemplo mais clássico que posso citar é o de minha própria mãe, que, sem conhecer absolutamente nada do sistema, conseguiu ajudar um casal de amigos a usarem uma cópia do Mandriva Linux, em poucos minutos, para converter alguns CD’s para arquivos MP3.

Além disso, há uma preocupação crescente em se tornar qualquer distribuição do Linux mais amigável na instalação, justamente o ponto onde muita gente esbarra ao sentir vontade de experimentar. A prova disso são os recentes lançamentos de instaladores automatizados que, de dentro do próprio Windows, podem ser usados para instalar no computador de qualquer pessoa o Ubuntu Linux ou o Debian/GNU — este último é encontrado, por sinal, no sugestivo domínio goodbye-microsoft.com .
Em resumo, o título deste artigo vale como o principal conselho, e como a conclusão final: Se você ainda não o fez, perca o medo do Linux, e usufrua de um sistema livre, em amplo desenvolvimento e que está mostrando, a cada dia que passa, ser um software particularmente notável…
Ubuntu: Firefox em pt-br
É fato que, no momento em que é instalado em seu computador, o Ubuntu já apresenta diversos aplicativos totalmente traduzidos para o português, dentre os quais, o próprio GNOME, sua interface padrão com o usuário. No entanto, também é fato que alguns aplicativos que o acompanham — como o indispensável Firefox 2.0 — são instalados em inglês.
Para tornar a experiência de navegação pela internet mais agradável, não é nada complicado fazer com que a velha raposa de fogo seja exibida totalmente em português. Para isso, abra uma janela do terminal e digite o seguinte comando:
Aguarde a instalação do novo pacote de idiomas e, assim que estiver concluída, reinicie o Firefox e abra-o novamente logo em seguida, para que as alterações surtam o efeito desejado. Pronto!











