Nurse Jackie, só em 2011
Finalmente coloquei em dia os últimos 7 episódios da segunda temporada de Nurse Jackie — e após ter chegado ao fim de uma maratona como esta durante a última madrugada, devo admitir: Continuo listando a série entre as minhas favoritas, dada a sua combinação singular de drama e humor, da qual não vou nunca me cansar de falar.
Além disso, ao final dos 12 episódios mais recentes, mais uma vez a série foi capaz de terminar com um ótimo cliffhanger: O que acontecerá agora com Jackie Peyton? A produtora executiva da série, Linda Wallem, falando na Comic Con, já adiantou que a personagem continuará a sofrer com seu vício em drogas. Durante o evento, em um dos paineis, foi exibido o seguinte vídeo:
A única coisa que me deixou triste, no entanto, é que terei que esperar até 2011 pela terceira temporada. É muito tempo. Muito.
The IT Crowd voltou!!
Eis que no último dia 25 de junho voltou a ser exibida pelo Channel 4 britânico aquela que, ao menos para mim, é uma das melhores comédias de todos os tempos. Estou falando de The IT Crowd, que chegou à sua quarta temporada.
Para quem não conhece, a série gira em torno da história dos três únicos funcionários do departamento de TI da Reynholm Industries, uma grande empresa de Londres. A equipe é formada pelos técnicos de informática Maurice Moss — interpretado pelo ator Richard Ayoade —, Roy Tenneman — interpretado pelo ator Chris O’Dowd — e por sua chefe, Jen Barber — interpretada pela atriz Katherine Parkinson —, que na verdade chegou ao departamento por acidente e não entende patavinas de informática. Juntos, eles passam por uma série de situações relacionadas não apenas ao ambiente do escritório onde convivem, mas também no cruel mundo de lá de fora.
The IT Crowd contém todos os elementos típicos de uma série de humor produzida pelos ingleses. Seus episódios, desta maneira, estão recheados de situações secas, irônicas e, até mesmo, pesadas. Este conjunto de ingredientes, devo confessar, me atrai bastante quando o assunto é comédia, e, honestamente, não ria tanto com um seriado desde a já extinta — e também britânica — Coupling, que muitos comparavam à Friends e Seinfeld, mas cujo teor continha muito mais elementos sexuais.
Veja abaixo um trecho do segundo episódio da primeira temporada, em que Moss está assistindo à uma propaganda no mínimo pitoresca na TV:
Falando em comparações, muitas pessoas por aí costumam comparar The IT Crowd à americana The Big Bang Theory, outra série muito famosa e conhecida.
Embora eu deva dizer que prefiro evitar comparações, já que ambas as séries são centradas no universo nerd e possuem elementos em comum — The IT Crowd é voltada às piadas tipicamente relacionadas à tecnologia da informação e The Big Bang Theory é voltada às piadas relacionadas ao mundo da ciência —, sou obrigado a admitir que todos temos nossos favoritos, e que, no meu caso, The IT Crowd é mesmo a vencedora. Mas e a sua opinião? Se quiser, deixe-a registrada abaixo!
Haja paciência com o “1 contra 100″
Não me levem a mal aqueles que não gostam do gênero, mas eu confesso que sou fanático por game shows.
O último que caiu nas minhas graças foi o 1 contra 100 — game de perguntas e respostas exibido pelo SBT, em que uma única pessoa tenta derrotar 100 participantes de um painel, na esperança de levar pra casa, nada mais, nada menos, que um milhão de reais. Além de pessoas comuns como você e eu, muita gente famosa de diversos universos e mídias também participa do programa frequentemente — uma dessas participações, por exemplo, foi do Alexandre Inagaki, do blog Pensar Enlouquece.
Gosto — imagino eu, como milhares de pessoas — de ficar tantando responder às perguntas propostas, e isso me traz diversão suficiente para uma quarta-feira à noite. No entanto, por mais que eu goste da diversão, devo admitir que não consegui assistir todo o programa de ontem — em que o jogador Careca, que jogou muito tempo no São Paulo e foi da seleção brasileira, era uma das celebridades participantes em uma noite em que o tema do programa eram perguntas sobre — adivinhem — futebol, em alusão à Copa do Mundo deste ano.
O problema todo é que tem intervalo comercial demais no 1 contra 100.
A constante interrupção do programa por seu apresentador para ouvir mensagens dos patrocinadores — aliás, coincidência ou não, Roberto Justus é um famoso e bem-sucedido publicitário — é irritante, e até mesmo, acredito eu, um desrespeito aos telespectadores. Ontem, por exemplo, durante a participação do Careca, após a primeira pergunta feita houve um intervalo “antes de sabermos a resposta correta para esta pergunta“. Cerca de cinco minutos, se não estou enganado.
Quando o programa voltou, e a segunda pergunta foi feita, veio a mesma ladainha: Outro intervalo, “antes de sabermos a resposta correta para esta pergunta“. Desta vez, sem brincadeira, uns oito minutos. Na terceira vez em que isso se repetiu — sim, na terceira pergunta, perdi a paciência e desliguei a televisão. Preferi, sim, ir dormir. Ora, sinceramente.
Entendo que o que mantém os programas de televisão e suas emissoras são os comerciais. Mas as interrupções já foram menos frequentes, e mais curtas, e isso infelizmente vem mudando com o tempo. De algumas semanas pra cá passa-se mais tempo durante o horário do programa em intervalos comerciais do que às voltas com as perguntas e respostas que são o formato do game show.
Isso sem falar do longo tempo — quase interminável, mesmo — em que Justus fica apresentando os participantes do painel com as 100 pessoas, e conversando com cada uma delas. Isso também é interromper — ou melhor, nem começar o programa. Para mim, quando estas apresentações e intervalos comerciais se tornam constantes ou demorados demais — e permitem que eu, assim como vários telespectadores fiquem muito tempo zapeando em outros canais —, a audiência do programa é colocada em risco. Na prática, infelizmente, acredito que se esse padrão não mudar, logo logo haverá espectadores a menos. Bom, pelo menos, 1 a menos.
Lost, express
O final de Lost no último dia 23 de maio certamente mobilizou muita gente.
Milhões de fãs ansiosos por saber o desfecho de seis temporadas inteiras de mistérios após mistérios certamente se acumlaram em frente a seus televisores, ávidos por respostas. Como muitas delas vieram — mas muitas outras não vieram — a série deve se tornar assunto de bar, ônibus, hora do almoço — e por aí afora — ainda durante muito tempo. Desta maneira, aqueles que nunca viram sequer um único episódio da série podem precisar ouvir muito a respeito dela. Para estas pessoas, o vídeo abaixo é um resumo perfeito. E em apenas 3 minutos.
Pode não ser o melhor resumo. Mas é muito criativo.
Dharma Initiative Alarm Clock
Eu sei. Assim como eu, milhões e milhões de pessoas ficarão, muito em breve, órfãos de uma das séries mais bacanas de todos os tempos. Mas tudo bem… Eis aqui uma bela forma de nos lembrarmos para sempre de Lost, graças ao pessoal do site ThinkGeek:
Product Features:
Ah, se você se animou, pode parar por aí. É primeiro de abril.
The following takes place between 5 p.m. and 6 p.m.: ’24′ shuts down
Não pude deixar de parafrasear o título da notícia dada pelo Los Angeles Times, por acreditar que ele traz certo humor a um fato já amplamente divulgado pela mídia, seja ela especializada ou não.
No entanto, é um trecho da mesma notícia, divulgado pelo The Hollywood Reporter, que eu usarei para falar a respeito do fim dos tempos para Jack Bauer e sua turma:
Tick, tick, tick… and done.
After eight seasons, Fox’s “24” is coming to an end.
The groundbreaking action drama will air its final real-time episode in May, the victim of a confluence of circumstances: a swelling budget, declining ratings and creative fatigue.
É verdade que um dos produtores executivos da série, em entrevista também ao THR, deixa no ar que um longa-metragem estrelado por Kiefer Sutherland pode mesmo chegar aos cinemas num futuro próximo, e que se algum dos roteiristas tiver uma ideia brilhante, ela pode acabar se transformando em um spin-off da série, mas o fato é que 24 horas é mais um dos meus seriados favoritos que chega ao fim.
Ocorre, no entanto, que os motivos para que a série acabe — que, no fim, resumem-se à visão dos executivos da TV que, é claro, estão interessados em dinheiro — são os mesmos que levaram ou levarão ao fim todos os seriados de televisão do mundo, quer eles sejam os meus favoritos, ou não.
Vejamos: Assim como em 24 horas, os altos salários pagos ao elenco depois de várias temporadas também tiraram do ar Friends, mesmo sendo esta, talvez, a comédia de maior sucesso de todos os tempos.
No caso de 24 horas, também se soma ao fator salário a questão da licença paga pela Fox à 20th Television para exibição de cada episódio, um valor que beira os US$ 5 milhões, além da queda vertiginosa de audiência da última temporada — o que nos leva ao último fator que normalmente causa o cancelamento de qualquer série.
Estou falando da crise criativa dos roteiristas. Não sei se este é o caso, por exemplo, de outra de minhas séries favoritas, Lost, mas penso que sim, pelo menos em parte, por esta se tratar de uma série com grandes e constantes reviravoltas no enredo, que acabam se tornando insustentáveis se passa muito tempo sem que existam explicações plausíveis para os acontecimentos.
Tal como Lost, 24 horas sai de cena em maio com o benefício de ainda estar em alta, e, a meu ver, ao menos neste caso, sem que se culpem necessariamente estes profissionais por quererem apelar aos mais inúmeros tipos de artimanhas para prender o telespectador — afinal, de quantas outras maneiras ainda poderiam ocorrer ataques terroristas aos Estados Unidos?
Com Lost e 24 horas próximos de seus momentos derradeiros, das minhas séries favoritas ainda no ar só sobra mesmo House, que eu, sinceramente, espero que ainda dure um tempo considerável antes de também ser afetada pelos sintomas citados neste texto. É verdade que V, FlashForward e Nurse Jackie tem me conquistado, mas é difícil dar adeus a velhos favoritos.
Nurse Jackie: Segunda temporada a caminho!!
RT @ligadoemserie: A 2a temporada de Nurse Jackie vem aí! http://migre.me/i5Ny // o @danielsantos vai gostar de saber
É. O @netocury tem mesmo razão. Vou mesmo gostar — ou melhor, já gostei — de saber. E segundo nota divulgada pelo Entertainment Weekly, a segunda temporada começa no próximo dia 22 de março, e, ao menos aparentemente, não deverá fugir à fórmula que fez com que eu sempre o tivesse na mais alta consideração: As situações inesperadas, mescladas com a dualidade de caráter de Jackie — ora santa, ora não —, e mais uma tonelada de humor negro regado com drama, farão, com 99% de certeza, com que um novo sucesso se concretize.
E falando em novidade, eis um teaser trailer que deixa qualquer fã da série sedento por mais:
Se você ainda não viu, está dormindo no ponto.
Solitários?
Vem realmente me chamando a atenção nas duas últimas semanas um reality show chamado Solitários, que o SBT estreiou no último dia 10 de janeiro. Pelo menos em parte, isso se deve ao fato de que as opiniões e sentimentos das pessoas com relação ao programa são contraditórias: Há quem odeie e quem adore o formato. Mas, verdade seja dita, é bom entender o que acontece antes de optar por uma opinião.
A proposta é baseada no reality show Solitary, criado pelo canal Fox, e tudo gira ao redor da realização de uma série de experimentos sociais que têm a finalidade de testar os limites do ser humano. A dinâmica, ao menos para mim, é inovadora: Nove pessoas, que não se conhecem e têm idades e profissões diferentes, são confinadas, cada uma isolada da outra, em células — ou pods — que têm formato octogonal e aproximadamente 3m de diâmetro.
Dentro destes pods, os participantes devem passar por provas — que servem tanto para conquistar a imunidade que lhes garantirá não sofrerem uma eliminação precoce, quanto para eliminar um dos confinados. Para se saírem bem, dependem não apenas de um bom preparo físico, mas também de resistência psicológica e mental. Na primeira das provas, por exemplo, era necessário que cada um dos nove vestisse mais de 50 camisetas, de todos os tamanhos — o que consumiu um tempo enorme e fez com que alguns participantes desistissem da prova, precisando de tesouras para se livrarem das camadas de tecido.
A mente doentia por trás dos pods em Solitários é uma voz computadorizada chamada Val — possivelmente, segundo consta da Wikipedia, uma referência a HAL 9000, o computador que tomou a espaçonave em 2001: Uma Odisséia no Espaço. É ela quem dita as regras no jogo, dizendo o que deve ou não ser feito. Val é representada, em cada um dos espaços confinados, por um monitor. Abaixo do monitor existem botões — um verde, outro, vermelho, que são usados na dinâmica do programa. O participante pode pressionar o botão verde para falar com Val, a quem deve pedir autorização para tudo; a qualquer momento, pressionar o botão vermelho, quer por vontade própria, quer como punição pelo não cumprimento de uma prova ou de uma ordem, elimina o participante.
Pelo que consta do formato do programa — e já pode ser observado nos episódios —, Val fornece água aos participantes, que também são alimentados — normalmente com barrinhas de cereal. Ao longo do programa, como se pode perceber no episódio 4, ela também começa a controlar os períodos de sono dos confinados, que vão ficando cada vez mais reduzidos, provocando um aumento de estresse.
É esse aumento ou não de estresse o fator que pode ser determinante para se vencer o programa, que nos EUA já é exibido desde 2006 e está rumando para sua quarta temporada. O grande vencedor — provavelmente aquele com os próprios limites mais em dia — fatura R$ 50 mil. Prêmio pequeno? Esforço grande? Não sei. Eu só sei que, entre os dois times com opiniões distintas sobre o programa, fico com aquele que pensa que Solitários é um toque diferente nas telas das TVs brasileiras — e, provavelmente, o melhor reality show disponível na TV aberta. E se você ainda não se decidiu, quem sabe assistir à íntegra de alguns episódios não te faça mudar de ideia…
Uma voz que se cala…
SÃO PAULO – Num tempo que todos podem ser locutores, com seus próprios programas gravados em podcasts ou em vídeos no Youtube, nada podia ser mais anacrônico que uma voz de veludo, empostada, com a dicção perfeita, narrando como há 50 anos nos antigos programas de rádio. Não no SBT. Tem coisas que só no SBT pode. Uma delas era o Lombardi.
Onde mais seria possível ouvir sem se aborrecer alguém anunciando produtos – de carnê de compras, títulos de capitalização e cosméticos aos prêmios para os participantes: “…um lindo refrigerador, uma casa e um carro zero quilômetro!” – sem a informalidade artificial de telemarketing que impera nos merchandisings que proliferam nos programas de TV?
Na contramão de tudo o que é considerado moderno e cool, Lombardi interagia com o patrão de voz tão inconfundível quanto à dele com uma entonação grandiloquente, mas ao mesmo alegre e simpática, sobretudo nas últimas palavras da frase, onde era possível até escutar um sorriso. (via Estadão)
Cheguei em casa ontem e minha esposa comentou comigo sobre a morte do Lombardi. Fiquei surpreso, ao mesmo tempo em que pensava no que poderia escrever aqui, mas este trecho de nota publicada pelo Estadão diz muita coisa.
O locutor se foi, e, certamente, com ele, se foi também uma parte da história do Brasil e da televisão brasileira. Eu sentirei a falta dele na interação com Sílvio Santos, assim como imagino que muita gente por aí. Será difícil esquecer do bordão “Ooooiii Sííílvio…”, que ele usava para responder à chamada do patrão… #rip
No more Hameron?
Que House é uma das melhores séries da paróquia, não vou discutir. O que eu nunca comentei por aqui é que eu sempre torci para que algo pudesse rolar entre o Dr. Gregory House — personagem do ator Hugh Laurie, que dá título à série — e a Dra. Alison Cameron — personagem de Jennifer Morrison —, possibilidade também desejada por muitos fãs da série mundo afora, e denominada por eles, carinhosamente, de hameron, numa mistura de nomes de ambos os personagens.
Eu sempre torci desta maneira porquê, desde os primeiros episódios e das primeiras temporadas do seriado que eu percebo que há uma química, algo muito forte, entre eles. Mas parece, para meu alarme, que todas as esperanças se neste sentido foram por completo, agora que o episódio Teamwork — o oitavo da sexta temporada do seriado — foi exibido, no último dia 16 de novembro. Não costumo escrever reviews dos episódios das séries que assisto, mas farei isso excepcionalmente desta vez.
Se você ainda não assistiu ao episódio, não continue lendo.

![101 - Yesterday's Jam[(004753)03-46-33]](http://danielsantos.org/images//2010/07/101-Yesterdays-Jam00475303-46-33-500x275.jpg)
















