Nurse Jackie, só em 2011
Finalmente coloquei em dia os últimos 7 episódios da segunda temporada de Nurse Jackie — e após ter chegado ao fim de uma maratona como esta durante a última madrugada, devo admitir: Continuo listando a série entre as minhas favoritas, dada a sua combinação singular de drama e humor, da qual não vou nunca me cansar de falar.
Além disso, ao final dos 12 episódios mais recentes, mais uma vez a série foi capaz de terminar com um ótimo cliffhanger: O que acontecerá agora com Jackie Peyton? A produtora executiva da série, Linda Wallem, falando na Comic Con, já adiantou que a personagem continuará a sofrer com seu vício em drogas. Durante o evento, em um dos paineis, foi exibido o seguinte vídeo:
A única coisa que me deixou triste, no entanto, é que terei que esperar até 2011 pela terceira temporada. É muito tempo. Muito.
Haja paciência com o “1 contra 100″
Não me levem a mal aqueles que não gostam do gênero, mas eu confesso que sou fanático por game shows.
O último que caiu nas minhas graças foi o 1 contra 100 — game de perguntas e respostas exibido pelo SBT, em que uma única pessoa tenta derrotar 100 participantes de um painel, na esperança de levar pra casa, nada mais, nada menos, que um milhão de reais. Além de pessoas comuns como você e eu, muita gente famosa de diversos universos e mídias também participa do programa frequentemente — uma dessas participações, por exemplo, foi do Alexandre Inagaki, do blog Pensar Enlouquece.
Gosto — imagino eu, como milhares de pessoas — de ficar tantando responder às perguntas propostas, e isso me traz diversão suficiente para uma quarta-feira à noite. No entanto, por mais que eu goste da diversão, devo admitir que não consegui assistir todo o programa de ontem — em que o jogador Careca, que jogou muito tempo no São Paulo e foi da seleção brasileira, era uma das celebridades participantes em uma noite em que o tema do programa eram perguntas sobre — adivinhem — futebol, em alusão à Copa do Mundo deste ano.
O problema todo é que tem intervalo comercial demais no 1 contra 100.
A constante interrupção do programa por seu apresentador para ouvir mensagens dos patrocinadores — aliás, coincidência ou não, Roberto Justus é um famoso e bem-sucedido publicitário — é irritante, e até mesmo, acredito eu, um desrespeito aos telespectadores. Ontem, por exemplo, durante a participação do Careca, após a primeira pergunta feita houve um intervalo “antes de sabermos a resposta correta para esta pergunta“. Cerca de cinco minutos, se não estou enganado.
Quando o programa voltou, e a segunda pergunta foi feita, veio a mesma ladainha: Outro intervalo, “antes de sabermos a resposta correta para esta pergunta“. Desta vez, sem brincadeira, uns oito minutos. Na terceira vez em que isso se repetiu — sim, na terceira pergunta, perdi a paciência e desliguei a televisão. Preferi, sim, ir dormir. Ora, sinceramente.
Entendo que o que mantém os programas de televisão e suas emissoras são os comerciais. Mas as interrupções já foram menos frequentes, e mais curtas, e isso infelizmente vem mudando com o tempo. De algumas semanas pra cá passa-se mais tempo durante o horário do programa em intervalos comerciais do que às voltas com as perguntas e respostas que são o formato do game show.
Isso sem falar do longo tempo — quase interminável, mesmo — em que Justus fica apresentando os participantes do painel com as 100 pessoas, e conversando com cada uma delas. Isso também é interromper — ou melhor, nem começar o programa. Para mim, quando estas apresentações e intervalos comerciais se tornam constantes ou demorados demais — e permitem que eu, assim como vários telespectadores fiquem muito tempo zapeando em outros canais —, a audiência do programa é colocada em risco. Na prática, infelizmente, acredito que se esse padrão não mudar, logo logo haverá espectadores a menos. Bom, pelo menos, 1 a menos.
Lost, express
O final de Lost no último dia 23 de maio certamente mobilizou muita gente.
Milhões de fãs ansiosos por saber o desfecho de seis temporadas inteiras de mistérios após mistérios certamente se acumlaram em frente a seus televisores, ávidos por respostas. Como muitas delas vieram — mas muitas outras não vieram — a série deve se tornar assunto de bar, ônibus, hora do almoço — e por aí afora — ainda durante muito tempo. Desta maneira, aqueles que nunca viram sequer um único episódio da série podem precisar ouvir muito a respeito dela. Para estas pessoas, o vídeo abaixo é um resumo perfeito. E em apenas 3 minutos.
Pode não ser o melhor resumo. Mas é muito criativo.
Dharma Initiative Alarm Clock
Eu sei. Assim como eu, milhões e milhões de pessoas ficarão, muito em breve, órfãos de uma das séries mais bacanas de todos os tempos. Mas tudo bem… Eis aqui uma bela forma de nos lembrarmos para sempre de Lost, graças ao pessoal do site ThinkGeek:
Product Features:
Ah, se você se animou, pode parar por aí. É primeiro de abril.
The following takes place between 5 p.m. and 6 p.m.: ’24′ shuts down
Não pude deixar de parafrasear o título da notícia dada pelo Los Angeles Times, por acreditar que ele traz certo humor a um fato já amplamente divulgado pela mídia, seja ela especializada ou não.
No entanto, é um trecho da mesma notícia, divulgado pelo The Hollywood Reporter, que eu usarei para falar a respeito do fim dos tempos para Jack Bauer e sua turma:
Tick, tick, tick… and done.
After eight seasons, Fox’s “24” is coming to an end.
The groundbreaking action drama will air its final real-time episode in May, the victim of a confluence of circumstances: a swelling budget, declining ratings and creative fatigue.
É verdade que um dos produtores executivos da série, em entrevista também ao THR, deixa no ar que um longa-metragem estrelado por Kiefer Sutherland pode mesmo chegar aos cinemas num futuro próximo, e que se algum dos roteiristas tiver uma ideia brilhante, ela pode acabar se transformando em um spin-off da série, mas o fato é que 24 horas é mais um dos meus seriados favoritos que chega ao fim.
Ocorre, no entanto, que os motivos para que a série acabe — que, no fim, resumem-se à visão dos executivos da TV que, é claro, estão interessados em dinheiro — são os mesmos que levaram ou levarão ao fim todos os seriados de televisão do mundo, quer eles sejam os meus favoritos, ou não.
Vejamos: Assim como em 24 horas, os altos salários pagos ao elenco depois de várias temporadas também tiraram do ar Friends, mesmo sendo esta, talvez, a comédia de maior sucesso de todos os tempos.
No caso de 24 horas, também se soma ao fator salário a questão da licença paga pela Fox à 20th Television para exibição de cada episódio, um valor que beira os US$ 5 milhões, além da queda vertiginosa de audiência da última temporada — o que nos leva ao último fator que normalmente causa o cancelamento de qualquer série.
Estou falando da crise criativa dos roteiristas. Não sei se este é o caso, por exemplo, de outra de minhas séries favoritas, Lost, mas penso que sim, pelo menos em parte, por esta se tratar de uma série com grandes e constantes reviravoltas no enredo, que acabam se tornando insustentáveis se passa muito tempo sem que existam explicações plausíveis para os acontecimentos.
Tal como Lost, 24 horas sai de cena em maio com o benefício de ainda estar em alta, e, a meu ver, ao menos neste caso, sem que se culpem necessariamente estes profissionais por quererem apelar aos mais inúmeros tipos de artimanhas para prender o telespectador — afinal, de quantas outras maneiras ainda poderiam ocorrer ataques terroristas aos Estados Unidos?
Com Lost e 24 horas próximos de seus momentos derradeiros, das minhas séries favoritas ainda no ar só sobra mesmo House, que eu, sinceramente, espero que ainda dure um tempo considerável antes de também ser afetada pelos sintomas citados neste texto. É verdade que V, FlashForward e Nurse Jackie tem me conquistado, mas é difícil dar adeus a velhos favoritos.
Nurse Jackie: Segunda temporada a caminho!!
RT @ligadoemserie: A 2a temporada de Nurse Jackie vem aí! http://migre.me/i5Ny // o @danielsantos vai gostar de saber
É. O @netocury tem mesmo razão. Vou mesmo gostar — ou melhor, já gostei — de saber. E segundo nota divulgada pelo Entertainment Weekly, a segunda temporada começa no próximo dia 22 de março, e, ao menos aparentemente, não deverá fugir à fórmula que fez com que eu sempre o tivesse na mais alta consideração: As situações inesperadas, mescladas com a dualidade de caráter de Jackie — ora santa, ora não —, e mais uma tonelada de humor negro regado com drama, farão, com 99% de certeza, com que um novo sucesso se concretize.
E falando em novidade, eis um teaser trailer que deixa qualquer fã da série sedento por mais:
Se você ainda não viu, está dormindo no ponto.
Uma voz que se cala…
SÃO PAULO – Num tempo que todos podem ser locutores, com seus próprios programas gravados em podcasts ou em vídeos no Youtube, nada podia ser mais anacrônico que uma voz de veludo, empostada, com a dicção perfeita, narrando como há 50 anos nos antigos programas de rádio. Não no SBT. Tem coisas que só no SBT pode. Uma delas era o Lombardi.
Onde mais seria possível ouvir sem se aborrecer alguém anunciando produtos – de carnê de compras, títulos de capitalização e cosméticos aos prêmios para os participantes: “…um lindo refrigerador, uma casa e um carro zero quilômetro!” – sem a informalidade artificial de telemarketing que impera nos merchandisings que proliferam nos programas de TV?
Na contramão de tudo o que é considerado moderno e cool, Lombardi interagia com o patrão de voz tão inconfundível quanto à dele com uma entonação grandiloquente, mas ao mesmo alegre e simpática, sobretudo nas últimas palavras da frase, onde era possível até escutar um sorriso. (via Estadão)
Cheguei em casa ontem e minha esposa comentou comigo sobre a morte do Lombardi. Fiquei surpreso, ao mesmo tempo em que pensava no que poderia escrever aqui, mas este trecho de nota publicada pelo Estadão diz muita coisa.
O locutor se foi, e, certamente, com ele, se foi também uma parte da história do Brasil e da televisão brasileira. Eu sentirei a falta dele na interação com Sílvio Santos, assim como imagino que muita gente por aí. Será difícil esquecer do bordão “Ooooiii Sííílvio…”, que ele usava para responder à chamada do patrão… #rip
Nurse Jackie: Potencialmente viciante!
Fiquei curioso ao me deparar, ontem, com um comentário do @rodrigomuniz sobre Nurse Jackie, atração do canal americano Showtime. Sem seriados para assistir enquanto estou aguardando a temporada derradeira de Lost, agendada para iniciar apenas em janeiro ou fevereiro de 2010, e ainda a quase um mês de distância das estréias das novas temporadas de Heroes e House — que estão marcadas para reiniciar em 21 de setembro —, tive esperanças de que esta pudesse ser a resposta que me saciasse enquanto fico na espera.
A verdade é que não me decepcionei.
Jackie Peyton, a Jackie que dá título ao programa e é vivida pela atriz Edie Falco, é definida pelo canal, em tradução livre, como “uma enfermeira com personalidade forte, tocando em frente uma louca rotina num hospital urbano, enquanto tenta fazer o mesmo com uma vida pessoal mais do que desafiadora“. Mas para conseguir fazer isso sem sentir fortes dores — “Como se chama uma enfermeira com dores nas costas? Desempregada!” , ela diz na abertura do episódio piloto, que vi — ela recorre ocasionalmente a drogas como oxicodona e Vicodin, a exemplo do Dr. Gregory House.
Jackie, que possui uma personalidade tão forte quanto a do médico chefe do setor de medicina diagnóstica do Princeton‑Plainsboro Teaching Hospital, trabalha no pronto-socorro do All Saints’ Hospital, de Nova Iorque, e lá não deixa que ninguém a faça de boba: Lidando diariamente com um sistema de saúde prestes a entrar em colapso, ela faz tudo o que está ao seu alcance para que seus pacientes recebam os melhores cuidados possíveis, mesmo que isso inclua dar broncas em médicos, roubar dinheiro para ajudar uma mulher grávida, ou falsificar documentos. Quer ela esteja certa por fazer tais coisas ou não, esta é a versão dela de justiça.
O que posso dizer é que as diversas situações apresentadas me fizeram ficar realmente bem impressionado ao me deparar com um balanceamento bem dosado entre drama,comédia e humor negro. Aliás, a julgar pelo piloto e pelas reações da twittosfera, me arrisco a dizer que toda a série, que conta com 12 episódios de meia hora em sua primeira temporada, deve seguir o mesmo ritmo, o que promete ser excelente e potencialmente viciante.
Toca acrescentar mais uma em minha lista de favoritos.
Tooncast on Demand!
Através de uma notícia que encontrei hoje no RetrôTV fiz a simplesmente maravilhosa descoberta de que o Tooncast, canal sobre o qual recentemente escrevi aqui no blog, tem disponibilizado alguns desenhos animados de sua programação gratuitamente, através do Tooncast on Demand.
Oferecido através da web pelo UOL Mais, o Tooncast on Demand é exatamente o que eu estava — mais do que — precisando para, pelo menos, tentar matar a vontade de assistir a desenhos clássicos desde a extinção do formato original, aqui no Brasil, do Boomerang. As atrações disponíveis incluem desenhos completos, em português, de Tom e Jerry, Zé Colméia, Maguila o Gorila, Jonny Quest e Dick Vigarista e Mutley.
Adicionalmente, fiquei sabendo, através da mesma notícia, que a DTHI — operadora que originalmente comercializou TV por assinatura com o nome de VocêTV (da qual fui assinante) para a Telefônica antes que ela começasse a fazê-lo por conta própria, aparentemente voltará à ativa, oferecendo seus próprios pacotes de canais de televisão em modo pré ou pós pago, com alcance em todo o território nacional, com preços que começarão de R$ 19,90. Ela deve se tornar a primeira operadora com tal alcance a disponibilizar o Tooncast aos seus clientes.
Quem sabe as outras operadoras não se animam…
Tooncast: Eu quero!!!
Vou direto ao ponto: Desde quando o Boomerang anunciou, em 2006, que faria sérias mudanças em sua grade de programação, retirando A Pantera Cor de Rosa, Space Ghost e Popeye do ar — isso pra não mencionar vários outros — para passar a exibir séries teen e pequenos enlatados mexicanos, que eu digo que fiquei foi na saudade.
Como eu mencionei na época, sou um verdadeiro fanático por esses verdadeiros clássicos, e aceitava numa boa as acusações da minha esposa, que me dizia, às vezes, que parecia que o único motivo pra eu assinar TV via satélite era para assistir desenho animado — já que isso nunca foi, afinal, uma mentira, em termos.
Embora hoje em dia eu até consiga encontrar algumas alternativas online para suprir minhas crises de saudosismo — vejam, por exemplo, o Boomerang On Demand, canal disponível na Justin.tv, ou uma série de outros que estão à espera de uma busca —, nenhuma delas chega sequer perto do que era o original à época — talvez, aliás, pelo fato de não haver nenhum streaming ao vivo de programação.
Pois bem. Somente essa semana, depois que um amigo do trabalho comentou comigo sobre uma notícia divulgada no Omelete em novembro do ano passado, é que eu fiquei sabendo do lançamento do Tooncast:
A Turner International do Brasil apresentou à imprensa seus novos canais e anunciou alguns dos novos programas que estréiam nos próximos meses e em 2009.
A maior novidade é a volta de um canal dedicado aos desenhos animados de antigamente. Os órfãos do perfil inicial do Boomerang, que exibia os clássicos dos anos 70 e 80 da Hanna-Barbera, já têm como resolver sua crise de abstinência. Batizado Tooncast, o novo canal estréia no dia 1º de dezembro com 24 horas de animação sem intervalos comerciais. A grade terá, ainda, produções do Cartoon Network, como A Vaca e o Frango, Coragem, o Cão Covarde e Laboratório do Dexter.
Entrei no site oficial do canal e me deparei, logo na abertura, com uma vinheta que me lembrou em muito o Cartoon Network da década de 1990 — a música é praticamente igual. Também fiquei com aquela impressão que dava o slogan do Boomerang até abril de 2006, “o que é bom, volta”:
A grade de programação do canal ainda está em elaboração, mas dá pra ver as presenças de Popeye, Johnny Quest, Manda Chuva, Os Flintstones, Os Jetsons e Pernalonga. Além disso, ratificando a sensação de Cartoon Network dos anos 90, há um bloco dedicado ao programa What a Cartoon Show, que servia, na época, como um laboratório para as idéias de novos artistas, e que foi o responsável por ceder espaço às primeiras aparições de A Vaca e o Frango e As Meninas Super-Poderosas. Com tudo isso, é claro, aumentou a vontade de ter o canal em minha grade de programação.
Mas, para minha infelicidade, não encontrei qualquer evidência recente de que as grandes operadoras — como a NET ou a Sky — estejam em negociação ativa para inclusão do Tooncast em seu line-up. Na verdade, nem mesmo as operadoras de TV de pequeno porte mencionadas pelo site RetrôTV numa notícia mais antiga — datada de agosto de 2008 — parecem mais estar disponibilizando o canal em suas programações.
Pode ser que essa ausência de negociação se deva ao fato de que as grandes estejam esperando para ver se o canal decola — o que, se depender dos milhares de órfãos dos clássicos do antigo Boomerang, certamente deve ocorrer —, ou até mesmo ao fato de que talvez as coisas estejam acontecendo nos bastidores. De fato, neste caso, a única certeza é que será preciso dar tempo ao tempo, e esperar que em breve as respostas surjam. E, é claro, se alguém souber de alguma coisa nesse meio tempo, me avise, por favor…







A Turner International do Brasil apresentou à imprensa seus novos canais e anunciou alguns dos novos programas que estréiam nos próximos meses e em 2009.










