13.12.2008
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Martírio com a Telefônica

Estava no trabalho quarta-feira passada quando minha esposa me liga do celular dela, dizendo que o telefone de casa estava completamente mudo. Minha nobre missão, graças a este acontecimento, era mais clara do que água: Entrar em contato com o famigerado suporte técnico da Telefônica para reportar o problema e solicitar uma solução imediatamente.

Lá vou eu discar para o 103 15, canal de auxílio ao assinante. Depois de ouvir uma interminável mensagem sobre o fim do acesso gratuito à Internet para assinantes do Speedy, que agora precisarão assinar um provedor de acesso para continuar navegando e fazendo outras coisas, um atendente começa a falar comigo.

Após explicar a ele que a linha em casa estava muda — e depois que ele finalmente coletou todos os meus dados pessoais para que pudesse abrir um chamado, ganhei um número de protocolo do atendimento, juntamente com a promessa de que em até 48 horas eu receberia uma ligação marcando um horário para que um técnico da empresa pudesse vir e averiguar o que poderia estar ocorrendo de errado.

48 horas só para entrar em contato? Que espécie de tratamento é esse da Telefônica para com seus clientes — eu pensei. No entanto, não externei meu pensamento para o pobre atendente, que, no final das contas, não tem nenhuma culpa no cartório. O problema maior é mesmo a empresa nos deixar assim, sem socorro, enquanto minhas necessidades se acumulam — marcar consultas médicas, fazer contatos, e até mesmo ligar para bater um papo com minha mãe — sem telefone. E, é claro, nada de Speedy. Assim sendo, coitado de mim por ter contas e contas a pagar, e não poder acessar o Internet Banking.

Completei, na quinta-feira, mais de 24 horas sem resposta. Ninguém da Telefônica havia me ligado no celular para sequer dizer olá — que dirá para marcar um horário e averiguar o problema. Resolvi ligar para o mesmo 103 15 pela segunda vez. Após esperar um tempão — quase 8 minutos até que um atendente pegasse a ligação, disparei minha história, e como não haviam, ainda, entrado em contato. Pedi para saber o status do meu chamado.

Depois de um “um minuto por favor, estou levantando os dados do seu chamado”, mais um tempo de espera. O que se seguiu, para meu espanto, foi um diálogo mais ou menos assim:

— Senhor, não há nenhum chamado aberto para sua linha telefônica.

— Como? — pausa, surpreso. E o protocolo que abri ontem?

— Senhor, ainda não se passaram as 48 horas de prazo. O senhor precisa esperar.

— Você não acabou de me dizer que não tem chamado aberto?

(silêncio) Um minuto, senhor.

Toca me pôr pra ouvir aquela vinheta de Natal da Telefônica. Então:

— Senhor, conversei com a responsável pelo sistema, e ela me disse que às vezes é normal que os pedidos sumam do sistema.

Obviamente eu não acreditei naquilo. Não era possível que alguém achasse que as empresas — qualquer uma delas, mesmo a Telefônica — perdesse os chamados abertos por seus clientes. Isso, imagino eu, já seria o cúmulo de todos os cúmulos. No entanto, sem perder a paciência com o rapaz que me atendia , pedi a ele a gentileza de abrir então um segundo chamado.

Apenas para situá-los, o diálogo estava correndo solto entre nós lá pelas cinco e meia da tarde da quinta-feira. O camarada me coleta — de novo — todos os dados pessoais e me dispara o seguinte, na seqüência:

Então, senhor… — com uma cara daqueles “veja bem“, sabem como é? — é que eu não consigo abrir o chamado pro senhor agora, porquê estou sem acesso ao sistema. No entanto, como eu tenho seu número — de celular — eu volto a ligar pro senhor até as oito da noite de hoje para concluir o atendimento.

Quem está na chuva é pra se molhar, não é assim que dizem? Respirando fundo, aceitei a proposta do rapaz. Desliguei o celular e virei pra minha esposa, que acompanhava o diálogo entre mim e o atendente. Uma troca de olhares foi suficiente, e eu disse:

— Você quer apostar comigo R$ 10 que ele não liga até as oito?

Ela não quis apostar.

Ainda bem, pois perderia. Nada de ligação até as 21hs de quinta-feira. Foi mais ou menos nesse horário que eu, sem desistir, mas muito menos paciente, entrei em contato com o 103 15 novamente. Dessa vez, com vontade de mandar alguém pra’quele lugar. O resumo da terceira ligação para o suporte?

— Estou abrindo um chamado na Anatel reclamando de vocês porquê já estou cansado. Esperei quase 48 horas por atendimento e na última vez vocês nem se deram ao luxo de me ligar de volta, apesar da promessa.

Acho que mencionar a Agência Nacional de Telecomunicações tem propriedades mágicas. Não é que na sexta-feira — podia ser de manhã, mas tudo bem — lá pelas 15h30 toca meu celular? O interlocutor:

— Senhor Daniel? Aqui é o (…) da Telefônica, estou ligando pra dizer que sua linha de telefone foi vistoriada hoje pela manhã por um técnico, e já está tudo resolvido. O senhor confirma?

Acontece que, para o azar dele, eu havia ligado pra casa 5 minutos antes, do celular, justamente para verificar se por um acaso divino as coisas já tinham se resolvido, e nada.  A ligação caiu direto na secretária eletrônica padrão da Telefônica.

— Olha, (…), não confirmo não. Acabei de ligar em casa e a linha continua com problema.

— Neste caso, senhor, mandarei um técnico à sua residência. Qual o melhor horário?

— Vocês trabalham sábado?lá se ia o meu sábado.

— Sim senhor. Pode ser sábado pela manhã?

Fiquei de esperar o cara vir, no sábado de manhã. No entanto, depois de desligar, fiz contato com minha esposa pelo celular e, para nossa surpresa, o telefone de casa parecia estar normal. Parecia. Pedi pra ela se conectar à Internet e me ligar em seguida. Quando o telefone tocou, uma má notícia: O Speedy não entrava, nem com reza brava.

Felizmente o técnico já estava agendado para nos fazer uma visita, de qualquer jeito. Então resolvemos esperar. Às  9 da manhã de sábado me liga uma moça da Telefônica, me dizendo que o técnico nos visitaria até a hora do almoço. Pensei estar livre da questão em breve, mas deu meio-dia e nada do camarada aparecer.

Sai pra almoçar com meus pais, levando a patota toda.

Na volta, quase duas da tarde de sábado, pergunto ao porteiro se alguém da Telefônica tinha visitado o prédio. Depois da negativa dele, pelo menos fiquei aliviado por não ser vítima da Lei de Murphy — e se eu tivesse saído e, justo naquela hora, o cara inventasse de aparecer?

Eis que, quase três da tarde, minha esposa atende o telefone. É o técnico da Telefônica, dizendo que está — finalmente, Aleluia!!! — mexendo com nossa linha. Que ela poderia ficar muda um pouco, mas já voltaria. Pra encurtar essa — já muuuuito longa — história, o camarada ligou de novo 15 minutos depois, e tudo se consertou.

A pergunta que não quis calar, fiz ao técnico quando ele, depois disso, veio até a nossa casa para fazer testes finais de rotina. O que foi tudo isso, que nos deixou sem telefone e Internet tanto tempo assim? Descobri que uma outra pessoa havia atendido um chamado de instalação de Speedy aqui no condomínio onde eu moro, e que havia bagunçado as coisas.

Se essa podia ser considerada uma explicação razoável, eu já não tinha mais forças pra argumentar. Pelo menos telefone e internet tinham mesmo voltado a funcionar, e, em pleno sábado, com metade do dia perdido devido ao chá de cadeira, não quis prolongar a história.

Moral da história: Preciso me livrar da Telefônica o quanto antes. Enquanto isso não acontece, no entanto —- vou esperar até 2009 pra isso, por motivos pessoais —, toca esperar segunda-feira: Será o dia em que vou — de novo — ligar pro 103 15. Descansado, vou entrar em contato com o setor comercial. Nova missão? Exigir ressarcimento pelos dias sem conexão com o Speedy e sem linha telefônica.

Me desejem sorte. Eu VOU precisar.

28.12.2007
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Serviços? Até mentira rola pra você não cancelar!

Um amigo meu é quem realmente tem razão. Ele sempre diz que, no dia em que um serviço — qualquer que seja a natureza dele — for 100% transparente com seus clientes, assim que você resolver contratá-lo a atendente irá te perguntar umas 150 vezes:

— O senhor tem mesmo certeza de que estará querendo o serviço? Olha lá, hein? Depois não diga que nós não avisamos, porquê para o senhor estar saindo depois vai ser um verdadeiro parto de porco-espinho, hein?

telemarketing.jpg

Passei recentemente por não apenas um, mas dois partos de porco-espinho. O primeiro deles foi cancelar há alguns dias atrás o Speedy, da Telefônica. Depois de quase dez ligações sem sucesso — já que sempre que eu escolhia a opção que desejava, a linha caía depois de eu ouvir minutos a fio de propaganda — e mais uns quarenta minutos de espera para falar com um atendente, veio a pergunta padrão, que deve vir, eu não duvido, de algum manual de procedimentos padrão:

— Qual é o motivo do cancelamento?

Eu acho absurda essa pergunta. Quem é que está pagando o serviço? Eu. Quem é que, inadvertidamente, pode cancelar por qualquer motivo do mundo, o serviço? Eu, é claro. E sem precisar dar satisfações, pois afinal sou maior de idade, vacinado, ganhando meu próprio dinheiro para me sustentar e pagando os abusivos impostos deste país, motivos suficientes para fazer o que eu bem entender, na hora que eu bem entender.

Mas é claro que normalmente você dá um motivo qualquer, e aí é que vem o mais interessante:

— Senhor, verificamos que o senhor é um cliente com muito tempo de relacionamento conosco (X anos), e podemos estar dando um desconto pro senhor, a mensalidade pode ir dos atuais R$ XX,00 que o senhor está pagando para apenas R$ YY,00.

E eis aqui a maior das hipocrisias. Eu não sou um cliente especial. E lamento muito por informar, vocês todos também não são clientes especiais. Somos apenas cifras, e, como tais, só recebemos estas ofertas espetaculares na hora de cancelarmos um contrato. É a manutenção do cliente a qualquer preço, pois, se fôssemos realmente especiais, certamente receberíamos cartas em casa, junto com os boletos, informando-nos de que, devido ao nosso longo tempo de relacionamento, nossa mensalidade sofreu X% de redução daqui por diante. Por isso, é claro, respondi que não me interessava.
Mas o ápice do cancelamento do Speedy foi quando, verificando que ainda havia uma chamada técnica em aberto no meu nome, o atendente me perguntou:

— Senhor, verificamos que ainda consta um chamado técnico no seu nome. Acho que seria melhor o senhor aguardar pelo atendimento para depois, eventualmente, voltar a nos procurar para cancelar, se ainda desejar fazer isso.

Como já disse antes, nessas horas tudo se acumula: Uma semana de serviço indisponível com a anuência e o pouco caso da Telefônica, mais uns 40 minutos de espera e outros tantos naquele bate-papo descabido renderam ao pobre do atendente um sonoro comentário:

— Ah, você não vai querer agora me dizer o que é melhor eu fazer, não é mesmo?

Ao que, é claro, seguiu-se um silêncio que quase me fez arrepender do que eu tinha dito. No entanto, funcionou. Menos de cinco minutos depois deste comentário da minha parte, eu tinha o número do protocolo de cancelamento em minhas maõs, e fim de papo.

O segundo parto de porco espinho foi hoje. Tratou-se do cancelamento da minha assinatura do Terra. O novo serviço de acesso à Internet via ADSL que eu tenho me permite ficar apenas na base da autenticação. Neste caso, não demorou nada a espera até meu atendimento. No entanto, o que se seguiu também não foi uma das experiências mais legais do mundo.

Logo de cara disse que queria cancelar o provedor. E, claro, veio novamente o questionamento em relação ao motivo, ao que respondi que já estava assinando um novo serviço em que apenas a autenticação na rede era necessária. Talvez este tenha sido um erro da minha parte, pois fui bombardeado por perguntas.

— Qual é o serviço que o senhor assinou?

— É aqui da minha cidade, é local, vocês não conhecem.

— Mas se o senhor não continuar assinando, perderá acesso ao nosso portal (“— Eu nunca usei este acesso para nada”), ao álbum de fotos (“— Eu tenho uma conta no Flickr”) e ao seu e-mail protegido (“— Eu já uso uma conta no GMail há mais de dois anos”), yada-yada-yada.

E depois de mais algumas perguntas e de quedas de valores na assinatura mensal (de R$ 25,90/mês chegamos aos R$ 2,94, u-la-lá!), ela se manteve firme no argumento do e-mail protegido do Terra. Embora eu estivesse irredutível e dizendo a todo momento pra ela que estávamos demorando muito pra cancelar o serviço, ela era muito insistente:

– Senhor, eu estou lhe fazendo estas perguntas só enquanto aguardo o término do procedimento de cancelamento da sua conta.

ARGH! Quanto tempo pode levar um DELETE FROM? Bom, talvez alguns milisegundos mais do que um SET ACTIVE = FALSE, claro. Mas a insistente moça, a um certo momento, disparou uma grande pérola, que quem estava online viu, já que eu transmiti este cancelamento ao vivo pelo Twitter.

— O senhor não quer mesmo manter o e-mail protegido? Seriam apenas R$ 2,94 por mês e o senhor ainda poderia usar o serviço para proteger sua conta no GMail.

Esta é uma tremenda mentira. Para milhares de usuários que não conhecem a fundoa internet e seus vários mistérios, este argumento poderia colar, e alguém continuaria com o serviço para proteger o GMail. Para outras pessoas, a mentira reside no fato de que, entre outras coisas, o Terra tem seus servidores, e o Google, que mantém o GMail, os seus, e eles nada têm a ver um com o outro: Sendo assim, é impossível que o Terra, que mal protege suas próprias caixas postais, vá proteger as caixas alheias. Fala sério.

Mas aí estava o sinal, finalmente, de que a negociação estava no final. Disse à tal moça que me atendia que não, desta vez o mais sonoramente que consegui, e que não me importava se ela ia me oferecer um quilo de ouro (será?), eu não queria continuar com o Terra. Passados 27 minutos de conversa, a conta estava cancelada, o número do protocolo também na minha mão.

Moral destas histórias? Bem, eu tenho aprendido a duras penas que, por mais que eu não goste de me indispor com alguém, às vezes é necessário ser um pouco rude. Se não for assim, e se você não tiver paciência, persistência e muuuuuuita força de vontade, nunca conseguirá cancelar nada. Nenhum serviço. Afinal, a coisa é uma verdadeira negociação, porquê é isso o que acontece: Você tem que praticamente implorar para conseguir cancelar qualquer coisa nesse país, e essa é uma absurda falta de respeito.

Em tempo, sobre o tal e-mail protegido do Terra, serviço que tanto me foi oferecido insistentemente, vale a pena dar uma lida no que escreveu o GraveHeart: a coisa não é bem o que parece.

01.12.2007
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Será (minha) hora de trocar Telefônica por VoIP?

A quanto anda o resultado da sua equação de acesso a Internet? Quero dizer, quando você coloca na ponta do lápis os valores que gasta para ficar on-line, o que é que pesa mais?

No meu caso, pra começo de conversa, o cálculo envolve o pagamento do Speedy, serviço de acesso à internet via ADSL da Telefônica que dispensa apresentações, já que duvido que alguém por aí ainda não tenha ouvido falar dele, independente da região do país onde more. O valor mensal do serviço é R$ 59,00.

A segunda parcela que faz parte do meu cálculo é o pagamento de um provedor de acesso. Não, mesmo sabendo da liminar que está atualmente em vigor em São Paulo desobrigando as pessoas de contratarem o ISP, ainda não mandei o meu às favas, por um motivo muito simples: Concordo com um amigo meu, que diz que o tempo médio de duração de uma liminar costuma durar até a hora em que alguém a revoga, e só pretendo eliminar este serviço quando a coisa virar uma lei, algo mais sério. Por isso, amargo mais R$ 29,00 mensais.

Deixei para mencionar por último o valor mensal que eu pago por uma assinatura de telefonia fixa – já convertida para o novo (e obrigatório) plano de minutos. Aqui, aliás, mora uma bela polêmica: Se eu quiser, posso ter apenas a linha de telefone, mas não posso, ao contrário – ao menos de acordo com o que diz a Telefônica – ter apenas o Speedy. Neste aspecto, por mais que seus atendentes neguem – à sombra de algum manual com instruções para telemarketing -, o que a empresa está fazendo chama-se venda casada, e é crime proibido pelo artigo 39 do código de defesa do consumidor. Desta forma, lá se vão mais R$ 44,00 mensais.

É desta última parte da minha equação que eu tenho pensado em me livrar. Na verdade, estou pensando em tomar uma atitude radical, que é cancelar a minha assinatura de telefone fixo e Speedy, para substitui-los, respectivamente, por serviços Skype e conexão banda larga via ondas de rádio. Para isso, os passos me parecem bem simples:

  1. Mandar o Speedy às favas. No condomínio onde moro há pelo menos dois serviços de internet banda larga baseados em tecnologia de acesso por ondas de rádio. Desta maneira pouparia o valor do provedor de acesso (desnecessário em qualquer um dos dois serviços pelos quais eu viesse a optar, se optar) e a mensalidade do Speedy, que, afinal de contas, vem à parte na conta de telefone. Assim, estaria deixando de pagar, mensalmente, R$ 132,00.
  2. Comprar um número local SkypeIn: O serviço, já amplamente utilizado aqui no Brasil, permite que eu adquira um número de São José dos Campos (onde moro) e atendê-lo em qualquer lugar do mundo, sendo que quem ligar pra mim pagaria apenas uma ligação local, caso também more por aqui. O custo? Na data deste meu texto, exatos R$ 125,00 anuais, cerca de R$ 10,40/mês.
  3. Comprar créditos SkypeOut: Esta é uma experiência que eu já tive no passado. O valor mínimo para compra de créditos é R$ 25,00, e os créditos duram por até 180 dias (seis meses) após a realização da última chamada.

É verdade que ainda não pesquisei todos os detalhes e custos incorridos, mas estou dividindo todas estas informações aqui no blog porquê a vontade de migrar 100% para o VoIP permanece, e principalmente para troca de experiências com aqueles que já tenham passado por isso.

Sei que, para manter o computador desligado, por exemplo, preciso de um adaptador ATA para conectar um telefone convencional ao modem, o que não é muito barato, mas, pelo menos, é um custo que terei uma única vez. Imagino que tenha mais alguma coisa da qual estou me esquecendo por agora. De qualquer forma, será que há alguém por aí que possa me dar algumas dicas?

12.10.2007
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As dúvidas da Telefônica TV Digital

No começo deste ano escrevi um artigo falando sobre as minhas impressões ao ter assinado a VocêTV, na época o serviço oferecido pela Telefônica para recepção de TV por assinatura.

O tempo passou, eu cancelei o serviço e acabei voltando para a Sky, mas sou obrigado a reconhecer que me surpreendi ao ver que o artigo acabou se transformando numa espécie de fórum de discussão de curiosos, outros assinantes, amigos e afins, sendo até agora o responsável pelo maior número de visitas por aqui.

Eis um exemplo de comentário que recebi ontem no artigo, para moderação. Como em todos os casos, liberei-o normalmente para exibição, mas fiquei preocupado: questões como as que são levantadas pelo Rui, acima, aparecem com freqüência entre os comentários, e me fazem ver o quanto a Telefônica não informa corretamente seus clientes, sejam os atuais, antigos ou prováveis.

Se você visita o site do atual produto de TV por assinatura deles e consulta as perguntas freqüentes, descobre que a dúvida do Rui, e muitas outras, não estão ali contempladas. Isso, pra mim, se caracteriza como amadorismo. Talvez não haja mesmo como comportar todas as dúvidas naquele espaço. No entanto, acredito que, no mínimo, a empresa deveria disponibilizar aos seus clientes um chat para tirar dúvidas on line, como muitos outros serviços fazem. Isso certamente ajudaria bastante.

Em tempo, acabo de notar a pergunta 21: “Conheço pessoas que possuem a Telefonica TV Digital, mas dizem que na minha casa a instalação não pode ser efetuada. Qual o motivo?”

A resposta que está atualmente no site diz: Existem regiões consideradas áreas de sombra, isto é, regiões nas quais existe alguma obstrução que impede que o sinal seja recepcionado na casa desse cliente. Nesse caso não há como efetuar a instalação.

Acontece que uma amiga do trabalho passou exatamente por este problema. Ligou para assinar o serviço tempos atrás porquê me ouviu falando dele e porquê o vizinho que mora no apartamento do lado tinha acabado de assinar. Ouviu que a instalação estava indisponível no endereço dela. No entanto, o problema não era a referida área de sombra. O problema era que a linha telefônica do vizinho era da Telefônica, e a dela, da Vésper.

Não sabia que venda casada tinha mudado de nome para área de sombra… Tsc, tsc.

01.10.2007
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Provedor pra quê?

Via meu amigo Kadu, chega a ratificação de algo que eu ontem comentava com a minha mãe:

COMUNICADO IMPORTANTE

Com o intuito de reforçar comunicado anteriormente encaminhado a você cliente Speedy, a Telefônica informa que, de acordo com decisão judicial não definitiva, a partir de quarta-feira, 26 de Setembro de 2007 passou a oferecer conexão à Internet através do login ‘internet@speedy.com.br’ e da senha ‘internet’.

O serviço de conectividade prestado por meio do login acima indicado não inclui os serviços que hoje você já usufrui e que somente são disponibilizados através dos provedores, tais como: e-mail, conteúdos de acesso restrito, entre outros.

A Telefônica esclarece que o serviço de conectividade, realizado por meio do login acima, será cobrado no valor de R$8,70 em prazo a ser definido.

Por fim, a decisão judicial não cancela os serviços de provedores de internet já contratados por você, que poderá optar por continuar fazendo o login através do provedor que já contratou e manter os serviços que possui atualmente. Neste caso, você não precisa fazer nada. Caso queira entender melhor estes serviços e/ou alterá-los entre em contato com o seu provedor.

Mais informações podem ser obtidas em nossa Central de Relacionamento.

Bom… Devo dizer que a primeira coisa que passa pela minha cabeça é que já era hora de alguém pensar em acabar com a obrigatoriedade de se contratar um provedor de acesso para utilizar a internet, mesmo porquê isso nunca foi necessário. Agora, assim como o Kadu, acho que não é hora (ainda) de sair por aí mandando provedores às favas.

O trecho do comunicado da Telefônica que se refere à uma decisão judicial não definitiva dá muito pano pra manga, e esta é a justificativa ideal para não nos precipitarmos. É bom que aguardemos algum tempo até que este termo seja trocado por algo realmente definitivo, o que, acredito eu, certamente acabará acontecendo.

De qualquer forma, enquanto esperamos, vale a pena refletir sobre outro ponto da mensagem da operadora: a decisão judicial não cancela os serviços de provedores de internet já contratados por você. Pergunto: Será que realmente compensa pagar mais para usufruir de alguns diferenciais?

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19.09.2007
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VocêTV tentando cobrar multa indevida

Há mais ou menos uns 20 dias atrás liguei para o 0800 da VocêTV — que, apesar de não estar mais sendo comercializada por conta de sua substituição pelo serviço próprio da Telefônica, o Telefônica TV Digital, ainda funciona para o atendimento de seu portifólio de clientes — com a finalidade de cancelar o serviço. Há uma série de motivadores que me levaram a isso, embora eu não vá detalhá-los no momento. O que importa é que o atendente que falou comigo me disse que bastaria apenas esperar a ligação deles próprios para agendar uma visita, quando o técnico retiraria tudo o que fosse necessário.

Domingo passado recebemos a tal ligação — um tanto quanto tardia, na minha humilde opinião. O técnico viria à minha casa para levar decodificador e controle (a antena da VocêTV ficaria onde foi montada, no telhado) no dia seguinte, segunda-feira. Logo pela manhã ele veio e realmente levou tudo, conforme me disse a minha esposa.

Acontece que, segunda-feira à tarde, logo depois de eu ter chegado do trabalho, recebi o seguinte telegrama da DTHI, prestadora do serviço até então comercializado pela Telefônica:

telegramavocetv.jpg

Reparem na multa, de R$400,00. Trata-se do cúmulo do aproveitamento! Se, em primeiro lugar, a orientação deles é de esperar por uma ligação, esta cobrança deles não faz o menor sentido. Como tenho o comprovante assinado de que o equipamento foi retirado nesta segunda, qualquer tentativa de cobrança da parte deles será logo rebatida. Mas não posso deixar de afirmar o quanto isso me cheira a querer se aproveitar dos inocentes consumidores… Fala sério.

17.08.2007
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Triple Play é a moda do momento!

Segurei-me alguns dias para comentar o lançamento, domingo passado, da nova TV por assinatura da Telefônica — batizada, a exemplo de suas já existentes versões chilena e espanhola, de Telefônica TV Digital — porquê, sinceramente, nunca alimentei tantas expectativas a respeito de alguma coisa para, logo em seguida, me decepcionar em dobro: O lançamento foi extremamente morno. Não houve divulgação à imprensa, nem propagandas em massa. Nem nada.

Sabidamente com uma série de canais em teste no satélite nos últimos tempos, a empresa não adicionou nenhum deles à sua grade de programação oferecida. Além disso, as pessoas que assim como eu assinaram a VocêTV — iniciativa realizada em parceria com a DTHI desde o ano passado como, vejo eu agora, uma espécie de test bed — não devem ser migradas para o novo serviço, pelo menos por ora. Embora a parceria deva ser mantida, como já informou a própria Telefônica e uma série de seus atendentes, resta a dúvida de que possa ocorrer uma migração forçada mais adiante.

Com relação aos preços dos novos pacotes, estes também são desanimadores. Eu, que tanto advoguei até agora a favor do serviço, me espantei: Um pacote básico com 18 canais comercializado por R$ 69,90 é realmente muito assustador, e me faz pensar que tenho sorte por pagar apenas R$ 39,90 pelo mesmo conteúdo, preço da época do lançamento da VocêTV. O pacote total, então, sai por R$ 99,90, exatamente R$ 20,00 a mais do que no caso do serviço mais antigo.

Se novos canais ou serviços farão parte da Telefônica TV Digital, ainda acho que é cedo para dizer. Por enquanto, a única coisa claramente declarada pela Telefônica foi o movimento de comercializar seus produtos no sistema Triple Play, ou seja, um conjunto de TV por assinatura, internet banda larga e pacote de ligações telefônicas. Neste caso, aliás, uma polêmica recém-formada já se soma à discussão: O Pro Teste analisou as condições da nova promoção de venda casada da Telefônica e chegou à conclusão de que podem levar o consumidor a erro.

“É recomendável tomar diversos cuidados antes de aderir ao pacote, pois o contrato prevê a fidelização se houver rompimento em menos de um ano, as multas serão elevadas (R$ 299,00). Pela forma como o contrato foi redigido não fica claro se tal valor terá alteração, impossibilitando uma previsão segura pelo consumidor “, diz um comunicado da empresa.

Enquanto isso, no exterior a DirecTV também anunciou esta semana uma estratégia de Triple Play: Deve passar a oferecer internet através de sistema BPL — Broadbando over Power Line —, onde a conexão é feita através de energia elétrica em Dallas-Fort Worth e Cincinnati.

As conexões BPL — anos-luz à frente de qualquer coisa por ora oferecida aqui no Brasil mas ainda de tecnologia muito insipiente — possuem velocidades muito mais significativas do que as de conexões a cabo ou ADSL comuns, atendendo aos altos volumes de upload necessários para se jogar on-line ou enviar mídia digital através da grande rede. Para quem tiver BPL à mão, será apenas necessário plugar um dispositivo similar ao modem na tomada de casa para estar on-line. A intenção da DirecTV é disponibilizar a tecnologia para testes e depois estender a cobertura.

Verificar que tem havido uma preocupação das empresas em se movimentarem em direção ao Triple Play é animador. No entanto, tomando como exemplos apenas os casos que citei acima, nota-se que há uma grande diferença de abordagem entre o que ocorre no Brasil e no exterior. Espero que, no final das contas, nós, consumidores, não sejamos prejudicados, pois trata-se de uma equação que, se bem resolvida, certamente poderá trazer benefícios a todas as variáveis.

08.07.2007
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Globosat na VocêTV

Parece que as coisas estiveram realmente movimentadas na VocêTV esta semana: É que surgiram imagens na grade de canais de teste da operadora de TV esta semana, por pouquíssimo tempo, os canais GNT, SporTV e Multishow, conforme noticiado pelo site 2JOVEM.

Se o lançamento destes canais na TV da Telefônica realmente se confirmar em algum momento no futuro — já que, até o momento não há data prevista para isso devido a impasses referentes ao empacotamento dos canais, ou seja, de como, exatamente, eles serão disponibilizados —, isso marcará o fim da exclusividade da Sky em relação a este conteúdo.

Enquanto as coisas não se confirmam e temos que esperar, às voltas com dúvidas como “será que, finalmente o Universal Channel vai entrar na grade?”, descobri um trecho de vídeo gravado em que é possível assistir a trechos das programações dos canais GNT e Multishow:

[coolplayer width="480" height="380" autoplay="0" loop="0" charset="utf-8" download="0" mediatype=""]
Canais Globosat na VocêTV
[/coolplayer]

Agora é esperar.

01.07.2007
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Telefônica TV Digital em julho

Procurar notícias online a respeito da TV por assinatura da Telefônica — até agora um serviço chamado VocêTV, prestado em parceria com a DTHI — continua sendo uma tarefa bastante árdua: As informações são, na maioria das vezes, esparsas e inconclusivas. A própria existência de comunidades no Orkut, que vez por outra se mostra útil, também pode causar mais dúvidas do que certezas, dado o número de usuários que se dizem funcionários da empresa, tendo informações de primeira mão sobre esse ou aquele recurso, essa ou aquela novidade.

Isto dito, é sempre bom encontrarmos fatos e dados a respeito do assunto na Internet, pois contra estes não há argumentos. E o fato é que, conforme publicado pelo site IDG Now, o lançamento do serviço de TV paga da Telefônica deverá ocorrer até o final de julho em todo o Brasil.

Mas na prática, o que isso muda em relação a situação atual?

Primeiro, que interessandos de todo o país, e não apenas do estado de São Paulo, como tem sido até agora, poderão finalmente assinar o serviço e se juntar a uma base de 110 mil assinantes, até agora.

Segundo, que poderá — e, pelo menos no meu caso, deverá — ocorrer uma migração de usuários do atual serviço, VocêTV, em direção ao novo serviço a ser lançado, que receberá o nome Telefônica TV Digital, a exemplo do que já ocorre em outros países em que já opera, Espanha, Peru e Chile. Isto porquê, agora que conta com sua própria licença, a empresa está interessada em discutir o formato do contrato de parceria com a DTHI. E

Finalmente, é muito possível — mas não serei eu a levantar boatos infundados — que novos canais adentrem a grade de programação do serviço. Atualmente estão em testes os canais públicos TV Câmara e TV Senado, e também o TV Escola. Estes três canais, aliás, serão incorporados devido a exigências da ANATEL para concessão de licença de TV por assinatura à Telefônica.

Mas a comunidade Orkutesca que já mencionei aqui já levantou no passado a hipótese de canais como o Sci-Fi Channel (da FOX), o pacote de canais Globosat e de canais da TV aberta também chegarem às residências dos assinantes.

Neste último caso, a própria reportagem do IDG Now, em que foi ouvido o diretor geral da Telefônica, Stael Prata Silva Filho, confirma: “[...] a operadora já conseguiu fechar com “umas três” emissoras de TV aberta, cujos nomes preferiu não revelar”. Apesar do mistério, uma delas é a Rede Record. Dos demais, apesar de não serem revelados os nomes, sabe-se que a Rede Globo tem sido insistentemente negociada. De novo, Stael: “[...] o conteúdo da Globo é um conteúdo importante para a companhia”.

Exatamente aqui, quero deixar mais dois centavos: Acompanhar o Orkut neste assunto significa sempre ver usuário criticando usuário porquê alguém reclama que a Rede Globo não faz parte da grade de canais do serviço. Dizem que pra pegar a Globo é só sintonizar a TV aberta mesmo, e ponto final (há, não discordo, justificativa nisso). No entanto, a vantagem de transmissão de canais abertos pela Telefônica se justifica, se não por outros motivos, por dois muito simples: Melhor qualidade de imagem e de som. E por esta ótica, na minha opinião, todos os canais abertos seriam muito bem vindos ao serviço.

De qualquer forma, a notícia menciona julho para que as mudanças ocorram. Ou seja, de hoje a no máximo 30, 31 dias, tudo deve ser explicado e toda a boataria — assim espero — deve correr por terra. Finalmente a curiosidade deverá ser saciada. Curiosidade, aliás, que só me foi ainda mais atiçada pela intenção da Telefônica de lançar aqui no Brasil um serviço de transmissão de TV pela internet (ou IPTV), até o final do ano.

Seguindo os moldes do já implantado espanhol Imagenio, que atualmente tem mais de 300 mil clientes, a possibilidade de assistir televisão a partir da própria conexão ADSL — a mesma que pode ser usada para navegação na Internet por banda larga — traz vantagens já conhecidas, como alterar o idioma de transmissão em alguns canais, mas também a de baixar conteúdo digital sob demanda. Os pacotes do serviço têm preços que começam nos 11 euros, e podem chegar atualmente a 62 canais.

10.03.2007
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VocêTV testando pay-per-view

ppv_vocetv.jpgEmbora as notícias relativas a VocêTV continuem extremamente raras de se encontrar, é fato consumado que em fóruns de discussão pela Internet afora uma das principais dúvidas dos seus assinantes diz respeito à inclusão, no serviço, de conteúdo em pay-per-view.

A DTHI não se pronuncia a respeito e nem tampouco a Telefônica, parceira da empresa no negócio de televisão por assinatura que, diga-se de passagem, conseguiu, esta semana, uma licença própria para a exploração deste mercado em todo o território nacional.

Eis que, navegando pelas opções de meu decoder esta semana, me deparo com algo que ainda não tinha reparado. No canal da Playboy — que se encontra disponível no satélite Amazonas apenas para as versões hermanas da Telefônica TV Digital, no Chile e Peru — uma mensagem exibia o seguinte texto:

Comprar filmes de PPV neste chamado de canal 0800 77 15 215

A mensagem, que exibe o número de telefone do suporte da VocêTV, é ainda acompanhada de um valor monetário na tarja de informações — $1900 — e só pode significar a realização de testes para inclusão de pay-per-view em um futuro próximo no serviço: Ou seja, acho já se tratar de motivo suficiente para que aqueles que tanto desejavam o recurso comecem a comemorar…

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