05.07.2010
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Infográfico: IPhone 4 x IPhone 3GS 

Encontrei por acaso o infográfico abaixo, que compara as versões 4 e 3GS do IPhone, da Apple.

É fato que a comparação nos permite ver uma série de evoluções entre os dois modelos, mas, na minha opinião, o que rouba a cena é a disponibilidade do iOS 4, sistema operacional dos telefones móveis da empresa de Steve Jobs, que além de permitir, finalmente, o multitasking, também introduz o recurso FaceTime, capaz de permitir a realização de video conferências facilmente.

Aliás, o aparelho, que custa entre US$ 199 e US$ 299 no exterior, tem componentes que, juntos, custam apenas cerca de US$ 188. Na prática, a Apple mantém suas margens de lucro baixas mas consegue bons lucros com o produto. Muito inteligente.

18.01.2010
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Ninja’s Unboxing 

Quando assisti pela primeira vez, pensei até se tratar de um anúncio produzido pelo próprio Google para o Nexus One — bem que poderia ser. Mas depois de ver os créditos finais, percebi que a coisa tinha sido criada por Patrick Boivin, produtor canadense de filmes, que utilizou a técnica de stop motion animation, num resultado bem bacana.

Vocês não acham?

(via @cesaraovivo)

13.12.2008
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Martírio com a Telefônica 

Estava no trabalho quarta-feira passada quando minha esposa me liga do celular dela, dizendo que o telefone de casa estava completamente mudo. Minha nobre missão, graças a este acontecimento, era mais clara do que água: Entrar em contato com o famigerado suporte técnico da Telefônica para reportar o problema e solicitar uma solução imediatamente.

Lá vou eu discar para o 103 15, canal de auxílio ao assinante. Depois de ouvir uma interminável mensagem sobre o fim do acesso gratuito à Internet para assinantes do Speedy, que agora precisarão assinar um provedor de acesso para continuar navegando e fazendo outras coisas, um atendente começa a falar comigo.

Após explicar a ele que a linha em casa estava muda — e depois que ele finalmente coletou todos os meus dados pessoais para que pudesse abrir um chamado, ganhei um número de protocolo do atendimento, juntamente com a promessa de que em até 48 horas eu receberia uma ligação marcando um horário para que um técnico da empresa pudesse vir e averiguar o que poderia estar ocorrendo de errado.

48 horas só para entrar em contato? Que espécie de tratamento é esse da Telefônica para com seus clientes — eu pensei. No entanto, não externei meu pensamento para o pobre atendente, que, no final das contas, não tem nenhuma culpa no cartório. O problema maior é mesmo a empresa nos deixar assim, sem socorro, enquanto minhas necessidades se acumulam — marcar consultas médicas, fazer contatos, e até mesmo ligar para bater um papo com minha mãe — sem telefone. E, é claro, nada de Speedy. Assim sendo, coitado de mim por ter contas e contas a pagar, e não poder acessar o Internet Banking.

Completei, na quinta-feira, mais de 24 horas sem resposta. Ninguém da Telefônica havia me ligado no celular para sequer dizer olá — que dirá para marcar um horário e averiguar o problema. Resolvi ligar para o mesmo 103 15 pela segunda vez. Após esperar um tempão — quase 8 minutos até que um atendente pegasse a ligação, disparei minha história, e como não haviam, ainda, entrado em contato. Pedi para saber o status do meu chamado.

Depois de um “um minuto por favor, estou levantando os dados do seu chamado”, mais um tempo de espera. O que se seguiu, para meu espanto, foi um diálogo mais ou menos assim:

— Senhor, não há nenhum chamado aberto para sua linha telefônica.

— Como? — pausa, surpreso. E o protocolo que abri ontem?

— Senhor, ainda não se passaram as 48 horas de prazo. O senhor precisa esperar.

— Você não acabou de me dizer que não tem chamado aberto?

(silêncio) Um minuto, senhor.

Toca me pôr pra ouvir aquela vinheta de Natal da Telefônica. Então:

— Senhor, conversei com a responsável pelo sistema, e ela me disse que às vezes é normal que os pedidos sumam do sistema.

Obviamente eu não acreditei naquilo. Não era possível que alguém achasse que as empresas — qualquer uma delas, mesmo a Telefônica — perdesse os chamados abertos por seus clientes. Isso, imagino eu, já seria o cúmulo de todos os cúmulos. No entanto, sem perder a paciência com o rapaz que me atendia , pedi a ele a gentileza de abrir então um segundo chamado.

Apenas para situá-los, o diálogo estava correndo solto entre nós lá pelas cinco e meia da tarde da quinta-feira. O camarada me coleta — de novo — todos os dados pessoais e me dispara o seguinte, na seqüência:

Então, senhor… — com uma cara daqueles “veja bem“, sabem como é? — é que eu não consigo abrir o chamado pro senhor agora, porquê estou sem acesso ao sistema. No entanto, como eu tenho seu número — de celular — eu volto a ligar pro senhor até as oito da noite de hoje para concluir o atendimento.

Quem está na chuva é pra se molhar, não é assim que dizem? Respirando fundo, aceitei a proposta do rapaz. Desliguei o celular e virei pra minha esposa, que acompanhava o diálogo entre mim e o atendente. Uma troca de olhares foi suficiente, e eu disse:

— Você quer apostar comigo R$ 10 que ele não liga até as oito?

Ela não quis apostar.

Ainda bem, pois perderia. Nada de ligação até as 21hs de quinta-feira. Foi mais ou menos nesse horário que eu, sem desistir, mas muito menos paciente, entrei em contato com o 103 15 novamente. Dessa vez, com vontade de mandar alguém pra’quele lugar. O resumo da terceira ligação para o suporte?

— Estou abrindo um chamado na Anatel reclamando de vocês porquê já estou cansado. Esperei quase 48 horas por atendimento e na última vez vocês nem se deram ao luxo de me ligar de volta, apesar da promessa.

Acho que mencionar a Agência Nacional de Telecomunicações tem propriedades mágicas. Não é que na sexta-feira — podia ser de manhã, mas tudo bem — lá pelas 15h30 toca meu celular? O interlocutor:

— Senhor Daniel? Aqui é o (…) da Telefônica, estou ligando pra dizer que sua linha de telefone foi vistoriada hoje pela manhã por um técnico, e já está tudo resolvido. O senhor confirma?

Acontece que, para o azar dele, eu havia ligado pra casa 5 minutos antes, do celular, justamente para verificar se por um acaso divino as coisas já tinham se resolvido, e nada.  A ligação caiu direto na secretária eletrônica padrão da Telefônica.

— Olha, (…), não confirmo não. Acabei de ligar em casa e a linha continua com problema.

— Neste caso, senhor, mandarei um técnico à sua residência. Qual o melhor horário?

— Vocês trabalham sábado?lá se ia o meu sábado.

— Sim senhor. Pode ser sábado pela manhã?

Fiquei de esperar o cara vir, no sábado de manhã. No entanto, depois de desligar, fiz contato com minha esposa pelo celular e, para nossa surpresa, o telefone de casa parecia estar normal. Parecia. Pedi pra ela se conectar à Internet e me ligar em seguida. Quando o telefone tocou, uma má notícia: O Speedy não entrava, nem com reza brava.

Felizmente o técnico já estava agendado para nos fazer uma visita, de qualquer jeito. Então resolvemos esperar. Às  9 da manhã de sábado me liga uma moça da Telefônica, me dizendo que o técnico nos visitaria até a hora do almoço. Pensei estar livre da questão em breve, mas deu meio-dia e nada do camarada aparecer.

Sai pra almoçar com meus pais, levando a patota toda.

Na volta, quase duas da tarde de sábado, pergunto ao porteiro se alguém da Telefônica tinha visitado o prédio. Depois da negativa dele, pelo menos fiquei aliviado por não ser vítima da Lei de Murphy — e se eu tivesse saído e, justo naquela hora, o cara inventasse de aparecer?

Eis que, quase três da tarde, minha esposa atende o telefone. É o técnico da Telefônica, dizendo que está — finalmente, Aleluia!!! — mexendo com nossa linha. Que ela poderia ficar muda um pouco, mas já voltaria. Pra encurtar essa — já muuuuito longa — história, o camarada ligou de novo 15 minutos depois, e tudo se consertou.

A pergunta que não quis calar, fiz ao técnico quando ele, depois disso, veio até a nossa casa para fazer testes finais de rotina. O que foi tudo isso, que nos deixou sem telefone e Internet tanto tempo assim? Descobri que uma outra pessoa havia atendido um chamado de instalação de Speedy aqui no condomínio onde eu moro, e que havia bagunçado as coisas.

Se essa podia ser considerada uma explicação razoável, eu já não tinha mais forças pra argumentar. Pelo menos telefone e internet tinham mesmo voltado a funcionar, e, em pleno sábado, com metade do dia perdido devido ao chá de cadeira, não quis prolongar a história.

Moral da história: Preciso me livrar da Telefônica o quanto antes. Enquanto isso não acontece, no entanto —- vou esperar até 2009 pra isso, por motivos pessoais —, toca esperar segunda-feira: Será o dia em que vou — de novo — ligar pro 103 15. Descansado, vou entrar em contato com o setor comercial. Nova missão? Exigir ressarcimento pelos dias sem conexão com o Speedy e sem linha telefônica.

Me desejem sorte. Eu VOU precisar.

04.11.2008
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Olá, chip da Oi! 

Desde o último dia 24 de outubro sou um dos mais novos clientes da Oi, operadora de celular que iniciou suas atividades aqui no estado de São Paulo. Os motivadores para tal decisão se resumem a dois pontos principais.

Primeiro, a curiosidade. Sempre ouvi falar muita coisa a respeito da operadora, e, não vou mentir, na sua grande maioria, coisas positivas. A empresa, por exemplo, sempre defendeu o desbloqueio de aparelhos — inclusive com campanhas muito bem estruturadas —, e tem um slogan que diz “você fica na Oi porquê gosta da OI“. Nada mais justo.

O segundo motivador é financeiro. Para os clientes que comprassem um chip da Oi e se cadastrassem até o final do mês de outubro, a operadora ofereceu uma promoção praticamente irrecusável — e que provocou filas quilométricas em seus quiosques e lojas dos shoppings aqui da cidade: R$ 600 em créditos por mês durante os três primeiros meses de uso, distribuídos em R$ 20 por dia — embora válidos apenas no próprio dia. Estes créditos podem ser gastos em ligações locais para qualquer telefone fixo ou número da Oi, ou ainda em ligações interurbanas usando-se a Telemar (31), para qualquer telefone Oi, seja ele celular ou fixo. E de quebra ainda podem ser enviados torpedos SMS para qualquer operadora.

Aqui em casa temos aproveitado bastante a novidade: Minha esposa principalmente, pois tem entrado em contato com familiares no Nordeste que usama Oi — tanto celular quanto fixo, e que, por sinal, não parecem reclamar nem um pouco do serviço. Aliás, entrando em contato com conhecidos que trabalham em lojas de outras operadoras, também não tenho visto nenhuma reclamação. Todos dizem que a operadora é ótima.

Será que estou cego pela novidade? Apesar de saber que a resposta poder ser, eventualmente, sim, por enquanto estou gostando muito. A única desvantagem que percebi em relação à Claro — operadora da qual tenho um chip ainda não colocado em desuso — é a praticidade desta última ao oferecer um endereço de email para nossos celulares, que pode ser usado a partir de qualquer serviço de correio eletrônico para enviar SMS diretamente para o celular. Nada que não possa ser contornado, é claro, através de serviços gratuitos oferecidos na própria web ou pelo site da operadora.

Agora é só esperar pra ver o que o tempo dirá.

26.09.2008
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A Vivo (quase) subiu no meu conceito 

No último fim de semana, depois de alguns anos de bons serviços, o celular da minha esposa simplesmente resolveu que não ia funcionar. De uma hora pra outra não ligou mais, e, por mais que algumas contra-medidas tenham sido aplicadas, não teve mesmo jeito: O bichinho estava mesmo determinado a bater as botas.

Como isso aconteceu, não tivemos outro remédio, a não ser comprar um novo aparelho. Após procurar por um que fosse de seu agrado, finalmente ela se decidiu por um Nokia 5200, na cor preta, tal como o que ilustra este artigo. O principal problema da decisão foi que os únicos aparelhos desta cor disponíveis na cidade — por mais que procurássemos — eram habilitados pela Vivo.

Não entrarei em detalhes a respeito agora, mas ocorre que temos, em casa, um certo histórico de aversões à operadora. Tanto é que nossos celulares em casa são da Claro e da TIM. No entanto, após pensarmos um pouco — e após minhas inúteis tentativas de dissuadir minha esposa de comprar este modelo em específico por conta justamente da operadora —, o que acabamos fazendo foi adquirir o Nokia 5200 da Vivo mesmo, para colocar em prática nossos direitos, garantidos pela resolução 477 da Anatel.

Na prática, uma das coisas garantidas por tal documento aos consumidores é o direito de desbloqueio do aparelho celular sem qualquer custo adicional além do de própria aquisição do telefone — e do chip. Ocorre que esta semana fomos à loja da Vivo para que o celular fosse desbloqueado, e, na primeira vez, após receber de bom grado o pedido feito por minha esposa — o que me espantou, dadas as inúmeras histórias que já ouvi com relação à operadoras que dificultam ou ainda cobram pelo desbloqueio, mesmo sabendo estarem contra a lei — a atendente da loja realizou o cadastro dos dados pessoais e, em seguida, nos pediu para voltar outro dia pois estava sem condições de desbloquear o aparelho naquele instante por falta de senhas de desbloqueio, que, segundo ela, eram geradas diariamente mas já haviam acabado na ocasião.

Apesar de ter aceitado a sugestão de voltar outro dia, nada me tirou da cabeça que o argumento da moça da loja nada mais era do que uma tentativa de nos fazer desistir de nosso intuito. Sabe quando você tenta cancelar um serviço ou cartão de crédito, e ficam te jogando de um lado pro outro, de uma pessoa pra outra? Então… quase como se fosse isso. Ainda comentei com minha esposa que estávamos sendo enrolados, mas não tínhamos prova disso.

Depois disso, mais dois contatos telefônicos foram necessários, até descobrirmos que — agora sim — o desbloqueio poderia ser feito. Voltamos à loja em questão dois dias depois e aí sim uma das atendentes pegou o aparelho e, para a minha total surpresa, puxou da gaveta um manual operacional da Vivo todo surrado, de onde encontrou uma página de instruções para desbloqueio para celulares Nokia e começou a seguir os passos. Sem que ela consultasse qualquer informação — muito menos qualquer tipo de senha — em poucos minutos foi possível inserirmos um chip GSM da Claro, que, muito normalmente, foi aceito pelo aparelho, que enfim estava livre das correntes da Vivo.

Não quis criar caso com a atendente — que não era a mesma do outro dia —, mas fiquei pensando que minhas suspeitas realmente se confirmaram: Mesmo com a lei do nosso lado, há empresas que tentam se valer de várias técnicas diferentes para não cumpri-la, e ficou evidente que este episódio retratou apenas uma dessas técnicas. Dessa maneira, quando eu estava pensando em redimir a Vivo por outros episódios em minha vida justamente porque eles até que não dificultariam nossa vida para desbloquear um celular, percebi que, no máximo, a operadora quase subiu no meu conceito. Mas bateu na trave.

01.05.2008
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Testei o BrTTwitter 

Depois de passar por alguns problemas com meu Speedy no último domingo, me vi às cegas no quesito conexão com a internet em casa, o que devo admitir que, para mim, é mais desesperador do que qualquer coisa. Munido de uma paciência de Jó, resolvi aproveitar meu forçado período offline para testar o BrTTwitter, depois de ter ouvido falar dele devido a uma menção feita pela Bia.

Atualizações via BrTTwitter

Como o próprio nome denuncia, o serviço — oferecido pela Brasil Telecom — nada mais é do que um gateway que encaminha qualquer mensagem SMS que você escreva para o Twitter. Para que ele comece a funcionar, basta cadastrar seu nome de usuário, senha e número de celular no site. Em seguida, basta compor uma mensagem e enviá-la para o número (61) 8458-0963.

Nos dois testes que realizei com o serviço, a publicação ocorreu de maneira quase que imediata. Na verdade, poucos segundos se passaram depois do uso do celular até que meu tweet stream fosse atualizado, o que me faz constatar que pra quem gosta de enviar suas atualizações de qualquer lugar onde estiver, instantaneamente, trata-se de uma opção bem considerável.

No meu caso, especificamente, fico em cima do muro: Como meu celular é pré-pago, a novidade, apesar de tentadora, é também uma potencial consumidora dos meus créditos… assim, por ora, vou usando a própria web e o Twitterfox, mesmo…

26.02.2008
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Mais uma, infelizmente, sobre tele-atendimentos 

E os domingos parecem mesmo ser os dias em que eu me indisponho com o atendimento telefônico das empresas com as quais tenho algum tipo de relacionamento. Neste último foi a vez da TIM, onde possuo um chip pré-pago cadastrado em meu nome, para um celular que é utilizado na verdade pela minha esposa.

Ocorre que o tal celular — que não é usado já há algum tempo pois normalmente a esposa e e eu saímos juntos e usamos o meu aparelho para qualquer eventualidade — exibiu um aviso dizendo que havia mensagens no correio de voz. Ao tentarmos recuperá-las, nos deparamos com um alerta sonoro, dizendo que “o número da caixa postal era inexistente“.

Dado este pequeno imprevisto, liguei para a TIM através de seu número, *144, após o que fui prontamente atendido — em menos de 45 segundos, acreditem — e informado pela funcionária que em alguns minutos poderia voltar a acessar meu correio de voz. A explicação para a mensagem era que, devido à falta de uso, o serviço havia sido suspenso. Apesar de não entender bem essa explicação e me questionar que empresa em sã consciência bloqueia um correio de voz, desliguei satisfeito. Era domingo, e eu queria mesmo era aproveitar o dia.

Eis que passados alguns minutos, resolvi testar a caixa postal. Desta vez, ao invés de obter a mensagem anterior, descobri que a linha havia ficado muda. E mais: Ao invés do problema original, agora eu tinha em mãos um problema evoluído. Não conseguia mais completar nenhuma ligação. Para o meu celular, para a minha casa, para a casa da minha mãe e de amigos, nenhuma. Em toda santa vez o aparelho ficava mudo, e a mensagem na tela era de ligação encerrada.

Liguei novamente para a TIM. Detalhe: Desta vez, dada a mudez do celular, me vi obrigado a consultar no site da operadora um número — ao menos 0800 — alternativo. Depois de quatro minutos de espera uma nova funcionária, chamada Eliana, me atendeu. Expliquei a ela que achava que, no processo de desbloqueio do meu correio de voz, devia ter ocorrido algum problema, pois agora além do próprio não funcionar, de quebra ainda não conseguia mais completar uma ligação sequer.

Toca esperar. Ao todo, 15 minutos, recheados com as célebres frases-chavão do tele-atendimento, como “só mais um minuto por favor, senhor“. Ao final desse período a tal Elaine finalmente me dá o veredito: Diz se tratar de um problema relacionado ao desbloqueio do correio de voz, e que eu precisaria esperar 24 horas até que a situação fosse normalizada.

Eu: — Olha, eu acho que tem algo errado. Se fosse só o problema do desbloqueio do correio de voz, eu estaria conseguindo completar minhas ligações normalmente, e não é isso que está acontecendo…

Ela: — Senhor, é como eu já te disse. Trata-se de um problema com o correio de voz, e não há nada a fazer a não ser esperar o prazo e, se ainda persistir o problema, voltar a nos contactar para abrirmos um chamado.

Eu: — Nesse caso eu prefiro abrir esse chamado agora. Sei que não é um problema só no correio de voz, mas sim em algum procedimento equivocado que a pessoa que me atendeu antes de você deve ter realizado.

Ela: — Senhor, eu sinto muito. Os chamados só podem ser abertos após decorridas as 24 horas, conforme nosso regulamento.

Eu: — Quer dizer que estou sujeito a ficar 24 horas com o telefone sem completar ligações e não há nada que possa ser feito nesse meio tempo?

Ela: — Exatamente, senhor.

Eu: — Nesse caso vou fazer uma reclamação para a Anatel.

Ela: — Se o senhor quiser fazer uma reclamação, o problema é do senhor.

Eu: — Ah, é? Então agora é que vou abrir mesmo… me diga o seu nome completo e seu registro, por favor.

Ela: — A TIM agradece a sua ligação, tenha um bom dia.

Não preciso dizer que, a partir do momento em que ela me disse que o problema era meu, meu sangue ferveu. Que história era aquela? Nunca antes na minha vida alguém do atendimento tinha falado comigo neste tom, e não achei isso certo de maneira alguma. Claro que resolvi ligar lá novamente, com a única diferença de que desta vez não mencionei o possível problema com o desbloqueio do correio de voz.

Atendente: — TIM (…), Rosana, bom dia.

Eu: — Estou com um problema no meu celular. Não consigo completar ligação alguma com ele, mesmo tendo R$ xxx de créditos disponíveis em saldo.

Rosana: — Senhor, que modelo de celular o senhor tem?

Informei o modelo.

Rosana: — Pois não, senhor. Realizarei agora a reinicialização da rede no seu número de telefone e aparelho. Deve levar alguns minutos para que a situação se normalize.

Observei enquanto ela me dizia essas coisas que o celular voltou a funcionar, pois consegui completar uma ligação para o meu outro aparelho. Informei na hora à atendente, que, após minha confirmação, apenas me perguntou se eu ainda precisava de alguma coisa.

Eu: — Não. Muito obrigado.

Rosana: — A TIM agradece sua ligação, tenha um bom dia.

Agora pensem comigo: Olhem só a diferença entre os atendimentos promovidos por duas atendentes distintas da mesma empresa. Na primeira situação a pessoa devia estar carregada de estresse, ou, como se diz por aí, de mal com a vida — o que, mesmo sendo verdade, não dá o direito de tratar ninguém desrespeitosamente. Na segunda situação, consegui o que queria, e o celular voltou a funcionar, que era o que no fim das contas importava.

Tempo total do primeiro atendimento: Cerca de 20 minutos. Problema não resolvido.

Tempo total do segundo atendimento: Cerca de 3 minutos. Problema resolvido.

Realmente não dá pra prever o que vai acontecer quando você precisa ligar para um tele-atendimento. É por isso que concordo com o meu pai que, quando contei essa história, me disse que por ele haveria uma lei em que, assim que o telefone fosse atendido pela empresa, funcionários fossem obrigados a dizerem seus nomes completos e números de registro. Daí, decorridos transtornos como esse, ficaria mais fácil entrar em contato com a supervisão, ou, em última instância, até mesmo com o Ombudsman.

Aliás, essa lei seria tão interessante que deveriam era rever as normas recém-anunciadas pela Anatel para incluí-la entre as obrigações. É isso, ou então adotar a mesma política das empresas, que têm a praxe de, dependendo do procedimento, nos avisar que a ligação está sendo gravada. “É para sua segurança, senhor“.

Uma ova.

23.02.2008
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Democracia na validade dos créditos de celular 

smscreditos1.jpgÉ fato que, dentre as novas regras de telefonia celular da Anatel, que passaram a vigorar em 15 de fevereiro último, uma delas de longe parece beneficiar um maior número de donos de aparelhos móveis, os que, assim como eu, usam seus telefones em modalidade pré-paga.

Ocorre que a interpretação mais comum da tal regra que tenho ouvido por aí é a de que os créditos adquiridos passam a ter validade de 180 dias corridos. Isso seria extremamente interessante se não houvesse um pequeno detalhe envolvido: Nem todos os créditos adquiridos a partir das novas regras terão esta validade.

É importante dizer que a verdadeira regra diz que as empresas são obrigadas a oferecerem recargas que valham por 180 dias. Para saber o que isso quer dizer na prática, basta observar a recarga que fiz esta semana em meu pré-pago, um número da Claro. Conforme ilustro neste artigo, acrescentei R$ 20 ao meu saldo, e isso fez com que a validade dos meus créditos se prolongasse por mais 60 dias, e não 180. E as empresas estão agindo dentro da nova regra ao fazerem isso.

Validade dos Créditos
A Claro passa a oferecer a recarga de R$ 150,00 com validade de 180 dias. As recargas de outros valores continuam com as validades atuais. Quando houver uma nova recarga, os créditos antigos passarão a ter a validade desta última recarga.

Isso significa que R$ 15 em recarga na operadora estenderiam a validade dos créditos por apenas 30 dias, e, caso eu realmente quisesse os 180 dias de prazo, precisaria adquirir R$ 150 em créditos.

Acontece que nem todo mundo que é dono de um pré-pago pode ou deseja adquirir um valor tão exorbitante assim em créditos de telefone, mesmo que seja para que o valor dure meio ano.  O grande cerne da questão é que muita gente alega usar o celular para fazer, como se diz popularmente, as vezes de pai-de-santo, ou seja, só para receber ligações, e assim a validade dos créditos — seja ela por qual período for — acaba sendo vista como injusta por muita gente.

Como melhorar essa questão?

Preciso dizer que não acho que uma melhoria estaria em medidas radicais como a que propõe o deputado Moreira Mendes, do PPS de Rondônia, que apresentou projeto de lei para ampliar a validade dos créditos pré-pagos para dois anos. As operadoras fatalmente alegariam que sem a compra de créditos pelos usuários seu modelo de negócio não funcionaria graças aos altos custos de manutenção da rede, etc e tal.

Na verdade acho que o modelo dos créditos celulares pré-pagos deveria se igular àquele aplicado na telefonia VoIP. Mais especificamente o do Skype que não deve ser o único a fazer isso, é claro, mas que é o que conheço bem. No SkypeOut, por exemplo, os créditos, independente do valor carregado, valem por 180 dias e, para renová-los por um período igual, basta fazer pelo menos uma ligação a cada seis meses.

Vejam que isso endereçaria os dois principais interessados no modelo: Os consumidores ficariam satisfeitos, pois mesmo um celular pai-de-santo de vez em quando também é usado para fazer uma ligação, mesmo que curta. Se você acrescenta um intervalo de seis meses para que uma chamada originada de um pré-pago ocorra, então, aumenta as chances de manutenção da linha.

As empresas também poderiam se satisfazer. Com a origem de chamadas a partir destes aparelhos, poderiam tarifar as ligações normalmente, mantendo seu modelo de negócio intacto, já que diariamente milhares e milhares de usuários pré-pagos estariam fazendo suas chamadas eventuais. Seria perfeito, e acrescentaria, como cito no título deste artigo, um quê de democracia à validade de créditos de celulares.

14.02.2007
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Prepare-se para celulares mais seguros! 

É fato que nos dias atuais, quando alguém menciona um celular#celular, todos pensam logo nas grandes gigantes do ramo das telecomunicações, e logo a imaginação é tomada por aparelhos Nokia#celular nokia, Samsung#celular samsung, Motorola#celular motorola e todas as funcionalidades modernas que estes possuem, como câmeras digitais#câmera digital 6 megapixel, MP3 Players#mp3 player gb, acesso a Internet e tantas outras. Na área de telefonia celular, aliás, a Toshiba não é uma das empresas que ganha maior destaque.

portege_g900.gifNo entanto, o anúncio de seus novos aparelhos#telefone celular Portégé G900 e Portégé G500 faz com que a companhia mereça, com razão, um destaque em termos de inovação: Os dispositivos são os primeiros telefones celulares do mercado a incorporarem scanners de impressão digital com 5mm de tamanho, localizado na parte traseira. A novidade — que eu, como entusiasta da biometria, particularmente adorei — deve permitir duas novidades interessantes, sendo a primeira um substituto para mini-mouses ao acessar os menus dos aparelhos, e a segunda, o uso de biometria para o reconhecimento de seus proprietários, substituindo os atualmente famosos códigos PIN dos aparelhos GSM#celular gsm tradicionais.

Sinceramente, imagino como foi que essa idéia não surgiu antes: Eu vivo perdendo o celular dentro de minha própria casa e, se pensarmos em escalonar o problema para mais pessoas, veremos que há muita gente que esquece seus aparelhos nos mais diversos lugares, deste táxis até cinemas. Um sistema de reconhecimento por impressão digital pode vir a evitar muita dor de cabeça caso haja dados confidenciais armazenados nos celulares. O lançamento será na Europa, e a Orange, embora não anunciada oficialmente, deverá ser a primeira operadora regular do aparelho.

20.01.2007
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Motorola RIZR Z6 

É desnecessário explicar o porquê de, recentemente, toda a mídia mundial ter voltado sua atenção ao lançamento do iPhone: O mais novo produto da Apple — a ser lançado oficialmente no segundo semestre de 2007 — é o sonho de consumo não apenas dos mais jovens, e sim, eu diria, de qualquer faixa etária de consumidores. Sendo uma mistura de smartphone e tocador de mídia, este telefone já é charmoso apenas por ser um aparelho totalmente desprovido de teclado, funcionando com uma tecnologia que alia uma touch screen a teclado e botões criados virtualmente. Além disso, ainda tem memória interna que varia entre 4 e 8Gb, e acumula as funções de um iPod, de uma câmera digital de 2 megapixels, de um navegador e comunicador instantâneo através da internet, e muito mais.

Sendo, portanto, o iPhone a “bola da vez”, porquê é, então, que o lançamento do novo Motorola RIZR Z6 teria me chamado a atenção a ponto de merecer um post exclusivo? A resposta é muito simples.

O novo Motorola RIZR Z6A atenção é merecida porquê, com o lançamento do RIZR Z6, a Motorola consolida sua presença no mundo Linux: Com este novo modelo, que deve atingir o mercado norte-americano no segundo semestre, sendo o primeiro de seu gênero a funcionar com o sistema operacional do pinguim totalmente embutido utilizando um único processador, a empresa agora já conta com um variado portfólio de produtos que usam Linux.

Fico especialmente feliz com o fato porquê vejo que, quanto mais o tempo passa, mais o Linux ganha conhecimento das pessoas, e se torna mais amigável: Aos poucos as vitórias do sistema fazem com que não apenas ele invada as lojas em computadores desktop populares, mas também que ele se mostre uma plataforma viável para operacionalizar um handheld: Neste caso, mesmo a Microsoft ajudou, pois foi um pedido da Motorola que seu aparelho pudesse ser sincronizado com mídias proprietárias do Windows, inclusive aquelas protegidas por DRM.

O aparelho em si é outro sonho de consumo: Além de ser extremamente compacto — com apenas 16mm de espessura —, o modelo contará com uma tela de 320×240 pixels de resolução e de 262 mil cores, suporte às tecnologias GSM e EDGE, uma câmera digital — que também tem 2 megapixels, a exemplo do iPhone —, slot para cartões micro SD e com a capacidade de reproduzir os mais diversos formatos de mídia, como MP3 e AAC, além de mídias proprietárias da empresa de Bill Gates, como o Windows Media Audio, ou WMA, frutos do desenvolvimento conjunto que citei acima. Junte a isso tudo o uso de Bluetooth e me respondam: É ou não um argumento irresistível pra já reservar um bom presente de Natal, mesmo com ele ão longe?

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