Será (minha) hora de trocar Telefônica por VoIP?
A quanto anda o resultado da sua equação de acesso a Internet? Quero dizer, quando você coloca na ponta do lápis os valores que gasta para ficar on-line, o que é que pesa mais?
No meu caso, pra começo de conversa, o cálculo envolve o pagamento do Speedy, serviço de acesso à internet via ADSL da Telefônica que dispensa apresentações, já que duvido que alguém por aí ainda não tenha ouvido falar dele, independente da região do país onde more. O valor mensal do serviço é R$ 59,00.
A segunda parcela que faz parte do meu cálculo é o pagamento de um provedor de acesso. Não, mesmo sabendo da liminar que está atualmente em vigor em São Paulo desobrigando as pessoas de contratarem o ISP, ainda não mandei o meu às favas, por um motivo muito simples: Concordo com um amigo meu, que diz que o tempo médio de duração de uma liminar costuma durar até a hora em que alguém a revoga, e só pretendo eliminar este serviço quando a coisa virar uma lei, algo mais sério. Por isso, amargo mais R$ 29,00 mensais.
Deixei para mencionar por último o valor mensal que eu pago por uma assinatura de telefonia fixa – já convertida para o novo (e obrigatório) plano de minutos. Aqui, aliás, mora uma bela polêmica: Se eu quiser, posso ter apenas a linha de telefone, mas não posso, ao contrário – ao menos de acordo com o que diz a Telefônica – ter apenas o Speedy. Neste aspecto, por mais que seus atendentes neguem – à sombra de algum manual com instruções para telemarketing -, o que a empresa está fazendo chama-se venda casada, e é crime proibido pelo artigo 39 do código de defesa do consumidor. Desta forma, lá se vão mais R$ 44,00 mensais.
É desta última parte da minha equação que eu tenho pensado em me livrar. Na verdade, estou pensando em tomar uma atitude radical, que é cancelar a minha assinatura de telefone fixo e Speedy, para substitui-los, respectivamente, por serviços Skype e conexão banda larga via ondas de rádio. Para isso, os passos me parecem bem simples:
- Mandar o Speedy às favas. No condomínio onde moro há pelo menos dois serviços de internet banda larga baseados em tecnologia de acesso por ondas de rádio. Desta maneira pouparia o valor do provedor de acesso (desnecessário em qualquer um dos dois serviços pelos quais eu viesse a optar, se optar) e a mensalidade do Speedy, que, afinal de contas, vem à parte na conta de telefone. Assim, estaria deixando de pagar, mensalmente, R$ 132,00.
- Comprar um número local SkypeIn: O serviço, já amplamente utilizado aqui no Brasil, permite que eu adquira um número de São José dos Campos (onde moro) e atendê-lo em qualquer lugar do mundo, sendo que quem ligar pra mim pagaria apenas uma ligação local, caso também more por aqui. O custo? Na data deste meu texto, exatos R$ 125,00 anuais, cerca de R$ 10,40/mês.
- Comprar créditos SkypeOut: Esta é uma experiência que eu já tive no passado. O valor mínimo para compra de créditos é R$ 25,00, e os créditos duram por até 180 dias (seis meses) após a realização da última chamada.
É verdade que ainda não pesquisei todos os detalhes e custos incorridos, mas estou dividindo todas estas informações aqui no blog porquê a vontade de migrar 100% para o VoIP permanece, e principalmente para troca de experiências com aqueles que já tenham passado por isso.
Sei que, para manter o computador desligado, por exemplo, preciso de um adaptador ATA para conectar um telefone convencional ao modem, o que não é muito barato, mas, pelo menos, é um custo que terei uma única vez. Imagino que tenha mais alguma coisa da qual estou me esquecendo por agora. De qualquer forma, será que há alguém por aí que possa me dar algumas dicas?
Forever Free!
Ainda não faz tanto tempo assim que comentei por aqui que havia experimentado o SkypeOut, serviço do Skype que permite a seus usuários comprarem créditos para falar com telefones fixos em qualquer região do mundo. No meu caso específico, resolvi experimentar a coisa porquê minha esposa estava visitando sua família na Bahia e, para matar as saudades não apenas dela, mas também do meu filho, optei pela compra de créditos para saber assim, qual seria o resultado da utilização do serviço, unindo algo útil ao agradável.
Com qualidade excelente de áudio para suas ligações, a experiência de falar através do SkypeOut apenas não se mostrou ainda melhor por conta de um pequeno detalhe: Dependendo do horário em que eu estava tentando realizar minhas chamadas, eram precisas diversas tentativas antes de conseguir que uma ligação se completasse. Um detalhe que, somado ao fato de que os créditos — comprados em euros para mais tarde se converterem em reais através da cotação do dia de vencimento da fatura do seu cartão de crédito — são consumidos mesmo quando mensagens da operadora informam a impossibilidade de se completar uma ligação, me fez, no final das contas, deixar a utilização do serviço em stand by, pelo menos por uns tempos.
De qualquer forma, não se pode culpar o Skype por isso. A qualidade de ligação das operadoras de telefonia fixa nacionais talvez cumpra algum papel nessas dificuldades em completar ligações. De qualquer forma, é outra coisa que possivelmente continua mantendo muita gente afastada do mundo de ligações através de VoIP. O fato de que se precisa pagar para realizar uma ligação VoIP para telefone fixo. Os valores das tarifas não chegam a ser tão mais baixos — pelo menos no que tange ao SkypeOut — para que alguém se decida por utilizá-lo com mais freqüência, visto que a dificuldade em completar uma ligação ainda é maior.
Mas uma notícia muito interessante ocupou as manchetes da mídia internacional hoje. Tudo isso devido a um concorrente direto e em potencial do Skype, chamado Gizmo. O Gizmo, que realmente nasceu com a mesma finalidade do seu primo mais famoso, tem todas as características de um software de mensagens instantâneas como o ICQ ou MSN, permite aos usuários realizarem ligações VoIP com qualidade excelente e ainda conta com características interessantes como e-mail de voz gratuito, chamada em conferência gratuita e histórico permanente de ligações.
Só que o Gizmo não foi notícia exatamente por sua criação, visto que se trata de um projeto que, mesmo sendo menos famoso, já está no mercado há certo tempo. O Gizmo Project, na verdade, não é apenas um software para comunição VoIP. Trata-se de uma rede de comunicações não apenas desta tecnologia, mas também para qualquer aplicação peer-to-peer, sendo que o programa veio em seguida, para permitir a comunicação entre usuários através desta mesma rede. Baseado em protocolos abertos, o Gizmo também utiliza-se de tecnologia Jabber e do sistema SIP de VoIP.
A notícia que envolve o Gizmo tem relação, ao invés disso, com um concorrente direto para o SkypeOut, que mencionei no começo deste post. Trata-se de um novo programa lançado pela SIPphone, Inc., desenvolvedora do software, chamado All Calls Free. Este programa também dá direito a cada usuário ativo do Gizmo de realizar chamadas entre o programa e telefones fixos ou celulares, com o grande diferencial de que tais ligações serão sempre gratuitas.
à primeira vista a coisa pode até parecer mentirosa. Mas não é. Como divulgado hoje através da mídia, o All Calls Free abrange ligações gratuitas e ilimitadas que, no momento, podem ser realizadas para 60 países no mundo inteiro, incluindo Brasil, China, Japão, Itália, Espanha, Coréia do Sul, Canadá e, é claro, Estados Unidos.
Para participar, basta fazer o download do Gizmo, se cadastrar gratuitamente no serviço para obter um nome de usuário e adicionar amigos, família e contatos comerciais à lista de contatos. Para começar a tirar proveito do All Calls Free, no entanto, o usuário precisa ser considerado ativo. Para tanto, deve, ao se cadastrar, realizar uma chamada entre usuários (PC para PC, ou PC para telefone fixo ou celular) e manter a utilização posterior do software para que permaneça nesta condição. Caso o usuário deixe de utilizar o Gizmo para comunicação, lhe será cobrada tarifação a preços reduzidos, caso em que o serviço será similar ao SkypeOut.
Num mundo em que as companhias telefônicas, mais até do que o próprio Skype, buscam a lucratividade através de serviços de VoIP, o Gizmo merece um lugar entre os maiores destaques nesta disputa, visto que, remando contra todas as marés, se propõe a deixar que as ligações ocorram sem cobrança, desde que feitas, em uma das pontas, através de um computador:
“The All Calls Free program allows Gizmo Project users to call more than 2 billion landline or mobile phones around the world at no cost to them. There are no hidden fees or catches and we hope to extend the program to more countries in the near future,” said Jason Droege, president of SIPphone.
E que venham mais iniciativas como essa, sempre!
Skype alternativo?
Uma empresa de tecnologia chinesa desconhecida conseguiu realizar um feito que poderia ser considerado no mínimo questionável, ao menos em termos legais: Segundo o que li, eles foram responsáveis por criar um clone funcional do Skype, o famoso e internacionalmente popular software que é capaz de realizar ligações telefônicas VoIP e conectar usuários, qualquer que seja a distância entre seus computadores.

A solução não estaria pronta para liberação ao público, segundo o post do blog onde encontrei a informação. O autor, aliás, parece ter sabido do software por conhecer pessoalmente alguém de dentro da tal empresa chinesa de TI. Não procurei saber informações mais detalhadas, mas a questão legal que mencionei é claramente relacionada com a utilização, por parte desta mesma empresa — seja lá qual ela for — da tecnologia e propriedade intelectual contidas em um código de programação protegido por leis internacionais, ou seja, realizar processos de engenharia reversa com o programa fonte, o que nada mais é do que o primeiro passo para a prática da pirataria de software.
Enquanto muita gente pode se perguntar que benefícios os chineses teriam ao poder baixar um clone do Skype — tão ilegal para o restante do mundo quanto possa parecer, independente disto —, é importante deixar claro que, por lá, tal software é considerado ilegal e é inclusive combatido pelas autoridades e companhias telefônicas locais, que não gostariam de ver seu lucro escapar dos bolsos.
Estaria assim a tal empresa chinesa dando um grande passo na luta pela liberdade de utilização da grande rede de computadores em solo oriental? Alguns poderiam achar que sim. Mas pode ser também que o produto, uma vez acabado, seja comercializado em conjunto com as telefônicas chinesas, que, localmente — aí sim — apoiariam com certeza uma solução para a realização de ligações através do computador, ainda mais sabendo que poderiam obter lucratividade imediata com isso.











