28.12.2009
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Três motivos pelos quais o Dirpy arrasa! 

É verdade que uma rápida busca utilizando os conhecimentos daquele que tudo sabe retornará diversos sites prontos para uso quando o assunto for converter vídeos do YouTube para o formato MP3. Sendo assim, a tarefa de eleger um competidor que se destaque na multidão se torna árdua e difícil.

Ainda assim, acabo de eleger tal competidor: Trata-se do Dirpy.

É bem verdade que sua página inicial é idêntica a de centenas de outros sites similares: O usuário deve colar o link para o vídeo do YouTube que deseja converter em MP3 em uma caixa de texto, para que a conversão possa ser devidamente iniciada. Mas é exatamente quando se prossegue com o processo, no entanto, que três funcionalidades não oferecidas por outros sites do gênero entram em cena.

A primeira destas funcionalidades é a possibilidade de aparar o arquivo de destino, reduzindo-o apenas à parte que são interessantes para o usuário. Eu sei que este não é bem o caso se o que você deseja é simplesmente um arquivo para carregar no seu iPod, por exemplo, mas para mim, que de vez em quando uso segmentos de músicas em vídeos caseiros, a coisa vem bem a calhar: retirar aplausos do começo e do final das músicas, ou introduções chatas, são coisas que podem ser facilmente realizadas com esta capacidade do transcodificador do Dirpy.

Interface do transcodificador do Dirpy

A segunda das funcionalidades em questão, aliás, vem bem a calhar para quem baixa os MP3 para ouvir por aí. Trata-se da possibilidade de editar, antes da realização do download, as tags ID3 do futuro arquivo MP3. Assim simplifica-se o processo de corrigir informações como o nome da faixa, do artista, do álbum em que a música está, entre outras coisas, para que estas sejam corretamente exibidas, por exemplo, em um MP3 player de carro.

Finalmente, a última das diferenças apresentadas pelo site é a inclusão, no rodapé da página com as opções de edição do MP3, dos links para download das versões em vídeo do conteúdo do YouTube. Desde que disponíveis, podem ser baixadas as versões em baixíssima qualidade, baixa qualidade ou alta qualidade, sendo as duas primeiras em formato FLV, e a última, em formato MP4. Uma das possibilidades neste caso é enviar os vídeos para o celular, para assistir por aí, passando o tempo durante uma viagem, por exemplo.

Em qualquer um dos três casos citados acima, o usuário normalmente precisaria recorrer a pelo menos um programa adicional para que conseguisse repetir as funcionalidades com sucesso. E é exatamente a eliminação de operações extras como estas o motivo da minha aclamação do Dirpy como ganhador desta improvável contenda. Ele já se tornou, para mim, um site de cabeceira.

26.04.2009
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Saudades eternas do Geocities 

A data era 31 de agosto de 1997.

Depois de regressar de uma viagem ao Nordeste brasileiro exatamente no dia em que a Princesa Diana morria em um acidente de carro, eu carregava na bagagem algumas dezenas de fotos, todas elas tiradas com uma câmera Pentax que hoje, com a modernidade e infinidade de pixels das câmeras digitais, você encontra nos magazines populares por menos de R$ 35. Depois de digitalizar algumas dezenas delas, eu queria — e precisava — de algum lugar para publicá-las on-line, de maneira que alguém que infelizmente tinha ficado por lá pudesse vê-las quando bem quisesse.

Como naquele tempo eu não tinha condições de possuir um domínio próprio na Internet — e, aliás, eu nem sabia direito o que era isso —, e os blogs ainda estavam muito longe de surgir, meu primeiro pensamento foi criar uma homepage no Geocities. Não era a minha primeira experiência no assunto, mas era a segunda: Isso significava recorrer ao famigerado Microsoft Frontpage para criar um layout. Me lembro muito bem da coisa: Um fundo azul mesclado com branco, o mesmo para os dois frames que haviam na página, um à direita — principal — e o outro, à esquerda, com um menu e uma imagem GIF servindo de título que eu criei no Corel Draw.

No frame principal, as fotos, todas circuladas por aquelas horríveis bordas azuis muito grossas que se podia ver quando se navegava no Netscape Navigator. Nada de CSS. De qualquer maneira, subi todo o conteúdo para uma URL da qual me lembro até hoje:

http://www.geocities.com/TimesSquare/Alley/6203

Uma ligação telefônica interurbana depois e eu havia avisado minha namorada de que as fotos que eu havia tirado estavam em uma homepage que eu tinha criado pra nós. Isso a deixou muito, muito feliz.

Essa história me veio à mente porquê essa semana recebi com uma certa tristeza a notícia de que o Yahoo vai descontinuar o Geocities até o final deste ano. É claro que a causa disso é a mesma que fez o bom e velho IRC ser substituído pelos instant messengers como o ICQ e o MSN: A evolução tecnológica é quem faz com que ferramentas de criação e gerenciamento de blogs como o WordPress ou sites como o Twitter e o Facebook sejam utilizados pelos internautas modernos, que preferem socializar seus pensamentos e opiniões a isolá-los em páginas como as que eram criadas e hospedadas por lá.

De qualquer maneira, não creio que seja pequeno o número de pessoas que tenham pelo menos uma história relacionada ao Geocities para contar. A minha acabou em casamento, e foi outra, afinal de contas, escrita pelo Graveheart, que me motivou a também colocar os dedos em ação, e a plagiar, descaradamente, a frase final do que ele escreveu: Vá com Deus, Geocities. Você ajudou a criar muitos dos que estão aqui hoje. E viverá sempre em nossos corações.

11.04.2009
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Que música é essa que eu ouvi na TV? 

Sentado na confortável poltrona de sua sala de estar — ou em frente ao computador, se você também é adepto da TorrenTV —, uma música lhe chama a atenção enquanto você está colocando em dia os episódios de seu seriado favorito. É fato que você nunca a ouviu antes na vida, mas também é fato que, na sua opinião, ela é contagiante, ou, no mínimo, interessante.

Você fica se perguntando que música é essa. Quem canta. Como é a letra completa, e tudo mais. Tudo isso porquê fica, nem que seja momentaneamente, movido pela vontade de ter aquela determinada música no seu acervo.

Claire Bennet

Ontem, enquanto eu assistia aos dois minutos finais de Into Asylum (S03E21 de Heroes) — que começaram enfeitados pela bela Hayden Panettiere no papel de Claire Bennet — essa situação se repetiu: Lá estava justamente uma música que eu nunca havia ouvido antes, mas que achei ótima. Exatamente como já fiz diversas vezes no passado em situações como esta, recorri àquele que tudo sabe para satisfazer minha curiosidade.

Acabei encontrando o site Heard on TV, voltado exatamente para as pessoas que, como eu, estão com esse problema. Funciona mais ou menos assim: Os usuários do serviço submetem os títulos das músicas que ouviram em seus seriados de TV favoritos, e eles aparecem em páginas dedicadas a estes programas. Cada resultado é acompanhado de links para o YouTube e para compra online, sempre que disponíveis.

Detalhe da busca no site Heard on TVComo a coisa é baseada em colaboração, não é sempre que um episódio possui listadas todas as suas músicas: Há, aliás, muitos casos em que nenhuma música aparece listada para determinados episódios. De qualquer maneira, neste caso específico tive sorte, e, realizando minha investigação no site, acabei descobrindo que a música que ouvi é um hit de 1965, e se chama We gotta get out of this place. Interpretada pela banda americana The Animals, trata-se de um dos dois principais sucessos do grupo, que se desfez definitivamente em 1984 — o outro é uma música chamada The House of the Rising Sun.

Depois de satisfeita a curiosidade com esta música, fui explorando outros episódios de Heroes. Entre outras coisas, encontrei músicas do Fleetwood Mac, Talking Heads e até Rush. Claro que não estou incluindo aqui outras músicas, provenientes de outros seriados que eu assisto. No final das contas, a experiência acabou sendo tanto interessante quanto divertida, e me permitiu, de certa maneira, ampliar meu horizonte musical. Agora eu certamente já sei onde vou procurar da próxima vez em que assistir a alguma coisa e quiser saber mais sobre aquela música que me chamar a atenção.

31.12.2008
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Sou um macaco aficionado em séries 

Ver meu amigo Inominado Anônimo recentemente comentar sobre as séries que ele vem acompanhando nos últimos tempos me fez lembrar de uma dica de outro amigo meu, o Otávio.

Para quem é — ou, no meu caso, tenta ser — aficionado em seriados, o OrangoTag é uma ótima pedida. Trata-se de um media tracker misturado com rede social, em que você se cadastra e encontra amigos — antigos ou novos —, tudo baseado nos gostos em comum pelos episódios das séries que assistem.

Página inicial do OrangoTag

Depois de criar uma conta como eu fiz, basta fazer uma busca pelos seriados que você assiste — ou já assistiu — e adicioná-los à sua watchlist. Em seguida, basta ir marcando os episódios que você já viu. O serviço permite que sejam deixados comentários sobre as séries, e que cada episódio receba um rating, baseado na sua percepção sobre o que assistiu, além de indicar pessoas com gostos similares aos seus.

Uma outra utilidade interessante do OrangoTag é servir como alerta para avisar que novos episódios de suas séries favoritas já foram exibidos — e que, provavelmente, está passando da hora de você colocar em uso mais algumas vezes a torrent TV. Para que você possa tirar proveito, basta adicionar um dos feeds RSS oferecidos pelo site ao seu leitor favorito de feeds, lembrando-se, é claro, que o mecanismo não oferece links para baixar quaisquer seriados.

Gostei tanto da coisa que resolvi adicionar ao meu lifestream eventos para cada vez que eu tiver terminado de assistir alguma coisa, tudo isso graças a outro dos  feeds do serviço.

Se você também curtiu a idéia, não se esqueça de me adicionar por lá

31.08.2008
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O papel da Internet na democracia brasileira precisa mudar 

Não sei quantos de vocês já sabiam disso, mas foi comentado pela mídia recentemente que, na corrida rumo à Casa Branca, Barack Obama anunciou o nome do candidato a vice-presidente de sua chapa, Joseph Biden, através de mensagens enviadas por email e SMS para interessados que se pré-cadastraram. Só neste único movimento, o alcance foi de 2,9 milhões de eleitores.

Além disso, a Technology Review Maganize, revista editada pelo MIT, publicou recentemente em seu site um artigo de seis páginas que achei bastante informativo, com o sugestivo título How Obama really did it, ou Como Obama realmente chegou lá. No texto, os passos por detrás da criação do MyBO, a rede social que certamente contribuiu para a escolha do candidato dos democratas às eleições presidenciais norte-americanas.

O MyBO é um conglomerado de ferramentas sociais desenvolvidas, entre outras pessoas, por Chris Hughes, co-fundador do Facebook, que permitiram aos voluntários do candidato, entre outras coisas, realizarem doações, imprimir panfletos baixados diretamente do site e distribui-los na vizinhança aos indecisos, acompanhar eventos, recrutarem outros voluntários e se organizarem em grupos de discussão para debaterem propostas e pontos de vista comuns.

Outro aspecto interessante que alavancou a campanha de Barack Obama foi o que o artigo considera marketing viral da internet: A divulgação, através do YouTube, de vídeos dos discursos do candidato, e de um clipe entitulado Yes, we can, em que um desses discursos foi sincronizado a uma música de Will.i.am renderam-lhe milhões e milhões de visitas, somadas à mais de 69 mil seguidores de seu perfil no Twitter.

Arrematando meu comentário sobre o candidato americano, uma visita a seu site mostra que há uma preocupação muito grande com a comunicação: Propostas de governo para muitas questões, como a educação, por exemplo, são amplamente detalhadas. Blog e outras ferramentas permitem o envio de dúvidas e a capacidade de seguir o candidato onde ele estiver.

Toda essa exposição de argumentos que fiz até agora tem uma única finalidade: Comparar o cenário americano com o brasileiro — mesmo que lá eles estejam para eleger um novo presidente, e nós, prefeitos e vereadores. Quando olho para nosso país, percebo que é ainda muito pequeno o número de candidatos que faz uso de qualquer um dos recursos que citei acima para alavancarem suas campanhas utilizando a internet.

Em parte, a culpa é de duas legislações brasileiras: A primeira, a Lei 9.504, de setembro de 1997. Essa lei impede “…veicular propaganda política ou difundir opinião favorável ou contrária a candidato, partido, coligação, a seus órgãos ou representantes“, bem como…veicular ou divulgar filmes, novelas, minisséries ou qualquer outro programa com alusão ou crítica a candidato ou partido político, mesmo que dissimuladamente, exceto programas jornalísticos ou debates políticos“.

A segunda, a resolução 22718 do TSE. Em seu capítulo IV, a resolução, criada especialmente para as Eleições de 2008, limita a propaganda eleitoral dos candidatos, que “…somente será permitida na página do candidato destinada exclusivamente à campanha eleitoral“. Para mim, essas duas resoluções em conjunto inviabilizam a utilização do mesmo sistema empregado por Barack Obama nos EUA por aqui. Em tese, não são permitidas as criações, quer por parte do eleitorado ou dos candidatos, de blogs, vídeos no YouTube, podcasts ou perfis no Orkut e Twitter. Os infratores podem ser multados e até presos.

Pra mim, essas duas leis ferem não apenas a democracia, mas também o direito à liberdade de expressão. Vejamos o lado do eleitor: Se eu gosto de um ou outro candidato, nada me impede de circular com camisetas alusivas à candidatura, ou de pendurar um cartaz com o número dele na minha casa. Também posso fazer propaganda boca-a-boca com a vizinhança, amigos e parentes e colar adesivos no meu carro. Nada mais natural seria permitir que isso ocorresse também na internet, já que muita gente, assim como eu, tem perfil em redes sociais ou mantém blogs. Ao invés de adesivos, podcasts. Ao invés de camisetas, um link ou banner num site, oras.

Vejamos, agora, o lado do candidato: A web, apesar de ainda não alcançada por parcelas significativas da população brasileira, poderia ser o canal perfeito não apenas para a realização de marketing, mas também para a apresentação de propostas detalhadas dos candidatos, e espaço aberto para o debate de suas intenções diretamente com o eleitorado. Assim, não vejo porquê não poderiam ser criados os tais perfis em redes sociais, vídeos no YouTube e travados debates nas salas de bate-papo dos sites dos próprios candidatos, principalmente os candidatos à vereador.

Falo especialmente destes últimos porquê considero que a maneira como nos são apresentadas tais candidaturas a vereador nos horários eleitorais da televisão e rádio chegam a ser surreais. Cada candidato tem menos de 10 segundos pra falar sobre si e sobre suas propostas, o que, na prática, acaba gerando aqueles estereótipos que toda cidade tem — aqui, na minha, por exemplo, um candidato de apelio Tang conclama votos da população para si, sob o pretexto de que “…os outros são todos ki-suco”.

Enfim, a livre utilização de sites, blogs, vídeos, redes sociais e demais ferramentas web por um candidato a vereador durante o período eleitoral aqui no Brasil poderia ser a via para apresentação, também por parte dele, de propostas e pontos de vista, rebatidas ou defendidas por seu eleitorado, num grande debate online. Sinceramente, é assim que eu vejo o papel da Internet na democracia brasileira.

15.06.2008
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Nanoblog? Não sei não… 

A evolução do ato de blogar parece estar chegando a níveis absurdos.

No começo os blogs eram pra quem gostava de escrever textos mais longos, que exigiam aquela preparação mínima, uma série de pesquisas e horas e horas de redação que podia ser alterada a qualquer momento — e até completamente descartada — antes de decidir que aquela era a hora certa para apertar o botão publicar.

Mas as pessoas perceberam que além de textos estruturados e elaborados à exaustão, também deveria haver lugar para textos mais rápidos e diretos — portanto, menos estruturados — em que se pudesse opinar rapidamente sobre um filme, compartilhar uma foto, música ou comentar uma notícia sem maiores pretensões. Foi assim que a blogosfera viu nascer o chamado sideblog — ou aside blog —, que, como o próprio nome sugeria, passou a integrar a barra lateral dos blogs, e mais tarde até mesmo rechear o blog principal, posicionando asides entre um artigo com mais conteúdo e outro.

Seguindo essa linha, alguém teve a idéia de juntar estes asides e montar um blog só de asides. Isso deu origem ao chamado thumblelog, assim chamado justamente pelo tamanho diminuto de seus posts — thumb em inglês significa polegar. Este modelo de blog começou a chamar a atenção de muita gente que, até então, não tinha paciência para manter um blog às antigas, com todos aqueles textos longos e preparações cansativas, e que agora podia compartilhar frases pequenas, textos curtos, fotos e imagens.

Atualmente, a maioria já sabe, a sensação é o microblog, formado por posts com mensagens extremamente curtas, de no máximo 140 caracteres, justamente com o mesmo comprimento de uma mensagem SMS de celular. Talvez por isso, ainda mais pessoas resolveram que podiam ter um blog, ou melhor, um microblog, e passaram a compartilhar o que estão fazendo, dizendo, pensando, amando, odiando e muito mais.

Mas surgiu um possível novo membro nessa história.

No Adocu — que tem, convenhamos, um nome pra lá de estranho —, lançado no último dia 27 de maio, a proposta é responder qual é o seu status, usando, para isso, não os 140 caracteres aos quais muita gente já se habituou, mas sim, apenas uma palavra. Isso mesmo. Não vale espaço. No máximo, pontos de exclamação ou interrogação.

Eu criei uma conta lá. No entanto, com apenas um post no serviço, já vi que essa coisa de nanoblogging — que é como as pessoas estão chamando isso — não é para mim. Isso porquê tenho que admitir que já tenho dificuldades em microblogar com freqüência, porquê tenho o vício de querer escrever demais. Assim, se dizer algo com poucas palavras já é complicado pra mim, dizer algo com apenas uma palavra é virtualmente impossível.

Assim só me resta levantar algumas questões.

Primeira questão: Qual é a graça em se nanoblogar?

Segunda questão: Qual é a originalidade do serviço, já que, se eu quiser, posso twittar ou plurkar com apenas uma palavra? É mais fácil, e eu não preciso ficar criando mais uma conta em mais um serviço. Além disso, os serviços existentes já se integram — ou estão em fase de integração — com as ferramentas de blog mais robustas, como o WordPress.

Posso estar exagerando e sendo super reativo, mas estou falando honestamente. Não sei se é uma visão muito unilateral, mas não vejo futuro nessa história de nanoblog. Ou então, esta atividade se limitará a um nicho específico, formado pelas pessoas de poucas palavras, ou melhor dizendo, de uma palavra só. O que me lembra de minha terceira e última questão: Se o nanoblog efetivamente pegar, qual será a próxima etapa da miniaturização dos blogs?

01.02.2008
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Será que eu venderia o Yahoo!? 

O cenário é o seguinte: Estamos em 1994 e você e seu amigo acabam de se formar em uma das universidades mais conceituadas do mundo. A internet é uma coisa ainda extremamente insipiente, pouco conhecida das grandes massas, e logo surge a idéia de criar um índice de sites organizados segundo uma hierarquia para aquela que se tornaria a cada vez maior rede mundial de computadores. O nome escolhido para batizar tal índice é, acreditem, Jerry’s Guide to the World Wide Web.

Logo mais vocês resolvem mudar o nome do serviço para Yahoo!, por gostarem de sua pouca sofisticação. No final deste mesmo ano, mesmo com o site hospedado em uma URL difícil de memorizar, http://akebono.stanford.edu/yahoo, vocês já receberam mais de um milhão de acessos e se dão conta do potencial comercial da invenção. Cruzando acidentalmente com a Sequoia Capital, uma empresa cujos investimentos de maior sucesso incluem a Apple Computer, Atari, Oracle e Cisco, vocês chegam a um acordo e, em abril de 1995 fundam a Yahoo!, com um investimento inicial de quase US$ 2 milhões.

Poderia ser a sua história com um amigo. Poderia ser (quem dera) a minha própria história e a de um amigo. Mas na verdade foi esse o começo da história de Jerry Yang e David Filo, que, já nos dias atuais, são reconhecidamente responsáveis por uma empresa líder nos ramos de comunicação, comércio e mídia via internet, oferecendo serviços diversos a mais de 345 milhões de pessoas todos os meses.

Eis que a Microsoft resolve oferecer US$ 44 bilhões pelo Yahoo à vista, para, segundo ela, se posicionar melhor nos mercados de serviços on-line e de busca. Quando li essa notícia em voz alta, aqui mesmo do meu computador, para meus colegas de trabalho, surgiu a polêmica. Um disse: “No lugar deles, eu venderia na hora”, enquanto o outro disse “Eu não. Nem todo mundo pensa assim, pois, para alguns, o importante não é tanto o ganhar dinheiro, e sim o status”.

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Vender me tornaria bilionário instantâneo: Com 44 bilhões de verdinhas teria, pelas contas de hoje, mais de R$ 78 bilhões na conta da noite pro dia e poderia não só me aposentar e ir viver numa ilha deserta, como também levar junto comigo várias gerações da família. Aliás, com tanto dinheiro, poderia formar uma pilha com 8800km de comprimento — considerada uma espessura de 0,2mm por nota de dólar —, que embora demasiadamente alta, ainda ficaria 331.200km distante da lua1, mas isso é uma outra história.

Para quem quer dinheiro vivo, é a pedida certa.Não vender me deixaria, como disse meu amigo, com o status. No melhor estilo vaga de estacionamento reservada, escritório com nome na porta e secretária, convites para eventos e palestras e muito mais. Também me permitiria desenvolver o negócio ainda mais, ou seja, vejo que seria a opção mais passional, para um verdadeiro geek.

É difícil se colocar no lugar dos caras. Será que eu venderia o Yahoo! ou ficaria com ele pelo menos por mais algum tempo? Honestamente, é a tal da história. O dinheiro pode certamente cegar, e a primeira coisa que me passou pela cabeça enquanto escrevia foi vender, provavelmente pedindo participação nos lucros posteriores. E vocês, o que fariam?

  1. Obrigado pelo fantástico raciocínio, Mr. Anderson! []
05.01.2008
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Algumas dicas sobre cavalos-de-tróia no Orkut 

Navegando a toa esta semana por minha quase finada conta no Orkut, tive a chance de flagrar mais um exemplo dos já corriqueiros cavalos-de-tróia que infestam o serviço e representam perigo real para os internautas desavisados. Eis que um dos recados de minha conta dizia o seguinte:

Fizeram uma festinha na casa da Priscila, só que ela bebeu demais perdeu a vergonha e tirou a roupa, ai a galera nao dispensou tiraram muitas fotos dela e colocaram na internet. até que ela é bonita, olha ai o novo album dela rsrs.. depois me fale o que achou…

clique na imagem para ver o slide completo

A mensagem vinha acompanhada da foto de uma menina usando trajes mínimos extremamente provocativos e de um link malicioso, que supostamente apontava para um slideshow hospedado na Internet. Clicar o mouse sobre ele, no entanto, me fez salvar em meu computador o aparentemente inofensivo arquivo playvideos.exe.

Utilizando os serviços gratuitos de análise de arquivos do site Virustotal, confirmei o que eu já imaginava: Disfarçado sob diversas variações, o tal arquivo na realidade era o que genericamente os especialistas chamam de banker. Um banker nada mais é do que um cavalo-de-tróia especializado no roubo de senhas bancárias.

Com tal constatação, obviamente, meu próximo passo foi exterminar o arquivo. Mas o que teria acontecido caso eu resolvesse executar este arquivo em meu computador? Simples: teria sido contaminado pelo banker, e, neste caso, sofreria de três efeitos colaterais pra lá de indesejáveis:

  1. Com meu computador infectado pela execução do arquivo playvideos.exe, a execução de programas e a navegação na Internet se tornariam mais lentas, já que um processo ficaria em execução na memória do computador;
  2. Este processo, apesar de não alterar em nada o funcionamento do computador — exceto pela lentidão — monitoraria minhas atividades e enviaria minhas informações sigilosas — como as senhas e demais informações bancárias — direto para endereços de servidores excusos, para que hackers e outros oportunistas se aproveitassem delas;
  3. O mesmo processo ainda roubaria meus dados de usuário e senha do Orkut — normalmente localizados nos arquivos temporários ou cookies do computador após a navegação web — e os usuaria para mandar o mesmo link que eu recebi para os meus contatos, em meu nome. Notem que é por isso que muitas vezes uma mensagem maliciosa pode chegar a você como se tivesse vindo de um familiar, amigo ou colega que está na lista de contatos, como se fosse um link acima de qualquer suspeita.

É por isso que eu nunca acho demais lembrar as seguintes dicas para não ser pego de surpresa por um cavalo-de-tróia:

A curiosidade matou o gato!

Achou o recado que você recebeu suspeito? Não faça o download e, caso você já tenha feito, não abra o arquivo resultante em hipótese alguma. O melhor mesmo é mandá-lo direto para o céu dos arquivos para evitar contaminação.

O arquivo pode ser legítimo? Tire a prova!

Serviços como o Virustotal, que analisam arquivos individuais enviados a partir de qualquer computador, podem ser muito úteis para eliminar qualquer dúvida.

Este serviço específico, por exemplo, reúne empresas especialistas da área de segurança como a Grisoft, fabricante do gratuito AVG, a Kaspersky Labs e muitas outras para lhe fornecer toda a análise necessária antes de executar o que você baixou da Internet. Ah, e possui a interface totalmente traduzida para o português.

Lembre-se apenas que não há substituto certo para um bom anti-vírus instalado diretamente em seu computador.

Eu já cliquei no arquivo, e agora? Estou infectado?

Eu diria que a resposta é, com quase 100% de certeza, SIM. Mas não é necessário se desesperar, porquê há maneiras de combater estas pragas mesmo quando elas já estão confortavelmente instaladas nos arredores.

Primeiramente, você pode tentar o seu anti-vírus de escolha. Se for um bom produto, as chances de detectar algo errado e de eliminar o problema são muito, muito altas. Se você não consegue se decidir por um anti-vírus, talvez seja uma boa idéia analisar algumas comparações de desempenho entre os principais produtos, gratuitos ou não.

Se o anti-vírus instalado no computador não acusou nada mas você continua achando que sofreu uma infecção, pode também tentar uma análise realizada a partir de sites na Internet. Os principais fabricantes de anti-vírus disponibilizam este tipo de recurso gratuitamente. Uma boa opção é o NanoScan, da Panda, compatível com o Firefox através de um plugin, por sua rapidez.

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A desvantagem de análises online, é que normalmente apenas a detecção é feita, e não a remoção. Para remover um arquivo malicioso, nestes casos, pode ser necessário desembolsar dinheiro e comprar um produto de boa qualidade se as opções gratuitas não forem capazes de combater a praga virtual que afetou seu computador.

Uma última tentativa de detecção também pode ser realizada com o uso de ferramentas específicas. Uma ferramenta desenvolvida 100% em território nacional é o BankerFix, criada pelo site Linha Defensiva, especializado em segurança.

Pessoalmente, confesso que não testei esta opção, mas ela parece ter atualização constante— quase diária — e ser capaz de remover uma grande variação de bankers. O download, para quem quiser experimentar pode ser feito por este link direto, e as instruções detalhadas de uso estão no site do programa.

Em resumo, fica a velha dica: Prudência. Ela nunca é demais quando se está navegando numa terra de ninguém como é a Internet.

17.12.2007
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Knol: O concorrente Google da Wikipedia 

Segundo notícia divulgada no último sábado pela edição on-line do jornal The New York Times, o Google estaria considerando o lançamento de um serviço batizado de Knol (derivado, em inglês, da palavra knowledge, que significa conhecimento). A finalidade seria permitir aos usuários editarem páginas sobre os mais diversos ramos de conhecimento, indo desde matemática até medicina, o que, ao longo do tempo, formaria uma espécie de base de conhecimento online.

Mas as diferenças entre o projeto do Google e seu mais provável concorrente — a já famosa Wikipedia —, no entanto, começam já no público que teria direito a editar o conteúdo: Enquanto a Wikipedia permite que qualquer pessoa faça edições nos artigos, o Knol será mais restrito: Os usuários convencionais, num contexto geral, poderão apenas enviar comentários, dar notas aos conteúdos e sugerir melhorias.

A rigor, isso significa que poderia existir não apenas uma página, mas várias páginas falando sobre um determinado assunto, cada uma com níveis de detalhamento e qualidade diferentes. A idéia do Google é dar importância àquele que escreve, ou seja, o autor do documento, na visão da empresa um especialista que levaria todo o crédito por um trabalho bem detalhado e explicado.

Além disso, o Knol também seria diferente em mais um aspecto, pelo menos: Enquanto seu provável concorrente não possui qualquer fim lucrativo e nem exibe anúncios para sobreviver — ou você nunca reparou nos pedidos constantes de donativos para manter tudo funcionando? —, a tendência do Google é torná-lo um tanto mais comercial: Cada autor poderia escolher se deseja ou não incluir Google Ads em seu conteúdo, ganhando boa parte do lucro originado desta ação.

A idéia do Google parece ser substituir a Wikipedia no pensamento das pessoas que procuram o serviço como “o primeiro local a pesquisar quando se quer saber sobre qualquer assunto“. Mas será algo tão simples assim? A Wikipedia possui atualmente mais de 7 milhões de artigos em 200 idiomas diferentes, e levaria algum tempo — provavelmente um tempo razoável — para alcançar este número. Uma vez alcançado, no entanto, talvez a qualidade do conteúdo fosse melhor garantida, desde que apenas especialistas em cada assunto pudessem efetivamente criar conteúdo.

Há também um perigo, a meu ver: Para substituir uma preferência, seria necessário fazer com que as páginas criadas no Knol aparecessem melhor qualificadas nas buscas, o que poderia interferir na necessidade do Google de não se deixar influenciar por nenhum aspecto. Se esse ponto não permanecer uma verdade absoluta, a confiança de milhões de usuários em uma das buscas mais famosas do planeta poderia se comprometer.

De qualquer forma, vejo a idéia como positiva: Quanto mais lugares disponíveis para a troca de conhecimentos, melhor. E caso o serviço não agrade esse ou aquele autor, há sempre a possibilidade de começar um blog ou apelar para um wiki pessoal. Se não fosse dessa maneira, eu mesmo nunca teria começado esse site, já que um dos objetivos que tenho é tentar ajudar o maior número de pessoas divulgando informações e notícias que possam vir a ser úteis para alguém…

05.12.2007
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GMail agora tem labels coloridas 

Gerenciamento de labelsInteressante a novidade implementada no GMail: O uso de cores para diferenciação das labels. A meu ver, esse novo recurso – compatível apenas com as versões mais novas dos navegadores, como o Firefox 2 e o (credo) Internet Explorer 7 – vem complementar as duas dicas do serviço que abordei recentemente aqui no site, e que facilitam o filtro de mensagens e a utilização de uma conta única de e-mail.

Digo isso porquê a distinção visual de mensagens também pode representar um papel importante no filtro e busca rápida por informações, e até na velocidade com a qual os seus assuntos precisam ser tratados: E-mails de trabalho tratados mais rapidamente do que os pessoais, e-mails relacionados a um negócio que você está fechando mais rápido do que os comentários do seu blog, por exemplo.

A cor das labels é configurada diretamente através da barra esquerda onde ficam normalmente listadas na interface do GMail e não há opções personalizadas (por enquanto, imagino eu). No que diz respeito ao uso de filtros, também não há alteração: Defina suas regras de remetente, destinatário, assunto, etc e atribua uma label qualquer, que ficará com a cor pré-determinada.

Como já fazia parte de outros aplicativos de e-mail que eu normalmente uso ou já usei, como o Thunderbird e o Lotus Notes 7, considero o lançamento da novidade bem tardio, pois imagino que sua implementação seja relativamente simples. No entanto, antes tarde do que nunca. Sendo assim, ao menos pra mim, o GMail continua na vanguarda das aplicações web!

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