Mesclando blog, microblog e tumblelog: Um tutorial
Ainda não faz tanto tempo assim desde que integrei ao blog uma página de onde pode ser acompanhado o meu lifestream — a corrente que traz, listadas em ordem de ocorrência, todas as minhas atividades online, sobretudo nas redes sociais como o del.icio.us, e em microblogs como o Plurk ou o Twitter.
Minha intenção com a integração do lifestreaming ao Back-up Brain sempre foi muito clara: Participar meus poucos — mas fiéis — leitores daquilo que eu venho fazendo na Internet enquanto busco a inspiração para escrever novos artigos por aqui. Penso que o compartilhamento de músicas, links, vídeos, imagens e pequenos pensamentos rápidos demonstra, a quem possa interessar, no mínimo, que eu não sumi, e que, mesmo demorando a dar sinais mais evidentes de vida, continuo nas redondezas.
Ocorre que depois de ter trazido o lifestreaming para o blog, primeiro na barra lateral do layout, e depois também numa página própria só para isso, pensei comigo mesmo que, num mundo em que microblogs e outras atividades sociais se misturam cada vez mais com os blogs tradicionais — e, muitas vezes, também com a falta de tempo de seus autores —, o ideal mesmo seria transformar meu espaço num combinado entre blog, microblog e o que mais fosse preciso, desde que isso pudesse ser lido em um único stream, de cima a baixo.
A primeira coisa que eu pensei — pra variar, eu admito — foi abandonar a utilização do WordPress. Numa época em que estou louvando a chegada da nova versão 2.7 isso pode parecer bizarro, eu sei. Mas me veio um desejo fortíssimo de substituir minha velha ferramenta de blogar pelo Sweetcron, que, aliás, nasceu especificamente com a finalidade de permitir a qualquer um que hospede por conta própria seu lifestream. A definição do autor da ferramenta para sua criação, aliás, é mais do que perfeita:
Blogs are evolving. You’re looking at my Lifestream, a real-time flow of my activity across various websites, with the occasional blog post for nourishment.
Ou seja, eu reconheço que o ponto de vista dele está correto, pois a coisa tem realmente caminhado para uma situação em que a pessoa mantém um fluxo de atividades em vários sites, e de vez em quando, escreve um ou outro artigo em seu blog para — coloquemos assim — alimentar a alma.
Outra coisa que me ocorreu ao pensar em dar adeus ao WordPress foi começar um tumblelog. Segundo me diz a Wikipedia, esta seria uma outra forma mais do que perfeita para conectar o mundo convencional dos blogs ao mundo dos pequenos status updates e dos compartilhamentos de mídia:
A tumblelog (also known as a tlog or tumblog) is a variation of a blog that favors short-form, mixed-media posts over the longer editorial posts frequently associated with blogging. Common post formats found on tumblelogs include links, photos, quotes, dialogues, and video. Unlike blogs, tumblelogs are frequently used to share the author’s creations, discoveries, or experiences while providing little or no commentary.

Mas vejam só: Os motivos para não trocar minha ferramenta velha de guerra pelo Sweetcron ou por um tumblelog — neste caso, admito, optaria pelo Tumblr, a mais famosa e reconhecida ferramenta e site de hospedagem para tumblelogs — foram os mesmos:
- Eu gosto de controle total sobre o site e o que acontece nele.
- Eu adoro a diversidade de opções que o WordPress permite que eu desfrute.
- E, sobretudo, eu adoro feedback. Assim, eliminar ou reduzir a possibilidade de envio de comentários, como normalmente exigiria a manutenção do formato clássico de um tumblelog, nem pensar!
Mas, vejam só: Mesmo tendo chegado a esta conclusão — a de não abandonar novamente o caminho, a verdade e a vida —, também me dei conta de que apenas uma página de lifestreaming não seria mais suficiente para mim. Eu continuei a querer provocar mudanças aqui, desde que promovidas com a utilização de artifícios 100% relacionados ao WordPress.
Este artigo é o anúncio — e, mais do que isso, o relato — de que eu consegui atingir meu intuito. Ainda tenho que cuidar de alguns aspectos e concluir pequenas modificações, mas posso dizer que transformei o formato do blog para algo mais voltado a lifestreaming e tumblelog. E mais: Para não prejudicar a leitura de fiéis leitores, tudo isso só pode ser observado por quem visita meu blog ao vivo: Nada mudou nos feeds RSS, graças também a certas alterações com as quais me preocupei, e que descrevo a seguir.
Analisando o LeapTag
Meio que por acaso acabei cruzando com o LeapTag, um serviço ainda em beta que mistura leitor de feeds RSS e rede social se integrando aos navegadores web das plataformas Windows e Mac para buscar, monitorar e apresentar conteúdo relevante baseado nos interesses pessoais de cada usuário.
Mesmo atualmente utilizando ferramentas como Google Reader e o del.icio.us para localizar 95% dos tópicos, notícias e livros que me interessam, resolvi me arriscar numa aventura e testar o novo serviço.
Para isso, logo de cara, precisei baixar um programa de instalação de aproximadamente 7mb, que, ao ser executado, criou um novo botão em meu Firefox e a necessidade de, para operar o LeapTag, me utilizar, além de uma barra lateral no navegador e de um cliente adicional, que fica residente na bandeja do sistema. Acho muito importante dizer que, no flutuante ranking das notas finais que poderia dar ao serviço, certamente tudo isso pesou contra a ferramenta.

De qualquer forma, fui adiante. E me espantei ao ver que a coisa pareceu bem promissora.
Os interesses pessoais que o LeapTag utiliza para apresentar resultados relevantes aos usuários são baseados em duas coisas: A primeira delas, a utilização de tags e a segunda, no feedback do próprio usuário. No caso da primeira, significa que é necessário, para cada assunto que se deseje monitorar, identificá-lo com um nome relevante, como música.
Em seguida, associa-se esta tag a até três outras palavras-chave, relacionadas com a mesma, como se estivéssemos prestes a fazer uma busca através do Google: música AND Dire Straits, música AND lançamentos e assim por diante. Em fase de testes, como já disse no começo do texto, o LeapTag está temporariamente limitado à 20 tags por usuário. Embora se, atualmente comparado ao del.icio.us, onde não há limites de criação de tags, esta limitação pareça negativa, acredito que assim que os testes acabarem, acabe também o limite.
Definidas as tags, clicar sobre qualquer uma delas coloca o sistema em funcionamento e logo dezenas de resultados recém-obtidos são apresentados ao usuário. É aqui que entra o segundo ponto da interação, o feedback. São oferecidas, ao lado de cada link retornado pelo LeapTag, duas opções que merecem destaque: Pode-se votar a favor de um item (que pode ser uma notícia, post de blog ou um livro), o que fará com que a ferramenta, no futuro, procure listar itens similares àquele que agradou à pessoa ou contra, o que terá o efeito oposto. Independentemente do voto, cada resultado, como destaco abaixo, apresenta as tags que o fizeram surgir na lista de itens.

Tal sistema de votação é bastante similar àquele usado por sites hoje muito populares, como o digg, guardada a diferença de que, neste caso, estamos fazendo com que os resultados novos afetem apenas a nós, individualmente.
O serviço, por conta deste sistema, também me pareceu inspirado no site Findory — outro que, aliás, eu visito com certa freqüência —, cuja utilidade tem, em linhas gerais, muitos pontos em comum com o LeapTag. A diferença básica reside no fato de que este apresenta notícias de milhares de fontes ao redor do mundo e passa a exibi-las, nas visitas posteriores do usuário, conforme aquelas dos gêneros que mais receberam cliques.
Um ponto extremamente positivo do LeapTag é sua capacidade de ser alimentado com informações de outras fontes que podem se tornar potencialmente promissoras na busca por novas informações: Pode-se importar as tags do del.icio.us, os bookmarks do Firefox ou até mesmo qualquer feed RSS de serviços como Bloglines, Google Reader ou NewsGator.
Há ainda, como cito no começo do texto, uma outra promessa do LeapTag. Seus desenvolvedores dizem que muito em breve os usuários poderão compartilhar suas tags e links uns com os outros, o que dará alças à utilização da ferramenta, futuramente, também como uma espécie de rede social. Embora neste caso eu possa usar o próprio del.icio.us, é a possibilidade de integração, mais uma vez, que reina absoluta.
Embora seja extremamente difícil que eu substitua meus atuais favoritos pelo LeapTag, foi fácil perceber que esta pérola ainda mal divulgada e recém-descoberta certamente merece um pouco mais da minha atenção: Foi através dela que encontrei algumas novidades bastante interessantes sobre meus assuntos favoritos nos últimos dias e, afinal de contas, convenhamos, num mundo em que tanta informação nos bate à porta todos os dias, nada melhor do que alguma coisa para ajudar a entregar aquilo que seja mais adequado ao que nos interessa, não é mesmo?
Resuma seus feeds… ou não!
Bia Kunze, além de ser a odontologista mais linda da internet (tive que concordar com meu amigo Neto Cury), também veio mostrar o outro lado da moeda com relação à campanha de Feeds Completos iniciada pelo Rafael Arcanjo.
Ela cita — sem deixar de ter razão — um argumento irrefutável, em seu comentário em meu post:
Para quem lê feeds em dispositivos portáteis, vale lembrar que textos muito longos exigem maior tráfego de dados. E na internet móvel, se paga pelo tráfego, e não pelo tempo de conexão. Mesmo quem tem tráfego ilimitado ou usa o wi-fi, muitas vezes se depara com a pouca memória do aparelho…
Às vezes há posts que não interessa você ler, e aí já é tarde, seus preciosos KB já foram consumidos.
Só posso afirmar, após conhecer o outro lado da moeda, que a blogosfera também deve ser um lugar democrático. E como eu sou uma pessoa que adora democracia, me vi logo à frente de um impasse.
Como fazer, afinal, para disponibilizar ambos os feeds, sendo um completo — para quem está com conexões de banda larga e/ou quer ler os assuntos sem precisar necessariamente visitar meu blog — e outro, resumido, para atender à leitores e leitoras especiais como a Bia, que têm nos PDA’s e similares não apenas instrumentos de lazer, mas também de trabalho?
Felizmente, para mim, a resposta veio rápido.
Faça uma “cirurgia” em seu feed RSS 2.0
Vou propôr a vocês uma “cirurgia”: E prometo que, ao final do procedimento cirúrgico, teremos tanto o feed completo quanto o resumido. Para isso, tudo o que vamos precisar é do próprio WordPress, além de um pouquinho de conhecimento — bem pouco, mesmo — de PHP.
Pra começo de conversa, escolhi o feed RSS 2.0 de meu site. Não foi por nenhuma razão em especial, já que poderia ter sido qualquer outro feed: O WordPress disponibiliza os formatos Atom, RSS 0.92 e RDF, além da minha própria escolha.
De qualquer forma, para seguirmos adiante, vamos primeiro entender um pouco sobre a forma como o WordPress trata dos feeds. Quem acompanha o BlogAjuda sabe que o Rodrigo está trabalhando em uma série de artigos para criar um tema para esta ferramenta de edição de blogs. Pois bem. Criar temas envolve mexer com templates, que nada mais são do que modelos para o conteúdo do blog.
Além dos templates para o blog, que controlam a forma como aparecem a página principal, os comentários e as páginas para artigos individuais, entre outros, o WordPress também possui modelos para os feeds. Estes modelos, embora não tão amigáveis quando os dos temas, são exatamente o ponto onde precisamos mexer. Então, vamos em frente.
No diretório de instalação do WordPress — o mesmo onde está o arquivo wp-config.php — existem quatro arquivos padrão, chamados wp-rss2.php, wp-rss.php, wp-rdf.php, wp-atom.php e wp-commentsrss2.php. Todos eles controlam a forma como o sistema irá trabalhar com os feeds RSS — o último deles, inclusive, trata do feed de comentários. Vamos dar especial atenção ao arquivo wp-rss2.php.
Para continuar, faça o download do arquivo wp-rss2.php que está no seu blog para o seu computador e abra com um bom editor de texto, de preferência com numeração de linhas 1.
Uma vez tendo aberto o arquivo, procure o trecho de código abaixo. No caso da versão de WordPress que eu estou usando, ele começa exatamente na linha de número 40:
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 | <?php if (get_settings('rss_use_excerpt')) : ?> <description><![CDATA[<?php the_excerpt_rss() ?>]]></description> <?php else : ?> <description><![CDATA[<?php the_excerpt_rss() ?>]]></description> <?php if ( strlen( $post->post_content ) > 0 ) : ?> <content:encoded><![CDATA[<?php the_content('', 0, '') ?>]]></content:encoded> <?php else : ?> <content:encoded><![CDATA[<?php the_excerpt_rss() ?>]]></content:encoded> <?php endif; ?> <?php endif; ?> |
Para quem leu meu post anterior, este é o bloco que, “nos bastidores do sistema” faz com que a escolha pessoal do usuário em disponibilizar um feed completo ou resumido ocorra. Notem, sobretudo, esta linha:
1 | <?php if (get_settings('rss_use_excerpt')) : ?> |
Ela contém uma tag 2 que obtém das configurações de seu blog a informação sobre o seu feed. Caso rss_use_excerpt retorne um valor verdadeiro, isso significará que você está disponibilizando um feed resumido. Caso contrário, você está jogando no time das pessoas que têm feeds completos disponibilizados.
Pois bem, é hora de realizar a “intervenção cirúrgica” que mencionei anteriormente. Basicamente, deixaremos de verificar se o usuário deseja um feed completo ou não, e passaremos a forçar a geração de um feed resumido. Para isso, ainda tendo em mente o primeiro dos blocos de código acima, elimine as linhas de números 40 e de 42 a 49 do arquivo. Para facilitar a explicação, a figura abaixo destaca as linhas que iremos apagar:

A exclusão das linhas destacadas na figura acima fará com que este bloco, após a edição, fique com apenas uma linha, como a seguir:
1 | <description><![CDATA[<?php the_excerpt_rss() ?>]]></description> |
Salve o arquivo com um nome diferente do original. No meu caso, usei o nome wp-rss2-sumario.php. Em seguida, faça o upload deste novo arquivo para o mesmo diretório onde estava o original. Em seguida, será hora de testarmos o novo feed resumido que acabamos de criar.
O teste será prático, simples e indolor: Consistirá em testarmos nosso novo feed com um leitor de nossa preferência. Para esta demonstração, continuarei um fiel adepto do novo Google Reader.

Uma vez adicionado o endereço do novo arquivo do qual acabamos de fazer o upload, voilá! Um feed resumido instantâneo é produzido, tal como podemos observar pela ilustração abaixo, em que o indicador [...] está ativo.

Pronto! Com este resultado, basta criar uma referência ao novo feed na barra lateral de seu blog (tal como eu mesmo já fiz, depois deste tutorial) para que todas as pessoas possam usufruir de feeds completos ou resumidos a seu bel-prazer. O que posso garantir é que todos os seus leitores estarão plenamente satisfeitos depois desta.
[ratings]
Eu e feeds completos
Quem me lê com freqüência já sabe: Troquei o Bloglines pelo Google Reader. Mas embora eu esteja adorando a mudança, devo dizer que pelo menos uma característica da antiga ferramenta faz uma falta enorme na nova: A exibição do número de usuários que assinam meu feed RSS.
Acho fantástico poder saber quantas pessoas assinam meu site (e, às vezes, até quem). Afinal de contas, são elas — dentre as milhares que provavelmente passam mensalmente pelo meu endereço mas que permanecem pouquíssimo tempo nele — as que preciso tratar com maior cuidado e respeito: Elas gostam do que escrevo, acham interessantes as minhas idéias e pensamentos e voltam com freqüência para ler as novidades.
É por isso que, ao me atualizar a respeito do que anda acontecendo na blogosfera hoje, só posso dizer que recebo de braços abertos a campanha que o Rafael Arcanjo resolveu começar: Trata-se da disponibilização de nossos feeds completos para todos os nossos leitores. Assim eles não deixarão de nos acompanhar e poderão fazer isso através de seus agregadores de preferência, sejam eles quais forem.
Quer mais argumentos?
Um argumento basta
Meu argumento pessoal mais forte para a disponibilização de um feed completo reside no fato de que, assim como alguns leitores possuem o meu site entre seus favoritos, eles também lêem dezenas, centenas ou milhares de outros sites da grande rede, pois acham seu conteúdo tão ou mais interessante que o meu próprio.
Assim sendo, não é correto que eu obrigue cada um de meus leitores a fazer uma visitinha forçada. Se você disponibiliza apenas o resumo de seus artigos, me acredite: As visitas ao seu blog continuarão ocorrendo sem que seja preciso utilizar-se deste artifício, e elas também serão de seus fiéis leitores. Uma dica simples é manter o que você escreve o mais interessante possível. Afinal de contas, comentários, por exemplo, exigem visitas aos blogs.
Adsense em risco?
Sua preocupação está nos cliques e ganhos que você deixará de obter com programas como o Google Adsense? No blog do Rafael esta pergunta está devidamente respondida, e eu recomendo a leitura.
Mas, de qualquer forma, aqui também cabe dizer o que eu, particularmente, penso sobre anúncios publicitários em blogs, e é muito simples: Acho que eles se destinam mais aos visitantes aleatórios do que àqueles que lêem meu site com freqüência. Não sou nenhum expert nessa questão, mas a impressão que tenho é de que provavelmente seja mais raro que alguém que me lê com freqüência clique em um anúncio de minha página do que aquelas pessoas que são leitoras de títulos ou que vieram parar aqui acidentalmente — através do Google, por exemplo.
Com isso, não estou querendo dizer que seja impossível que algum leitor freqüente clique em um anúncio — eu mesmo faço isso, às vezes. Só digo que é mais difícil. Leitores aleatórios, ao contrário, provavelmente o façam mais facilmente: Eles chegam procurando alguma coisa, lêem apenas aquilo, julgam se é ou não relevante e, para continuarem com sua navegação, podem, entre outras coisas, se sentirem atraídos pelos anúncios.
Como saber se meu feed é completo?
Muitas pessoas que se utilizam do WordPress para a confecção de seus blogs pessoais podem estar achando a idéia de disponibilização dos feeds completos uma coisa excelente, ao mesmo tempo em que já se perguntam sobre como fazer para que isso ocorra facilmente.
Assim sendo, vou contribuir aqui com — mais — dois centavos sobre o assunto. A mudança que fará com que você disponibilize artigos completos ao invés de resumos do que escreve aos seus leitores pode ser feita diretamente através do Painel de Controle do WordPress.

Uma vez logado, basta que você clique em Opções » Ler. Na seção Alimentação para assinaturas, selecione a opção Texto completo ao responder à pergunta sobre o que mostrar para cada artigo, tal como ilustro acima.
Pronto. Sua adesão à campanha Feeds Completos estará automaticamente feita e você passará a estar na vanguarda da informação, assim como não apenas eu já faço, mas também Neto Cury, Bruno Alves e, é claro, o BlogAjuda, entre muitos outros! Aproveite e escolha uma das imagens disponíveis por lá para que você mostre seu apoio.
Achei o novo Google Reader 10
Já tinha lido e acompanhado algum buzz na grande rede a respeito do assunto ultimamente, mas não tive oportunidade de dizer isso antes, de forma que agora vai: Gente, o novo Google Reader é 10! Passou a ser, instantaneamente, meu leitor RSS padrão, substituindo o Bloglines.
Sei que quem me acompanha há certo tempo dirá que esta não é a primeira vez que eu “substituo” o Bloglines em meu coração. Esta semana, aliás, a Wired comprovou que a ferramenta continua sendo a mais popular para a leitura de feeds, ao lado do Netvibes e do Rojo — dois dos meus “substitutos anteriores” para o agregador. Mas continuem lendo, e eu tentarei lhes mostrar meus argumentos.
A Interface
Eu sou uma pessoa pré-disposta a procurar por alternativas às ferramentas que uso no meu dia-a-dia, principalmente se estou tratando de ferramentas web. Talvez seja um capricho de minha parte, talvez trate-se apenas de buscar novidades, por saber que todos os dias novas soluções surgem on-line, num estalar de dedos: Mas o fato é que um dos grandes motivadores que eu sempre tive para deixar o Bloglines de lado é a sua interface.
É certo que eles têm tentado deixá-la mais dinâmica e agradável. Mas pra mim, continua tudo quadrado demais. A sensação que tenho, ao encontrar diariamente aquele frame dividindo a tela, é a mesma que eu poderia ter ao usar um aplicativo de linha de comando ao invés de um que possuísse uma interface gráfica. O visual soa “menos moderno”, se é que posso dizer desta forma.
Em termos de visual, o Google Reader, embora não seja nenhum padrão de estética, é mais bonitinho. Quero dizer, o visual, ao menos, tem esse “quê” de mais moderno, e o frame que tanto me incomoda no Bloglines, ao menos, não está lá pra dividir nada. É tudo feito em um único painel.
Para ilustrar melhor, comparem as interfaces dos dois programas e vejam do que estou falando:


Ultrapassando a barreira dos 200 posts
Já faz certo tempo que encontro dificuldades em acompanhar todos os meus feeds tranqüilamente. Normalmente isso ocorre porquê me falta disponibilidade para sentar em frente ao computador e ler o que me interessa, uma vez que o trabalho tem me deixado maluco e, quando não estou por lá, me ocupo da atividade de pai em tempo praticamente integral.
Desta forma, quando consigo uns minutos e vou para a frente da tela, o Bloglines me “presenteia” com uma grande limitação: Pára de adicionar conteúdo aos feeds uma vez que 200 posts tenham sido alcançados. Eu sei que eu deveria sentar em frente ao computador com mais freqüência, mas mesmo os leitores com tempo mais livre enfrentam problemas, principalmente se vão ler um site onde a atividade chega a ser frenética, como no caso do Digg, e não o fazem por apenas um ou dois dias.
O Google Reader, ao contrário, não possui tal limitação. Quando uma grande quantidade de posts está disponível em um feed qualquer, ele simplesmente passa a exibir um indicador (100+), de forma que é possível saber que tem muita coisa pra ser lida ali. Mesmo assim, os itens mais novos continuam chegando, à medida em que os mais antigos vão cada vez mais para o final da fila.
Itens já lidos
Acho que uma das principais diferenças entre Bloglines e Google Reader reside neste ponto: Os dois trabalham com orientações de interface diferentes. Para quem não sabe exatamente do que estou falando, ou para aqueles que nunca tiveram a oportunidade de experimentar ler seus feeds através do Reader, a explicação é bastante simples:
Clique em qualquer um dos feeds que você assina pelo Bloglines. O contador de feeds ao lado do título é automaticamente zerado, como se, ao clicar sobre determinado conteúdo, todos os posts relacionados já tivessem sido automaticamente lidos por você. O Google Reader utiliza os movimentos que o leitor faz com o mouse para determinar e realizar tal marcação: Na prática, os itens vão sendo marcados como “lidos” apenas à medida em que você rola para baixo usando o mouse. Na minha opinião, bastante prático, se considerarmos que na leitura de qualquer página web, ou de qualquer documento em geral, rolar a tela significa justamente deixar para trás algo que já lemos antes.
Igual ao GMail
Para quem, como eu, tornou o GMail o seu cliente de e-mail padrão, as similaridades e praticidades que este e o Google Reader têm em comum também tornam o páreo mais duro para o Bloglines. Você pode visualizar todos os posts de um feed em uma lista que possui apenas títulos, tal como nas mensagens que chegam pelo GMail.

Da mesma forma, pode-se utilizar o recurso Star Item para destacar uma ou outra postagem em meio aos feeds. Não sei quantos de vocês utilizam esta característica do GMail no seu dia-a-dia, mas eu, particularmente, costumo “marcar com uma estrela” tudo aquilo que considero que precisa ser lembrado por mim mais tarde, ou, em resumo, o que é importante.
Todos os itens marcados com estrelas podem ser facilmente visualizados mais tarde, a partir de uma opção no painel esquerdo do Google Reader.
Tags, tags, tags
Tags, tags, tags. Como não elogiar estes pequenos artifícios da web moderna, que, baseados numa idéia tão simples, nos permitem classificar todas as nossas informações? Parte integrante de serviços como o Flickr, o del.icio.us e até mesmo o Rojo, elas ainda não são uma realidade no Bloglines. Já no Google Reader, a coisa muda um pouco de figura.

É possível adicionar diversos tags a cada um dos posts que são lidos. Acho que a facilidade deste tipo de ação se encontra justamente no fato de que é mais fácil encontrar uma informação mais tarde, quando precisamos dela. Vejamos o meu dia-a-dia. Vivo me deparando com informações ou notícias que considero bastante interessantes. O problema é que nem sempre tenho tempo hábil para ler alguma coisa naquela hora, ou para criar um post no blog sobre o assunto. Assim, os tags vêm em meu auxílio, já que é muito mais fácil que eu marque cada post que eu queira reexibir mais tarde com uma ou mais palavras-chave que venham em minha ajuda mais adiante.
Acho que uma das principais razões pelas quais a reportagem da Wired que mencionei no início identificou que existem diversos programas utilizados para a leitura de RSS é a preferência pessoal.
Notem que, como qualquer outra preferência em nossa vida, a preferência por leitores de RSS pode mudar, tanto quanto nosso estilo favorito de roupa, ou gênero musical. E acho isso ótimo. Nenhum ser humano é estático, e ninguém é igual o tempo inteiro. Na internet, acho que esta característica se traduz — e espero que isso permaneça assim — no surgimento de cada vez mais opções para realizarmos nossas tarefas do dia-a-dia. Estimula, também, uma concorrência saudável onde cada desenvolvedor, seja ele grande ou pequeno, aprende com os próprios erros.
No final das contas, seja qual for o seu agregador favorito, seus recursos bons ficarão, os não tão bons serão sempre melhorados e os que forem julgados ruins, desaparecerão sem deixar rastros, para alegria geral da grande massa de leitores de feeds, como você ou eu.
NewsAlloy
Já tem bastante tempo que uso como agregador RSS o Bloglines, e, sinceramente, fica até complicado pensar em um substituto pra ele. Mas eu vivo procurando. Não se trata de insatisfação, pois o serviço é excelente. Digamos apenas que eu não consigo viver sem uma novidade, e sempre procurei algo que me surpreendesse nessa área, embora até hoje isso tenha sido bastante difícil.
Até hoje. Há quase duas semanas atrás, enquanto navegava pela internet, encontrei um site que também oferece agregação de conteúdo diretamente pela web, o que, em termos de acessibilidade, é uma mão-na-roda pra quem vive mudando de computador, ou vive em trânsito de casa pro trabalho, do trabalho pra escola, ou de qualquer lugar para qualquer outro. Trata-se do NewsAlloy.

O que tem o NewsAlloy de tão diferente? Bom, começo logo por uma das coisas que mais me deixam empolgado na web ultimamente: O serviço é 100% desenvolvido em AJAX, uma tecnologia de ponta que permite o desenvolvimento de aplicações web que não ficam devendo em nada, muitas vezes, para qualquer programa que você rode diretamente no seu computador. Só por este “pequeno detalhe“, já é possível afirmar sem medo que o acesso ao conteúdo de seus feeds é bem mais rápido, isso porquê não é preciso esperar a página recarregar a cada clique de mouse que se dá.
Além disso, o NewsAlloy é organizado como um programa de e-mail. Quando você visualiza a interface do serviço, sente-se logo como alguém que abriu o Thunderbird ou o Outlook. Há, do lado esquerdo, opções que o levarão ao seu Inbox, contendo os últimos itens atualizados de seus feeds, ao Archive, onde tudo pode ser armazenado para referência futura, sem que nunca seja perdido, além da lixeira (Trash) e de uma localidade especial, onde podem ser recuperados os itens marcados para leitura posterior (Pinned).
Talvez algumas pessoas achem que o NewsAlloy não valha a pena, pois ainda está em desenvolvimento. Eu, por outro lado, considero isso como uma oportunidade de ver um número cada vez maior de novidades surgirem no serviço. Além de marcar itens para ler mais tarde, tal qual marcamos e-mails no GMail com suas estrelas, há pelo menos duas outras coisas que já me chamam a atenção logo de cara: É possível associar a cada item lido uma ou mais tags, etiquetas para identificação e classificação de conteúdo, tal como as que existem em serviços como o del.icio.us ou Flickr. Esta funcionalidade permite, por exemplo, que se arraste um item do diretório de feeds para uma de suas pastas já existentes, tornando o processo de assinatura algo bem simples.

A segunda coisa — e última sobre a qual falarei neste meu pequeno relato a respeito do NewsAlloy — é que seu sistema de navegação é bastante interessante. Do lado direito da tela é possível encontrar atalhos para as principais funcionalidades básicas de um leitor de feeds RSS, muitas das quais, à mão no serviço, também o tornam melhor do que o Bloglines minha opinião. E como se isso já não bastasse, ainda é possível, abaixo de cada item apresentado na tela, encontrar um menu que integra o agregador em AJAX a serviços como os já citados Technorati e del.icio.us, o digg e o Google Blog Search.
Parece realmente que dentro em breve estarei deixando de lado o Bloglines. Se o desenvolvimento do NewsAlloy continuar como está, não terei motivos para não trocar de favorito. Mesmo um dos outros atrativos — até então — únicos do serviço mais antigo, a possibilidade de verificar quantas pessoas estão assinando o feed do seu blog, existe no leitor em AJAX. Mas comentar a respeito seria falar de mais uma das funcionalidades do NewsAlloy, e estas, eu quero que vocês descubram e me digam suas opiniões a respeito depois…











