Transformando AVI em RMVB
Descobri um programa gratuito, chamado Easy RealMedia Producer, que vem a calhar quando se deseja converter um arquivo para o formato RMVB.
Sua utilização é tão simples que impressiona: Uma vez feito o download e instalado o software, basta selecionar um ou mais arquivos de origem a serem processados. Todos os formatos mais populares, como AVI, MPEG, MOV ou WMV, são suportados, além de uma infinidade de outros. Caso sejam selecionados múltiplos arquivos, é claro, um processamento em lote será executado.
O passo seguinte é opcional: Selecionando qualquer arquivo da lista e clicando em settings, uma série de configurações avançadas pode ser efetuada, como determinar a qualidade do áudio do arquivo a ser gerado, sua resolução, ou até mesmo se será aplicado algum tipo de filtro ao resultado. Além disso, graças a um programa adicional chamado DirectVobSub, que é instalado juntamente com o Easy RealMedia Producer, é possível, se assim desejado, acrescentar legendas definitivas aos arquivos a serem criados. Para tanto, basta que arquivos de legendas com os mesmos nomes dos arquivos de vídeo estejam localizados na pasta de origem, durante o processo de conversão.
Aliás, quando se opta por incluir tais legendas, pode-se configurar como elas deverão aparecer. Afinal de contas, o padrão — legendas brancas, escritas com fonte Arial, em tamanho 10 — pode não agradar a todo mundo. Neste caso, existe um painel de controle oculto para o DirectVobSub, que pode ser acessado uma vez que se execute o seguinte comando:
C:\WINDOWS\system32\rundll32.exe “D:\Install\Easy RealMedia Tools\common\vsfilter.dll”, DirectVobSub
Isso fará com que uma janela de propriedades seja exibida — tal como na figura a seguir — e que, a partir dela, se torne possível alterar configurações como cor, posicionamento, tamanho e tipo da fonte. Uma vez alteradas, estas configurações servirão para todas as conversões a serem realizadas.
Mas uma questão pode surgir: Porquê exatamente converter arquivos para RMVB?
No meu caso, nos últimos tempos, venho acompanhando muitas de minhas séries favoritas através da chamada Torrent TV : Após baixar cada novo episódio e suas legendas, eu o assisto no formato AVI, e então surge uma necessidade: armazenamento. Isso porquê eventualmente eu acabo assistindo alguns episódios novamente, e também porquê não sou exatamente uma pessoa que gosta de jogar as coisas fora.
Neste aspecto, os arquivos RMVB tem uma vantagem: Ocupam, efetivamente, quase 50% menos espaço em disco. Apenas para efeitos ilustrativos, basta dizer que o espaço necessário para manter no HD um episódio de 42 minutos gravado em AVI é, em média, 350MB, enquanto que o mesmo episódio em formato RMVB consumirá entre 140 e 160MB. É certo que algumas discussões podem se originar desta afirmação, como, por exemplo, que a qualidade dos arquivos AVI é superior, o que, em última instância, pode até ser verdade. No entanto, vejamos as duas imagens abaixo, extraídas do season finale da quinta temporada de Lost:
A primeira imagem foi capturada do episódio em formato AVI. A segunda, daquele que está em formato RMVB. Na minha opinião, praticamente não há diferença de qualidade.
Mas antes que alguém me condene pelo comentário, quero deixar claro que, para mim, que não faço uso de um aparelho de DVD para assistir aos últimos episódios de Lost, Heroes, e por ai afora — já que meu gosto por séries não é compartilhado por ninguém aqui em casa — a resolução de exibição de um arquivo RMVB na tela do computador não chega a apresentar, sinceramente, diferenças que possam ser consideradas tão gritantes assim. E é por isso, que, no final das contas, armazenar os episódios desta maneira me atende plenamente.
De volta pro Ubuntu: DVDs e RMVB
Se tem uma coisa da qual eu não abro mão é de assistir a meus filmes e seriados favoritos.
Como na maioria das vezes eu faço isso diretamente no computador, minha volta ao sistema operacional do pingüim — depois de vários meses sem instalá-lo após um problema que tive com meu computador — não poderia ser completa se eu não pudesse assistir a meus DVDs tranquilamente, e reproduzir o formato RMVB de vídeo, no qual a maioria dos seriados que consigo através do Torrent Channel está codificada.
Assim sendo, vasculhei aqui e ali, e acabei efetivamente encontrando, como sempre, aliás, maneiras simples e sofisticadas para que o Hardy Heron — o Ubuntu 8.04 — pudesse ficar 100% preparado.
Primeiro, tratei de instalar o suporte à reprodução de DVDs. Para fazer com que o Totem reproduza um disco automaticamente quando ele for inserido, segui os comandos abaixo:
sudo apt-get install totem-xine libxine1-ffmpeg libdvdread3
sudo /usr/share/doc/libdvdread3/install-css.sh
É importante lembrar que tais comandos precisam ser inseridos através do terminal, embora possa-se optar pelo Synaptic se for o caso de utilizar a instalação visual de componentes que também está no Ubuntu. Qualquer que seja a escolha, após o término dos procedimentos, é garantido: Inserir um DVD no drive tornará sua reprodução imediata.
Com relação ao RMVB minha preocupação era maior.
Dependo dele diretamente para continuar atualizado no que rola em todas as minhas séries favoritas. Como no Windows eu me utilizo de um player gratuito chamado GOM Player, que é simplesmente fantástico porquê reproduz, além deste formato de vídeo, qualquer outro formato popular imaginável instantaneamente, fiquei procurando uma forma desta reprodução acontecer também no Ubuntu. Encontrei, graças a um artigo do site Planeta Ubuntu Brasil, escrito pelo André Gondim.
Novamente através do terminal, deve-se digitar:
echo 'deb http://packages.medibuntu.org/ hardy free non-free' |
sudo tee -a /etc/apt/sources.list
Em seguida, usar o comando:
wget -q http://packages.medibuntu.org/medibuntu-key.gpg -O- |
sudo apt-key add - && sudo aptitude update
E finalmente:
sudo aptitude install w32codecs libdvdcss -y
O André ainda diz que, caso esse processo não funcione, deve ser instalado o package ubuntu-restricted-extras. Os repositórios de software de terceiros podem ser ativados diretamente no menu Sistema → Administração → Canais de Software.
Devo dizer que me espantei com o resultado deste procedimento para reprodução do RMVB no Linux, pois foi o primeiro conjunto de operações que realizei em minha máquina Ubuntu que não funcionou imediatamente. Quase como nos sistemas Windows, precisei reiniciar não o meu computador, mas a minha sessão, antes de poder testar a solução com o episódio 4×13 de House MD.
De qualquer forma funcionou, e agora eu sou mais um no rol de felizes usuários Ubuntu que podem se sentir tranqüilos com o suporte à DVDs e reprodução de vídeo RMVB em seus computadores. Só falta você.
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