Dilbert na Web 2.0
Não há quem trabalhe com gestão de projetos ou informática — isso só pra citar duas áreas nas quais eu particularmente trabalhei — que não conheça ou pelo menos já não tenha ouvido falar de Dilbert. Eu sempre considerei o humor irreverente que é aplicado às situações cotidianas de escritório nesta tira de quadrinhos como prova clara de que Scott Adams, seu criador, é um cara à frente do seu tempo.
Pra mim, aliás, Scott demonstrou mais uma vez essa sua característica essa semana, ao reinaugurar — em parceria com sua distribuidora, a United Media — o website onde são exibidos seus comics. Algumas críticas especializadas estão louvando o novo Dilbert.com como o primeiro site de quadrinhos a ingressar na Web 2.0, devido à grande interatividade que navegar por lá agora proporciona aos internautas, que podem interagir e alterar o conteúdo exibido através dos chamados mashups.
Quantas vezes você já leu uma tirinha de quadrinhos no jornal e pensou que poderia ter sido mais engraçado se a situação tivesse terminado diferente? Comigo, isso já aconteceu muitas vezes! Essa situação final, chamada na gíria dos cartunistas de punch line — aquilo que faz o leitor efetivamente dar risada — agora pode ser editada pelos usuários, e alterada a gosto. Eu preparei um pequeno screencast pra demonstrar como isso funciona na prática, porquê achei sensacional:
Em maio, essa liberdade de edição deverá se ampliar, e os internautas que freqüentam o site do Dilbert poderão editar o diálogo de todos os quadrinhos que compõem a tira: A idéia é que apenas as imagens sejam apresentadas e que cada pessoa coloque em prática sua própria criatividade. Esse tipo de edição deverá se estender, também em maio, de apenas um quadrinho para todo o restante da história, que poderá ser feita em conjunto com seus amigos.
Como é sabido que existe uma tendência de que algumas pessoas usem as novas ferramentas do site para criar tirinhas com conteúdo racista, sexual ou ofensivo, e fazer isso como se fossem o autor, existem alguns filtros de conteúdo e também a possibilidade de permitir ao usuário que reporte conteúdos que julgar inadequados. No mais, o próprio Scott Adams admite que as pessoas atualmente já alteram as tiras e as tornam ofensivas, através de ferramentas de edição gráfica, e que isso nunca foi um problema muito grande. Eles estão apenas oficializando os meios para isso…
EM TEMPO: Estava lendo o blog oficial do Scott Adams há poucos minutos, e vi que até mesmo ele comentou o desaparecimento do padre voador, já que a notícia ganhou alcance internacional. Ele diz que quando ouviu falar da história a primeira vez, achou que Adelir de Carli estivesse voando para levantar fundos para a caridade. Depois viu que era apenas para estabelecer um recorde, e fez um comentário, que eu estou traduzindo abaixo:
Que tipo de quebra de recorde tentada por um religioso irritaria mais a Deus? Da perspectiva do Todo Poderoso, qualquer desvio da missão de salvar almas é provavelmente tempo desperdiçado. Mas algumas tentativas de quebra de recorde têm que ser piores que outras. Por exemplo, você não quer ver seu padre ganhando um concurso de comer tortas. E não quer que um homem de batina seja o detentor de nenhum título que envolva nudez, tequila ou auto-gratificação, só pra citar alguns exemplos. O melhor que um padre poderia esperar nestes casos é que Deus estivesse ocupado e não percebesse.
Mas um vôo de balão, lá em cima, bem pertinho do céu? Isso é pedir pra ser castigado.
Notem: Não fui eu quem falou.
Crise de Identidade na Roça
Tá certo. Vou logo admitindo que sou fã incondicional das histórias em quadrinhos do Chico Bento. Na verdade, assim como uma série de outros passatempos, uso os gibis como uma verdadeira válvula de escape do stress do dia-a-dia, e, sempre que posso, compro o último exemplar na banca mais próxima.
E não é que uma coisa praticamente imperceptível me chamou a atenção lendo a edição número cinco, deste mês, publicada pela Panini? Neste diálogo que reproduzo logo abaixo há um erro. Alguém sabe me dizer qual é, antes de eu revelar a resposta logo mais?

Bom, lá vou eu. Desde os tempos do guaraná com rolha eu conheço praticamente todos os personagens mais antigos de Maurício de Souza de cabeça. E o nome do primo do Chico Bento, que está contracenando com ele nesta seqüência, definitivamente não é Zé da Roça. Devido a um erro do letrista, do revisor, ou de sei-lá-quem, deixaram de citar o nome correto do pobrezinho.
Fala sério… Que nerdice, né?













