29.04.2007
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FoxTorrent 

ft.jpgFoxTorrent é — como alguns podem já ter percebido a partir do próprio nome — uma extensão para Firefox que permite o gerenciamento e download de arquivos torrent diretamente através da raposa de fogo. Sua instalação, que é simples e descomplicada, pode ser realizada através de um único clique do mouse logo na entrada do site oficial.

A principal vantagem que percebo ao embutir um cliente destes diretamente em meu navegador reside no fato de que não preciso de programas adicionais: Uma vez instalada, a extensão acrescenta uma opção ao menu Ferramentas do Firefox, de onde podemos abrir uma nova aba e, a partir dela, acompanhar o andamento dos downloads de uma forma muito descomplicada.

Através do plugin DivX Web Player também é possível acrescentar ao
FoxTorrent a capacidade de pré-visualizar filmes e músicas nos formatos MP3, AVI, MPEG, entre outros, igualando a extensão à clientes externos como o BitComet, para Windows.

Uma das coisas que mais me impressionou na ferramenta foi seu consumo de memória durante o tempo em que eu a utilizei hoje pela manhã: Em média, apenas 6mb estiveram alocados, o que, em termos de velocidade da máquina, não fez diferença alguma. Velocidade, aliás, foi outra coisa espantosa: Apenas durante os minutos em que estive escrevendo este artigo, o sexto episódio da terceira temporada de House M.D. saltou de 0% para 15% — talvez, é claro, por ser baseado na tecnologia Redswoosh, recentemente adquirida pela Akamai Technologies.

Em resumo, minha relação com o FoxTorrent é de completa lua-de-mel. Embora eu não tenha conseguido configurar outra pasta padrão para os downloads, dos males, o menor. Em todo o resto ele se mostrou muito eficiente. Recomendo a todos que o experimentem, pelo menos por um único dia. E depois, é claro, me contem o que acharam…

28.12.2005
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Redes Ocultas 

E já que meu último post foi relacionado à redes de trocas de arquivos P2P, nada melhor do que emendar um texto relacionado, ainda mais se ele também tiver alguma relação com o melhor navegador web do mundo, não é mesmo? As coisas tendem a ficar ainda melhores do que já são no mundo da Raposa de Fogo, se uma extensão chamada Allpeers realmente se tornar realidade.

A extensão, divulgada em website próprio, segundo seus desenvolvedores, será capaz de proporcionar aos usuários do Firefox a melhor coisa que já viram desde o próprio navegador. Para isso, quem a instalar passará a contar com um cliente de troca de arquivos P2P completo, que poderá ser ativado e transformado numa barra lateral, de onde um tab separado do navegador poderá ser usado para troca de arquivos, enquanto se visita outros sites.

O mais legal sobre o Allpeers — que contará com conexão à rede BitTorrent para viabilizar as trocas de arquivos — é que ele parece que será orientado à redes privadas de trocas de arquivo. Apenas os usuários que você autorizar verão seus arquivos, e eles podem ser organizados em grupos como Amigos, Trabalho, e assim por diante. Quando alguém na sua rede de amigos obtiver um novo arquivo, todos na mesma rede — e que estejam usando a extensão — serão devidamente notificados.

Usar o próprio navegador para realizar trocas de arquivos parece ser uma sensação maravilhosa. Tanto que me faz coçar os dedos, esperando por um lançamento oficial da coisa toda, pra que eu possa ver efetivamente como funciona. Uma coisa é certa: A melhor coisa que pode haver no Firefox, como dizem os próprios desenvolvedores, pode também ser a pior para aqueles que combatem trocas de arquivos neste meio: Se as redes serão privadas, não dependendo de um servidor central para existirem, então não haverá como a RIAA, ou outras entidades similares, fazerem absolutamente nada. Fecha-se o Grokster ou até mesmo tenta-se fechar o KaZaA. Mas quem fecharia as redes ocultas?

23.12.2005
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Licença para Trocar 

Os deputados franceses estão apoiando a aprovação de uma lei que pode mudar totalmente um conceito que está cada vez mais em prática atualmente: o de que as pessoas tenham que pagar para ter acesso à mídias, como música ou vídeos on-line. Na França, fala-se atualmente de um plano para legalizar as redes de trocas de arquivo P2P – tão combatidas por diversas organizações, como a RIAA, americana, por exemplo –, ao mesmo tempo em que seria iniciada uma cobrança de royalties para acessar a Internet, como uma forma de compensar os detentores de direitos autorais sobre os diversos conteúdos.

Os royalties, neste caso, seriam incluídos no preço da assinatura mensal do provedor de acesso à Internet das pessoas. Enquanto isso, a troca particular de arquivos entre as pessoas seria legalizada através de uma licença apropriada, desde que uma taxa mensal de €5 fosse paga. Trata-se do desejo de alguns especialistas – não apenas franceses – de diluir o custo que é pago por se acessar mídia on-line em hardware – como os gravadores de CD – ou em conexões à Internet, que tornam a operação possível.

Na França, um grupo chamado Sacrem, que controla royalties, passaria a ser responsável por coletar fundos entre os provedores de acesso, repassando o que fosse coletado aos artistas e gravadoras, que deixariam então de obter seus lucros da venda direta aos consumidores, ficando atrelados à este novo modelo. Se o governo cobrasse uma taxa por conta própria e repassasse ele próprio os valores, os especialistas dizem, seria ainda melhor. Modelos como esse, segundo li, podem ser aplicados em diversos países, inclusive o Brasil.

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07.10.2005
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Os Centuriões e a HBO 

Gosta de história antiga? Talvez, então, você já tenha ouvido falar dos centuriões, oficiais de infantaria romana que comandavam legiões de legionários nas batalhas que o império travava, àquela época. Mesmo que seu conhecimento histórico seja baixo, é improvável que você nunca os tenha visto, retratados nos grandes épicos Hollywoodianos, sejam eles versões modernas ou não. Comandando entre 60 e 150 pessoas, cada centurião podia andar à cavalo nas investidas do império, mas morria freqüentemente em batalha, auxiliando seus comandados.

Batalha, aliás, é o que a HBO pretende levar adiante para proteger a sua parte do Império Romano. Obviamente estou falando da série produzida originalmente pelo canal, Roma. A série, que já estreiou nos Estados Unidos, tem seu início marcado para 9 de outubro nas telas brasileiras. Mas, como acontece, aliás, com diversos outros títulos televisivos, seus episódios estão circulando livremente pela Internet, através das redes P2P de troca de arquivo, principalmente através de arquivos torrent.



Se o canal tivesse centuriões à sua disposição, com certeza enviaria seus homens, juntamente com seus legionários e todos os outros homens que pudesse, numa tentativa de repreender a pirataria dos episódios da série que, de longe, é um dos maiores tesouros que produziu, e também uma das mais caras produções do canal e da história: Custou aos cofres da empresa um total de 60 milhões de dólares. Em compensação, a estréia americana da história, contada em 12 capítulos, atraiu mais de 3 milhões de telespectadores norte-americanos, garantindo sua renovação por pelo menos mais uma temporada.

Como legionários e a alta infantaria romana atualmente só podem ser vistos através de reconstituições televisivas ou cinematográficas, resta à HBO utilizar-se de meios mais práticos na defesa de seu patrimônio: Ela tem progressivamente dificultado a vida de internautas que buscam os episódios de sua série em tais programas de troca de arquivos, principalmente através da já velha conhecida tática de oferecer downloads falsos nessas redes. Este tipo de download é oferecido através de uma fonte falsa (chamada de “seed” no BitTorrent e similares), que leva a um loop constante de download, fazendo com que a obtenção de um episódio fique travada indefinidamente.

Pessoalmente eu já fui vítima de tais seeds falsos, baixando episódios de outra série muito famosa da TV americana, Lost. Posso comprovar, assim, que trata-se de um meio bastante efetivo de atrapalhar a vida de quem quer conseguir os episódios de maneira mais fácil. Como dizer que a efetividade do mecanismo é total seria um exagero, pelo menos iniciativas deste tipo dificultam a obtenção de material pirateado, fazendo com que, ao invés de horas, leve-se dias até que um único arquivo seja baixado da Internet.

Mas é claro que manter qualquer iniciativa contra a pirataria será sempre difícil. Enquanto HBO e companhia enchem a rede de arquivos falsos, usados como isca, programas como o Peer Guardian permitem justamente que você gerencie e combata listas de fontes inválidas em ambiente P2P. E, no final das contas, qualquer um pode tomar a iniciativa de organizar tais listas, tal como acontece hoje num ambiente muito mais conhecido, o dos programas de e-mail. Afinal de contas, informar listas de endereços de spammers é um serviço de utilidade pública. Por quê informar sobre seeds defeituosos não seria, não é verdade? E que legionários me decaptem se eu estiver sem razão.