Acer critica o Windows Vista
O presidente da Acer, Gianfranco Lanci, atacou deliberadamente o mais novo sistema operacional da Microsoft — o Windows Vista — na edição on-line de segunda feira do Financial Times Deutschland. Segundo Gianfranco, não apenas sua empresa, mas toda a indústria estaria desapontada com o software.
Tamanho desapontamento, nas palavras dele, se dá porquê nenhuma versão anterior do Windows havia feito tão pouco para ajudar no aumento das vendas de computadores. Lanci acredita que ninguém deve ter comprado um novo PC especificamente para rodar o Vista. Honestamente, me vejo obrigado a, de certa forma, concordar com ele.
Não vou entrar a fundo no mérito de discutir a configuração mínima necessária para rodar o Vista, mas temos de convir que muitos outros sistemas operacionais — incluindo-se aí o antecessor do Vista, o Windows XP — requerem bem menos capacidade de máquina, e não é todo mundo que tem dinheiro disponível para realizar uma super atualização de hardware só para experimentar o novo produto de Bill Gates. Ainda mais no Brasil, onde, por vezes, os preços são exorbitantes.
Também há a questão de usabilidade: Os usuários precisam estar confortáveis com a utilização do Windows Vista e, até onde eu soube, nenhum amigo meu que já tenha se decidido a ao menos experimentar o sistema, se sentiu satisfeito. A comparação entre a interface do Windows 3.1 e a do Windows 95, à época, talvez valesse aqui, pois foi necessária uma adaptação. Mas o problema parece ser bem mais grave: Talvez seja necessário esperarmos o Service Pack 10 do Vista antes de instalá-lo à vontade. Talvez o problema seja outro. Mas só estes pontos que citei aqui já são mais do que suficientes para que eu, a exemplo do presidente da Acer, convide a todos para colocar o novo Windows na berlinda. Por tempo indeterminado.
Wubi: Ubuntu, dentro do Windows
Se você, como vários amigos que conheço, tem ouvido com uma freqüência cada vez maior comentários calorosos a respeito do sistema Linux e de sua distribuição Ubuntu, e já teve pelo menos a vontade de experimentar para ver como é, talvez já saiba também as opções que possui disponíveis pra isso:
- Ir ao site do Ubuntu Linux, e, de lá, fazer o download de uma imagem da última versão disponível do sistema. Neste caso, gravado um CD, a instalação ocorre guiada por um processo de assistentes, que, caso se deseje manter o Windows instalado, particiona seu HD — ou seja, divide o espaço livre disponível para que os dois sistemas possam conviver em harmonia em seu computador. O principal problema neste caso é que muita gente ou encara o particionamento como se fosse um bicho de sete cabeças e acaba desanimando.
- Executar o Ubuntu a partir de um live CD. Esta é uma alternativa bastante divulgada, aliás, não só pelos próprios desenvolvedores desta distribuição específica, mas também por diversos outros desenvolvedores das demais distribuições. O problema de executar um live CD reside na velocidade final obtida: Por se tratar de uma emulação do verdadeiro Ubuntu em máquina virtual, as coisas ficam muito mais lentas do que poderiam e também podem vir a desanimar o usuário até então empolgado com a novidade.
E que tal se, ao invés das opções acima, você pudesse instalar o Ubuntu em seu sistema, utilizá-lo normalmente com toda a velocidade e, de quebra, desinstalá-lo como qualquer outro programa atualmente presente em seu Windows, pela opção Adicionar ou Remover Programas de seu Painel de Controle? Para isso, basta utilizar o Wubi:
Wubi is an unofficial Ubuntu installer for Windows users that will bring you into the Linux world with a few clicks. Wubi allows you to install and uninstall Ubuntu as any other application. If you heard about Linux and Ubuntu, if you wanted to try them but you were afraid, this is for you.
O segredo do programa é que a instalação do sistema ocorre dentro do próprio Windows: Um arquivo — ubuntu.hd — recebe todo o conteúdo do sistema Ubuntu ao mesmo tempo em que uma nova entrada de boot é criada no computador, permitindo, a partir da próxima inicialização do computador, que o usuário escolha entre o sistema da Microsoft e o do pingüim.
Neste caso, o kernel do Ubuntu se utiliza de um driver de loopback que permite ao sistema enxergar o arquivo que mencionei acima — mesmo dentro do Windows — como seu hard disk. Para não complicar, imagine loopback como uma maneira utilizada pelo sistema para se comunicar com o computador sem interferir em outras interfaces sistêmicas já existentes e instaladas no mesmo. Ou seja: O Ubuntu estará ali, mas não incomodará o Windows.
De qualquer forma, é esta a mágica que permite a qualquer pessoa, a partir da utilização do Wubi, executar o Ubuntu como se fosse um sistema operacional nativamente instalado — ou seja, sem que se precise recorrer à máquinas virtuais, ou que chegue ao extremo de precisar formatar sua máquina. Ou seja, vale à pena experimentar o Linux deste jeito: A maior complicação será, no final, desinstalar o sistema caso você não goste, o que eu, pessoalmente, duvido que aconteça.
NTFS-config: Partição NTFS em instantes
Você está utilizando o Ubuntu em um computador com dual boot e quer uma forma descomplicada de acessar suas partições Windows que estão formatadas com o padrão NTFS?
A partir da versão Feisty do sistema você pode fazer isso em apenas 4 passos extremamente simples. O primeiro deles consiste basicamente de abrir uma janela do terminal e, logo em seguida, instalar o programa NTFS-config:
sudo apt-get install ntfs-config
Esta simples linha de comando instalará todos os programas necessários para que sua partição seja montada corretamente, inclusive o driver ntfs-3g, uma interface open source que permite acesso de leitura e escrita a sistemas deste padrão, como são justamente o Windows XP, Windows Server 2003, Windows 2000 e o Windows Vista.

O segundo passo é ainda mais simples: Basta que, após a instalação, você execute o programa, que estará, conforme ilustro acima, no menu Aplicações, Ferramentas do Sistema. Você precisará informar a senha do administrador.

Assim que a aplicação se abrir, você estará pronto para executar o terceiro passo: Após a exibição de todas as partições NTFS disponíveis, selecione aquelas que você deseja acessar a partir do Ubuntu e, após renomeá-las — se assim o desejar, pois isso não é obrigatório —, clique no botão Aplicar.

O último passo consiste em selecionar que tipo de suporte a escrita você deseja ter à partição NTFS selecionada: Se o seu sistema está configurado para dual boot, ou seja, se você utiliza o GRUB, então selecione dispositivo interno. Se a sua partição está em um HD externo, selecione a segunda opção.
Ao clicar em OK, você deve ver um novo atalho para sua partição Windows bem na área de trabalho. Para desmontá-la — se for necessário — basta clicar o botão direito do mouse sobre o ícone e escolher a opção Desmontar Volume.
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Hasta La Vista?
Até o momento o
Os Windows 2000 e XP são essencialmente idênticos. A única motivação real que eu teria para migrar para o
No entanto, devo migrar para o
Dvorak coloca em cheque o lançamento da MS: Ácido, define um tagline para o Windows Vista: “Hasta la vista, baby”. Segundo o jornalista, é o fim da dominação da Microsoft no campo de sistemas operacionais, e a empresa de Redmond deve agora se contentar com seu carro-chefe, o Microsoft Office, e com as vendas de XBox, promissoras. Despontando como sucessoras da Microsoft no campo de Sistemas Operacionais estariam outros gigantes: a Apple e seu Mac OS, a Apache, dominando o mercado de servidores com Linux e até mesmo o Google que, dominando a internet, pode muito bem surpreender a todos com um sistema operacional próprio.
Há alguns anos, ainda na faculdade, eu tinha uma partição do meu computador rodando Slackware, depois a removi. Mais recentemente, conversando com um amigo, fiquei tentado a criar uma nova partição, desta vez rodando Debian ou Ubuntu, o que eu ainda não fiz. Experimentaria até mesmo um GoogleOS, se ele vier à acontecer. O único problema em ambos os casos seria diversidade: Como encontrar a imensa gama de programas disponíveis para Windows, numa outra plataforma? Comprando um Mac e migrando para o MacOS? O certo é que, enquanto não acho a resposta e tenho preguiça de atualizar, o Windows 2000 continua me fazendo companhia…











