02.07.2010
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Nostalgia! 

Me deparar com esta página digitalizada da — já há muito tempo — finada revista CPU MSX me fez lembrar de quando, em casa, tínhamos um desses. Foi uma das épocas mais divertidas da minha vida, sem sombra de dúvida. Me lembro de todos os programas que vinham na revista — todos em BASIC — que eu digitei. Foi dali, e também de mexer com o dBase III Plus para MSX, que veio o meu futuro gosto por programação.

12.06.2009
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Os livros favoritos da minha infância 

Sabe aqueles raros momentos em que um simples bate-papo com amigos começa a trazer uma série de boas recordações à tona? Pois bem. Esta semana, isso aconteceu comigo enquanto começamos a discutir, na hora do almoço, lá no trabalho, sobre gostar ou não de ler.

Embora eu não comente muito sobre leitura por aqui — talvez pelo fato de, atualmente, estar com muito menos tempo livre para ler do que realmente gostaria —, eu gosto muito de ler. Aliás, eu costumo dizer que leio qualquer coisa que me caia em mãos — menos a lista telefônica, é claro.

Nunca cheguei a me perguntar sobre quando foi exatamente que meu gosto pela leitura começou. No entanto, observar meu pai sempre às voltas com livros, revistas e jornais em casa e ter a sorte de ter tido contato com uma série de bons títulos quando eu era criança, lá na escola onde eu estudei, com certeza contribuíram totalmente para o fato.

Depois de citar alguns títulos dos quais me lembrei quase que instantaneamente durante o bate-papo, achei que não deveria perder a chance de registrá-los por aqui. Afinal de contas, um pouco de nostalgia nunca é demais. Assim sendo, seguem cinco daqueles que, por terem surgido em minha memória tão rapidamente esta semana, são certamente os meus livros favoritos de infância.

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06.06.2009
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Tetris: 25 anos! 

Alexey Pajitnov, criador do Tetris

Alexey Pajitnov, criador do Tetris

Alexey Pajitnov é, para mim, um dos maiores gênios de todo o mundo. Há exatos 25 anos, em 06 de junho de 1984, ele criou um jogo que marcaria não apenas a minha vida, mas também a de milhões de pessoas ao redor de todo o mundo: O Tetris, um dos quebra-cabeças mais simples e viciantes que o mundo já conheceu, em que o objetivo é posicionar da melhor maneira possível uma série de formas geométricas diferentes — denominadas tetrominós —, que são apresentadas ao jogador em queda livre, para formar o maior número possível de linhas. Quanto mais linhas formadas, mais pontos… e mais rápido as peças caem.

A primeira vez em que tive contato com o jogo — cujo aniversário está sendo homenageado este final de semana pelo Google através do doodle que ilustra este artigo — foi por volta de 1986. Naquela época meus pais instalaram em nosso computador uma versão do Tetris criada pela extinta Speectrum Holobyte, a primeira a trazer o jogo para fora da antiga União Soviética. Apesar da baixa resolução das imagens — todas em padrão EGA, um espetáculo à época —, me viciei absurdamente, e passava horas e horas jogando sem parar. Eu ficava maravilhado cada vez que mudava de fase, e via as paisagens se alternando ao fundo.

A tela de abertura do jogo

A tela de abertura do jogo

Uma coisa da qual não fazia idéia é que, apesar de ser um dos jogos mais lucrativos do mundo, Pajitnov não ganhou muito dinheiro com seu invento: Segundo sua biografia na Wikipedia, o governo soviético alegou serem seus os direitos do programa de computador, e acabou vendendo, através de uma organização chamada Elektronorgtechnica — ou Erlog, para encurtar — diversas licenças de comercialização a empresas do ocidente, por valores muito baratos, repassando quase nada ao autor original.

Este movimento dos russos fez com que, por volta de 1989, meia dúzia de empresas alegassem ter os direitos de criar e distribuir o jogo. No entanto, a que mais acabou lucrando com o Tetris foi a Nintendo,  que criou versões do jogo para o NES e Game Boy, vendendo mais de três milhões de cópias.

Googris, o google doodle homenageando o aniversário de 25 anos do Tetris

Googris, o google doodle homenageando o aniversário de 25 anos do Tetris

Pajitnov só pôde começar a lucrar com seu invento a partir de 1996, quando os direitos “russos” de explorar a marca e o jogo voltaram para suas mãos. Aliás, vale mencionar que em 1984, a intenção de criar o jogo foi buscar distração em seu trabalho no Centro de Computação daAcademia Soviética de Ciências — ou seja, ele não fazia a menor idéia do sucesso que Tetris se tornaria: Na verdade, uma verdadeira febre, que, entre inúmeros outros spin-offs, fez com que alguém desenvolvesse algo chamado Twetris, um game em que você joga Tetris com os textos de tweets alheios.

Mas a influência do Tetris não se limita a video games e computadores: Levou os japoneses a criarem umaversão humana do jogo, denominada Brain Wall. A idéia deu tão certo que foi trazida a mais de 30 países do mundo inteiro, inclusive o Brasil, onde a atração recebeu, no Domingão do Faustão, o nome de De Cara no Muro aliás, é até possível jogar online.

22.03.2009
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Empurrando caixas 

Lá pelo final da década de oitenta, mais ou menos na época em que meus pais compraram o primeiro PC lá de casa — um bom e velho PC XT com monitor de fósforo verde posteriormente substituído por um CGA de 4 cores — tive os primeiros contatos com um jogo chamado Sokoban, palavra japonesa que pode ser traduzida, segundo a Wikipedia, como zelador do armazém.

O Sokoban da Spectrum Holobyte

O Sokoban da Spectrum Holobyte

Criado em 1980 pelo programador japonês Hiroyuki Imabayashi, então dono de uma game house chamada Thinking Rabbit, o Sokoban foi um dos dois primeiros jogos que joguei onde o objetivo era resolver puzzles, ou seja, solucionar quebra-cabeças — o outro, da mesma época, foi o Tetris.  A Spectrum Holobyte importou o jogo para o ocidente, e era exatamente esta versão que nós tínhamos instalada no computador de casa. Com ela eu passei horas muito divertidas empurrando caixas.

Aliás, o objetivo do Sokoban era exatamente esse: movimentar caixotes de um armazém — na verdade um labirinto — para que estes pudessem chegar a locais pré-determinados. As regras do jogo são bastante simples, e apenas três:

Regra 1: Só vale empurrar Regra 2: Só vale empurrar 1 caixa por vez Regra 3: Puxar, nem pensar!

Hoje, por acaso, acabei ensinando o jogo e suas regras à minha esposa, que nunca antes em sua vida havia ouvido falar do Sokoban, depois que ela ficou curiosa em me ver jogá-lo através do decodificador da Sky, aqui em casa, apenas para passar o tempo. Como se trata de um jogo muito viciante, ela acabou gostando muito, e eu fui atrás de uma boa versão para deixar instalada no computador aqui de casa. Acabei baixando o YSokoban, programa gratuito que parece estar em franco desenvolvimento, já que a versão 1.127, mais recente, é de março deste ano.

Nível da Thinking Rabbit na skin da Spectrum Holobyte (DOS)

Nível da Thinking Rabbit na skin da Spectrum Holobyte (DOS)

A vantagem do programa é que, apesar de leve — apenas 380kb de espaço em disco são ocupados após extrairmos os arquivos compactados —, ele possui diversos recursos úteis para quem acaba adotando o Sokoban como passatempo, sobretudo a possibilidade de realizar infinitos undos e redos apenas com o mouse.

Nível da Thinking Rabbit na skin padrão do YSokoban

Nível da Thinking Rabbit na skin padrão do YSokoban

O YSokoban permite a utilização de skins, tornando possível deixar o programa com a cara de seu antecessor, o que é muito legal para os saudosistas como eu.

Os 50 níveis padrão que acompanham a instalação são os mesmos da versão japonesa da Thinking Rabbit, importada pela Spectrum Holobyte, mas, para aqueles que querem estender a diversão é possível importar mapas de Sokoban criados em arquivos texto — facilmente encontrados através de uma busca no Google — para dentro do programa, o que torna a diversão ilimitada.

Assim sendo… o que você está esperando?!

31.05.2008
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As Aventuras do Mundo Playmobil 

Pode até ser que alguns de vocês achem que este artigo aqui tem cara daqueles emails que a gente recebe no estilo sessão remember, mas eu não vou resistir e ponto.

Acontece que andando ontem pelo shopping com o filhote, entrei em uma loja de brinquedos — lugar que meu filho simplesmente adora visitar — e eis que me deparei com um bando de gente aglomerada junto a uma das prateleiras. Imaginei se tratar simplesmente de pessoas que estivessem admirando o melhor brinquedo de todos os tempos da última semana, mas não era bem assim… quem estava amontoado era um grupo de adultos.

Cheguei um pouco mais perto e vi que o que eles admiravam eram caixas de diferentes tipos de brinquedos da linha Playmobil. Meu queixo quase caiu, e se você tem pelo menos 30 anos como eu, deve entender o motivo disso, e da admiração dos adultos, e não necessariamente das crianças em torno da tal prateleira.

Criada em 1970 e produzida desde então por uma empresa alemã, o Grupo Brandstätter, e por uma série de outras fábricas ao redor do mundo, a linha de brinquedos Playmobil, incluindo aí os bonecos, seus acessórios, roupas, animais, veículos e tudo o mais marcaram a minha infância e a de muita gente da mesma idade.

Na hora em que vi os bonecos naquela loja, me juntei aos demais adultos atônitos e me vi imediatamente transportado à vários dos dias da minha infância que eu passei brincando com os playmos, que era como a gente chamava os bonecos entre os amigos: “Ei, vamos brincar de playmo?”, eu podia até ouvir. Ao longo de diversos anos eu fui juntando vários bonecos que ou eu ganhava de aniversário e Natal, ou eu juntava mesada pra comprar.

Eu não vou lembrar ao certo em quanto tempo eu juntei a minha coleção, mas sei dizer que eram todos bonecos da Trol1, uma empresa que era propriedade do Dilson Funaro, ministro da Fazenda do governo do ex-presidente José Sarney, e que fechou as portas um ano depois da sua morte, em 1990. De qualquer forma, a data coincide com meus 13 ou 14 anos de idade, que é exatamente até quando mais ou menos eu fui deixando o Playmobil de lado.

Eu nunca deixei que meus pais dessem a minha coleção pra ninguém. Deixava darem outros brinquedos, mas esses eram sagrados. Sempre disse pra eles que um dia, quando eu tivesse filhos, iria querer deixar que eles brincassem com Playmobil. Como eu tinha me esquecido disso, agora só preciso procurar na casa deles onde foi que helicópteros, veículos, cavalinhos e todos os bonecos que eu tinha ficaram…

Mas voltando à história da loja, em meio ao espanto de vários adultos, pensei: Será que o Playmobil voltou a ser fabricado no Brasil? Depois da Trol ele foi feito pela Estrela e pela Calesita, embora nenhuma dessas duas hoje produza a linha ativamente por aqui. Peguei uma caixa e matei a charada: Vi que se tratava de material importado, trazido pra cá pela Sunny Brinquedos2.

Alguns novos Playmobil dessa linha importada pela Sunny estão ilustrando este artigo em ritmo de saudade. O legal é que além das caixas pequenas que já existiam antes, agora também existem algumas maletas com diversos bonecos e acessórios da linha, que servem pra que você transporte tudo pra cima e pra baixo, igual ao que a criançada faz com os famosos carrinhos de metal, pra brincar em qualquer lugar.

A qualidade parece ser surpreendente: Os brinquedos são muito bonitos e sua variedade é a mesma que sempre foi uma característica da linha. Também parecem ser, a exemplo daqueles da Trol que eu juntei ao longo dos anos, bem resistentes.

Sendo bastante sincero, com o aniversário do filhote chegando nos próximos dias, eu não vou resistir e terei que comprar pelo menos uma dessas maravilhas, pra que eu mesmo possa reviver um pouco dos melhores momentos da minha vida ao mesmo tempo em que ele brinca com essa jóia do tempo…

  1. Embora a Trol não tenha vivido tempo suficiente para ter seu site na internet, um site em português bem nostálgico para quem quer lembrar de alguns brinquedos da empresa está no ar. []
  2. Infelizmente, até o momento em que escrevi este artigo, não há nenhum dado sobre Playmobil no site da empresa. Pode ser, é claro, que isso mude. []