O fim da novela da acentuação com o Ping.fm
Para quem não sabe, o Ping.fm é um serviço genial. Com a enxurrada cada vez maior de redes e sites sociais que pipocam pela Internet, a proposta do site é permitir que qualquer um cadastre ali todas as suas contas e as atualize a partir de um único painel, em que mensagens são digitadas e enviadas para os respectivos destinos.
Aqueles que, assim como eu, se encontram impossibilitados de utilizar o site diretamente — por conta, principalmente, do bloqueio imposto por firewalls — ainda têm no próprio Ping.fm uma saída genial: A possibilidade de enviar uma mensagem de email para um endereço gerado especialmente para o usuário, sendo esta mensagem posteriormente encaminhada para todas as suas redes sociais como uma atualização de status ou presence update.
Pois bem. Usuário assíduo do Plurk como venho me tornando e bloqueado justamente por um firewall no trabalho, optei pelo envio de updates por email, e descobri que todas as mensagens que continham acentuação nunca chegavam aos seus destinos. Assim, ao mesmo tempo em que passei a enviar para o Ping.fm uma série de emails com mensagens sem acento, resolvi botar a boca no trombone no GetSatisfaction, serviço utilizado pelo site para receber feedbacks de seus usuários.
Abri duas reclamações por lá. Para a primeira, pelo menos até o momento em que estava escrevendo este artigo, nunca recebi uma resposta. No caso da segunda, recebi a solidariedade de um usuário francês, já que o idioma deles também é cheio de acentos. Resposta satisfatória e que resolvesse o problema efetivamente, no entanto, nenhuma.
Eis, no entanto, que hoje pela manhã tive uma dessas idéias inusitadas. Ao verificar na minha lista de mensagens recentemente enviadas via Ping.fm que alguns caracteres apareciam estranhos, me ocorreu a idéia de verificar se não poderia ser um problema de codificação dos caracteres.
Instantaneamente abri minha conta do GMail e, indo até as configurações, descobri que não estava usando o padrão UTF-8. Na prática, o que isso representa? Que eu estava de fora do padrão favorito para mensagens de email e websites desde 2005, pelo menos no que dizia respeito ao email, já que este blog é codificado neste padrão desde sua proposição.
Constatado este meu deslize, foi só trocar a configuração de codificação de caracteres e voilà. As minhas atualizações acentuadas passaram a alcançar seus destinos regularmente. Como usuário consciente do Ping.fm, relatei no meu próprio tópico do GetSatisfaction a minha descoberta, e assim espero ajudar outros que estejam passando pelo mesmo problema…
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Um Show de Lifestreaming com o Profilactic
Lifestreaming. Quem nunca ouviu essa palavra antes provavelmente irá ouvi-la muito em breve, uma vez que, nas palavras de meu amigo Rodrigo Ghedin, o termo designa aquilo que, para mim, também, se trata do futuro da internet.
Em resumo, fazer lifestreaming é cultivar o hábito de manter uma lista de suas atividades diárias nos mais diversos sites e serviços visitados diariamente na grande rede mundial de computadores. Recentemente, com o hábito cada vez maior de escrever meus plurks por aí, resolvi que era hora de concentrar também os meus favoritos no del.icio.us, as minhas fotos, as músicas que eu ouço e tudo mais o que faço em uma dessas listas.
Como tudo o que se torna febre na Internet, há diversos serviços especializados em registrar em um único local o seu lifestream. Creio que atualmente o mais famoso desses seja o Friendfeed, no qual, aliás, a exemplo do próprio Rodrigo, eu mantenho uma conta.
No entanto, um outro serviço me chamou recentemente a atenção: Trata-se do Profilactic, nome que alguns podem achar estranho para um agregador de sites, já que em inglês a palavra designa a profilaxia — ou o conjunto de medidas adotadas para prevenir o alastramento de doenças. No entanto, o slogan do site — preventing an online identity crisis — deixa tudo explicado.
Com sites que têm como proposta agregar lifestreams pipocando todos os dias aqui e ali, porquê foi que o Profilactic me chamou a atenção? Certamente um dos motivos foi a quantidade de sites que podem ser agregados: Enquanto o Friendfeed conta atualmente com 43 serviços, o Profilactic concentra 186, e a lista cresce o tempo todo!
É claro que temos que tomar cuidado, pois quantidade não quer dizer necessariamente qualidade: Qualquer outro site que não esteja na lista pode ser acrescentado a partir de seu feed RSS ou Atom — e nesse ponto, inclusive, Friendfeed e Profilactic empatam.
É verdade que o Profilactic tem um recurso adicional chamado Clippings, usado, segundo o site, para registrar páginas sobre você em sites aleatórios. No fundo, a coisa acaba sendo mesmo uma cópia do del.icio.us, já que você salva como favorito qualquer endereço da Internet, com a opção de registrar comentários e identificá-lo com tags para busca futura, tal como ilustro a seguir.
Embora a questão dos clippings seja até interessante, é importante dizer que eu já uso o próprio del.icio.us para armazenamento de favoritos, e por isso não é este o recurso que faz com que, para mim, a coisa penda para o lado do Profilactic. O desempate está mesmo é concentrado em três outros pontos:
- Na habilidade de filtrar seu lifestream;
- Na integração com o Ping.fm;
- E na disponibilização de um plugin para o Wordpress.
Filtrando seu Lifestream
Com a quantidade cada vez maior de interações que realizamos com as mais diversas redes sociais, é muito fácil acumular uma quantidade sem precedentes de atualizações diárias. É tanta informação que normalmente, quando pensamos em revisitar alguma coisa, fica até complicado de lembrar onde estava. Duas características do Profilactic posicionadas lado a lado facilitam encontrar as coisas.
A primeira delas, uma caixa de busca, não é novidade para os usuários do Friendfeed, que também contam com essa ferramenta à mão. Na verdade é a segunda característica que importa: Uma caixa de filtro, que permite exibir apenas os updates realizados especificamente em um ou outro site. Basta selecionar e pronto, o filtro é ativado automaticamente.
Integração com o Ping.fm
Vamos lá… se você ainda não conhece o Ping.fm, está perdendo tempo: Trata-se de uma ferramenta genial que permite a atualização de diversos sites de microblogging ao mesmo tempo. Com a inundação recente destes sites, isso significa na prática que é possível dizer que você está “indo assistir ao novo filme do Arquivo X no cinema” em todas as suas redes sociais — sejam elas o Twitter, Jaiku ou Plurk, entre outras — ao mesmo tempo.
A integração do Profilactic com o Ping.fm foi anunciada através do blog oficial do primeiro, em junho.
Quando você freqüenta sempre seu próprio lifestream, é interessante poder atualizar seu status diretamente dele, motivo pelo qual eu também gostei dessa novidade. Para atualizar os seus sites através do Ping.fm, basta que, uma vez logado em sua conta do Profilactic, seja utilizado o botão Post something, que se tornará uma janela com formulário, pronta para receber suas atualizações. Uma vez concluído o update, basta enviá-lo pelo próprio formulário e os serviços atrelados à sua conta no Ping.fm serão atualizados automaticamente. Basta ver o exemplo acima…
É importante dizer que os updates desta maneira só funcionam se forem enviados sem acentuação. Esse é um problema não do Profilactic, mas sim do próprio Ping.fm, para o qual eu já fiz uma reclamação formal, justamente porquê se trata da mesma coisa que acontece quando se enviam updates acentuados para os seus serviços através do endereço de e-mail deles.
Infelizmente eu ainda não obtive resposta alguma. No entanto, considerando-se a idade do Ping.fm — o serviço ainda está distribuindo seus beta codes pra cima e pra baixo — não deve demorar até que seja resolvido. E convenhamos, não há nenhum problema em se mandar updates sem acento por uns tempos, não é mesmo?
Um plugin para Wordpress!!
Finalmente, devo falar do plugin Profilactic para Wordpress. A finalidade deste plugin é permitir a publicação — em uma página ou através de um widget em seu blog movido a Wordpress — de todo o seu lifestream, tal como eu fiz. Instalar o plugin é muito simples — basta fazer como em qualquer outro plugin para a ferramenta, e ativá-lo através do painel de plugins. A partir daí, podem ser realizadas diversas configurações, inclusive para controlar a formatação da exibição do seu lifestream, se você for mais chegado a se aventurar com CSS.
Uma coisa que me deixou bastante satisfeito com esse plugin é que eu finalmente consegui incluir em meu lifestream as imagens que tenho enviado ao Ipernity, serviço pelo qual troquei o Flickr, e que comentei recentemente por aqui mesmo. Por algum motivo que ainda não descobri, todas as minhas tentativas de fazer isso através do Friendfeed fracassaram totalmente… uma pena.
Para conseguir a façanha através do Profilactic inclui meu feed RSS do Ipernity no mashup — outro nome que designa seu lifestream por lá — e, em seguida, seguindo instruções que estão presentes na própria página de opções do plugin, uma vez instalado em seu site, capturei o favicon do Ipernity usando o Firefox, fazendo upload da imagem para o meu servidor. Em segundos meu lifestream estava enriquecido do jeito que eu gostaria.
Conclusão
A minha intenção, como sempre, é tentar falar da maneira mais completa sobre um serviço: Estou sendo bastante honesto quando digo que gostei muito do Profilactic, e, embora não seja minha intenção convencer ninguém a desistir do Friendfeed, acho que aqui vale a máxima de sempre, aquela que diz que vale experimentar bastante até se tomar uma decisão final e, por ora, pelo menos, a minha está tomada. Se alguém quiser me acompanhar, basta me adicionar por lá, ok?
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A lupa do Plurk
E hoje no blog oficial do Plurk, a bola da vez foi destacar a novíssima capacidade de realizar buscas através da interface do sistema. Eu, particularmente, devo admitir que gostei muito dessa história, pois estava entre os que faziam coro pra que a novidade não tardasse a ser implementada. E agora ela chegou pra ficar.
Discretamente posicionada no canto inferior direito da timeline, uma lupa permite selecionar o escopo do que se deseja buscar. Entre as opções estão buscas no próprio timeline, buscas entre todos os plurks e buscas por humanos.
As buscas por humanos permitem encontrar outros usuários da ferramenta, o que pode ser útil, por exemplo, para verificar se um amigo já caiu nas graças do Plurk. Mas são as demais que, na minha opinião, estavam sendo mais aguardadas pelos plurkonautas.
Na prática, as buscas em nosso próprio timeline nos ajudam a filtrar informações, facilitando encontrar um ou outro plurk que deixamos pra responder depois, ou aquele falando sobre um assunto específico, sem que para isso precisemos necessariamente usar tags — ou seja, acrescentar o caractere # a uma palavra. As buscas gerais — ou seja, em meio a todos os plurks do universo — também podem ser úteis para encontrar informações ou links interessantes.
Mas melhor do que ficar apenas falando é demonstrar o novo recurso. Para isso, usarei como exemplo a nova série do criador de Lost, J.J. Abrams, Fringe, que deve começar a ser exibida agora no segundo semestre na TV americana. Como demonstra uma busca no meu timeline, além de mim, o Rodrigo Muniz também já está falando dela:

Obviamente, uma busca geral sobre a série me trará muito mais resultados, como é possível observar a seguir. Em meio a outros assuntos com a palavra-chave, é possível verificar diversos comentários de pessoas de todos os lugares do mundo sobre o seriado:

Como se vê, a busca de plurks é realmente algo que merece ser explorado com calma — uma vez que pode abrir infinitas possibilidades — e que felizmente veio pra ficar. No entanto, embora eu quisesse terminar este artigo dizendo que a busca sobreviveu à todos os meus testes em flawless victory, isso infelizmente não será possível.
Digo isso porquê ainda usando a série Fringe como referência enquanto terminava de escrever este meu texto, a busca em meu próprio timeline não trouxe este plurk do Otávio Cordeiro, que está em minha linha do tempo e mesmo assim ficou de fora. No entanto, não acredito ser este um problema para muita preocupação. Na velocidade em que as coisas mudam, são implementadas e corrigidas no
Plurk, isso não deve demorar para ser arrumado. Quem sabe, aliás, foi um problema com a indexação de plurks, que talvez — a exemplo do que ocorre com os pontos de karma — também só aconteça três vezes por dia. Vou esperar.
Nanoblog? Não sei não…
A evolução do ato de blogar parece estar chegando a níveis absurdos.
No começo os blogs eram pra quem gostava de escrever textos mais longos, que exigiam aquela preparação mínima, uma série de pesquisas e horas e horas de redação que podia ser alterada a qualquer momento — e até completamente descartada — antes de decidir que aquela era a hora certa para apertar o botão publicar.
Mas as pessoas perceberam que além de textos estruturados e elaborados à exaustão, também deveria haver lugar para textos mais rápidos e diretos — portanto, menos estruturados — em que se pudesse opinar rapidamente sobre um filme, compartilhar uma foto, música ou comentar uma notícia sem maiores pretensões. Foi assim que a blogosfera viu nascer o chamado sideblog — ou aside blog —, que, como o próprio nome sugeria, passou a integrar a barra lateral dos blogs, e mais tarde até mesmo rechear o blog principal, posicionando asides entre um artigo com mais conteúdo e outro.
Seguindo essa linha, alguém teve a idéia de juntar estes asides e montar um blog só de asides. Isso deu origem ao chamado thumblelog, assim chamado justamente pelo tamanho diminuto de seus posts — thumb em inglês significa polegar. Este modelo de blog começou a chamar a atenção de muita gente que, até então, não tinha paciência para manter um blog às antigas, com todos aqueles textos longos e preparações cansativas, e que agora podia compartilhar frases pequenas, textos curtos, fotos e imagens.
Atualmente, a maioria já sabe, a sensação é o microblog, formado por posts com mensagens extremamente curtas, de no máximo 140 caracteres, justamente com o mesmo comprimento de uma mensagem SMS de celular. Talvez por isso, ainda mais pessoas resolveram que podiam ter um blog, ou melhor, um microblog, e passaram a compartilhar o que estão fazendo, dizendo, pensando, amando, odiando e muito mais.
Mas surgiu um possível novo membro nessa história.
No Adocu — que tem, convenhamos, um nome pra lá de estranho —, lançado no último dia 27 de maio, a proposta é responder qual é o seu status, usando, para isso, não os 140 caracteres aos quais muita gente já se habituou, mas sim, apenas uma palavra. Isso mesmo. Não vale espaço. No máximo, pontos de exclamação ou interrogação.
Eu criei uma conta lá. No entanto, com apenas um post no serviço, já vi que essa coisa de nanoblogging — que é como as pessoas estão chamando isso — não é para mim. Isso porquê tenho que admitir que já tenho dificuldades em microblogar com freqüência, porquê tenho o vício de querer escrever demais. Assim, se dizer algo com poucas palavras já é complicado pra mim, dizer algo com apenas uma palavra é virtualmente impossível.
Assim só me resta levantar algumas questões.
Primeira questão: Qual é a graça em se nanoblogar?
Segunda questão: Qual é a originalidade do serviço, já que, se eu quiser, posso twittar ou plurkar com apenas uma palavra? É mais fácil, e eu não preciso ficar criando mais uma conta em mais um serviço. Além disso, os serviços existentes já se integram — ou estão em fase de integração — com as ferramentas de blog mais robustas, como o Wordpress.
Posso estar exagerando e sendo super reativo, mas estou falando honestamente. Não sei se é uma visão muito unilateral, mas não vejo futuro nessa história de nanoblog. Ou então, esta atividade se limitará a um nicho específico, formado pelas pessoas de poucas palavras, ou melhor dizendo, de uma palavra só. O que me lembra de minha terceira e última questão: Se o nanoblog efetivamente pegar, qual será a próxima etapa da miniaturização dos blogs?
Efeito Twitter: Será o fim do blog convencional?
Eis um fenômeno no mínimo muito interessante: Boa parte dos autores de blogs que eu costumo acompanhar diminuiu a freqüência de postagem de artigos nos últimos meses — embora eu não saiba precisar desde quando — e, mesmo quando este intervalo ainda apresenta uma certa regularidade, é claramente perceptível que o tamanho dos textos está menor.
Em contra-partida, o número de atualizações nas contas de um certo serviço de microblogging destes mesmos autores aumentou exponencialmente no mesmo período: Enquanto alguns lembram a si próprios que precisam voltar a escrever no blog, outros parecem já ter abolido a ferramenta para se concentrar nestas atualizações. Isso é algo ao que resolvi batizar de Efeito Twitter. Mais um dos efeitos da vida moderna, chego cada vez mais à conclusão de que tal efeito pode realmente acabar com um blog convencional. Mas porquê estou dizendo isso?

Porquê vejo que enquanto manter um blog convencional normalmente implica em noticiar, resenhar, comentar ou descrever acontecimentos, livros, filmes, experiências pessoais e sabe-se mais qual outra sorte de coisa, normalmente gerando textos mais elaborados e pesquisados, de tamanho médio a longo, manter um microblog normalmente envolve a atualização de acontecimentos cotidianos e de status compartilhados com uma rede de amigos reais e/ou virtuais instantaneamente, ou seja, não é preciso pesquisa alguma, e você pode escrever o que lhe vem na telha imediatamente.
Neste cenário, é muito mais fácil e rápido — e talvez, divertido, mesmo — responder a pergunta padrão do Twitter, “What are you doing?” (“O que você está fazendo?”), que admite apenas 140 caracteres de comprimento. Logo, aliás, você se dá conta de que não está apenas escrevendo o que está fazendo, mas também dando sua opinião sobre o programa de TV que está no ar, sobre aquele filme que assistiu há pouco ou livro que acabou de ler. Além disso, a coisa é tão prática que, com extensões e ferramentas apropriadas, logo você tem um repositório de links a la del.icio.us, ou ainda uma lista de músicas ou fotos. Possibilidades virtualmente ilimitadas.
E o que dizer dos comentários? Afinal de contas, são eles uma parte vital do ciclo da blogosfera: Quando alguém escreve um texto em um blog convencional, quer provocar opiniões de seus leitores, não é mesmo? Ocorre que às vezes mesmo o texto mais bem elaborado do universo pode não gerar um único comentário, enquanto que um comentário rápido do tipo “Tá rolando o maior barraco no BBB 8″ — embora não responda à pergunta “What are you doing?” — pode gerar dezenas de reações em poucos minutos. Comentar num microblog é mais rápido e mais prático, e ainda gera aquela sensação de rede social.
Eu realmente acredito que uma mudança de comportamento está se operando na blogosfera, e não apenas no cenário brasileiro: Acredito que, daqui a algum tempo, muita gente pode eventualmente deixar ferramentas robustas como o Wordpress de lado graças ao Efeito Twitter. Visando algo mais simples e rápido, talvez essas pessoas migrem definitivamente para o serviço, ou acabem se acertando com ferramentas intermediárias — de tumblelogging, um intermediário entre blog convencional e microblog, que associa textos curtos a imagens ou outros tipos de mídia em cada post — como permite o Chyrp, contribuindo para que o modelo de blog convencional atual nunca mais seja o mesmo.
O microblogging chegará ao Orkut?

Quando vi meus e-mails hoje de manhã me deparei com uma mensagem vinda diretamente do Jaiku, serviço de microblogging concorrente do Twitter. A frase que mais me chamou a atenção está logo no início do texto: “Exciting news, Jaiku is joining Google!”:
While its too soon to comment on specific plans, we look forward to working with our new friends at Google over the coming months to expand in ways we hope you’ll find interesting and useful. Our engineers are excited to be working together and enthusiastic developers lead to great innovation. We look forward to accomplishing great things together.
In order to focus on innovation instead of scaling, we have decided to close new user sign-ups for now. But fear not! All our Jaiku services will stay running the way you are used to and you will continue to be able to invite your friends to Jaiku. [mais informações]
Estou imaginando que tipo de alterações vêm por aí, e um caminho muito claro começa a se desenhar em minha mente: Enquanto o Google vai manter a base de usuários atual do Jaiku — como atesta a própria mensagem que recebi — o mais interessante é pensar no que pode acontecer com o Orkut: Afinal, esta compra está com cara de que trará recursos de microblogging a um dos serviços de maior popularidade da internet brasileira.
A meu ver pode ser que finalmente haja algum tipo de evolução naqueles malditos scraps, que são mensagens nada, nada práticas. E o pior, ainda me fazem lembrar de um lado negativo da coisa: Se continuar o cenário atual do Orkut, em que qualquer um pode te enviar mensagens, nada feito: imaginem o nível de spam!
ATUALIZAÇÃO: Fazia tanto tempo que eu não acessava o Orkut que eu não tinha nem reparado nas configurações de privacidade para scraps que o Felipe mencionou nos comentários. Agora já alterei os privilégios, me livrando de uma montanha de spam.

De qualquer forma, obrigado. Por enquanto eu fico com o Twitter mesmo.
A sedução do microblogging
Eu não sei quanto a vocês, mas além de todos os bons amigos que tenho on-line, também tenho dezenas de amigos com quem trabalho ou me relaciono mais diretamente que acessam este humilde site, nem que seja para obter notícias minhas. Já disse várias vezes antes o quanto eu acho que esta é uma das coisas mais gratificantes de se ter um blog: A pura e simples possibilidade de manter contato.
Destas dezenas de amigos, praticamente todos já ouviram de mim o mesmo convite, após um elogio sobre uma ou outra coisa que escrevo: “Tenta fazer um blog também, vai ser muito legal!“. No entanto, apenas 0,0000001% — se é que tudo isso, mesmo — destas pessoas já chegaram a tentar começar algo similar. Normalmente, eu ouço:
— Puxa, Daniel… É que eu não levo jeito pra escrever…
— Sabe o que é, cara? Eu não tenho tempo pra fazer um blog!
— Seria legal, se eu acessasse a internet mais freqüência…
Vejam que todas estas são justificativas que eu considero válidas, e que o número de razões que existem para que alguém não escreva um blog é tão grande quanto o número de motivos que existem para começar a escrever um. No entanto, percebi, nos últimos tempos, que pelo menos um tipo de blog está se tornando alvo do interesse entre meus amigos: Trata-se do microblog.
Tudo o que existe para se entender a respeito de microblogging pode ser explicado neste único parágrafo: Trata-se de uma espécie de blog em miniatura, onde os autores escrevem principalmente suas citações e pensamentos, mas em alguns casos também incluem links interessantes, fotos e vídeos. Normalmente, os posts são extremamente curtos, com até 140 caracteres de comprimento máximo.

Enquanto se parece com os miniposts ou asides de um blog comum, a similaridade dos microblogs com as mensagens SMS dos celulares parece ser um dos fatores que mais arrebanham simpatizantes. Afinal de contas, não existe nada mais simples do que pegar seu celular e escrever meia dúzia de palavras para um amigo ou familiar próximo, e este parece ser o item que mais faz brilhar os olhos de alguns amigos meus que se renderam à prática.
Existem pelo menos dois serviços de microblogging que se destacam atualmente na grande rede: Um deles é o Twitter, criado em outubro de 2006 por uma empresa de São Francisco, Califórnia, chamada Obvious Corp. O outro é o Jaiku, que, embora esteja só agora ganhando maior projeção entre os internautas, foi fundado pelos finlandeses Jyri Engeström e Petteri Kopone alguns meses antes de seu concorrente, em julho de 2006.
Ambos os serviços têm muito em comum — como a possibilidade de enviar posts através do celular em alguns países —, mas acredito que o fator social networking, em que você pode montar uma rede de amigos que têm interesse direto em ler suas atualizações on-line e comentá-las, se for o caso, é o mais interessante: Pela primeira vez em minha vida, comentando os microblogs com amigos, chamei os serviços que citei acima de Orkuts que, finalmente, têm uma finalidade muito interessante.
A liberdade associada a um microblog é muito grande: No meu microblog pessoal, por exemplo, comento com amigos sobre coisas de que gosto ou não, pequenos comportamentos que observo no dia-a-dia, séries e, é claro, também rebato os comentários deles.
Percebam que eu escolhi o Jaiku para minha aventura em microblogging, porquê ele — ao contrário do que observei no Twitter, embora este seja mais popular na internet —-me permite acrescentar comentários aos miniposts de meus contatos — e aos meus próprios —, além de abrir a possibilidade de integrar qualquer tipo de feed RSS, variando das minhas fotos do Flickr, de meus favoritos do del.icio.us e de meu próprio blog aos últimos comentários que fiz nos blogs que visito ao meu próprio poststream, tornando-o um verdadeiro registro de minhas últimas atividades on-line.
Na velha linha dos blogs, comenta quem quer, me adiciona aos favoritos e, neste caso, à sua própria apenas quem quer. Eu até coloquei na barra lateral do blog as últimas entradas que aparecem por lá. Dada a empolgação que meus amigos têm demonstrado com a coisa, a única conclusão que posso lhes deixar é óbvia: Se vocês ainda não experimentaram a coisa, dêem uma chance à ela. E depois, vamos combinar, me digam se é ou não é viciante.



















