06.11.2008
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Mesclando blog, microblog e tumblelog: Um tutorial

Ainda não faz tanto tempo assim desde que integrei ao blog uma página de onde pode ser acompanhado o meu lifestream — a corrente que traz, listadas em ordem de ocorrência, todas as minhas atividades online, sobretudo nas redes sociais como o del.icio.us, e em microblogs como o Plurk ou o Twitter.

Minha intenção com a integração do lifestreaming ao Back-up Brain sempre foi muito clara: Participar meus poucos — mas fiéis — leitores daquilo que eu venho fazendo na Internet enquanto busco a inspiração para escrever novos artigos por aqui. Penso que o compartilhamento de músicas, links, vídeos, imagens e pequenos pensamentos rápidos demonstra, a quem possa interessar, no mínimo, que eu não sumi, e que, mesmo demorando a dar sinais mais evidentes de vida, continuo nas redondezas.

Ocorre que depois de ter trazido o lifestreaming para o blog, primeiro na barra lateral do layout, e depois também numa página própria só para isso, pensei comigo mesmo que, num mundo em que microblogs e outras atividades sociais se misturam cada vez mais com os blogs tradicionais — e, muitas vezes, também com a falta de tempo de seus autores —, o ideal mesmo seria transformar meu espaço num combinado entre blog, microblog e o que mais fosse preciso, desde que isso pudesse ser lido em um único stream, de cima a baixo.

A primeira coisa que eu pensei — pra variar, eu admito — foi abandonar a utilização do Wordpress. Numa época em que estou louvando a chegada da nova versão 2.7 isso pode parecer bizarro, eu sei. Mas me veio um desejo fortíssimo de substituir minha velha ferramenta de blogar pelo Sweetcron, que, aliás, nasceu especificamente com a finalidade de permitir a qualquer um que hospede por conta própria seu lifestream. A definição do autor da ferramenta para sua criação, aliás, é mais do que perfeita:

Blogs are evolving. You’re looking at my Lifestream, a real-time flow of my activity across various websites, with the occasional blog post for nourishment.

Ou seja, eu reconheço que o ponto de vista dele está correto, pois a coisa tem realmente caminhado para uma situação em que a pessoa mantém um fluxo de atividades em vários sites, e de vez em quando, escreve um ou outro artigo em seu blog para — coloquemos assim — alimentar a alma.

Outra coisa que me ocorreu ao pensar em dar adeus ao Wordpress foi começar um tumblelog. Segundo me diz a Wikipedia, esta seria uma outra forma mais do que perfeita para conectar o mundo convencional dos blogs ao mundo dos pequenos status updates e dos compartilhamentos de mídia:

A tumblelog (also known as a tlog or tumblog) is a variation of a blog that favors short-form, mixed-media posts over the longer editorial posts frequently associated with blogging. Common post formats found on tumblelogs include links, photos, quotes, dialogues, and video. Unlike blogs, tumblelogs are frequently used to share the author’s creations, discoveries, or experiences while providing little or no commentary.

Mas vejam só: Os motivos para não trocar minha ferramenta velha de guerra pelo Sweetcron ou por um tumblelog — neste caso, admito, optaria pelo Tumblr, a mais famosa e reconhecida ferramenta e site de hospedagem para tumblelogs — foram os mesmos:

  1. Eu gosto de controle total sobre o site e o que acontece nele.
  2. Eu adoro a diversidade de opções que o Wordpress permite que eu desfrute.
  3. E, sobretudo, eu adoro feedback. Assim, eliminar ou reduzir a possibilidade de envio de comentários, como normalmente exigiria a manutenção do formato clássico de um tumblelog, nem pensar!

Mas, vejam só: Mesmo tendo chegado a esta conclusão — a de não abandonar novamente o caminho, a verdade e a vida —, também me dei conta de que apenas uma página de lifestreaming não seria mais suficiente para mim. Eu continuei a querer provocar mudanças aqui, desde que promovidas com a utilização de artifícios 100% relacionados ao Wordpress.

Este artigo é o anúncio — e, mais do que isso, o relato — de que eu consegui atingir meu intuito. Ainda tenho que cuidar de alguns aspectos e concluir pequenas modificações, mas posso dizer que transformei o formato do blog para algo mais voltado a lifestreaming e tumblelog. E mais: Para não prejudicar a leitura de fiéis leitores, tudo isso só pode ser observado por quem visita meu blog ao vivo: Nada mudou nos feeds RSS, graças também a certas alterações com as quais me preocupei, e que descrevo a seguir.

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26.05.2007
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A sedução do microblogging

Eu não sei quanto a vocês, mas além de todos os bons amigos que tenho on-line, também tenho dezenas de amigos com quem trabalho ou me relaciono mais diretamente que acessam este humilde site, nem que seja para obter notícias minhas. Já disse várias vezes antes o quanto eu acho que esta é uma das coisas mais gratificantes de se ter um blog: A pura e simples possibilidade de manter contato.

Destas dezenas de amigos, praticamente todos já ouviram de mim o mesmo convite, após um elogio sobre uma ou outra coisa que escrevo: “Tenta fazer um blog também, vai ser muito legal!“. No entanto, apenas 0,0000001% — se é que tudo isso, mesmo — destas pessoas já chegaram a tentar começar algo similar. Normalmente, eu ouço:

— Puxa, Daniel… É que eu não levo jeito pra escrever…

— Sabe o que é, cara? Eu não tenho tempo pra fazer um blog!

— Seria legal, se eu acessasse a internet mais freqüência…

Vejam que todas estas são justificativas que eu considero válidas, e que o número de razões que existem para que alguém não escreva um blog é tão grande quanto o número de motivos que existem para começar a escrever um. No entanto, percebi, nos últimos tempos, que pelo menos um tipo de blog está se tornando alvo do interesse entre meus amigos: Trata-se do microblog.

Tudo o que existe para se entender a respeito de microblogging pode ser explicado neste único parágrafo: Trata-se de uma espécie de blog em miniatura, onde os autores escrevem principalmente suas citações e pensamentos, mas em alguns casos também incluem links interessantes, fotos e vídeos. Normalmente, os posts são extremamente curtos, com até 140 caracteres de comprimento máximo.

danielsantos_jaiku.png


Enquanto se parece com os miniposts ou asides de um blog comum, a similaridade dos microblogs com as mensagens SMS dos celulares parece ser um dos fatores que mais arrebanham simpatizantes. Afinal de contas, não existe nada mais simples do que pegar seu celular e escrever meia dúzia de palavras para um amigo ou familiar próximo, e este parece ser o item que mais faz brilhar os olhos de alguns amigos meus que se renderam à prática.

Existem pelo menos dois serviços de microblogging que se destacam atualmente na grande rede: Um deles é o Twitter, criado em outubro de 2006 por uma empresa de São Francisco, Califórnia, chamada Obvious Corp. O outro é o Jaiku, que, embora esteja só agora ganhando maior projeção entre os internautas, foi fundado pelos finlandeses Jyri Engeström e Petteri Kopone alguns meses antes de seu concorrente, em julho de 2006.

Ambos os serviços têm muito em comum — como a possibilidade de enviar posts através do celular em alguns países —, mas acredito que o fator social networking, em que você pode montar uma rede de amigos que têm interesse direto em ler suas atualizações on-line e comentá-las, se for o caso, é o mais interessante: Pela primeira vez em minha vida, comentando os microblogs com amigos, chamei os serviços que citei acima de Orkuts que, finalmente, têm uma finalidade muito interessante.

A liberdade associada a um microblog é muito grande: No meu microblog pessoal, por exemplo, comento com amigos sobre coisas de que gosto ou não, pequenos comportamentos que observo no dia-a-dia, séries e, é claro, também rebato os comentários deles.

Percebam que eu escolhi o Jaiku para minha aventura em microblogging, porquê ele — ao contrário do que observei no Twitter, embora este seja mais popular na internet —-me permite acrescentar comentários aos miniposts de meus contatos — e aos meus próprios —, além de abrir a possibilidade de integrar qualquer tipo de feed RSS, variando das minhas fotos do Flickr, de meus favoritos do del.icio.us e de meu próprio blog aos últimos comentários que fiz nos blogs que visito ao meu próprio poststream, tornando-o um verdadeiro registro de minhas últimas atividades on-line.

Na velha linha dos blogs, comenta quem quer, me adiciona aos favoritos e, neste caso, à sua própria apenas quem quer. Eu até coloquei na barra lateral do blog as últimas entradas que aparecem por lá. Dada a empolgação que meus amigos têm demonstrado com a coisa, a única conclusão que posso lhes deixar é óbvia: Se vocês ainda não experimentaram a coisa, dêem uma chance à ela. E depois, vamos combinar, me digam se é ou não é viciante.