14.01.2008
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1808: A Coroa Portuguesa no Brasil 

1808.jpgVocês já devem ter reparado na quantidade de revistas que estão nas bancas agora em janeiro, que têm pelo menos uma citação a respeito do príncipe-regente Dom João IV e da família real portuguesa? Também pudera. O ano de 2008 marca o bicentenário da viagem dos monarcas portugueses para o Brasil, o que representou a única vinda de uma família de nobres europeus para — então — uma de suas diversas colônias ao redor do mundo em quatro séculos seguidos.

Quando o assunto são acontecimentos históricos, me considero um curioso de plantão, e com carteirinha. Motivado justamente por essa minha curiosidade, resolvi comprar o livro 1808, do jornalista Laurentino Gomes, que teve empregado em sua construção, segundo citação do próprio autor, 10 anos de pesquisas nas mais diversas fontes. Com o curioso subtítulo de “Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil”, esta obra me chamou à atenção assim que bati os olhos nela, na livraria de um shopping aqui da cidade.

Além da curiosidade pelos fatos históricos, preciso confessar que dois outros motivadores me levaram à adquirir o livro: O primeiro deles, a minha decisão de que, em 2008, quero tentar ler um livro atrás do outro. Não vou estabelecer métricas como um livro por mês embora a idéia até me agrade — por um motivo muito simples: Meu pimpolho, que me toma um tempo maravilhoso, e o grande volume de páginas de alguns livros que pretendo ler. No entanto, meta é meta, e quero cumprir com essa o melhor possível.

O segundo motivador tem a ver com o preço do livro: Comprei 1808 por R$ 31,00, depois de conversar com um amigo a respeito do assunto. Este mesmo amigo, assinante da revista National Geographic, me indicou a edição de janeiro da revista, onde uma reportagem de cerca de 10 páginas escrita pelo próprio Laurentino Gomes descreve de maneira resumida a estadia real dos portugueses no Brasil. Acontece que o preço de capa, de aproximados R$ 15,00, fez-me pensar que a compra não valia a pena — Infelizmente a cultura é uma coisa muito cara neste país.  Se era pra investir em alguma coisa, acabei optando pelo livro, já que assim trocaria o ponto de vista resumido do autor em 10 páginas de revista por cerca de 400 páginas de um relato completo, que até agora — já li a introdução e os dois primeiros capítulos — está valendo cada centavo e condiz com os elogios que as pessoas têm feito à obra.

11.11.2007
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Harry Potter acabou. E agora? 

Uma das coisas que aproveitei pra fazer durante as férias foi, finalmente, concluir a leitura do último volume da série Harry Potter, Harry Potter and the Deathly Hallows. Trata-se de um dos maiores livros da coleção: Na versão em inglês que eu recebi através do Submarino na minha casa há alguns meses atrás, ele tem ao todo 753 páginas, já computado neste total o epílogo da história, que mostra como estão alguns personagens 19 anos depois.

Minha vontade de terminar a leitura da história era realmente muito grande. Para que vocês tenham uma idéia do que eu estou falando, li as últimas 200 páginas do livro em cerca de uma hora e meia. É que cheguei a um ponto, na minha opinião, em que não dava pra simplesmente parar e continuar depois.

Pois bem: Duas centenas de páginas depois, com as surpresas guardadas já reveladas e alguns personagens mortos (sim, eles morrem, aos montes), me deparei com o último parágrafo do texto, e após sua leitura, me dei conta que estava sentindo um vazio. O que é que eu vou ler, agora que Harry Potter e sua turma já tiveram seus destinos definidos? Me senti um verdadeiro órfão. Talvez a sensação já tenha se abatido sobre outros de vocês que também são fãs da saga criada por J. K. Rowling.

Como a autora já disse milhares e milhares de vezes que não escreverá novos livros da série, chorar sobre o leite derramado não vai adiantar nada: Não haverá mais nenhuma seqüência da história – e, aliás, posso dizer que isso fica muito claro conforme as páginas finais vão se sucedendo. O que nos resta é procurar alternativas. Felizmente, eu já possuo pelo menos algumas delas, e quero dividir com vocês aqui o que eu já li – e o que eu ainda vou ler - depois que a cortina desceu para Harry, Ron e Hermione:

As Crônicas de Nárnia

Esta obra, criada por C.S.Lewis também já há bastante tempo – entre 1950 e 1956 – é um conjunto de livros voltados diretamente ao público infantil, e talvez por isso agrade aos leitores mais jovens de Harry Potter. Conta, também em sete volumes, diversas histórias relacionadas a um lugar chamado Nárnia, que, segundo o autor, é um dos muitos mundos paralelos que co-existem com o nosso.

No mais famoso dos livros, “O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa”, adaptado recentemente para o cinema, quatro irmãos, Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia Pevensie descobrem a entrada para Nárnia num guarda-roupa da casa de um professor onde estão hospedados. Lá ajudam o leão Aslam a derrotar a feiticeira Jadis que jogou sobre todo o reino um inverno gelado e eterno.

Enquanto Harry Potter causa muito frissom entre muita gente que afirma que o livro é repleto de referências demoníacas e de bruxaria, os sete livros que compõem “As Crônicas de Nárnia” são abertamente cheios de referências cristãs: Diz-se que Aslam, o leão, é a representação de Jesus Cristo, e que Jadis, a feiticeira branca, na verdade representa satanás, só para começo de conversa.

Seja lá como for, trata-se de uma boa opção para quem estiver órfão de Hogwarts. A obra é vendida em um volume único, que aliás eu ganhei de aniversário e até agora não terminei de ler. No entanto, é importante saber que existe uma ordem cronológica para a leitura, que não é a mesma ordem de publicação.

O Senhor dos Anéis

Indiscutivelmente, esta é a mãe de todas as outras obras de ficção e fantasia.

Escrita entre 1937 e 1949 por J.R.R.Tolkien, a trilogia mais famosa do mundo continua a maravilhar qualquer um que a leia, com toda a certeza.

Este é, aliás, o principal atrativo da história, a meu ver: Sua capacidade de agradar ao mesmo tempo crianças, jovens e adultos. A Terra Média, lugar em que as histórias de Tolkien são ambientadas, na verdade é um retrato do nosso próprio mundo, só que uns 600 mil anos antes da época atual.

Nesta época é contada a saga dos hobbits e de uma série de outros seres de várias raças diferentes (humanos, elfos, anões, entre outros) para evitar que o anel do poder volte à mão do Senhor do Escuro, Sauron, que, se conseguir que seu plano se torne realidade, escravizará todas as raças do mundo.

Os três volumes da obra – “A Sociedade do Anel”, “As Duas Torres” e “O Retorno do Rei” – foram adaptados para o cinema pelo diretor Peter Jackson, se tornando um dos maiores sucessos de bilheteria de todos os tempos. Os números que eu obtive da Wikipedia demonstram que os filmes faturaram cerca de US$ 2,9 bilhões mundialmente. Isso os coloca à frente de outras trilogias igualmente poderosas, como Piratas do Caribe (US$ 2,6 bilhões) e Homem-Aranha (US$ 2,4 bilhões).

Talvez a única obra capaz de bater “O Senhor dos Anéis” seja justamente Harry Potter: Os três primeiros filmes do bruxo que estão computados na comparação com a obra de Tolkien no cinema arrecadaram cerca de US$ 2,6 bilhões. Assim que todos os filmes forem incluídos no cálculo, certamente eles se tornarão o maior sucesso cinematográfico de todos os tempos.

Enquanto isso, o que importa dizer é que comprei a obra escrita de “O Senhor dos Anéis” em um único volume. Valeu muito a pena, e eu recomendo como ponto de partida para qualquer um que ainda não tenha lido a obra.

A Torre Negra

Eis aqui uma diferença entre “A Torre Negra” e as demais obras que estou comentando neste artigo: Ao contrário de J.K.Rowling, C.S.Lewis e J.R.R.Tolkien, o autor desta obra fantástica também composta por sete volumes não tem o nome repleto de iniciais, embora seja igualmente famoso.

Trata-se de Stephen King, autor de mais de 200 histórias bem conhecidas e dono de uma multidão de fãs ao redor do mundo inteiro. A maioria das pessoas conhece bem a marca do escritor: Histórias de terror horripilantes, grande parte delas adaptada para o cinema, como O Iluminado e Na Hora da Zona Morta, este último, inclusive, tendo gerado uma série de televisão (The Dead Zone) que vem sendo exibida desde 2002.

King também é capaz de escrever grandes obras de fantasia: A mais famosa de que posso me lembrar é À Espera de um Milagre, igualmente adaptada para o cinema. É por isso que em “A Torre Negra”, vejo características que podem atrair os fãs de Harry Potter, principalmente aqueles que são um pouco mais velhos (como eu). Os livros se focam na história de Roland de Gilead, o último pistoleiro, e sua busca incessante pela
Torre Negra.

Ambientada no “mundo que seguiu adiante”, A Torre Negra é uma série de livros que contêm uma série de características de filmes de faroeste como “A Fúria dos Sete Homens” (The Magnificent Seven) e “Três Homens em Conflito” (The Good The Bad and The Ugly), ao mesmo tempo em que são misturados ficção científica e, é claro, alguns toques macabros. Este mundo também tem ligações com a cidade de Nova Iorque, ou seja, com nosso próprio universo, o que garante uma série de ligações referentes à cultura pop.

Estou atualmente lendo o terceiro volume desta série, “As Terras Devastadas”, que foi precedido por “O Pistoleiro” e “A Escolha dos Três”, e deve ser seguido por “Mago e Vidro”, “Lobos de Calla”, “Canção de Susannah” e, finalmente, “A Torre Negra”.

Posso garantir que a série, escrita entre 1982 e 2004, é uma das leituras que mais me prendeu nos últimos anos. Eu só interrompi o terceiro volume devido à chegada do sétimo Harry Potter, e agora voltarei à ler com força total, o que eu também recomendo a qualquer um que esteja procurando um substituto para a série de livros de Rowling.

Conclusão

Eu, mais do que ninguém, sei o quanto é difícil dar adeus à Harry Potter e todos os personagens de seu universo, porquê o sucesso que a obra fez entre crianças e adultos do mundo inteiro é indiscutivelmente enorme. No entanto, eu espero que minhas sugestões sejam válidas para, pelo menos, encaminhar leitores que possam estar sentindo o mesmo vazio que eu senti após virar a última página de The Deathly Hallows.

É difícil agradar a gregos e troianos, mas muitas das indicações listadas aqui são realmente muito boas (e estou aberto a mais delas, pois adoro ler). De qualquer forma, é bom ter em mente algo muito importante: As obras da literatura de fantasia são imortais, todas elas, e assim como J.K.Rowling hoje, daqui a cinco ou dez anos deverão haver muito mais opções disponíveis, todas igualmente interessantes.

25.06.2007
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Minha namorada é 10!! 

Por isso é que dizem: Esposas são as nossas eternas namoradas, não é mesmo? Ganhei de presente de dia dos namorados — atrasado, mas tudo bem:

1) As Terras Devastadas, de Stephen King. Trata-se do terceiro volume da série A Torre Negra — que conta com sete livros ao todo.

torrenegra3.jpgNeste romance, Roland, o último Pistoleiro, se aproxima ainda mais da Torre Negra de seus sonhos e pesadelos – atravessando um deserto amaldiçoado em um mundo macabro que é uma imagem distorcida do nosso próprio mundo. Junto com Roland estão dois daqueles que ele levou consigo para esse universo – o ex-viciado nova-iorquino Eddie Dean e Susannah, nova identidade da mulher que combina em um mesmo corpo duas personalidades distintas. À sua frente estão as extraordinárias revelações sobre quem ele é e o que o motiva em sua busca. E contra ele se perfila uma legião cada vez mais numerosa de inimigos, humanos ou não.

Este presente em forma de livro chegou na hora certa, pois já estou a menos de 50 páginas do final do volume 2, “A Escolha dos Três”. Aliás, me acreditem: A leitura desta série é extremamente viciante: Devem ser os livros que tenho lido com a maior velocidade em toda a minha vida.

pen-kingston-1gb-150.jpg2) Pen Drive Kingston Datatraveler de 1Gb: Parece pouco pelos padrões atuais, alguém vai dizer. No entanto, eu explico: Para as minhs necessidades, vem bem à calhar. Para quem tinha um pen drive de apenas 128Mb até então, adorei. E agora já posso carregar muito mais coisas para cima e para baixo!

Também podem dizer que eu poderia ter pedido um que tivesse funções de MP3 embutidas. Me acreditem, eu não teria uso para isso. Tenho toneladas de arquivos MP3 nas mãos e passo muito pouco tempo ouvindo música. Não sei, acho que nado contra a maré neste caso, mas fazer o quê, não é mesmo?

Amor… eu te amo, viu? Obrigado pelos presentes!

23.06.2007
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Hermione Granger vai morrer! 

Já ia me deitar pra dormir agora, quando vejo um post do Celso onde ele comenta supostos spoilers sobre o final do último livro de Harry Potter, Harry Potter e as Relíquias da Morte que teriam sido conseguidos por um hacker após invasão dos sistemas da editora do livro e download completo do livro.

Os servidores da Insecure.org, onde o hacker, chamado Gabriel, disponibilizou a mensagem original onde conta seu feito e os detalhes do final do livro, foram sobrecarregados por fãs da série do mundo todo. Os spoilers, conforme já comentados pelo Celso e descritos na tal mensagem, são os seguintes:

  • Voldemort vai matar a Hermione. É. Isso mesmo;
  • No fim da história, outro que vai perecer é Hagrid, nas mãos do Snape, que estava tentando criar uma emboscada pra Hermione e Ron: Voldemort, através da Maldição Imperius, ataca o “casal”, e depois de seis páginas de uma treta mágica homérica, a filha de trouxas finalmente perece;
  • No final, Harry aparece, mata todos os vilões e Hogwarts volta a ser um bom lugar para se viver e ser feliz;
  • Draco Malfoy começa a criar e produzir horcruxes, por diversão e para obtenção de lucro. Eu sinceramente não sei o que isso significará na prática, é claro.

Como já comentei lá no Celso, tomara que essa história da Hermione não seja verdade. Matar justo a Hermione, uma das minhas personagens favoritas da série, só pode ser brincadeira de mau gosto. Tem tanta gente que poderia ser morta antes, não é mesmo? Agora resta saber se toda essa boataria é verdade ou não. E isso, só depois da chegada do livro ao Brasil, agora em julho.

05.05.2007
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98 tiros de audiência 

98 Tiros de AudiênciaEmbora eu adore navegar a internet atrás de boas dicas de leitura, gosto mesmo é de ir a uma livraria em pessoa e por lá, enquanto passeio por estantes e prateleiras, encontrar eu mesmo alguma coisa que me chame à atenção.

Assim aconteceu com 98 tiros de audiência — escrito por Aguinaldo Silva, aquele mesmo, autor de diversas novelas já televisionadas pela Rede Globo —, que acabou se mostrando ser um dos livros que eu costumo comparar a boas refeições: “Uma vez que você começa a comer, não quer mais que acabe e, quando acaba, você fica pedindo mais“.

O livro — que estava encostado na minha cabeceira desde dezembro e que eu ainda não tinha começado a ler por pura falta de tempo — acabou sendo devorado por este que vos escreve em apenas 3 semanas de leitura (não diária, é verdade).

Trata-se de um romance policial lotado de movimento, bom humor e sarcasmo: 98 tiros conta a história de uma rede de mistério e intrigas que envolvem o assassinato de Aurora Constanti, a protagonista da Novela das Oito. Quem a teria matado e porquê são os mistérios centrais que o autor nos convida a desvendar enquanto vai narrando os fatos através dos depoimentos dos diversos suspeitos, intercalados pelas ações de um detetive-inspetor carioca e sua equipe, que convivem com tipos hilários e até pela divulgação dos últimos acontecimentos relativos à morte da atriz em posts no Blog da Caronte, mantido por uma jornalista do Diário de Notícias.

Em resumo, se você está sem nada pra ler e aceita uma sugestão: Tente esta.

P.S.: Falando nisso, alguém tem boas sugestões pra me dar? Logo logo devo aparecer novamente na livraria… :)

26.02.2007
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Escravo do meu consumismo 

harry_potter_7.jpg

Eu admito.  Acabo de me tornar mais uma vítima do marketing por e-mail. Mas olhando para a promoção que recebi em minha inbox, me digam se havia como resistir a uma pechincha dessas? Quero dizer, trata-se da pré-venda do último volume de Harry Potter, Harry Potter and the Deathly Hallows, com um desconto mais do que considerável.

Isso sem mencionar, é claro, que a edição que comprei é a original em inglês e com capa dura. O difícil mesmo vai ser esperar até o dia 21 de julho de 2007, data prevista para entrega da compra. Quem dera ofertas como esta tivessem aparecido no meu inbox para os livros anteriores…

13.08.2005
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Anjos e Demônios 

Depois de — vários meses após a leitura — eu ter finalmente me lembrado de resenhar O Código Da Vinci, resolvi botar a mão na massa e comentar também a outra obra de Dan Brown que li, desta vez há poucos dias. Trata-se de Anjos e Demônios, uma aventura que lembra o estilo de escrita usado por Dan em O Código, e se desenrola no mesmo estilo daquele livro.

A trama, embora não tão comentada (ou até mesmo tão conhecida) quanto a do outro livro, não deixa nada a desejar em relação a ele. Conta com elementos de suspense e simbologia, recheados com humor na medida certa. Nesta história vemos novamente o personagem Robert Langdon que, um ano antes dos acontecimentos descritos em O Código Da Vinci, é chamado às pressas para interpretar um símbolo marcado a fogo no peito de um homem assassinado, pesquisador de um renomado laboratório europeu com sede na Suíça. O símbolo se revela ser dos Illuminati, uma fraternidade secreta muito antiga e que sempre mostrou ser rival da Igreja Católica.

à partir de sua descoberta, Langdon se vê às voltas com uma conspiração assustadora dos Illuminati para destruir a Igreja. De posse de uma nova arma, ainda nem testada completamente, eles ameaçam explodir a Cidade do Vaticano inteira, e justo quando a realização do Conclave, para eleger o novo Papa, está prestes a acontecer.

Correndo contra o tempo, Langdon voa para Roma junto com Vittoria Vetra, uma bela cientista italiana. Numa caçada frenética por criptas, igrejas e catedrais, os dois desvendam enigmas e seguem uma trilha que pode levar ao covil dos Illuminati – um refúgio secreto onde está a única esperança de salvação da Igreja nesta guerra entre ciência e religião.

Pessoalmente, mesmo que contrariado por meu pai e minha irmã, que leram junto comigo O Código Da Vinci, achei a história de Anjos e Demônios melhor. Os acontecimentos talvez não nos deixem tão em dúvida em relação ao que é de fato verdade e o que é ficção da cabeça de Dan Brown. A história com certeza é mais fantasiosa, embora também conte com dados factuais. No entanto, o mesmo elemento que nos prende à história daquele livro está presente em Anjos e Demônios: as constantes reviravoltas.

Mesmo que você não seja um grande fã de Dan Brown, recomendo a leitura. Anjos e Demônios vai lhe propiciar excelentes horas de distração e diversão.

08.08.2005
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O Código Da Vinci 

Em outubro do ano passado, quando ganhei de presente de meus amigos no trabalho uma cópia de O Código Da Vinci, do escritor americano Dan Brown, nunca pensei que fosse terminar de ler a obra tão rapidamente. Foram menos de 15 dias. A culpa por isso, certamente, é da trama escrita pelo autor — muito bem costurada —, recheada com acontecimentos históricos explicados de maneira simples e divertida, fazendo com que não se deseje parar de ler um segundo sequer. Os críticos chamam o livro de unputdownable, literalmente, o que não se consegue largar de lado, e eu concordo.

Ainda no final do ano passado comentei, em um dos meus posts, que fiquei devendo uma resenha desta obra de Dan Brown. Realmente eu esqueci, o tempo passou e agora, com a adaptação da história pelas mãos hollywoodianas prevista para estrear em 19 de maio de 2006, dois parágrafos que encontrei num artigo publicado pelo site Mídia Sem Máscara resumem tudo o que eu gostaria de dizer, se fosse fazer um resumo conciso para quem, por ventura, ainda não teve a oportunidade de colocar as mãos em um exemplar:

O enredo deturpado gira em torno de uma série de indícios ocultos nas obras de Leonardo da Vinci, que pintou “Mona Lisa” e “A Última Ceia”. O romance apresenta da Vinci como membro de uma sociedade secreta chamada de “Priorado de Sião”, fundada em 1099. O livro também liga algumas celebridades como Sir Isaac Newton, Victor Hugo e Claude Debussy à teoria da conspiração de que o priorado teria deliberadamente escondido a “verdade” sobre Jesus e Maria Madalena do resto do mundo durante séculos.

O romance envolve a história de Robert Langdon, um simbologista de Harvard, e uma criptógrafa francesa chamada Sophie Neveu (“nova sabedoria”, em francês). Juntos, eles teriam encontrado uma série de vestígios criptografados que revelam os “segredos” do Cristianismo: que Deus seria uma mulher, Jesus teria descendentes e que Maria Madalena seria divina. O livro alega que essas verdades estariam escondidas numa série de documentos secretos chamados de “Documentos do Santo Graal”.

Eu, adepto de uma ótima ficção entremeada de acontecimentos estimulantes que sou, adorei a história. Tanto que hoje digo que leria qualquer título de Dan Brown criando expectativas com relação a seu desfecho, que de antemão já imaginaria ser algo de tirar o fôlego. Sei que se trata, como o próprio autor deixa bem claro, de uma obra de ficção que mistura elementos da realidade em seu enredo. Dan Brown não é o primeiro a escrever dessa forma. Só para citar um autor brasileiro, o apresentador Jô Soares é mestre em fazer tais coisas. Vide seus três romances: O Xangô de Baker Street, O Homem que Matou Getúlio Vargas e Assassinatos na Academia Brasileira de Letras são exemplos clássicos de invencionice misturada à fatos históricos. Só não causaram tanto impacto ao redor do mundo quanto O Código.

O próprio artigo do site Mídia Sem Máscara, escrito por Ed Hindson, se entitula O Código DaVinci – Enganoso e Ofensivo. Retrata diversos desvios históricos cometidos por Dan Brown ao contar sua história, e reflete sobre as crenças religiosas do próprio autor, que, segundo citado, com certeza que não são baseadas em crenças cristãs ortodoxas. Tais crenças, misturadas, talvez, à história do livro, confundem religiosos e fazem com que se questionem a respeito de verdades absolutas que lhes foram ensinadas há muito tempo.

A própria Igreja Católica, tema central da trama, através do Vaticano, chegou a promover uma série de debates para derrubar as principais teorias do livro — teorias conspiratórias, segundo o que foi publicado na BBC —, no começo desse ano. Estavam preocupados com o fato de turistas do mundo inteiro se dirigirem à Roma usando cópias da obra de Dan Brown como seus guias turísticos particulares. Mas se for para apoiar uma opinião do clero, eu fico com a do reverendo inglês da cidade de Durham, Tom Wright.

Tom afirma, em artigo da BBC, que as teorias conspiratórias são sempre divertidas. De se inventar. De se ler. E de se fantasiar a respeito. E, convenhamos, quanto mais absurda a conspiração, e quanto mais recheada de pesquisas detalhadas a seu respeito para comprová-la, melhor. É por essas e outras que lhes dou meu veredito final. O Código Da Vinci é unputdownable, mesmo. Se você já leu, sabe o porquê. Se você ainda não leu, não perca mais tempo.