24.02.2008
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Sistema operacional na web? Não, obrigado. 

Quando o assunto é web office, me considero bastante conservador. Mesmo já tendo razoavelmente experimentado o Google Docs, por exemplo, devo admitir que não me arrisco a dar aquele passo além, migrando todos os meus documentos para uma plataforma diretamente localizada na grande rede de computadores. Na prática, isso significa que meus arquivos de uso mais freqüente ainda gozam mesmo é da proteção dos meus hard disks.

Mas para aqueles que são mais arrojados do que eu, a idéia de migrar não apenas os softwares de produtividade de escritório — como planilhas eletrônicas e processadores de texto — para a Internet, mas todo o sistema operacional, criando o que alguns especialistas chamam de WebOS ou Webtop, pode vir a calhar.

Um exemplo de WebOS é o Cloudo.

Os desenvolvedores do Cloudo — que não é pioneiro em seu segmento, mas tem chamado a atenção da crítica especializada pelo belíssimo visual que estão dando ao produto — dizem que a idéia por trás da sua iniciativa é proporcionar aos usuários a comodidade de acessar seu desktop de qualquer lugar do mundo.

Isso tornaria mais fácil contornar imprevistos como esquecer a cópia da apresentação para a reunião no computador de casa, ou se lamentar por não haver trazido as fotos das férias para os amigos verem, por exemplo. Ou seja, uma interface 100% web seria o fim de dispositivos hoje cada vez mais populares como pen drives ou MP3 players.

O Desktop do Cloudo (via TechCrunch)

Embora ainda não exista nenhuma versão aberta para testes públicos, descobri que o Cloudo conta com recursos como gerenciamento e armazenamento de arquivos, widgets, cliente de email e muito mais. Além disso, seu visual padrão poderá ser substituído por temas que lembram diversas versões de Windows, Mac e Linux, o que deve agradar gregos e troianos e fazê-los sentirem-se em casa.

Como eu não pus — e nem vou poder pôr, tão cedo — minhas mãos no produto, não arriscarei ficar falando demais para não me arrepender depois. Mas ao menos parece que o Cloudo será muito mais atrativo do que o Jooce, outro exemplo de WebOS, este sendo um que já conheço.

Há mais tempo no mercado e já em beta público, inclusive em português, nem mesmo todas as firulas gráficas proporcionadas pelo flash da interface do Jooce — vide abaixo — me convenceram. A verdade é que me deu a sensação de algo estranho demais de usar, e eu simplesmente não me senti à vontade.

Além disso, o Jooce não conta com aplicações como processadores de texto ou planilhas eletrônicas, jogos ou qualquer outra coisa. Você se limita a ouvir música, entrar no chat e assistir a vídeos, ainda que esse conteúdo todo possa ser compartilhado com outros usuários. É a tentativa de misturar rede social com sistema operacional.

O meu Desktop no Jooce

No fim das contas, o que estou tentando concluir é que não me importa o quanto os desenvolvedores insistam que o nome dessas interfaces seja sistema operacional. Eu ainda preciso de outro sistema operacional para que o navegador web seja carregado antes de usá-las, e convenhamos, não acho que compense ter mais uma camada de software rodando além da primeira, quando um pen drive e um comprimido para a memória podem atuar juntos evitando o esquecimento de arquivos.

Definitivamente essa possível onda de sistema operacional on line não é pra mim.

04.06.2007
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Hello, KDE! 

Este fim de semana passei à ver minha instalação de Ubuntu com outros olhos: Na verdade, olhos de KDE. Embora o GNOME seja o gerenciador de janelas padrão da distribuição, saiba que, como um dos principais pontos fortes de sistemas opensource, você tem uma escolha, até mesmo com relação à interface que deseja usar para operar seu sistema.

Como sei que a discussão GNOME x KDE é tão profunda quanto “Palmeiras ou Corínthians?”, vou logo avisando que minha escolha foi motivada por preferência pessoal, ou seja, a meu ver, não importa o quanto você procure prós e contras de cada um dos dois ambientes: Ambos são muito sofisticados à sua maneira, e sempre haverá bastante lenha para se jogar na fogueira. Digamos que eu vinha namorando o KDE há bastante tempo, só isso, e resolvi dar um passo além na relação.

De qualquer forma, o que vou mostrar aqui é como fazer para instalar o KDE, sendo que o mais importante é deixar claro que KDE e GNOME continuarão a conviver lado-a-lado na mesma instalação Ubuntu, e que este procedimento apenas fará com que você consiga aproveitar o melhor dos dois mundos. Optar por um deles mais tarde é simples e você poderá fazê-lo, mas, no momento, o que quero provocar é a oportunidade de experimentação.

Assim como o GNOME, o KDE também é composto de vários pacotes. Vamos adicionar tais pacotes à sua instalação atual. E neste ponto, aliás, quero dividir três pensamentos com vocês:

  1. O Kubuntu faz parte do projeto Ubuntu: Não se trata de um mesh-up. Assim como está discriminado no FAQ do site, trata-se da primeira distribuição derivada do primeiro, sendo baseada neste sistema, e justamente nos pacotes KDE;
  2. Ao término deste procedimento, suas aplicações GNOME continuarão disponíveis para uso, além de muitas que são específicas do ambiente KDE. Apesar disso, muita coisa que acompanha a instalação do Kubuntu não será instalada. Por este motivo, se o que você está procurando é uma experiência mais aprofundada, talvez queira baixar uma imagem ISO do Kubuntu e começar do zero. Senão, vamos em frente.
  3. Uma coisa que aprendi a duras penas foi que, se você quer ter uma experiência plena com qualquer distribuição Linux, deve deixar espaço livre suficiente para isso em seu computador. Em meu HD de 250Gb, por exemplo, 50 deles são exclusivos para o sistema Ubuntu. Os pacotes a serem instalados podem ocupar até 500mb adicionais de espaço em disco, dependendo do caso.

Isto tudo dito, abra uma janela de terminal e digite o seguinte:

sudo apt-get install kubuntu-desktop

Agora, sente e relaxe. O processo pode levar bastante tempo para ser concluído. Durante a sua execução, aliás, em algum momento você será questionado sobre qual gerenciador de exibição deseja utilizar como padrão, GDM ou KDM. Para não complicar muito, basta saber que estas duas aplicações afetarão a maneira como sua tela de logon ao sistema aparecerá. É desta tela que você poderá escolher entre GNOME e KDE. Para manter as coisas o mais próximo possível da instalação original do Ubuntu, pode-se optar pelo GDM. Caso você queira que inclusive a inicialização do sistema se pareça mais com o novo ambiente, escolha o KDM.

Falando em inicialização, é bom saber que as famosas splash screens de abertura e encerramento do Ubuntu serão substituídas pelas telas azuis do Kubuntu logo que o sistema for reinicializado. Este será o novo padrão:

kubuntu_splash.jpg

Como estamos falando pura e simplesmente de adicionar o KDE ao sistema para experimentá-lo, pode ser que alguém se incomode com esta tela. Mas novamente não é preciso entrar em pânico, pois, para restaurar os splashs originais do Ubuntu, basta digitar, também em uma janela do terminal, o seguinte comando:

sudo update-alternatives --config usplash-artwork.so

Se tudo correr bem, as telas estarão normais após um novo reinício do sistema. O mais importante é o aspecto principal deste artigo: Se os passos foram seguidos corretamente, você agora terá, à sua disposição, um novo ambiente de gerenciamento para utilização. Você pode dar uma olhada em como ele se parece no próprio site oficial do KDE.

No mais, estamos prontos: Agora é só aproveitar o KDE!

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19.08.2006
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Miniaturas da Discórdia 

Thumbnails no del.icio.usDescobri meio que por acaso esta semana um novo recurso implementado pelos desenvolvedores do del.icio.us. Trata-se da inclusão, por parte deles, na página inicial do site, de thumbnails nos itens de sua hot list.

É pouco provável que alguém não saiba o que são thumbnails, mesmo que não o conheça exatamente por este nome: De qualquer forma, eles nada mais são do que pequenas miniaturas de imagens maiores, criadas para facilitar uma série de operações com as mesmas. É graças a estas miniaturas, por exemplo, que um conjunto de fotos recém-baixadas de sua câmera digital pode ser organizado sem que seja preciso abrir foto por foto.

Verdade seja dita, uma série de sites modernos — como o Flickr, por exemplo — se utiliza de thumbnails para facilitar a vida dos usuários. Já pensaram, por exemplo, que dificuldade seria fazer uma busca de imagens sem a ajuda destas miniaturas? Assim sendo, nada melhor do que a inclusão, por parte do del.icio.us, desta função, não é mesmo?

Não parece ser bem assim. Quando anunciada esta semana no blog do serviço, a novidade gerou diversos comentários. Embora houvesse algumas pessoas agradecendo pela qualidade do serviço e por mais este recurso, também havia muita gente reclamando. As reclamações tinham como base o fato de que os thumbnails não são grandes o suficiente para que sejam de qualquer ajuda aos usuários, além de aumentarem o tempo de carregamento do site.

Falando em usabilidade, a simplicidade e leveza do del.icio.us sempre me foram notáveis. Admiro os desenvolvedores da ferramenta por conta de manterem um site cuja interface é 100% texto (exceto pelo favicon) entre os mais populares da grande rede atualmente. Embora eu use banda larga ao acessar a Internet, tenho que admitir que há uma parcela de razão nas reclamações que foram feitas através dos comentários da mais recente notícia deles. Mas será que isso fará com que a equipe do del.icio.us volte atrás? Só o tempo dirá…

12.06.2006
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Descobertas Musicais 

Vez por outra, ainda que a popularidade crescente do del.icio.us o torne desinteressante, ainda é possível encontrarmos através do serviço de bookmarks alguma coisa que valha à pena ser citada. Uma dessas coisas, baseada num conceito muito, mas muito simples, é o Musicovery.

Ao acessar o Musicovery, o internauta se depara com um site cujo fundo é quase que inteiramente branco, à exceção de uma interface à esquerda, que chega a lembrar, por sinal, o painel de um iPod. Neste painel, listados um após o outro, estão diversos estilos de música que podem ser selecionados: Com apenas um clique, então, qualquer um pode em segundos ouvir suas músicas favoritas, sejam elas rap, reggae, música eletrônica, jazz, rock ou dance, entre outras.

Duas coisas me chamam a atenção em meio a esta simplicidade toda: Ao clicar sobre um estilo, nos é apresentado uma espécie de mapa musical, onde cada música ouvida nos leva, em seguida, à outra. Você também é livre para clicar em qualquer música que vir no mapa, usando para navegação o seu mouse e as barras de rolagem da janela, é verdade. Assim sendo, pode tanto aceitar as sugestões baseadas no estilo, quanto montar sua própria seleção.

A segunda coisa que me chamou a atenção foi o chamado ambience, ou seja, o meio musical desejado: Ao movimentar o seletor horizontalmente, com o mouse, entre dark e positif as músicas reproduzidas obedecem a tal critério, sendo mais sombrias ou mais alegres/positivas. Também se pode usar o seletor na vertical e escolher algo entre energique e calme, ou seja, o serviço se ajusta ao seu humor do momento.

Eu sei que há diversos serviços on-line que já se prestam a servirem como verdadeiras jukeboxes. No entanto, o conceito por trás do Musicovery é o que mais vale: Simplicidade. Completa ao notarmos, aliás, os controles que complementam sua interface: Usuários de todos os gostos adorarão poder escolher a época em que as músicas que escolherem fizeram sucesso, bem como se elas eram sucessos ou músicas pouco menos conhecidas. De qualquer forma, ainda que não se torne um de seus favoritos, recomendo pelo menos uma visitinha ao site deles.

28.04.2006
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Autocódigo 

Alguém já se referiu a você dizendo que Fulano é capaz de fazer isso com as mãos amarradas nas costas? Acho pouco provável que não. Quando eu trabalhava mais aprofundadamente com programação, algumas pessoas chegaram a usar esta frase para se referirem à minha facilidade com a criação de códigos para a resolução dos mais diversos tipos de problema. Obviamente, a coisa não passa de uma mera expressão, uma figura de linguagem. Afinal, quem é que já viu alguém programando com as mãos amarradas, ainda mais nas costas, não é mesmo?

Mas talvez possamos adicionar uma certa realidade a esta expressão. É que um novo software de reconhecimento de voz chamado VoiceCode promete permitir aos programadores que criem seus programas sem a necessidade de encostar um dedo sequer em seus teclados.

A novidade, criada em conjunto por pesquisadores do National Research Council of Canada e da Universidade da Califórnia, visa ajudar principalmente as pessoas que sofrem com lesões por esforço repetitivo (LER): Só nos EUA, 100 mil programadores sofrem com dores nos músculos, tendões e nervos de seus braços e costas, já que passam a maior parte de seu tempo utilizando um teclado e realizando digitação.

Os criadores do VoiceCode admitem que existem vários softwares de reconhecimento de voz que podem ajudar as pessoas a utilizarem o computador, mas dizem que nenhum é capaz de converter o que um usuário diz diretamente em sintaxe de linguagem de programação. A ferramenta, que atualmente funciona apenas com Python, pode ser extendida para outras linguagens. Para digitar um comando como if (regAtual < maxReg) then, por exemplo, bastaria o usuário dizer If registro atual menor que o máximo de registros, then.

A única barreira para que mais pessoas possam testar o programa é o tempo que leva para sua instalação: Quase um dia inteiro montando as peças. Para os líderes do projeto, alguém com lesão por esforço repetitivo teria grandes problemas para fazer uma montagem dessas. Mas dos males, o menor: Tenho certeza de que, com tanta nanotecnologia disponível, essa barreira será derrubada logo, logo... E quando isso acontecer, embora eu não sofra de LER, talvez até compre um equipamento desses...

05.04.2006
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Baliza Automática? 

Já pararam pra pensar no número de pessoas que, ao tirarem sua carteira de motorista, pecam no exame ao serem solicitadas para encaixar o carro entre as balizas, simulando uma situação em que, mais tarde, na vida real, estariam estacionando no meio da rua? E tem também muita gente que, depois de anos de carteira, perde a paciência ao tentar estacionar seu carro em algum lugar mais movimentado ou fechado, acabando por procurar vagas mais abertas, ou estacionando em vagas de shopping centers, supermercados e outros centros comerciais que, teoricamente, são mais fáceis.

Não se pode culpar nenhuma dessas pessoas por conta deste tipo de situação. Devo eu mesmo confessar que, embora dirigir esteja entre uma das minhas atividades favoritas, também não posso dizer que estacionar seja algo que me faça vibrar de emoção. Mas pode ser que, muito em breve, eu e as pessoas que citei tenhamos uma novidade a ser comemorada: Na Grã-Bretanha, a Toyota começou a comercializar modelos híbridos que, por US$ 700 a mais, podem contar com um módulo de estacionamento assistido, ou seja, um computador faz todo o trabalho sujo de esterçar o volante e endireitar o carro pelo motorista, enquanto ele pode se sentar e relaxar. É possível assistir a um vídeo da manobra no próprio site onde vi a notícia.

Com o módulo de estacionamento assistido, a única responsabilidade real do motorista ao estacionar fica no controle da velocidade de seu próprio carro, que anuncia, através do próprio computador de bordo, quando a manobra de estacionamento está concluída. Estes novos modelos devem chegar muito em breve aos Estados Unidos e, quem sabe, pintarão aqui no Brasil logo em seguida, tirando de nossas costas o peso de estacionar, e marcando mais um ponto no jogo da tecnologia, que facilita nossa vida cada dia mais.

15.02.2006
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NewsAlloy 

Já tem bastante tempo que uso como agregador RSS o Bloglines, e, sinceramente, fica até complicado pensar em um substituto pra ele. Mas eu vivo procurando. Não se trata de insatisfação, pois o serviço é excelente. Digamos apenas que eu não consigo viver sem uma novidade, e sempre procurei algo que me surpreendesse nessa área, embora até hoje isso tenha sido bastante difícil.

Até hoje. Há quase duas semanas atrás, enquanto navegava pela internet, encontrei um site que também oferece agregação de conteúdo diretamente pela web, o que, em termos de acessibilidade, é uma mão-na-roda pra quem vive mudando de computador, ou vive em trânsito de casa pro trabalho, do trabalho pra escola, ou de qualquer lugar para qualquer outro. Trata-se do NewsAlloy.

O que tem o NewsAlloy de tão diferente? Bom, começo logo por uma das coisas que mais me deixam empolgado na web ultimamente: O serviço é 100% desenvolvido em AJAX, uma tecnologia de ponta que permite o desenvolvimento de aplicações web que não ficam devendo em nada, muitas vezes, para qualquer programa que você rode diretamente no seu computador. Só por este “pequeno detalhe“, já é possível afirmar sem medo que o acesso ao conteúdo de seus feeds é bem mais rápido, isso porquê não é preciso esperar a página recarregar a cada clique de mouse que se dá.

Além disso, o NewsAlloy é organizado como um programa de e-mail. Quando você visualiza a interface do serviço, sente-se logo como alguém que abriu o Thunderbird ou o Outlook. Há, do lado esquerdo, opções que o levarão ao seu Inbox, contendo os últimos itens atualizados de seus feeds, ao Archive, onde tudo pode ser armazenado para referência futura, sem que nunca seja perdido, além da lixeira (Trash) e de uma localidade especial, onde podem ser recuperados os itens marcados para leitura posterior (Pinned).

Talvez algumas pessoas achem que o NewsAlloy não valha a pena, pois ainda está em desenvolvimento. Eu, por outro lado, considero isso como uma oportunidade de ver um número cada vez maior de novidades surgirem no serviço. Além de marcar itens para ler mais tarde, tal qual marcamos e-mails no GMail com suas estrelas, há pelo menos duas outras coisas que já me chamam a atenção logo de cara: É possível associar a cada item lido uma ou mais tags, etiquetas para identificação e classificação de conteúdo, tal como as que existem em serviços como o del.icio.us ou Flickr. Esta funcionalidade permite, por exemplo, que se arraste um item do diretório de feeds para uma de suas pastas já existentes, tornando o processo de assinatura algo bem simples.

A segunda coisa — e última sobre a qual falarei neste meu pequeno relato a respeito do NewsAlloy — é que seu sistema de navegação é bastante interessante. Do lado direito da tela é possível encontrar atalhos para as principais funcionalidades básicas de um leitor de feeds RSS, muitas das quais, à mão no serviço, também o tornam melhor do que o Bloglines minha opinião. E como se isso já não bastasse, ainda é possível, abaixo de cada item apresentado na tela, encontrar um menu que integra o agregador em AJAX a serviços como os já citados Technorati e del.icio.us, o digg e o Google Blog Search.

Parece realmente que dentro em breve estarei deixando de lado o Bloglines. Se o desenvolvimento do NewsAlloy continuar como está, não terei motivos para não trocar de favorito. Mesmo um dos outros atrativos — até então — únicos do serviço mais antigo, a possibilidade de verificar quantas pessoas estão assinando o feed do seu blog, existe no leitor em AJAX. Mas comentar a respeito seria falar de mais uma das funcionalidades do NewsAlloy, e estas, eu quero que vocês descubram e me digam suas opiniões a respeito depois…

27.01.2006
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Polegares de Super Massa 

Alguém me apresente outra pessoa que seja tão entusiasta da biometria quanto eu e certamente nós dois poderíamos ficar batendo papo por horas a fio, a respeito de todas as tecnologias que poderiam ser usadas na identificação de pessoas. Desde uma simples impressão digital até o reconhecimento de retina, existem muitos processos que podem ser utilizados e, eu lhes garanto, todos eles visam facilitar e tornar cada vez mais rápida a vida das pessoas, diminuindo principalmente seu tempo de espera em filas de banco, supermercados e até mesmo para tirar segunda via de muitos documentos.

Recentemente, quando fui renovar minha carteira de habilitação, pude comprovar que aos poucos a biometria tem se tornado uma realidade cada vez mais presente na vida real, inclusive aqui no Brasil. Para me identificar ao fazer o exame teórico obrigatório numa auto-escola que escolhi, o método utilizado pelo governo foi o da implantação de um scanner de impressões digitais, o mesmo que, se não me falhe a memória, algumas escolas e faculdades paulistanas têm usado para controlar a freqüência de seus alunos em aulas. Em poucos segundos a confirmação óbvia de que eu era eu mesmo — e não outra pessoa — surgiu no monitor de um computador e eu fui liberado.

Li esta semana uma notícia que me deixou ainda mais entusiasmado. A possibilidade de usar meus dedos para comprovar minha identidade, agora no supermercado, foi de me encher os olhos. Nos EUA, segundo li, o Wal-Mart é apenas um entre alguns gigantes do comércio que têm planos para implantar a tecnologia em suas lojas. Apelidada de carteira eletrônica, pode diminuir a ocorrência de fraudes e roubos de identidade, aumentar a velocidade para o pagamento das compras e também diminuir o tempo de processamento das transações financeiras. Tal redução de tempo pode representar, por exemplo, apenas para o Wal-Mart, até 2009, um aumento de 3 a 4% em seu faturamento. Para os clientes, comodidade à vista.

Para começar a pagar as contas biometricamente, cada cliente precisaria cadastrar suas impressões digitais na própria loja, além de informar seus dados pessoais e a conta bancária. Depois, bastaria apontar o dedo para o scanner, na fila do caixa e pronto. Um ganho de 70% em velocidade, pelo que entendi. Mas há pelo menos uma coisa que me deixa bastante alarmado, e que pra mim parecia coisa de ficção científica, tal como vi em um filme — se não me engano, O Quinto Elemento, com Bruce Willis. Nele, corta-se o dedo de uma personagem para usá-lo em um scanner de acesso a um prédio, não me lembro exatamente qual, agora.

É uma possibilidade — remota, é verdade —, mas que precisa ser considerada. É fato que ninguém precisa ficar paranóico, pois não será em cada esquina que alguém tentará cortar seu polegar. Mas é justamente isso o que me preocupa. Para que o debate se torne tão grande quanto aquele que, há algum tempo dava conta de que muita gente tinha medo — e ainda tem — de comprar on-line por causa das fraudes eletrônicas com cartões de crédito, basta uma simples constatação: Não é preciso que cortem o seu dedo. Um pote de Super Massa — lembram daquele brinquedo, da Estrela? — pode fazer o serviço sujo pelos bandidos. Tudo o que eles precisam é de um molde daqueles que os dentistas usam. Tiram um molde, enchem o dito cujo com a massinha de modelar para crianças e saem por aí fazendo pagamentos. Os scanners chegam a ser enganados em até 90% das vezes.

28.12.2005
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Redes Ocultas 

E já que meu último post foi relacionado à redes de trocas de arquivos P2P, nada melhor do que emendar um texto relacionado, ainda mais se ele também tiver alguma relação com o melhor navegador web do mundo, não é mesmo? As coisas tendem a ficar ainda melhores do que já são no mundo da Raposa de Fogo, se uma extensão chamada Allpeers realmente se tornar realidade.

A extensão, divulgada em website próprio, segundo seus desenvolvedores, será capaz de proporcionar aos usuários do Firefox a melhor coisa que já viram desde o próprio navegador. Para isso, quem a instalar passará a contar com um cliente de troca de arquivos P2P completo, que poderá ser ativado e transformado numa barra lateral, de onde um tab separado do navegador poderá ser usado para troca de arquivos, enquanto se visita outros sites.

O mais legal sobre o Allpeers — que contará com conexão à rede BitTorrent para viabilizar as trocas de arquivos — é que ele parece que será orientado à redes privadas de trocas de arquivo. Apenas os usuários que você autorizar verão seus arquivos, e eles podem ser organizados em grupos como Amigos, Trabalho, e assim por diante. Quando alguém na sua rede de amigos obtiver um novo arquivo, todos na mesma rede — e que estejam usando a extensão — serão devidamente notificados.

Usar o próprio navegador para realizar trocas de arquivos parece ser uma sensação maravilhosa. Tanto que me faz coçar os dedos, esperando por um lançamento oficial da coisa toda, pra que eu possa ver efetivamente como funciona. Uma coisa é certa: A melhor coisa que pode haver no Firefox, como dizem os próprios desenvolvedores, pode também ser a pior para aqueles que combatem trocas de arquivos neste meio: Se as redes serão privadas, não dependendo de um servidor central para existirem, então não haverá como a RIAA, ou outras entidades similares, fazerem absolutamente nada. Fecha-se o Grokster ou até mesmo tenta-se fechar o KaZaA. Mas quem fecharia as redes ocultas?

25.09.2005
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USB TV 

Ok. Se alguém resolver me perguntar quais são duas das coisas que considero mais viciantes em minha vida, serei obrigado a citar a Internet como cabeça da lista, seguida de perto pela televisão. Ora, que posso eu fazer se considero a primeira delas uma fonte inesgotável de informações, enquanto que, a segunda, uma fonte — igualmente — inesgotável de entretenimento?

Assisto aos mais diversos programas quando tenho um tempinho livre. Seja em forma de documentários, shows, filmes ou desenhos animados, vivo à procura de conteúdo interessante. A troca constante de canais em busca de algo que valha à pena assistir lembra em tudo minha forma de navegar na web: Site após site, dia após dia, filtrando aquilo que vale à pena ser lido. Se tenho determinados sonhos de consumo para tornar minha navegação na Internet mais agradável, em termos de televisão meus sonhos também existem: Sempre pensei em comprar uma placa de vídeo com sintonizador de TV embutido, desde que vi uma dessas na casa de um amigo, já há algum tempo. Os preços nem são tão caros, mas acabo sempre adiando a compra.

Eu poderia até adiar esta compra para sempre. Isso porquê algo que encontrei por acaso fez com que eu me apaixonasse imediatamente. Trata-se de um produto alemão com interface USB, fabricado pela TerraTec Electronic, chamado Cinergy Hybrid T USB XS. Com o tamanho de um flash disk desses convencionais, que se tornam, aliás, mais populares à cada dia, a diferença entre eles e o produto é que, ao invés de permitir carregar dados em seu interior, este contém o hardware necessário para a captação e decodificação de sinais analógicos e digitais de televisão, detectando os canais locais próximos da sua residência e permitindo que estes sejam não apenas assistidos na tela do computador, mas também gravados diretamente pelo aparelho, sem que seja necessário qualquer hardware adicional.

O padrão digital de televisão captado pelo aparelho é o DVB-T, utilizado internacionalmente em diversos países. Mesmo sabendo que ainda não existe nenhum padrão digital definido para a televisão brasileira e que essa decisão deve demorar pelo menos até o início do ano que vem, fiquei tentado pelo maravilhosos aparelhinho, que vem acompanhado de controle-remoto e antena com base magnética. Seu preço, que convertido para nossa moeda chega a cerca de R$ 550 pode parecer um pouco alto, mas a tentação é grande. Os benefícios extras, como a gravação de programas no padrão MPEG2 e à partir de CD’s ou DVD’s, também parecem convidativos.



Eu sei que pareço até criança que está descrevendo o brinquedo dos sonhos pra seus pais, esperando ganhá-lo no aniversário que se aproxima. Mas olhem de novo e me respondam: Um kit desses não parece mesmo o mais convidativo dos presentes que alguém poderia querer ganhar?

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