30.08.2010
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Undo send no GMail? 

O velho provérbio chinês que diz que, na vida, há três coisas que nunca voltam atrás — a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida — já não faz mais sentido, desde a última semana. Pelo menos se trocarmos “palavra proferida” por “palavra escrita“, e estivermos falando do GMail.

Ocorre que, desde o último final de semana, o usuário do serviço de e-mail do Google tem até 30 segundos para se arrepender de ter enviado uma mensagem. Vejam que, dependendo do caso, este pode ser um recurso muito útil — afinal, aquela mensagem que você passou 2 horas escrevendo, repleta com críticas sobre profissionalismo, deveria ter sido sobre o seu chefe, e não para o seu chefe.

Na verdade,  não se trata de um recurso exatamente novo, já que desde março de 2009 tem sido possível utilizar esta característica. A única coisa é que o tempo de 30 segundos antes era de apenas 5 segundos — insuficiente, convenhamos, para qualquer arrependimento que seja.

O recurso é oferecido apenas para quem tem, habilitado em sua conta de e-mail, o Google Labs. O Labs é o laboratório de testes de recursos novos do Google, sendo que aqueles que têm boa aprovação eventualmente são transformados em padrão não apenas para o GMail, mas também para outras aplicações da empresa. E se você nunca habilitou o Labs em sua conta antes não há problema: Depois de fazer login no GMail, basta procurar pela palavra more, no canto superior esquerdo. Clique no link, e escolha even more. Clique sobre Google Labs, que estará do lado direito, próximo da figura de uma pipeta verde.

Com o Google Labs devidamente habilitado, basta selecioná-lo do lado direito da tela, clicando sobre a mesma pipeta verde, em versão menor.

A tela que se apresenta possui uma série de recursos que são oferecidos pelo Google Labs. Para localizar o que nos interessa, será necessário rolar a tela bem para baixo, até visualizar um lab denominado Undo Send. Uma vez tendo-a encontrado, basta clicar sobre Enable, e, em seguida, sobre Save Changes.

Agora, para desfazer o envio de uma mensagem, basta procurar pelo link Undo dentro da caixa que diz “Your message has been sent“. Clique no link e você voltará a visualizar a mensagem em seu modo draft, de onde você poderá continuar a editá-la, excluí-la ou enviá-la. Lembre-se, também, que os passos acima só são necessários uma única vez, e, ainda assim, enquanto o recurso não sai do Google Labs e se torna padrão.

Ah, sim, é claro: Faltaram duas coisas. Primeiro, é bom saber que, na prática, não se trata de um desfazer. O que o sistema faz é apenas retardar o envio da mensagem durante meio minuto, evitando remorsos desnecessários. Segundo, a coisa parece funcionar apenas com o GMail em inglês — já que no Labs em português, não consegui encontrar a opção correta. Se eu estiver errado, por favor, me avisem via comentários.

Eu só gostaria que fosse possível configurar este intervalo de 30 segundos para mais, a rigor do usuário.

[via, após dica do Mirão]

06.06.2010
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Admita: Você também esqueceu o Google Wave! 

Esquecer um aniversário deve ser uma das maiores gafes que alguém pode cometer.

Eu me esqueci de um, esta semana. Me esqueci de comprar bolo. Me esqueci de comprar o presente. Olha, sinceramente, eu havia me esquecido, até mesmo, do nome do aniversariante. Eu estou falando do Google Wave, que fez aniversário no final de maio.

Me lembro, como se fosse ontem, o quanto fiquei ansioso pelo recebimento de um convite para testá-lo, e então constato, incrédulo, que já não acho que seja como se fosse ontem. Devo admitir que o Wave,  que  foi aberto ao público em geral no mês passado, e não precisa mais de convites, foi esquecido por mim. E, muito provavelmente, esquecido por você também.

Afirmar algo assim, para mim, acreditem, é um paradoxo. Como pude esquecer de algo que me deixou fascinado com as possibilidades que oferecia? O Wave nasceu, provavelmente, como a invenção mais revolucionária da humanidade desde a roda. Prometia ser o sucessor do e-mail como o conhecemos, da maneira como as pessoas trocam suas mensagens instantâneas, da forma como compartilhamos arquivos e imagens, e muito mais. Pergunto de novo: Como é que se pode esquecer de algo assim?

Bem… não sei. Mas quanto mais eu penso nisso, mais eu acredito que a resposta é uma só: O Wave está muito à frente do seu tempo. Tão à frente, que esta distância provavelmente só pode ser medida em anos-luz. Tão distante, que, quando entramos em nosso painel de waves, a sensação é a de, pelo menos pra mim, ter assistido à uma aula complicadíssima, e não ter o que perguntar simplesmente porquê não se compreendeu o mínimo possível sequer para podermos formular uma simples pergunta. Tão distante, que até mesmo o pessoal do Google se desculpou por não ter conseguido explicar a que veio o Wave.

Ora, que outra explicação pode existir? Digo, durante muito tempo, vi as pessoas se perguntando — e me perguntando, também — sobre como funcionava o Wave. Para que ele servia. E para estas pessoas, a desculpa de ser o sucessor do e-mail como o conhecemos já não era suficiente. Mas as respostas conhecidas, também não. “Outra hora eu substituo meu e-mail. Depois de esvaziar meu inbox“. “Outra hora eu vou experimentar o Wave pra mandar mensagens… deixa eu acabar de twittar“. “Já já eu vejo… deixa só eu acabar de compartilhar essas imagens no Facebook“. Sabem como é?

Então é isso. Wave, me desculpe por esquecer do seu aniversário. Mas eu sei que você me perdoa — afinal, você é só uma criancinha ainda. Quando você crescer e fizer um baita sucesso, daqui a uns anos, eu vou estar com a consciência tranqüila, porque vou reconhecer que finalmente essa distância que separa a nós, meros mortais, de você, todos estes anos-luz, terão sido finalmente transpostos. Por ora, feliz aniversário.

24.01.2010
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Nexus One no Brasil 

Alguns podem achar, pela quantidade de comentários que eu tenho feito com relação ao Nexus One recentemente, que eu posso estar me entusiasmando além da conta — afinal, será que ele tem cacife para suceder ou competir a altura com o iPhone? Bom… Não vai dar pra saber, até colocar as mãos em um deles por conta própria.

Felizmente para mim e outros curiosos, segundo Alexandre Hohagen, diret or-geral do Google para a América Latina, o aparelho deve aterrissar em terras nacionais a partir do segundo semestre deste ano, estando disponível tanto em versão vinculada às operadoras, quanto desbloqueado. O motivo de ele não ter sido lançado por aqui logo em janeiro, aliás, foi o preço elevado dos planos de dados das operadoras brasileiras.

Enquanto ele não vem, segue uma propaganda do aparelho. Para mim, a quantidade de funcionalidades ainda prova o porquê pelo menos um pouco de entusiasmo deve ser sentido na espera pelo superphone, como está sendo chamado por seus criadores:

(via @GoogleDiscovery)

24.01.2010
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O Nexus One lava a sua boca com sabão 

Nas palavras de um artigo do site Mashable que acabo de ler, o Nexus One, smartphone lançado pela Google, parece contar com uma característica inusitada: Seu algoritmo de conversão de voz em texto substitui qualquer palavrão pronunciado pelos usuários por uma sequência de caracteres #.

De acordo com um porta-voz da empresa, isso ocorre para que certas palavras — na verdade, palavrões — não apareçam nas transcrições de mensagens de forma acidental, uma possibilidade considerada real por eles, dado o estado ainda pouco desenvolvido da tecnologia de reconhecimento de voz. Dessa forma, evita-se que uma pessoa receba algo profano quando o que se quis dizer foi algo inocente.

Cá pra nós: Se eu mando uma mensagem xingando, quero que isso apareça em alto e bom tom. Por isso, deixarei pra comprar um Nexus One quando — e se — a tal tecnologia de speech to text estiver mais desenvolvida e madura. Afinal, somos todos livres para nos expressar, não é mesmo?

18.01.2010
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Ninja’s Unboxing 

Quando assisti pela primeira vez, pensei até se tratar de um anúncio produzido pelo próprio Google para o Nexus One — bem que poderia ser. Mas depois de ver os créditos finais, percebi que a coisa tinha sido criada por Patrick Boivin, produtor canadense de filmes, que utilizou a técnica de stop motion animation, num resultado bem bacana.

Vocês não acham?

(via @cesaraovivo)

21.11.2009
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As novidades no Google Translate 

O  Google Translate, que talvez seja pouco popular entre a maioria dos internautas convencionais, mas que eu considero uma verdadeira mão na roda — principalmente se estiver traduzindo alguma coisa que não esteja em inglês para o português —, ganhou características que o transformaram em uma ferramenta de tradução em tempo real.

Hoje, ao visitar o serviço, percebi que as palavras digitadas por mim iam surgindo, já traduzidas, à medida em que eram escritas, e me lembrei imediatamente do que era feito com uma extensão chamada Rosyquase no final da demonstração do Google Wave (lembram-se? “Rosy is a robot that very kindly translates on typing“), onde a idéia era melhorar a produtividade e o trabalho entre equipes que dominem idiomas nativos distintos.

Obviamente, traduções mais simples são, bem… mais simples. Aliás, caso você esteja traduzindo de qualquer idioma para o inglês, o link para um arquivo de áudio aparece ao lado do resultado processado, de forma que você também possa ouvir a tradução.

Os brasileiros e o futebol...

Um recurso interessante é a possibilidade de deixar que o Translate detecte o idioma original, como exibido na imagem a seguir, que também ilustra que textos mais elaborados podem estar sujeitos a pequenas variações:

Flashforward, anyone?

Ainda que estas pequenas variações estejam de fato presentes, eu sei o quanto é complicado  encontrar um algoritmo que traduza impecavelmente entre os diferentes idiomas — em tempo, pelo que me consta, isso (aindanão existe, e  só posso dizer que tiro o chapéu pra essa nova versão do Translate.

17.09.2009
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Estou fraquejando pelo Chrome? 

Apesar de ser um em um bilhão de usuários da raposa de fogo, um comentário de meu grande amigo Rodrigo Ghedin, feito à época desta afirmação não me saiu da cabeça. Ele, um ex-firefoxer, afirmou que eu ainda veria que o Google Chrome 3 ou 4 seria um grande divisor de águas, visto os grandes esforços da empresa em desenvolver de forma consistente seu navegador web, adicionando, em versões futuras, recursos como os que o Firefox já possui — extensões e temas.

Atualizando minhas leituras, verifiquei através de nota publicada pelo Lifehacker, que o Chrome 3.0 já saiu do forno, e com algumas novidades que até então estavam disponíveis apenas para os usuários que estavam utilizando development versions, coisa que eu, neste caso, optei por não fazer. Dessa forma, abri meu Chrome 2 — sim, a instalação está residente por aqui, e fui logo ao menu about, para provocar uma atualização.

Em questão de segundos me deparei com novas funcionalidades, que o Lifehacker resume bem: O Chrome agora possui melhorias de velocidade — diz o Google que trata-se de uma melhoria de performance do Javascript da casa de 150% desde o primeiro beta do programa, uma nova página inicial de onde se pode realizar um número maior de customizações, uma omnibox melhorada, suporte à HTML5, que promete uma experiência melhorada de navegação e temas para alterar a aparência do navegador.

Com relação à primeira questão, velocidade, devo dizer que me surpreendi imensamente. O Chrome já era relativamente rápido, mas agora está voando no meu computador: E não importa quantas abas eu abra — e olhem que eu costumo navegar com muitas abertas —, a velocidade parece não se abalar.

Blogar é também uma experiência aparentemente muito mais veloz com o novo Chrome, para mim. O editor do WordPress funciona a 1000 por hora, e editar textos não demora tanto quanto quando eu uso o Firefox. Melhoria geral e muito bem-vinda.

Coroando minha constatação, precisei fazer uso do internet banking do meu banco, e resolvi colocar o novo Chrome à prova. Imaginei logo que fosse aparecer alguma mensagem de incompatibilidade, ou problema similar. Além disso não ter ocorrido, as transações foram realizadas num piscar de olhos. Um ponto enorme para o browser da Google.

Pinando a páginaCom relação à página inicial, é verdade que ela está diferente: Agora é possível alterar a ordem das últimas abas abertas, arrastando-as de um lado para o outro com o mouse. Na prática, no entanto, achei que, para mim, isso não faz a menor diferença. Gostei mesmo foi de outra novidade, a de ser capaz de manter páginas visitadas recentemente listadas na minha página inicial indefinidamente, ou, como dizem por aí, de piná-las.

A nova omnibox do Chrome, comparável à barra de endereços do Firefox, também é interessante. Além de tentar auto-completar endereços conforme você digita — desde que o Google esteja definido como padrão para seu site de busca nas opções —, também foram adicionados ícones contextuais que servem para diferenciar as sugestões de completamento entre sites, buscas, bookmarks ou sites que você tenha visitado recentemente.

Sugestões obtidas a partir da ominibox

Sugestões obtidas a partir da ominibox

O suporte à HTML5 é algo que certamente atrairá aqueles que tem no webdesign e no desenvolvimento de aplicações web as suas atividades diárias, na medida em que promete tornar tecnologias como o flash uma coisa do passado.

Os desenvolvedores do Chrome apostaram alto na nova versão da linguagem, que trará tags como <audio> e <video>, que deverão tornar a tarefa de acrescentar mídias destes tipos a um site algo muito mais simples: Sem necessidade de plugins, acrescentar vídeos e áudio será tão simples quanto acresentar uma imagem através da tag <img>. Ou seja, usando o Chrome 3, poderei estar na vanguarda da internet.

Finalmente, no que  diz respeito a temas, eles finalmente chegaram para os usuários finais. Até eu, que honestamente não vi um só tema de que eu tenha realmente gostado, acabei por escolher um menos mal. De qualquer maneira, isso demonstra que neste campo também há uma preocupação do Google em igualar seu navegador  aos recursos oferecidos pelos outros navegadores.

Talvez, admito, eu esteja finalmente fraquejando pelo Chrome. Sei que é complicado dizer algo assim tão pouco tempo depois de me afirmar um firefoxer, mas realmente esta nova versão está me enchendo os olhos como nenhuma outra. A única questão pendente são as extensões, que o Firefox possui, e o Chrome ainda não. Pelo menos nas versões para o público final.

Isso porquê os que optam por usar a versão para desenvolvedores já contam com a possibilidade de usar extensões. A mais interessante na minha opinião — por ser a que mais me faz falta — é  o GMail Checker (que pode ser instalada aqui). No entanto, prefiro esperar pela estabilidade. Extensões realmente fazem falta, mas para mim são uma questão controversa, já que adicionam recursos extras ao navegador, mas normalmente roubam-lhe performance.

Já sou capaz de admitir, no entanto, que saber como os desenvolvedores do Chrome terão lidado com isso, evitando perda de desempenho com extensões assim que este também se tornar um recurso publicamente disponível, pode ser a diferença entre optar definitivamente por ele e me tornar, também eu, um ex-firefoxer.

Trocando em miúdos, Rodrigo: Será que você estava com a razão este tempo todo? Novamente, só o tempo — e, claro, mais uma ou duas versões do Chrome — dirá.

31.05.2009
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Google Wave: Estou com água na boca!! 

wavelogoFazia tempo que eu não escrevia algo sobre o Google. Mas depois de ouvir falar de sua mais nova investida, chamada Google Wave — o que se pode chamar de uma nova proposta de plataforma de comunicação em tempo real — e de assistir ao vídeo com sua demonstração, realizada durante o Google I/O deste ano por seus idealizadores, Lars Rasmussen e Stephanie Hannon — os mesmos que, em 2005, criaram o Google Maps, eu não poderia deixar de escrever pelo menos alguma coisa.

No início da demonstração, Lars Rasmussen comenta que, de longe, o e-mail é hoje a forma mais popular de comunicação online, mas também que ele foi inventado há cerca de 40 anos atrás, antes da internet e da própria web, e que não levou em conta as experiências obtidas através dos mensageiros instantâneos, das redes sociais, dos wikis, dos fóruns de discussão, dos blogs, do SMS e de tantas outras tecnologias que hoje utilizamos para nos manter em constante comunicação.

Ele completa dizendo que, quando começou o projeto do Google Wave, a primeira pergunta que lhe veio à mente foi “qual seria a cara do e-mail caso ele tivesse sido inventado nos dias de hoje”, e que, apesar das milhões de respostas possíveis, o Wave é a visão do Google a respeito.

Mas o que é uma wave? A palavra em inglês significa onda, e, pelo que vi, se encaixa perfeitamente com o que descreve: Uma wave é uma determinada conversa realizada em níveis, ou threads. Pode conter uma única pessoa, ou grupos de pessoas e, apesar de parecer muito semelhante com o que o GMail proporciona atualmente — um histórico de mensagens que pode ser lido de uma única vez —, é mais rica do que isso, na medida em que podem ser adicionadas respostas em qualquer ponto, além de conteúdo multimídia como fotos e filmes.

Junte a isso o fato de que as alterações são visualizadas praticamente em tempo real e que podem sofrer formatação e edição conjuntas na medida em que são criadas, e que se pode compartilhá-las com qualquer pessoa, seja através do próprio serviço, seja através de um blog, do Twitter ou do Orkut — através de APIs —, e você terá uma visão geral do que é a wave.

Através da demonstração em vídeo, vê-se claramente que a nova ferramenta combina aspectos não só do e-mail, mas também de mensagens instantâneas, wikis, redes sociais e de gestão de projeto, tudo isso acessível diretamente a partir de qualquer dos navegadores web mais populares do momento. Em resumo, coisas simples como compartilhar fotos e vídeosdiscutir seu dia com colegas ou combinar uma viagem, e também assuntos profissionais como revisar um documento, escrever uma ata de reunião, acompanhar as atividades de um projeto ou o que quer que venha à mente, podem ser facilmente alcançadas com o Google Wave.

Eu acho que se pudesse descrever as funções do Wave em apenas uma palavra, ela seria “fantástico“. Apesar de ser uma overdose de informações — a apresentação tem 1h20 de duração —, dentre todas as características que foram demonstradas, as minhas favoritas foram a correção ortográfica instantânea, possível de se realizar entre 40 idiomas diferentes — contando aí também a possibilidade de se traduzir instantaneamente o que é escrito, além da capacidade de compartilhar arquivos com um único movimento do mouse, puxando a mídia para dentro de uma wave.

Um último ponto que observei foi uma certa familiaridade com as antigas — mas ainda presentes hoje — salas de bate-papo IRC. É possível manter, dentro das waves criadas, conversas com os membros que estiverem online, e enviar mensagens privativas para uma ou mais pessoas ao mesmo tempo. É realmente excitante, na minha opinião.

Parece o GMail... com muuuuitos esteróides!

Parece o GMail... com muuuuitos esteróides!

Atualmente, a página oficial da ferramenta declara: Google Wave will be available later this year. Ocorre que fazia um bom tempo que uma mensagem deste tipo não me deixava tão ansioso. O quanto o mundo terá que esperar por este later this year, por enquanto, permanecerá uma incógnita.

31.01.2009
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GDrive: A privacidade no caminho de um Briefcase 2.0 

Google GDriveComo lá pelos idos de 2000 e 2001 eu era um fervoroso usuário do Briefcase, não pude deixar de reparar, esta semana, que o Yahoo resolveu dar um ponto final ao serviço depois de quase 10 anos de estrada: Todos os usuários tem até o próximo dia 30 de março para baixar ou excluir o que estiver armazenado em suas contas.

Naquela época eu estava começando a faculdade, e a especificação do padrão USB ainda não havia decolado. Dessa forma, ainda não era possível fazer o que metade da torcida do Flamengo faz hoje em dia quando quer transportar arquivos pra cima e pra baixo: Recorrer a um pendrive. Eu carregava um porta-disquetes — com a incrível capacidade para três discos de 3 1/2 polegadas. Assim sendo, imaginem o meu justificável espanto de poder contar com os 30 Mb oferecidos pela empresa, e, ainda por cima, gratuitamente.

Pois bem. Foram, de certa forma, exatamente estes 30 Mb de espaço de armazenamento que tanto me impressionaram no começo da década que acabaram por decretar o fim do serviço. Acontece que, para os padrões de armazenamento atuais em que espaço sobrando nunca é suficiente — um amigo meu, por exemplo, voltou de férias essa semana e me disse ter acabado de comprar um HD novo, com 1 terabyte de capacidade —, essa oferta ficou pelo caminho, muito Web 1.0 para o gosto dos usuários, que no fundo, começaram a nem se lembrar mais do pobre Briefcase, ofuscado pelo espaço oferecido pelo Flickr ou pelo sensacional GMail, ambos gigabytes e mais gigabytes à sua frente.

Mas se por um lado o Briefcase está prestes a bater as botas mesmo sendo pioneiro na disponibilização de espaço em disco, por outro deve ficar na memória de muita gente devido a outro conceito que ajudou a popularizar: Estou falando da possibilidade de dar a qualquer usuário a chance de acessar seus arquivos em qualquer computador, a qualquer momento, em qualquer parte do mundo em que ele esteja. Na onda de aproveitar este conceito associado à capacidade crescente de armazenamento do GMail, aliás, muita gente acabou apresentando soluções criativas, como o GMail Drive, por exemplo, que cria uma camada que permite usar sua conta de email no serviço como um drive virtual de seu computador, onde os dados ficam armazenados remotamente.

E foi justamente uma notícia sobre o Google que também me chamou a atenção no começo da semana: Primeiro surgiu como uma suspeita do site TG Daily, e depois acabou se confirmando sem querer, graças a um memorável vazamento de código: Vem aí, ainda em 2009, o Google Drive — ou GDrive, para facilitar.

Faço minhas as palavras que dão título ao artigo do britânico The Observer: Através desse movimento o Google planeja tornar os PCs que conhecemos hoje coisa do passado, ao possibilitar a qualquer pessoa, tal como no caso do Briefcase, que acessem não apenas seus arquivos, mas também, todo um sistema operacional e aplicativos diretamente dos servidores da empresa californiana.

O GDrive deve funcionar armazenando todos os dados em um servidor que normalmente estará a quilômetros de distância das máquinas dos usuários, um conceito batizado de Cloud Computing. As cópias locais dos arquivos de qualquer pessoa poderão ser sincronizadas com as versões do servidor através de uma conexão de dados, o que na prática os tornará acessíveis em qualquer lugar e hora, desde que se use um computador com conexão à web.

Mesmo sendo um entusiasta ávido por experimentar a coisa caso ela realmente se concretize, sentencio logo de cara: Eu não acho que as pessoas estejam preparadas, pelos próximos sei-lá-quantos-anos, a abandonarem seus HD’s com capacidades cada dia maiores e maiores, para partirem para um modelo de 100% de armazenamento de dados em um servidor… ainda mais um servidor alheio.

Trata-se de privacidade: Para mim, se o Google quiser tornar o GDrive — e o cloud computing — realmente populares, terá que convencer pessoas comuns, como você ou eu, de que será seguro armazenar todos os seus arquivos — mesmo aqueles mais secretos, como planilhas bancárias, ou sei lá que outras coisas — em um servidor. “Mas quem verá os dados além de mim?“. “E se a internet cair, o que acontece? Hoje, pelo menos, está tudo no meu HD, aqui, pertinho de mim“.

Trata-se de uma pedra e tanto para o Google tirar do caminho, ainda mais se deixarmos tomar conta de nossas cabeças o pensamento inevitável de que os mesmos robôs postos à serviço da análise do que escrevemos em nossas mensagens de e-mail no GMail serão também postos para vascular arquivos incansavelmente, tudo em nome da exibição de anúncios, que, afinal, são o ganha-pão do Google.

Mas… quem sabe daqui a algumas gerações, não é mesmo?

06.12.2008
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A mudança mais legal do Google Reader! 

Quinta-feira passada foram anunciadas mudanças na interface do Google Reader.

No blog oficial foi declarada a intenção principal da equipe que cuida dos bastidores do serviço: Tornar a experiência de leitura do usuário mais leve e agradável, o que, pelo menos na minha opinião, foi exatamente o que aconteceu, já que as coisas realmente parecem muito menos carregadas por lá.

Mas foi um detalhe, talvez quase imperceptível para a maioria, que me chamou a atenção: Finalmente é possível, através de um menu de opções ao lado de cada grupo de feeds, fazer a mágica acontecer. Um clique de mouse e não é mais necessário conviver com a culpa de ter centenas e centenas de itens pendentes para, pelo menos, passar os olhos, sabendo que nunca terei tempo de me colocar em dia. Na prática, para quem quiser, chega de exibir os famigerados unread counts:

“For some of you (and some of us on the Reader team), unread counts are a source of anxiety and can feel more like a to-do list than the random awesomeness of the Internet”.

gr-unread-hiddenLi esse parágrafo do blog oficial algumas vezes, pois senti a mensagem sendo endereçada diretamente para mim.

É que já me basta saber, no telefone da empresa, quantas ligações recebidas eu preciso retornar, além de quantos e-mails precisam ser lidos e respondidos antes do final do dia.

Para a leitura de feeds que, ao menos para mim, é puramente lazer, as pendências realmente só causam ansiedade. Ocultá-las, ainda que sabendo que continuam por lá, me ajuda a aliviar a consciência. É por isso que dou três vivas pra essa novidade, de longe a melhor dos últimos tempos…

Alguém mais concorda? :)

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