O Nexus One lava a sua boca com sabão
Nas palavras de um artigo do site Mashable que acabo de ler, o Nexus One, smartphone lançado pela Google, parece contar com uma característica inusitada: Seu algoritmo de conversão de voz em texto substitui qualquer palavrão pronunciado pelos usuários por uma sequência de caracteres #.
De acordo com um porta-voz da empresa, isso ocorre para que certas palavras — na verdade, palavrões — não apareçam nas transcrições de mensagens de forma acidental, uma possibilidade considerada real por eles, dado o estado ainda pouco desenvolvido da tecnologia de reconhecimento de voz. Dessa forma, evita-se que uma pessoa receba algo profano quando o que se quis dizer foi algo inocente.
Cá pra nós: Se eu mando uma mensagem xingando, quero que isso apareça em alto e bom tom. Por isso, deixarei pra comprar um Nexus One quando — e se — a tal tecnologia de speech to text estiver mais desenvolvida e madura. Afinal, somos todos livres para nos expressar, não é mesmo?
Bookbook, a capa inusitada
BookBook is a one-of-a-kind, hardback leather case designed exclusively for MacBook and MacBook Pro. Available in Classic Black or Vibrant Red, BookBook brings three levels of security to your prized Mac. First, the hardback cover and spine provide solid protection from the rigors of the road. Second, the vintage book design disguises MacBook for superior security. And third, the stylish case protects you from being like everyone else because BookBook is totally original, just like you. [link]
Isso me desperta dois pensamentos:
- Droga!! Eu quero um MacBook também!!
- Como foi que ninguém nunca pensou nisso antes?
De K7 para Mp3!
Vocês se lembram daquelas caixas para carregar fitas cassete? Na minha infância e adolescência, me lembro de carregar, para cima e para baixo, onde quer que eu fosse, pelo menos duas ou três delas, totalmente cheias, uma vez que um dos meus passatempos favoritos era gravar músicas das rádios — e de outras fitas cassete — para ouvir junto com os amigos.
Outra coisa que eu adorava fazer era inventar programas de rádio — obviamente, também armazenados em cassetes. Escolhíamos o gravador de um amigo, e mais outro para fazer o fundo musical e efeitos sonoros que seriam depois gravados em fitas. Acho que, entre músicas e programas de rádio de brincadeira, devo ter acumulado pilhas e pilhas de uma mídia que, com o passar do tempo, se tornou muito obsoleta.
Mas talvez a solução para o meu saudosismo — e o de muitas outras pessoas — esteja no Plus Deck Cassette Converter, um produto que encontrei acidentalmente hoje, enquanto fazia minha ronda diária pela internet.

Encaixável em qualquer baia de 5,25” do seu computador, este dispositivo permite inserir fitas cassete frontalmente, para reproduzi-las, editá-las e, é claro, convertê-las para formato digital diretamente em seu PC. Segundo o fabricante, o produto é tão simples de usar que poupa inclusive o trabalho de termos que ejetar a fita e virá-la para continuar uma conversão: Ele conta com auto-reverse, recurso que já existia em alguns aparelhos de som e rádios para automóveis.
Como todo gadget que chama a atenção, talvez o problema com este seja o mesmo de sempre: Seu valor de compra, US$ 196,20. No entanto, mesmo que você não tenha sido um heavy user de fitas cassete como eu, tenho certeza de que, nem que seja puxando pela memória, você se lembrará de alguém que as usou como nunca, e ficará com vontade de dar um presente de Natal desses pra ele… Eu, ao menos, adoraria ganhar! [Via].
Odores Registrados
Quem é que nunca viu pelo menos um programa na televisão onde o protagonista, ao passar por alguma situação aromaticamente desconfortável, fosse qual fosse o motivo, disparasse a já conhecida frase, afirmando, para alívio dos telespectadores, que ainda bem que a televisão não transmitia cheiro? Confesso que, em algumas vezes, eu mesmo comemorei tal fato.
Se a televisão vai continuar assim no futuro — um aparelho que não possui a capacidade padrão de transmissão de aromas — é complicado dizer. Não é a recente — e finalizada — discussão sobre padrões de televisão de alta definição no mundo e no Brasil que determinará tal coisa. Nem espero que esse tipo de recurso esteja disponível nas próximas gerações da raça humana. Mas um grupo de engenheiros japoneses do Instituto de Tecnologia de Tóquio, pelo menos, parece estar bem próximo de dar um passo que levará a este resultado no futuro.
É que estas pessoas estão construindo um gravador de odores. A idéia parece bizarra à primeira vista, eu imagino que vocês possam estar pensando: Mas a questão é que a intenção dos pesquisadores é gravar odores tanto quanto se gravam, atualmente, vídeo e som.
Se você é daqueles que adora o perfume que a sua namorada usa ou, quando sente o cheiro de seu prato favorito, consegue reconhecê-lo mesmo a quilômetros de distância, a invenção japonesa virá bem a calhar: permitirá que, ao apontar o gravador de odores para qualquer coisa, um cheiro característico seja gravado, analisado eletronicamente e depois reproduzido através de um conjunto de ingredientes químicos atóxicos.
O que me impressiona em um sistema destes, caso venha a se concretizar um gravador de cheiros, são suas aplicações um pouco mais avançadas: As pessoas poderão comprar um perfume, por exemplo, e antes de efetivar a compra, saber de antemão que gostarão do produto. A mesma coisa, vocês podem imaginar, se aplicará a restaurantes e lanchonetes, que poderão demonstrar os aromas de cada um de seus pratos para atrair novos clientes e até mesmo fidelizá-los. E, é claro, indo um pouco mais além, também há aplicações no campo da medicina, ou no treinamento de animais como cães farejadores, por exemplo.
Em resumo, na minha opinião, o gravador de odores é mais uma dessas idéias malucas que aparecem vez por outra por aí e que a gente realmente sente vontade de que sejam levadas à cabo, pra que se possa desfrutar dos resultados. Quem sabe, aliás, um desses gravadores, quando disponível, numa versão provavelmente modificada, possa reproduzir os odores ruins do dia-a-dia — chulés, bafos e tantos outros, desagradáveis —, uma vez gravados, transformados em coisas boas, não é mesmo? Invertendo a polaridade, quem sabe…
Imagens valem mais que…
…mil palavras, já diziam alguns ditados populares sábios, e também pessoas de igual sabedoria, não é mesmo? Talvez por isso é que muita gente goste de fotografia — eu, é claro, estando incluído nesta conta, embora minhas fotos não sejam nada profissionais — e também de qualquer outra forma de visualização de imagens. Cartões postais, por exemplo.
Me lembro de, quando moleque, trocar correspondência com diversos amigos dessa forma. A maioria deles, como eu estava aprendendo inglês na época, morava ou nos Estados Unidos, ou na Alemanha. Cheguei também a conhecer uma menina na Grécia, então. Invariavelmente, de todos eles, recebi alguns cartões postais. Era interessante ver os locais — famosos ou não — de outros países, retratados nestes pequenos pedaços de papel que são tão antigos que os primeiros que surgiram datam de algo por volta de 1870.
Com o advento da Internet tudo se virtualizou, e não se podia esperar que com os cartões postais fosse diferente. Muitos viraram e-cards, não passando de uma página web ou animação em Flash que a pessoa atualmente recebe após alguém informar seu endereço de e-mail em conjunto com mensagens personalizadas cheias de emoticons. Os cartões-postais, assim, graças à rede mundial de computadores, se tornaram uma das coisas mais impessoais do mundo, sem-graças mesmo.
Num mundo em que câmeras digitais — quer embutidas em telefones celulares quer não — dominam as prateleiras das lojas e os sonhos de consumo de muita gente por aí afora, que pode registrar momentos felizes e divulgá-los por e-mail ou dividindo-os através de albuns on-line, talvez não haja mesmo mais espaço para os antigos cartões postais. Ou talvez, penso eu, tudo o que os cartões precisem seja uma remodelagem. Os vovôs de papel precisam de um passaporte para o século XXI.
Stuart Calvey, um estudante de design industrial da Austrália, com apenas 22 anos, pode ser o pai deste passaporte. Um novo conceito inventado e batizado por ele de Snap+Send Postcard é um aparelho que possui recursos de câmera digital com lentes de dois megapixels, uma tela de LCD de 10 centímetros, memória digital e bateria interna.
Projetado para ter baixo custo — cerca de US$ 25 — e ser descartável, o cartão postal eletrônico não contaria com recursos como zoom e exclusão de imagens. Mas seria tão fino, leve e barato que, com um selo, poderia ser enviado pelo correio facilmente. Alguém em meio a uma viagem tiraria fotos, transformaria tudo num pequeno slide show e o endereçaria à avó ou à namorada, que, por sua vez, poderiam levá-lo a uma loja de revelação local e imprimir as imagens que quisessem.
Enquanto o próprio criador admite logo que seu invento nunca competiria com câmeras digitais mais caras, ele acredita que pelo menos poderia competir de igual pra igual com as câmeras de telefones celulares. Enquanto isso, eu mesmo sou capaz de imaginar vocês lendo este post e se dando conta que e-mail é muito mais rápido e barato do que gastar US$ 25 e ainda mais despesas de postagem para enviar um aparato eletrônico pelo correio. Mas me digam uma coisa: Há ou não há um certo romantismo em enviar — e é claro, receber — cartões postais pelo correio? Ainda que se pareçam mais com pequenos palmtops…
Jeans com Algo Mais
É difícil imaginar alguém que não use calça jeans. Todos nós, durante a semana, usamos, em maior ou menor grau, esta peça de vestuário que já se tornou popular há anos, e que é mesmo indispensável a muita gente. Igualmente, pense em alguém que nunca tenha ouvido falar da Levi’s. Isso é praticamente impossível, pois a marca e a roupa são praticamente sinônimos, concordam comigo?
A empresa tem perdido mercado desde 2001 para rivais como a VF, que fabrica as marcas Lee e Wrangler, mas no geral continua em ótima saúde financeira. Talvez por isso, a novidade que a empresa está prometendo seja mais atraente para os geeks de plantão do que para os próprios consumidores de roupa em geral. Tentando pegar carona no sucesso do iPod, o tocador de mídia portátil da Apple, a Levi’s está para colocar no mercado uma nova linha de calças jeans, a RedWire, que virá recheada de características especialmente projetadas para aqueles que carregam consigo o pequeno dispositivo.
A questão é que estamos vislumbrando, esta forma, a primeira calça jeans compatível com iPods de todo o mundo. Ela contará com bolsos especiais para carregar o aparelho, um controle remoto em forma de joystick e até mesmo fones de ouvido retráteis, embutidos diretamente no tecido. Com o faturamento anual na casa dos 4 bilhões de dólares, este movimento da Levi’s visa arrebanhar mercado entre os jovens, principais usuários do tocador de mídia.
Pelo que li, 75% das vendas de jeans da companhia são para clientes que têm entre 35 e 55 anos de idade, e vender calças compatíveis com o iPod talvez represente mesmo a investida em um nicho de mercado. Mas há um problema aí: Quantas pessoas, em geral, podem — ou ficariam atraídas pela idéia de — comprar um aparelho da Apple? Os custos, principalmente se pensarmos em termos de Brasil, não são o que podemos chamar de acessíveis, tornando o mercado para os tocadores de mídia menor do que poderia ser e, da mesma forma, reduzindo o número de interessados por um jeans deste tipo em território nacional.
Ainda assim, acho que a Levi’s merece um ponto positivo pela idéia, que é vanguardista. Quem sabe até, se o produto der mesmo certo e alcançar o mercado com alguma força em um futuro próximo, eu peça a alguém que me presenteie com uma calça dessas. Junto, um iPod, mesmo usado, também cairia tão bem quanto as roupas da empresa…
Chaveirinho da Salvação
Não sei dizer o que acontece com as demais pessoas, mas a minha situação com relação aos telefonemas de telemarketing que recebo às vezes passa dos limites. Antigamente, as mais diversas empresas entravam em contato comigo apenas durante o horário comercial, no trabalho. Hoje em dia, não sei bem por qual motivo — exceto, é claro, a desconfiança de que alguém informou meus dados telefônicos à gatos e lagartos —, esses contatos são feitos não só no trabalho, mas também em casa, e nos mais diversos — e inoportunos — horários imagináveis.
São ofertas promocionais daquele cartão de crédito que eu não solicitei, mas que será enviado pra mim sem qualquer custo adicional (— “Tudo bem, me enviem e eu entro em contato com o Procon”, cheguei a responder em uma das vezes, depois da qual o atendente nunca mais entrou em contato comigo). São pessoas querendo que eu ajude a instituição XPTO com essa ou aquela causa, em busca de apoio financeiro. É o representante dessa ou daquela empresa, me oferecendo uma assinatura de jornal ou revista, pra quem eu tenho sempre que explicar que não leio nada impresso quando se trata de notícias.
— Se não é via jornal, como o senhor se mantém informado então?
— Ah, fácil. Uso a internet e um agregador de feeds RSS ou Atom.
— Agregador? Feeds? RSS? Atom?
— Pois é, isso mesmo. Acho que você deveria ler mais seu jornal. Está desinformado.
A questão principal é a mesma que aflinje não só à mim, mas a muita gente por aí afora que passa pela mesma coisa. Ultimamente, quando me ligam e perguntam pelo senhor Daniel, eu mesmo vou logo dizendo “Ele não está, não chegou ainda, já deveria ter chegado mas deve estar em alguma reunião sem previsão de término”. Só então o atendente desliga. Mas como nos livrar de uma ligação indesejada como esta, ou qualquer outra do gênero?
Os seus (ou melhor, os nossos) problemas acabaram! — só falta agora subir a vinheta das Organizações Tabajara, mas tudo bem. Agora já existe um dispositivo chamado Get Off the Phone Excuse Machine, uma máquina que faz literalmente o que seu nome promete: Arruma desculpas para que se possa encerrar aquele bate-papo indesejado ao telefone sem que isso pareça necessariamente rude.
O Get Off the Phone Excuse Machine emite sons que imitam situações que exigem atenção. Por cerca de US$ 10, você adquire um aparelho que emite sons de um bebê chorando, de alguém chamando para jantar, da campainha da porta, de batidas na porta, de uma sirene ou até mesmo de estática — assim pode-se recorrer ao velho truque do “estou entrando no túnel”.
Preço mais do que justo para nos vermos livres de certas ligações incômodas, não acham?













