04.03.2010
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Noteliner, um pequeno notável 

É impressionante o quanto a Internet pode nos trazer surpresas. Para mim, a mais recente é um pequeno aplicativo chamado Noteliner.

Por incrível que pareça, seu criador, Sam Hawksworth, desenvolveu a ferramenta há cerca de 15 anos atrás, como forma de manter organizadas todas as tarefas e pendências que ele tinha no trabalho. Ao longo de todo este tempo, ele procurou por alternativas ao seu próprio trabalho, sempre achando que todas elas eram ou complexas demais, ou simples demais. Assim, ele a atualizou de tempos em tempos, criando o que considero agora ser, sem ter medo de exagerar, exatamente o que eu procurei por toda a minha vida enquanto fazia listas de pendências manualmente.

Sei que acabo de escrever sobre uma ferramenta similar, mas, coincidência ou não, Sam só tornou seu trabalho público no começo deste mês, exatamente um dia depois de eu ter eleito o Hottnotes como mecanismo oficial para controle das minhas pendências. Depois de olhar o trabalho dele, fui obrigado a reconhecer que havia surgido, digamos assim, um novo vencedor nesta disputa.

As funcionalidades do Noteliner são muito simples. Foi o conjunto de todas elas que me fez declarar este novo vencedor:

Noteliner lets you create a hierarchy of notes to track and structure your work.  You can also give these notes due dates, indicate which ones need attention, assign people, prioritize, or mark them complete.  Different views allow you to see all the notes assigned to a particular person, those that are over due, need attention or are dated.

Criar uma hierarquia para organizar suas ideias, pensamentos ou tarefas é simples: Tudo o que se precisa fazer é digitar um item, e apertar ENTER. Um bullet aparecerá ao lado do texto, enquanto o cursor avança para a próxima linha. Cada vez em que se pressionar TAB, serão criados sub-níveis com novos itens de texto, ao lado dos quais também estarão presentes os bullets.

Clicar uma vez sobre qualquer um destes bulletes fará com que o item correspondente se torne azul, indicando que se deve prestar atenção especial o mesmo. Clicar uma segunda vez fará com que o item seja marcado como concluído, tendo sua fonte alterada para cinza. Ao acumular uma quantidade razoável de itens concluídos, basta utilizar a opção prune, para que todos eles sejam eliminados da lista.

Em resumo, o que se tem em mãos ao fazer o download do Noteliner é uma ferramenta portátil — de apenas 416kb —, capaz não apenas de organizar suas tarefas pendentes, mas também ideias, pensamentos e atividades. Ela também é extremamente útil como um excelente meio para fazer a gestão de pequenos projetos, uma vez que prazos e responsáveis podem ser facilmente atribuídos às tarefas listadas — e, de quebra, as tarefas atrasadas serão coloridas em vermelho.

O único problema que encontrei, inicialmente, foi a falta de suporte a caracteres internacionais, como os acentos que usamos na língua portuguesa. No entanto, mandei uma mensagem ao autor, comentando sobre isso:

Hi Sam, how are you doing?

My name is Daniel, and I’m from Brazil. Just came across your Noteliner application, which I found very clean, simple and useful, after reading about it at del.icio.us and Lifehacker.

When I read your introduction to the software, I saw myself in those words, always around with many “to do” items, but always annoyed by the software tools available, which normally, as you said, generate more work than they save you from.

I have a single question: When I downloaded Noteliner and started using it, I noticed it has no support for international characters, such as accents. Portuguese, which we speak here in Brazil, is full with such.

Do you plan to release an upcoming version supporting international characters? That would most certainly make me abandon any other tools for it. If you need help localizing it too, I would be willing to help you.

Hope to hear from you soon.
Thank you in advance, for your answer, and thanks for sharing Noteliner with us.

Daniel

http://danielsantos.org

Depois de uma resposta do autor dizendo que ele incluiria a funcionalidade em uma próxima versão, fiquei surpreso hoje, no final da tarde, quando recebi, de antemão, uma versão com suporte a caracteres internacionais. A mensagem era a seguinte:

Hello,

I’ve updated Noteliner to allow entry of international characters.
I know that it works in French so I’m guessing the other letter-based languages should be okay.

Can you tell me if you still have problems?
Please see link below.

If it works I’ll update the site tonight.
Thanks,
Sam

A comprovação de que a versão funcionou é a imagem que resolvi utilizar para ilustrar este texto, justamente fruto de um dos testes que andei realizando antes de enviar um novo feedback ao autor. Na prática, o fato de ter um desenvolvedor tão preocupado em implantar melhorias de maneira rápida é apenas mais um dos motivos que me faz declarar que, se você ainda não experimentou o Noteliner, esta dormindo no ponto.

01.12.2009
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Ninite: Múltiplas instalações é com ele! 

Na semana passada, minha mãe comprou um novo computador, no qual vieram instalados somente uma cópia — original, é bom que se diga, com número de série e tudo — do Windows Vista Home Premium e uma versão de avaliação do Microsoft Office 2007. Como ocupo a posição oficial de computer guy da família, fui convocado por ela para instalar uma série de outros programas que ela está habituada a usar, desde gravadores de DVD para back-up, até programas triviais como um reprodutor de mídia e a versão mais recente do Java.

Normalmente, quando me deparo com uma situação dessas, recorro a programas freeware, e acabo fazendo o download de cada um deles de forma individual: Termino de baixar um, faço a instalação, e na sequência, parto para o download de outro programa,  num looping que só acaba quando termina. Na verdade, preciso admitir, o tempo para que estas instalações sejam realizadas normalmente é bem razoável, e considero este um trabalho deveras monótono.

Ocorre que na semana passada eu estava navegando à toa pelas tags populares de programas freeware do del.icio.us, quando me deparei com um utilitário chamado Ninite. A ferramenta, que é 100% gratuita e é acessada diretamente da web, se propõe a endereçar justamente o problema de realizar múltiplas instalações de software de uma única vez: Você simplesmente escolhe o que deseja instalar a partir do próprio website dos desenvolvedores — existem navegadores, programas de mensagem instantânea, utilitários para desfragmentação, versões do Java, Flash, programas de FTP e muito mais —, e com a seleção realizada, clica em um botão no final da página para então realizar o download de  um programa de instalação personalizado.

Visão parcial da interface do serviço

Visão parcial da interface do serviço

A  partir daí, basta dar um duplo clique no arquivo baixado e aguardar até que todos os processos de download e instalação sejam concluídos. O  Ninite não apenas se encarrega das instalações, mas também de garantir que nenhum nag program — como toolbars e outras bobagens — seja instalado em seu computador. Munido de uma conexão razoável com a Internet, passa-se por um processo relativamente rápido e indolor, que culmina com a maioria de nossos programas favoritos devidamente instalados, e com atalhos no Desktop — ah, e é claro: você pode simplesmente apagar o instalador quando tudo estiver pronto.

A meu ver, a única desvantagem do processo de instalação é não permitir a personalização do local de instalação. Dessa maneira, todos os programas serão instalados na pasta Arquivos de Programas, cuja localização varia, conforme a versão do sistema operacional da Microsoft que estiver em uso. Outro ponto que pode ser considerado um problema para alguns é o  fato de que alguns dos softwares oferecidos são instalados em inglês — o caso, por exemplo, de ferramentas como o Foxit PDF Reader, ou o uTorrent. Apesar disso, ainda é um programa extremamente recomendado por mim, já que me salvou de um processo moroso e entediante. Entrou para a minha lista de favoritos.

17.10.2009
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O Mixero me conquistou! 

MixeroLá pelos idos de fevereiro eu publiquei um post por aqui tecendo mil elogios ao TweetDeck, uma das inúmeras aplicações desenvolvidas em Adobe AIR que permitem que você gerencie e atualize as suas contas do Twitter. Na época, fiquei tão empolgado com a ferramenta que declarei em alto e bom tom que minha escolha anterior, o Twhirl, havia perdido a batalha para o pássaro negro.

Mas a vida não é exatamente justa 100% das vezes — e eu, como sempre vez por outra, sofro de severas instabilidades no que tange às minhas aplicações favoritas. E de algumas semanas pra cá, após cruzar com um novo cliente para Twitter, o Mixero, pus em xeque todo o meu amor pelo TweetDeck, trocando-o completamente por este último.

Mas quais são, afinal de contas, as características do Mixero? Abaixo, tentarei resumir as principais, na minha opinião.

Interface

Devo confessar que o que me ganhou logo de cara foi a interface do Mixero. Ela é, de longe, a mais bonita que eu já vi dentre todos os clientes para Twitter que eu já experimentei. Assim sendo, se não houvesse qualquer característica nova na ferramenta em si — o que, claro, não é verdade —, talvez eu tivesse trocado de cliente só por este ponto.

A (bela) interface do Mixero

A (bela) interface do Mixero

Grupos

O Mixero te permite organizar os contatos em grupos — mas ei!!! — obviamente, este é um recurso presente na maioria dos clientes para Twitter que minimamente querem ser levados a sério — como o próprio TweetDeck. Isso porquê com centenas de contatos pessoais, sites e serviços para seguir via Twitter, ficaria difícil usar qualquer ferramenta que não me permitisse fazer isso.

Canais

Também de forma similar ao TweetDeck, o  Mixero permite criar listas baseadas em buscas criadas pelo usuário, quer sejam empregadas para sua construção #hashtags, palavras-chave ou nomes de usuário. A estas listas, foi dado o nome de canais, ou channels, e são elas que lhe permitirão acompanhar somente aquilo que interessa a você.

Filtros

É possível aplicar filtros à timeline de qualquer usuário, grupo ou canal, utilizando palavras-chave de sua escolha. Este é mais um dos recursos em que Mixero e TweetDeck se parecem, e, desta maneira, não é novidade alguma.

Active Lists

Exemplo de Active List

Exemplo de Active List

Para mim, um dos grandes diferenciais que favorecem o Mixero.

Quando você começa a usar a ferramenta, logo percebe que está com muitos grupos e canais criados, o que pode tornar complicado, dependendo do seu tempo livre, humor e paciência, acompanhar todo esse volume de informações de uma única vez.

É aí que entram as Active Lists. Você pode arrastar para um espaço pré-determinado do Mixero apenas aqueles usuários, canais ou grupos que interessam naquele instante. Apenas para ilustrar com um exemplo, quando estou esperando por novos episódios de meus seriados favoritos, eu posso preferir acompanhar apenas o twitter do site eztv.it e os updates dos meus gurus de seriados.

Enquanto uma active list estiver ativa, as atualizações de outros usuários serão processadas, mas naquele dado instante não serão visíveis até que eu desative as listas em que estiver focado.

Contextos

Para facilitar a vida do usuário que tem diversas active lists, é possível utilizar contextos, que nada mais são do que mecanismos que permitem nomear cada uma de suas active lists, para posteriormente tornar possível alternar a leitura entre elas com um simples clique de mouse.  Na figura acima, contextualizei minha active list como seriados. Assim, posso sempre tê-la à mão.

Encurtando URLs

É verdade que os bons clientes para Twitter oferecem pelo menos algum tipo de integração com URL shorteners. Mixero, no entanto, pode ser configurado para encurtar as URLs À medida em que você as digita legal!! Além disso, para os serviços aceitos pelo programa — como o bit.ly ou o is.gd, por exemplo —, é possível verificar qual é o endereço original passando o mouse por cima dos links gerados por você e por seus contatos.

Visualizando a URL original

Visualizando a URL original

Autocompletion

Autocompletion

Autocompletion

Uma outra coisa legal do Mixero é o recurso de autocompletion, que é imediatamente acionado — da forma mais transparente possível, sempre que você digita o @ em qualquer ponto da sua mensagem.

Uma vez que isso aconteça, uma lista dos seus contatos aparece diretamente acima — ou próximo — do texto, permitindo escolher os contatos desejados rapidamente.

Pré-visualização de mídia

O Mixero também permite que você visualize, dentro da própria interface do programa, imagens postadas via TwitPic e no Flickr. Da mesma forma, também é possível pré-visualizar frames de vídeos hospedados no Youtube.

Modo Avatar

Avatar ModeEmbora eu já tenha mencionado a interface do Mixero no começo deste artigo, não posso deixar de mencionar o modo avatar da ferramenta. Este modo permite que você continue a acompanhar as atualizações dos seus contatos mesmo quando você não está com a janela do programa maximizada.

Para tirar proveito deste recurso, basta que você inclua pessoas e grupos em sua active list, e clique no ícone do catavento — o logotipo do programa. Desta forma, apenas os avatares ficarão visíveis, no canto direito de sua tela, permitindo que você continue a trabalhar com outros aplicativos normalmente.

Neste caso, sempre que você receber alguma atualização, além de um alerta sonoro configurável, indicadores visuais lhe informarão quantas mensagens — ou atualizações de canais e grupos você ainda não leu.

Trending Topics

Um último ponto interessante é poder obter a lista de trending topics do Twitter diretamente através do Mixero. A janela em questão pode ser localizada abaixo da lista de canais criada pelo usuário.

A vantagem deste recurso é que, mais uma vez, com um único clique do mouse, você pode acessar todo o noise do momento na twittosfera.

Minha conclusão é que, mesmo que você já tenha pensado que o Mixero é igual ao TweetDeck, ao Seesmic, ou qualquer outra ferramenta de sua preferência, vale a pena dar uma olhada para sentir na pele. E, assim sendo, fica aqui a minha sugestão: experimente.

Há apenas um detalhe: A aplicação, embora possa ser livremente baixada e instalada, só pode ser acessada através de um invite code e, embora o mecanismo incentivado pelos desenvolvedores para obter um desses códigos seja seguir o @mixero, você pode facilmente fazer como eu fiz, depois de cansar de esperar: Buscar no Google.

13.06.2009
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Fling: Rápido e Inteligente! 

bsHoje, depois de passar por mais uma daquelas periódicas faxinas que todo usuário que se preze precisa fazer no seu computador, me dei conta de que, por um deslize anterior de minha parte, estava sem nenhum software instalado para fazer backups, o que, convenhamos, não é nada esperto.

Embora nestes casos eu costume recorrer ao Cobian Backup — uma solução que não apenas é freeware mas também ultra-poderosa —, certos problemas recentes com consumo de memória me fizeram pensar duas vezes antes de ir em frente e instalá-lo novamente por aqui. Ao invés disso, após um pouco de procura, me deparei com um programa chamado Fling.

Segundo seus desenvolvedores, trata-se de um software que ajuda na automação de tarefas de upload ou transferência de arquivos, podendo ser usado, entre outras coisas, para a manutenção de websites ou backup de arquivos, inclusive através de FTP. Embora as características sejam bastante similares às do Cobian, pelo menos uma coisa chama a atenção logo no início: o tamanho dos downloads: O Fling tem cerca de 230kb, contra praticamente 10Mb de seu competidor.

Além disso, ele é acima de tudo, simples. Abaixo está a tela inicial, exibida logo que abrimos o programa:

Fling Wizard

Através de um assistente muito simples, podem ser escolhidas tarefas como realizar backups entre dois discos rígidos, entre drives de rede ou ainda entre uma máquina local e outra na internet — neste caso, um servidor com conexão FTP.

Também é possível automatizar a transferência de arquivos entre uma mídia fixa e um drive USB,  o que, apesar de eu ainda não ter tentado, me lembrou automaticamente de copiar as minhas séries favoritas para carregar por aí sempre que eu fizer um novo download.

Após a seleção da tarefa que se deseja realizar, é necessário informar algumas configurações, mas nada muito complicado. No exemplo abaixo, configuro uma conexão com um servidor FTP — que pode ser realizada também por Secure FTP —, para a transferência de arquivos que se encontram em uma pasta local chamada Importantes, e que serão copiados para uma pasta remota, chamada backup.

Propriedades do Fling

O próximo passo consiste em configurar a periodicidade na qual desejamos que a cópia de arquivos ocorra. A maneira mais simples de fazer as coisas funcionarem é acionar o Fling sempre de forma manual: Um atalho na Área de Trabalho é criado para cada novo job que se cria, e basta então acioná-lo para colocar o programa em funcionamento.

O AtalhoNo entanto, o programa roda como um serviço do Windows, e por isso pode ser configurado para monitorar alterações em uma pasta, quer seja a intervalos regulares, ou, o meu favorito, constantemente, realizando o backup a cada alteração reconhecida pelo programa.

Uma vez determinadas todas as configurações, o Fling fica residente na memória, apenas esperando para que possa entrar em ação. Sua assinatura na memória, aliás, é praticamente imperceptível, o que considero outro de seus diferenciais.

Finalmente, ao perceber um evento que dispare a necessidade de backup — como, no exemplo acima, a gravação de um arquivo na pasta selecionada —, o programa entra em ação e começa a copiar arquivos automaticamente.

Interface principal do programa

No final das contas, há qualidades suficientes para que o programa possa desbancar o meu — até então — favorito,  Cobian Backup. É verdade que este último conta com a possibilidade de compactar os arquivos que estão sendo incluídos no backup, recurso que o Fling não possui. No entanto, este pequeno notável conta com facilidade de configuração, interface leve e simples, e a possibilidade de, uma vez configurados, poder praticamente esquecer que os backups existem.

Nota 10.

16.05.2009
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Transformando AVI em RMVB 

Descobri um programa gratuito, chamado Easy RealMedia Producer, que vem a calhar quando se deseja converter um arquivo para o formato RMVB.

Interface principal do programa

Sua utilização é tão simples que impressiona: Uma vez feito o download e instalado o software, basta selecionar um ou mais arquivos de origem a serem processados. Todos os formatos mais populares, como AVI, MPEG, MOV ou WMV, são suportados, além de uma infinidade de outros. Caso sejam selecionados múltiplos arquivos, é claro, um processamento em lote será executado.

O passo seguinte é opcional: Selecionando qualquer arquivo da lista e clicando em settings, uma série de configurações avançadas pode ser efetuada, como determinar a qualidade do áudio do arquivo a ser gerado, sua resolução, ou até mesmo se será aplicado algum tipo de filtro ao resultado. Além disso, graças a um programa adicional chamado DirectVobSub, que é instalado juntamente com o Easy RealMedia Producer, é possível, se assim desejado, acrescentar legendas definitivas aos arquivos a serem criados. Para tanto, basta que arquivos de legendas com os mesmos nomes dos arquivos de vídeo estejam localizados na pasta de origem, durante o processo de conversão.

Aliás, quando se opta por incluir tais legendas, pode-se configurar como elas deverão aparecer. Afinal de contas, o padrão — legendas brancas, escritas com fonte Arial, em tamanho 10 — pode não agradar a todo mundo. Neste caso, existe um painel de controle oculto para o DirectVobSub, que pode ser acessado uma vez que se execute o seguinte comando:

C:\WINDOWS\system32\rundll32.exe “D:\Install\Easy RealMedia Tools\common\vsfilter.dll”, DirectVobSub

Isso fará com que uma janela de propriedades seja exibida — tal como na figura a seguir — e que, a partir dela, se torne possível alterar configurações como cor, posicionamento, tamanho e tipo da fonte. Uma vez alteradas, estas configurações servirão para todas as conversões a serem realizadas.

Configurações "ocultas" do DirectVobSub

Mas uma questão pode surgir: Porquê exatamente converter arquivos para RMVB?

No meu caso, nos últimos tempos, venho acompanhando muitas de minhas séries favoritas através da chamada Torrent TV : Após baixar cada novo episódio e suas legendas, eu o assisto no formato AVI, e então surge uma necessidade: armazenamento. Isso porquê eventualmente eu acabo assistindo alguns episódios novamente, e também porquê não sou exatamente uma pessoa que gosta de jogar as coisas fora.

Neste aspecto, os arquivos RMVB tem uma vantagem: Ocupam, efetivamente, quase 50% menos espaço em disco. Apenas para efeitos ilustrativos, basta dizer que o espaço necessário para manter no HD um episódio de 42 minutos gravado em AVI é, em média, 350MB, enquanto que o mesmo episódio em formato RMVB consumirá entre 140 e 160MB. É certo que algumas discussões podem se originar desta afirmação, como, por exemplo, que a qualidade dos arquivos AVI é superior, o que, em última instância, pode até ser verdade. No entanto, vejamos as duas imagens abaixo, extraídas do season finale da quinta temporada de Lost:

Lost em AVI

Lost em RMVB

A primeira imagem foi capturada do episódio em formato AVI. A segunda, daquele que está em formato RMVB. Na minha opinião, praticamente não há diferença de qualidade.

Mas antes que alguém me condene pelo comentário, quero deixar claro que, para mim, que não faço uso de um aparelho de DVD para assistir aos últimos episódios de Lost, Heroes, e por ai afora — já que meu gosto por séries não é compartilhado por ninguém aqui em casa — a resolução de exibição de um arquivo RMVB  na tela do computador não chega a apresentar, sinceramente, diferenças que possam ser consideradas tão gritantes assim. E é por isso, que, no final das contas, armazenar os episódios desta maneira me atende plenamente.

29.04.2009
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Combatendo vírus na nuvem 

A PandaLabs anunciou esta semana, segundo nota divulgada pela PCMagazine, a disponibilização de um anti-vírus gratuito, e que consome poucos recursos.

Já que consumir poucos recursos é a promessa de 9 entre cada 10 anti-vírus disponíveis atualmente no mercado, não foi exatamente isso o que me chamou a atenção, mas sim o mecanismo que eles alegam que torna a solução leve: O Panda Cloud Antivirus, como o próprio nome delata, é uma ferramenta que emprega tecnologia de cloud computing.

Imagine ter à sua disposição uma comunidade global de mais de 10 milhões de usuários que façam por conta própria — e automaticamente — o trabalho de identificar e classificar novas ameaças, como malwares e spywares, tudo em tempo real. Assim é a cloud computing, ou computação nas nuvens, ao pé da letra. A nuvem, neste caso, é uma referência à Internet, justamente onde ficam localizados todos os recursos que trabalharão em prol de cada usuário.

Fazendo com que o processamento seja realizado na nuvem, ao invés de no computador da minha ou da sua casa, o Cloud Antivirus deixa de consumir maiores recursos. Além disso, a nova ferramenta posterga ao máximo a análise de cada item suspeito. Na prática, isso quer dizer que o item não será verificado durante a cópia ou um download, mas sim, somente a partir do momento em que tentar executar alguma coisa suspeita, quando será devidamente bloqueado.

Uma coisa é certa: Ao longo dos anos eu já perdi a conta de quantas vezes cruzei com discussões do tipo “qual é o melhor anti-vírus da paróquia“. Não foram poucas, isso é verdade, assim como também é verdade o fato de que, na grande maioria das vezes, as reclamações das pessoas fatalmente estavam em consumo de recursos e lentidão dos programas.

Como esta questão de lentidão também é uma reclamação pessoal, nada melhor do que testar a solução oferecida pela Panda, e assim comprovar por conta própria se a ferramenta é tudo isso mesmo que diz ser. Aguardem. Fui em frente, baixei o programa e o pus à prova. A seguir, conforme prometi, as minhas impressões e comentários.

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24.12.2008
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A Mágica do MagicDisc 

Esta semana me deparei com o MagicISO, um pequeno e notável freeware indicado para quem quer ler cópias back-up feitas a partir de seus CDs e/ou DVDs de software, música ou games.

Após um download rápido — cerca de 1.3 Mb — e instalação, um ícone passa a estar residente na área de notificação — o system tray — do Windows. A partir daí, com alguns cliques de mouse já se torna possível montar e desmontar imagens virtuais de qualquer disco que você tenha criado.

Apesar do nome, o programa não se limita a criar imagens a partir do formato ISO: Também é possível ler a partir de uma variedade de formatos, entre os quais imagens NRG, criadas pelo Nero e CCD ou IMG, criadas pelo CloneCD.

Na minha opinião, o principal ganho de se montar uma imagem de disco para trabalhar está na velocidade de leitura dos dados: Ao invés de contar com leitores de CD e DVD e ficar trocando discos o tempo inteiro, basta criar cópias back-up daquilo que você mais utiliza e acessar o conteúdo a velocidades que chegam até a 200x, por estar tudo diretamente em seu disco rígido.

28.10.2008
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O PicPick é nota 10! 

Venho usando o FastStone Capture ao longo de anos e anos para capturar e tratar imagens, principalmente com a finalidade de ilustrar diversos dos artigos deste humilde blog. Acontece que, desde sua versão 5.3ainda encontrada para download em diversos sites da Internet e a última que baixei —, a ferramenta não é mais freeware, e sim, shareware. Na prática, isso quer dizer que pode-se experimentar o programa, mas, para obter seus recursos completos — e normalmente mais avançados —, além de versões mais recentes, é necessário pagar pelo benefício.

Confesso que acho que, se considerados todos os recursos avançados do FastStone Capture — na versão 6.3, por exemplo, a mais recente no momento em que escrevo este artigo, é possível não apenas capturar telas ou suas regiões, mas também fazer captura das ações da tela em vídeo, criando-se, com isso, pequenos screencasts —, não é caro desembolsar cerca de US$ 20 por uma licença vitalícia do programa. Ainda assim, após saber da migração freeware para shareware, nunca mais fiz um update e, com isso, venho usando o último dos programas gratuitos porquê penso que ele atende plenamente minhas necessidades.

Hoje, no entanto, lendo meus atrasadíssimos feeds RSS, eis que me dei conta do PicPick. Desenvolvido por apenas uma pessoa, o coreano Dae-woong Moon, o PicPick me chamou a atenção não apenas por conter vários dos recursos que o FastStone Capture contém, mas também pelo fato de, sendo ele um freeware, conter algumas outras ferramentas interessantes embutidas em sua interface.

Uma vez instalado, o PicPick pode ser configurado para iniciar-se juntamente com o Windows, e apresenta não apenas as funções triviais para capturar regiões retangulares e áreas fixas, mas também a possibilidade de capturar componentes de janela, ou seja, desde botões e caixas de texto, até janelas inteiras que precisam ser roladas para baixo para serem completamente capturadas — como, por exemplo, páginas web. Ainda no quesito captura, aliás, a função repetir última captura pode ser extremamente interessante para aqueles que estão criando tutoriais e querem documentar modificações mínimas que ocorrem sempre na mesma janela ou área da tela.

Todas as imagens capturadas pelo PicPick vão para um editor onde estão disponíveis desde comandos básicos como rotacionar ou dimensionar, até a pixelização, desfocagem e ajuste de brilho, nitidez e saturação de imagens ou pedaços de imagens pré-selecionados. Dois pontos interessantes do programa — e, para mim, diferenciados em relação à versão 5.3 do FastStone Capture — são sua capacidade de inserir imagens sobre as imagens já capturadas e a possibilidade de tornar qualquer objeto no editor opaco em maior ou menor intensidade.

Além dos recursos de captura e do editor já mencionados, as ferramentas incluídas com o PicPick incluem um capturador de cores — que pode retornar o código de qualquer cor que esteja atualmente em exibição na tela, uma régua de pixels, útil para medir regiões da tela ou de objetos e componentes de programas e documentos nela expostos, um transferidor, para medir o ângulo entre dois pontos ou componentes da tela, um retículo de referência para medir o tamanho de objetos na tela e, finalmente, uma lousa virtual, que parece aquela disponível em apresentações do Power Point e permite rabiscar a vontade por cima de qualquer coisa, já que cria uma camada de transparência para tanto.

Embora a verdade seja que, se comparado ao FastStone Capture, a maioria dos recursos se equivalham — alguns destes últimos que citei, aliás, raramente serão usados pela maioria dos mortais como você ou eu —, tenho que admitir que, em se tratando de uma ferramenta freeware,  o PicPick arrasa por sua simplicidade e sofisticação, sendo um raro caso de ferramenta com tantos recursos que permanece gratuita ao longo do tempo.

Recomendo baixar e experimentar.

23.05.2008
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Capturando regiões da tela no Ubuntu 

Quem me conhece pessoalmente sabe que meu trabalho atual envolve uma série de atividades relacionadas à documentação de processos e ferramentas, e à criação de how-to’s. Mesmo aqueles que não me conhecem em pessoa e me acompanham apenas aqui pelo blog há algum tempo já sabem que aqui não é muito diferente: Eu vivo tentando explicar detalhadamente muita coisa em cada artigo que escrevo, pra ajudar o máximo de pessoas, porquê no fundo eu gosto muito disso.

No meu modo de encarar a coisa, explicar envolve ilustrar, e ilustrar qualquer procedimento de informática implica em capturar imagens da tela, os famosos screenshots. Dependendo do que se deseja fazer, estes screenshots podem ser da tela toda, de janelas ou de regiões específicas, sejam elas retangulares ou com formato livre.

Recentemente, ao começar a utilizar novamente o Ubuntu, percebi o quanto os dois últimos tipos de captura que citei me fariam especial falta, já que normalmente quero chamar a atenção para detalhes específicos de alguma coisa quando estou escrevendo aqui no blog. A opção padrão do GNOME, localizada em AplicaçõesAcessóriosCapturar imagem da tela não conta com a possibilidade de selecionar regiões para captura, o que na prática, se mantida esta única opção disponível, faz com que seja preciso obter uma tela ou janela inteira primeiro, para depois editá-la, por exemplo, com o GIMP, recortando apenas o necessário.

Navegando por aí acabei encontrando um site onde são apresentadas diversas maneiras para se capturar telas no Ubuntu. Dentre estas diversas maneiras, excluindo-se o utilitário padrão que acabei de mencionar, várias realizam a captura pelo terminal ou abrindo o GIMP, o que não é nada prático na minha opinião, e a grande maioria acaba sendo útil apenas para capturas da tela ou janela toda. Mesmo a mais promissora, uma extensão para o Firefox, embora conte com a possibilidade de capturar regiões da tela, faz isso apenas para páginas da web.

Assim, sobram-me duas alternativas para resolver o problema de conseguir capturar apenas regiões específicas da tela.

A primeira delas, a alternativa fácil. Por fácil, quero dizer instalar no GNOME um utilitário originalmente desenvolvido para KDE, o KSnapshot. Para isso, como sempre, basta executar um único comando como root através do terminal:

sudo apt-get install ksnapshot

Após a instalação, o KSnapshot estará disponível no menu Aplicações Gráficos, e você poderá utilizá-lo para capturar regiões da tela normalmente, pois um cursor em forma de cruz aparecerá caso esta opção seja selecionada. Outro ponto positivo do programa é sua capacidade de salvar as capturas de arquivo em diversos formatos — JPG, PNG, GIF, etc — diretamente, sem a necessidade de um programa adicional ser usado.

KSnapshot

No entanto, a ferramenta ainda não torna possível capturar regiões desenhadas à mão livre — o que, apesar de não ser algo muito corriqueiro para mim, pode fazer falta para alguém. Isso me lembra da segunda opção que me veio à mente para capturar regiões da tela, sendo que esta envolve um utilitário freeware para Windows, e o uso do WINE, ou seja, é a mais longa e mais complicada.

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23.12.2007
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Defraggler: Bom, dependendo do caso 

Qualquer usuário de computador já sabe que desfragmentar é preciso: Somente assim é possível combater a demora que começa a surgir no acesso a qualquer arquivo ao longo do tempo, seja ele um simples documento ou um episódio da sua série favorita armazenado digitalmente após uma captura via placa de TV.

O problema não está exatamente em aceitar essa lentidão para abrir os arquivos, mesmo porquê trata-se de algo inevitável depois de centenas de milhares de operações triviais com os arquivos , como copiá-los ou excluí-los. Na verdade, pelo menos a meu ver, a questão principal reside no tempo que um processo de reordenação de bits e bytes pode levar, e na disposição das pessoas em aguardarem. No mundo moderno, se alguns milisegundos soam como longos segundos, minutos inteiros dão a sensação de se arrastarem por horas a fio.

Mas já faz algum tempo me deparei com um pequeno — pequeno mesmo, já que constitui um download de apenas 372kb — programa freeware chamado Defraggler. Diferente dos desfragmentadores de disco comuns, onde todo o conteúdo de um disco rígido precisa ser acessado para que sua desfragmentação ocorra, no Defraggler o processo pode ser executado arquivo por arquivo. Eis como esse processo funciona, depois do download:

defraggler1.jpg

Primeiramente, é necessário solicitar a análise do disco rígido no qual se deseja realizar a desfragmentação. Para isso pode ser utilizado o menu Action, ou o atalho disponível ao clicar o botão direito do mouse sobre a unidade desejada: Em questão de segundos os arquivos que estão fragmentados deverão surgir na tela, localizados na região inferior da interface do programa.

defraggler2.jpg

Além do tamanho do arquivo, como se pode perceber, o número de fragmentos em que ele está dividido também consta da listagem, ordenada por definição desta maneira. Na prática, quanto maior o número de fragmentos, pior a situação do arquivo. Para tratar os piores casos, basta clicar o botão direito do mouse e ordenar a desfragmentação imediata, o que ocorrerá em poucos segundos.

defraggler3.jpg

Mas a análise não seria completa se eu não citasse um ponto muito relevante: Quando o assunto é a desfragmentação de um volume completo, o Defraggler é muito mais lento do que, por exemplo, o  Auslogics Disk Defrag, que eu também uso e já citei por aqui antes.

Assim sendo, recomendo o Defraggler quando se precisar ir direto ao ponto e o volume de arquivos a serem processados é pequeno. Para todos os outros casos, fico mesmo com a minha escolha anterior, que além de eficiente, ainda demonstra, ao final de cada processo, o percentual de ganho de performance que conseguiu proporcionar.

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