Estou fraquejando pelo Chrome?
Apesar de ser um em um bilhão de usuários da raposa de fogo, um comentário de meu grande amigo Rodrigo Ghedin, feito à época desta afirmação não me saiu da cabeça. Ele, um ex-firefoxer, afirmou que eu ainda veria que o Google Chrome 3 ou 4 seria um grande divisor de águas, visto os grandes esforços da empresa em desenvolver de forma consistente seu navegador web, adicionando, em versões futuras, recursos como os que o Firefox já possui — extensões e temas.
Atualizando minhas leituras, verifiquei através de nota publicada pelo Lifehacker, que o Chrome 3.0 já saiu do forno, e com algumas novidades que até então estavam disponíveis apenas para os usuários que estavam utilizando development versions, coisa que eu, neste caso, optei por não fazer. Dessa forma, abri meu Chrome 2 — sim, a instalação está residente por aqui, e fui logo ao menu about, para provocar uma atualização.
Em questão de segundos me deparei com novas funcionalidades, que o Lifehacker resume bem: O Chrome agora possui melhorias de velocidade — diz o Google que trata-se de uma melhoria de performance do Javascript da casa de 150% desde o primeiro beta do programa, uma nova página inicial de onde se pode realizar um número maior de customizações, uma omnibox melhorada, suporte à HTML5, que promete uma experiência melhorada de navegação e temas para alterar a aparência do navegador.
Com relação à primeira questão, velocidade, devo dizer que me surpreendi imensamente. O Chrome já era relativamente rápido, mas agora está voando no meu computador: E não importa quantas abas eu abra — e olhem que eu costumo navegar com muitas abertas —, a velocidade parece não se abalar.
Blogar é também uma experiência aparentemente muito mais veloz com o novo Chrome, para mim. O editor do WordPress funciona a 1000 por hora, e editar textos não demora tanto quanto quando eu uso o Firefox. Melhoria geral e muito bem-vinda.
Coroando minha constatação, precisei fazer uso do internet banking do meu banco, e resolvi colocar o novo Chrome à prova. Imaginei logo que fosse aparecer alguma mensagem de incompatibilidade, ou problema similar. Além disso não ter ocorrido, as transações foram realizadas num piscar de olhos. Um ponto enorme para o browser da Google.
Com relação à página inicial, é verdade que ela está diferente: Agora é possível alterar a ordem das últimas abas abertas, arrastando-as de um lado para o outro com o mouse. Na prática, no entanto, achei que, para mim, isso não faz a menor diferença. Gostei mesmo foi de outra novidade, a de ser capaz de manter páginas visitadas recentemente listadas na minha página inicial indefinidamente, ou, como dizem por aí, de piná-las.
A nova omnibox do Chrome, comparável à barra de endereços do Firefox, também é interessante. Além de tentar auto-completar endereços conforme você digita — desde que o Google esteja definido como padrão para seu site de busca nas opções —, também foram adicionados ícones contextuais que servem para diferenciar as sugestões de completamento entre sites, buscas, bookmarks ou sites que você tenha visitado recentemente.

Sugestões obtidas a partir da ominibox
O suporte à HTML5 é algo que certamente atrairá aqueles que tem no webdesign e no desenvolvimento de aplicações web as suas atividades diárias, na medida em que promete tornar tecnologias como o flash uma coisa do passado.
Os desenvolvedores do Chrome apostaram alto na nova versão da linguagem, que trará tags como <audio> e <video>, que deverão tornar a tarefa de acrescentar mídias destes tipos a um site algo muito mais simples: Sem necessidade de plugins, acrescentar vídeos e áudio será tão simples quanto acresentar uma imagem através da tag <img>. Ou seja, usando o Chrome 3, poderei estar na vanguarda da internet.
Finalmente, no que diz respeito a temas, eles finalmente chegaram para os usuários finais. Até eu, que honestamente não vi um só tema de que eu tenha realmente gostado, acabei por escolher um menos mal. De qualquer maneira, isso demonstra que neste campo também há uma preocupação do Google em igualar seu navegador aos recursos oferecidos pelos outros navegadores.
Talvez, admito, eu esteja finalmente fraquejando pelo Chrome. Sei que é complicado dizer algo assim tão pouco tempo depois de me afirmar um firefoxer, mas realmente esta nova versão está me enchendo os olhos como nenhuma outra. A única questão pendente são as extensões, que o Firefox possui, e o Chrome ainda não. Pelo menos nas versões para o público final.
Isso porquê os que optam por usar a versão para desenvolvedores já contam com a possibilidade de usar extensões. A mais interessante na minha opinião — por ser a que mais me faz falta — é o GMail Checker (que pode ser instalada aqui). No entanto, prefiro esperar pela estabilidade. Extensões realmente fazem falta, mas para mim são uma questão controversa, já que adicionam recursos extras ao navegador, mas normalmente roubam-lhe performance.
Já sou capaz de admitir, no entanto, que saber como os desenvolvedores do Chrome terão lidado com isso, evitando perda de desempenho com extensões assim que este também se tornar um recurso publicamente disponível, pode ser a diferença entre optar definitivamente por ele e me tornar, também eu, um ex-firefoxer.
Trocando em miúdos, Rodrigo: Será que você estava com a razão este tempo todo? Novamente, só o tempo — e, claro, mais uma ou duas versões do Chrome — dirá.
Eu sou um, em 1 bilhão

Bastou a leitura, no final do mês passado, de uma prévia das novas funcionalidades do Firefox 3.5 feita pelo site Lifehacker, para que eu fosse logo fazer o download. As novidades — como um modo de private browsing e a possibilidade de utilizar wildcards na barra de endereços para encontrar sites previamente visitados — me fizeram crer que a raposa de fogo continua batendo um bolão.
Talvez justamente por causa disso, eu não tenha me espantado ao ler a notícia de que foi alcançada, no finalzinho deste mês de julho, a marca de 1 bilhão de downloads do navegador, o que, inclusive, mereceu um site comemorativo, o One Billion + You, ou, em português, Um bilhão + Você, onde, entre outras coisas, descobri que um bilhão de segundos são aproximadamente 31,7 anos — praticamente a minha idade neste momento — e acessei um link para gerar um twibbon alusivo ao marco para utilizar juntamente com meu avatar no Twitter.
Ocorre que essa história de 1 bilhão de downloads me fez pensar em quando eu passei a usar a raposa. Tentando puxar pela memória eletrônica, os arquivos do blog remontam a um post de agosto de 2004, em que eu menciono — e recomendo — o download da versão 0.9.3 do Firefox. Pensando um pouco mais, a análise do histórico de versões lançadas me fez concluir que sou um feliz usuário do navegador desde junho de 2004.
Mas porquê?
Uma nota publicada pela Info no final de junho dava conta de que o Brasil é um dos países que mais baixa o Firefox. Naquela oportunidade, estávamos em quinto lugar no ranking. Talvez os maiores motivadores para este fato sejam pelo menos alguns dos que aparecem no Firefox User Panel:
Particularmente, as razões que me levaram a começar a usar o Firefox estão entre as 10 principais, elencadas pelo site Switch2Firefox: A possibilidade de navegação em múltiplos sites através de abas, o bloqueio de pop-ups, a possibilidade de buscar texto apenas digitando-o diretamente enquanto estou em uma página qualquer — recurso também conhecido como type-ahead — e um poderoso gerenciador de histórico, indispensável para mim, que estou sempre navegando em diversos sites por dia e depois acabo tendo dificuldades para lembrar por onde andei. Ah… e existem também as extensões, é claro.
É bem verdade que, quanto mais o tempo passa, mais os navegadores se igualam. Concorrentes do Firefox implantam melhorias pensadas inicialmente pelo pessoal que contribui com a Mozilla Foundation, e o próprio Firefox copia aquilo que se mostrou boa idéia em navegadores como o Chrome — de quem foi copiada a navegação anônima e a capacidade de destacar uma aba do navegador arrastando-a com o mouse para fora da janela atual, situação na qual uma nova janela é criada.
No entanto, devo admitir que sou um firefoxer de carteirinha. O Opera, e o próprio Chrome, só para citar dois exemplos, são navegadores que já passaram pela minha máquina anteriormente, mas que eu acabei deixando de lado após sérias saudades da raposinha… acho que é um caso de paixão, mesmo.
O Chrome é promissor!
Não é raro que ouçamos pessoas dizendo que, mais dia, menos dia, o Google vai acabar desenvolvendo um sistema operacional completo. Um dos passos nesse caminho foi o desenvolvimento de uma suite de aplicativos de produtividade — o Google Docs —, e não me espantaria nada que amanhã eles realmente levassem essa idéia adiante e desbancassem, ao longo do tempo, muitas empresas por aí.
Mas enquanto o amanhã não chega, me prendi ao dia de hoje. Dia em que, aliás, baixei, para experiências, mais uma novidade do pessoal de Mountain View, na California: Trata-se do Chrome, que é, nada mais, nada menos, a proposta de navegador web de código aberto do Google.
De acordo com informações contidas na página do programa — que por enquanto só está disponível para os sistemas operacionais Windows Vista e Windows XP —, a idéia de desenvolver um navegador web surgiu porquê “…no Google, passamos a maior parte de nosso tempo trabalhando dentro de um navegador (… e …) Já que passamos tanto tempo on-line, começamos a pensar seriamente sobre que tipo de navegador poderia existir se pudéssemos começar do zero e construir a partir dali os melhores elementos“.
Nesse começo do zero, dizem os desenvolvedores, alguns elementos do WebKit da Apple e do Firefox foram amplamente usados. Aliás, um dos principais desejos deles, o minimalismo e a rapidez, são facilmente notados. O Chrome, todo em tons de azul googliano, não possui barra de menus — o que dá a sensação de que estamos navegando o tempo todo em modo tela cheia. Quando você navega um pouco utilizando a ferramenta, sente justamente uma agradável leveza.
Preciso admitir, no entanto, que começar a navegar com o novo navegador do Google foi um pouco complicado. Talvez seja o fato de o trabalho dos desenvolvedores estar só no começo — afinal, lembrem-se de que tudo o que o Google desenvolve recebe instantaneamente uma tag beta, mas o fato é que ao tentar executar o programa logo de cara em meu computador não parava de receber duas insistentes mensagens de erro, após o que o Chrome ia para o beleléu instantaneamente.
Felizmente, a segunda mensagem me levou a uma pista para solucionar o problema: O travamento repetitivo acontecia por causa de um vilão, o arquivo winhttp.dll — responsável, no Windows, por ser a ponte de comunicação do sistema com o protocolo HTTP. Para resolver o problema, segui uma sugestão de outra alma que já havia passado pelo mesmo aperto, adicionando ao atalho do Chrome a chave –new-http — notem que há dois hífens no início. A partir daí, o navegador funcionou que foi uma beleza.
Na seqüência, me fiz uma pergunta, que não queria calar: Seria o Chrome um páreo à altura do Firefox?
Eu gostei do LinkAlert!
Sabe aquelas coisas que te conquistam pela simplicidade mais do que por qualquer outro motivo?
Pra mim, a extensão LinkAlert para o Firefox é um exemplo destas coisas. A função dessa extensão é exibir um pequeno ícone ao lado de qualquer link do navegador, alertando o usuário — como seu próprio nome sugere — com relação ao tipo de conteúdo que está prestes a ser processado caso ele vá em frente.
Eu não sei quanto a vocês, mas eu preciso admitir uma coisa: Sou muito desatento com relação aos links que clico, neste sentido. Às vezes, com pressa, penso logo em sair clicando para baixar arquivos PDF, um torrent de seriado ou até mesmo um arquivo MP3, tudo para descobrir na seqüência — frustrado — que na verdade lá vem uma página intermediária, uma propaganda, um 404 ou sei lá o que mais.
Suportando todos estes tipos de arquivo que mencionei — e mais uma pá de outros —, o LinkAlert evita a perda de tempo por propiciar um feedback visual ao usuário, sem que ele precise recorrer ao método padrão, esticar os olhos até a barra de status da raposa de fogo. Pra mim, já virou favorito.
Sendo menos produtivo com o FireNES
Quem nunca usou um emulador na vida que atire a primeira pedra!
Para quem não sabe, emulação é um termo da Ciência da Computação que descreve a capacidade que um dispositivo ou programa possui de reproduzir o comportamento de outro dispositivo ou programa. Normalmente, esta técnica é utilizada para transpor barreiras que, não fosse por esta técnica, seriam intransponíveis: Por exemplo, pode-se conseguir executar o Windows dentro do Linux através de um emulador, ou fazer impressoras de outras marcas funcionarem com programas escritos para os modelos da HP.

Mas é aos gamers de plantão que uma das utilidades mais populares da emulação interessa: É ela quem ajuda na execução dos clássicos de consoles de outrora — como o Atari ou o Mega Drive — nos sistemas computacionais mais modernos. A lista de títulos de emuladores disponíveis é imensa, e mal caberia neste artigo: Basta dizer que o interesse pela coisa é tão grande que praticamente qualquer console que se pense possui, atualmente, pelo menos um emulador.
E eis que os emuladores chegaram ao Firefox: Descobri hoje, por acaso, uma extensão chamada FireNES, que permite justamente a emulação do console Super NES dentro da raposa de fogo. A instalação do plugin ocorre como qualquer outra para o browser, com a única ressalva de que precisei me registrar no addons.mozilla.org para poder seguir adiante com o processo.
O emulador é baseado no vNES, e se utiliza de uma máquina virtual Java para rodar os jogos. A lista de games, aliás, conta com mais de 2500 títulos no repertório, o que certamente garante a diversão de gregos e troianos sem que eles precisem baixar os famosos ROMS.
Passei pelo menos duas horas jogando clássicos como Galaga, Elevator Action e Bomberman, além de muitos outros:
Embora a jogabilidade geral seja muito boa, é meu dever fazer algumas ressalvas que considero importantes:
- Os jogos são executados em um popup a partir do Firefox e, mesmo com sua abertura automática depois de selecionado um título, é necessário clicar na parte interna da janela para que os comandos de teclado comecem a funcionar. Esta parece ser, tipicamente, uma limitação do engine do emulador;
- Alguns jogos têm uma resposta lenta demais aos comandos, o que pode prejudicar um pouco a experiência de quem está jogando;
- Alguns dos mais de 2500 títulos que estão na lista de jogos simplesmente não funcionam. Eu, pelo menos, não consegui rodar alguns;
- A página do site da Mozilla onde se pode fazer o download do FireNES cita que o plugin é compatível com o FF 3.0, o que, pelo menos por enquanto, não é verdade: Neste caso os jogos, ao serem executados, acabam por exibir uma tela acinzentada sem som e sem imagem. De qualquer forma, o FAQ oficial do desenvolvedor atesta que eles esperarão até a versão final do novo FF 3.0 para verificar eventuais problemas de compatibilidade.
Mesmo com essas ressalvas, creio que realmente valhe à pena experimentar o FireNES. Alias, eu o vejo como uma excelente oportunidade para diminuir a produtividade no escritório, e para passar momentos divertidíssimos em frente ao computador de casa. Já está entre as minhas extensões favoritas…
Ponto pro TwitterFox!
O Twitter se transformou já há algum tempo no meu serviço de microblogging favorito (por pura pressão social, é verdade).
De qualquer maneira, desde que comecei a usá-lo para a criação do meu microblog pessoal, vinha abusando basicamente de três maneiras de enviar minhas mensagens ao site:
- Via web, através do próprio site do Twitter (é necessário estar logado no site);
- Através de e-mail, principalmente no trabalho (onde o Twitter é barrado pelo proxy);
- Com a extensão Twitbin, desenvolvida especialmente para uso com o Firefox.
Pois bem: Com relação aos dois primeiros, nenhum comentário que seja realmente pertinente. É no terceiro método, através do Twitbin, que o bicho literalmente vinha pegando pra mim já há algumas semanas.
Digo isso porquê estava ficando cansado das freqüentes – e irritantes - perdas de configuração da extensão, que sumia com meus posts recentes e principalmente com meus dados de usuário e senha, me obrigando a reconfigurar tudo sempre que quisesse postar algo novo no Twitter. O resultado é que algo que deveria ser rápido, simples e divertido acabava se tornando uma encheção de paciência.
Até agora, pelo menos. É que eu descobri outra extensão pro Firefox, o TwitterFox (não sei se esta é a página oficial, embora seja o primeiro resultado retornado pelo Google e nada conste no site oficial de plugins até o momento, mas tudo bem).
O que é legal sobre o TwitterFox:
- Sua interface não perde as configurações (pelo menos não aconteceu comigo);
- Sua interface é 1000 vezes mais agradável que a da extensão que eu vinha usando até então (vejam a ilustração que eu deixei de exemplo);
- Após ser instalado, o plugin fica residente na barra de status, a exemplo de outras extensões que eu já possuo, e não ocupa um painel lateral, mas sim um pop-up quando quero postar algo novo;
- As notificações de novas mensagens aparecem como pequenas janelas pop-up e podem ser diretamente respondidas se for o caso;
- No caso de querermos enviar uma URL para o Twitter, um botão da interface faz tudo sozinho. Genial!
Enfim… como eu disse, é ponto pro TwitterFox!
Update: Está com problemas com a nova versão do plugin porquê ele não pára de te pedir para informar usuário e senha? Meu amigo Neto Cury tem a solução perfeita!
O Flickr e o FireUploader
Há menos de uma semana atrás perdi as instalações de Linux e Windows de meu computador, após um acidente de percurso cujos detalhes, neste momento, nem vale à pena mencionar.
Após a reinstalação de sistemas e aplicativos, reparei que não havia recolocado nenhum programa que me permitisse enviar fotos para o Flickr, o que certamente me faria falta, uma vez que, sendo um pai-coruja, registo muitas descobertas do filhão mês-a-mês. Normalmente, sempre resolvo esta questão recorrendo à instalação do Flickr Uploadr, ferramenta do próprio site que serve apenas para este fim: Enviar fotos para o site e posicioná-las em álbuns com as tags — pequenas palavras-chave para descrição e posterior filtro das imagens — determinadas pelo usuário.
Essa solução sempre me faz lembrar da única reclamação atual que eu tenho contra o Flickr: Porquê é que eles não disponibilizam uma forma de enviar todas as minhas fotos através de uma interface FTP? Seria uma forma prática, mais rápida e eficiente — além de haver a possibilidade de manter a conexão segura — de enviar minhas fotos para a minha conta, afinal. Mas até agora, nada deste tipo de recurso.
Enquanto o próprio pessoal do Yahoo! não resolve meu problema, uma extensão do Firefox parece vir bem à calhar: Trata-se do Firefox Universal Uploader, também conhecido como Fire Uploader. Para quem não o conhece, trata-se de uma interface amigável que permite não apenas o upload de informações, mas também o download de arquivos de qualquer site da web.

A versão mais recente permite interação não apenas com o Flickr, mas também com os sites Box.net (para armazenamento de arquivos), Picasa e Youtube. A interface é extremamente parecida com a de um programa de FTP, podendo ser visualizadas as pastas locais e remotas, e enviados quantos arquivos se desejar de uma única vez. Também é possível efetuar o login em múltiplas contas ao mesmo tempo, enviando e recebendo arquivos simultaneamente. Já não bastassem estas características, segundo o desenvolvedor, as versões subseqüentes deverão permitir a utilização de serviços como o Google Videos e o Webshots, entre outros.Para quem pensa automaticamente em comparar a ferramenta com o próprio Flickr Uploadr — como eu, aliás —, não há motivos para desapontamento: É possível selecionar um álbum de fotos já existente para envio de novas imagens, ou, é claro, criar um novo,
Com relação às tags — uma de minhas maiores preocupações, aliás — a interface da extensão também não se sai mal: Após o envio de cada imagem, é possível selecioná-la já em sua localização final na pasta remota, editando as informações de título, e usando o campo caption para o cadastramento das palavras-chave. A navegação, neste ponto, é também um destaque: Permitindo a visualização dos thumbnails — miniaturas das fotos —, é possível selecionar a próxima imagem (ou a anterior) ao mesmo tempo em que os dados editados da última imagem são automaticamente salvos.
Se adicionarmos a estes pontos a facilidade adicional de poder fazer o download de imagens do Flickr — utilíssima nos casos em que se deseja fazer o back-up de pelo menos algumas delas, ou quando se deseja imprimir certas fotos para colocar em um álbum, entre outras coisas —, o Firefox Universal Uploader é realmente um show à parte. Merece pelo menos uma rodada de testes. E sem que haja, muito provavelmente, a menor chance de arrependimento de quem usá-lo.
FoxTorrent
FoxTorrent é — como alguns podem já ter percebido a partir do próprio nome — uma extensão para Firefox que permite o gerenciamento e download de arquivos torrent diretamente através da raposa de fogo. Sua instalação, que é simples e descomplicada, pode ser realizada através de um único clique do mouse logo na entrada do site oficial.
A principal vantagem que percebo ao embutir um cliente destes diretamente em meu navegador reside no fato de que não preciso de programas adicionais: Uma vez instalada, a extensão acrescenta uma opção ao menu Ferramentas do Firefox, de onde podemos abrir uma nova aba e, a partir dela, acompanhar o andamento dos downloads de uma forma muito descomplicada.
Através do plugin DivX Web Player também é possível acrescentar ao
FoxTorrent a capacidade de pré-visualizar filmes e músicas nos formatos MP3, AVI, MPEG, entre outros, igualando a extensão à clientes externos como o BitComet, para Windows.
Uma das coisas que mais me impressionou na ferramenta foi seu consumo de memória durante o tempo em que eu a utilizei hoje pela manhã: Em média, apenas 6mb estiveram alocados, o que, em termos de velocidade da máquina, não fez diferença alguma. Velocidade, aliás, foi outra coisa espantosa: Apenas durante os minutos em que estive escrevendo este artigo, o sexto episódio da terceira temporada de House M.D. saltou de 0% para 15% — talvez, é claro, por ser baseado na tecnologia Redswoosh, recentemente adquirida pela Akamai Technologies.
Em resumo, minha relação com o FoxTorrent é de completa lua-de-mel. Embora eu não tenha conseguido configurar outra pasta padrão para os downloads, dos males, o menor. Em todo o resto ele se mostrou muito eficiente. Recomendo a todos que o experimentem, pelo menos por um único dia. E depois, é claro, me contem o que acharam…
Desabafo de um atendente
Ontem tive problemas ao acessar o Internet Banking de um dos bancos em que mantenho ativa uma conta corrente: Após tentar por diversas vezes informar minha senha, acabei por receber uma mensagem Javascript dizendo que meus dados haviam sido bloqueados e que eu precisaria entrar em contato com o suporte do banco para maiores informações.
Apesar do adiantado horário — eram praticamente 11 da noite quando aconteceu —, resolvi fazer uma ligação, já na expectativa de que esbarrasse no problema de horário de atendimento. Para minha total surpresa, no entanto, fui atendido por um analista, de nome Kleber. Eis, mais ou menos, a transcrição da nossa conversa:
— Suporte Internet Banking, Kleber (sobrenome), boa noite. Em que posso ajudar?
— Boa noite, Kleber. Faz certo tempo que não acesso minha conta no banco de vocês e estou recebendo uma mensagem de que meus dados estão bloqueados. Você poderia me ajudar?
— Sim, senhor, me informe o número da agência e conta, por favor.
Passo as informações.
— Um momento, por favor…
Neste ponto, aguardei por um certo tempo, até que ele retornasse à ligação, me pedindo para confirmar alguns dados pessoais, para minha própria segurança. Em seguida, o diálogo continua:
— Senhor, verifiquei que sua conta estava com um flag de bloqueio, mas já o removi. Pode me informar a partir de qual browser o senhor está tentando acessar nosso Internet Banking?
— Firefox 2.0.
— Senhor, então o problema está aí: O Firefox 2.0 ainda não está homologado para uso no site do nosso banco. O mesmo problema também ocorre com o Internet Explorer, versão 7.
— Que alternativas eu possuo?
— O senhor pode tentar acessar nosso banco através dos navegadores Internet Explorer 6 ou Firefox 1.5.
— Quer dizer que eu precisaria fazer um downgrade no meu navegador?
— Senhor, eu não sei explicar o porquê a equipe de atualização de plataforma tecnológica do banco age desta maneira: Ao invés de promover pequenas alterações em um código que já funciona, insiste em criar o mesmo programa a partir do zero novamente, a cada lançamento de novas versões de navegadores. Mesmo que nós, técnicos, alertemos que não é a melhor opção.
— Entendo. De qualquer forma, muito obrigado, tentarei acessar o banco do trabalho, onde existe Internet Explorer 6 instalado. Boa noite.
— Boa noite, senhor.
Achei a reação do atendente digna de compartilhar no blog. Normalmente as pessoas sequer pensam que quem está do outro lado da linha possui o mínimo conhecimento de informática. Pelo teor da nossa conversa, que acima está apenas resumida, nota-se que não apenas ele levou a conversa adiante, mas também desabafou a respeito de um problema que sabemos que atinge muita gente que quer se manter na vanguarda da tecnologia.
O banco em questão não é o único que apresenta problemas em termos de Internet Banking. Se vocês pararem pra pensar, há muitos outros exemplos similares, que impedem um acesso, por conta de uma limitação técnica, que deveria, de outra forma, ser extremamente simplificado, para facilitar a vida dos clientes, realmente. Numa época em que a tecnologia tem evoluído em direção à biometria e outros avanços que serão muito bem-vindos, é realmente estranho que não se dê atenção à detalhes simples como a versão de um navegador.
Ubuntu: Firefox em pt-br
É fato que, no momento em que é instalado em seu computador, o Ubuntu já apresenta diversos aplicativos totalmente traduzidos para o português, dentre os quais, o próprio GNOME, sua interface padrão com o usuário. No entanto, também é fato que alguns aplicativos que o acompanham — como o indispensável Firefox 2.0 — são instalados em inglês.
Para tornar a experiência de navegação pela internet mais agradável, não é nada complicado fazer com que a velha raposa de fogo seja exibida totalmente em português. Para isso, abra uma janela do terminal e digite o seguinte comando:
Aguarde a instalação do novo pacote de idiomas e, assim que estiver concluída, reinicie o Firefox e abra-o novamente logo em seguida, para que as alterações surtam o efeito desejado. Pronto!
















