04.03.2010
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Noteliner, um pequeno notável

É impressionante o quanto a Internet pode nos trazer surpresas. Para mim, a mais recente é um pequeno aplicativo chamado Noteliner.

Por incrível que pareça, seu criador, Sam Hawksworth, desenvolveu a ferramenta há cerca de 15 anos atrás, como forma de manter organizadas todas as tarefas e pendências que ele tinha no trabalho. Ao longo de todo este tempo, ele procurou por alternativas ao seu próprio trabalho, sempre achando que todas elas eram ou complexas demais, ou simples demais. Assim, ele a atualizou de tempos em tempos, criando o que considero agora ser, sem ter medo de exagerar, exatamente o que eu procurei por toda a minha vida enquanto fazia listas de pendências manualmente.

Sei que acabo de escrever sobre uma ferramenta similar, mas, coincidência ou não, Sam só tornou seu trabalho público no começo deste mês, exatamente um dia depois de eu ter eleito o Hottnotes como mecanismo oficial para controle das minhas pendências. Depois de olhar o trabalho dele, fui obrigado a reconhecer que havia surgido, digamos assim, um novo vencedor nesta disputa.

As funcionalidades do Noteliner são muito simples. Foi o conjunto de todas elas que me fez declarar este novo vencedor:

Noteliner lets you create a hierarchy of notes to track and structure your work.  You can also give these notes due dates, indicate which ones need attention, assign people, prioritize, or mark them complete.  Different views allow you to see all the notes assigned to a particular person, those that are over due, need attention or are dated.

Criar uma hierarquia para organizar suas ideias, pensamentos ou tarefas é simples: Tudo o que se precisa fazer é digitar um item, e apertar ENTER. Um bullet aparecerá ao lado do texto, enquanto o cursor avança para a próxima linha. Cada vez em que se pressionar TAB, serão criados sub-níveis com novos itens de texto, ao lado dos quais também estarão presentes os bullets.

Clicar uma vez sobre qualquer um destes bulletes fará com que o item correspondente se torne azul, indicando que se deve prestar atenção especial o mesmo. Clicar uma segunda vez fará com que o item seja marcado como concluído, tendo sua fonte alterada para cinza. Ao acumular uma quantidade razoável de itens concluídos, basta utilizar a opção prune, para que todos eles sejam eliminados da lista.

Em resumo, o que se tem em mãos ao fazer o download do Noteliner é uma ferramenta portátil — de apenas 416kb —, capaz não apenas de organizar suas tarefas pendentes, mas também ideias, pensamentos e atividades. Ela também é extremamente útil como um excelente meio para fazer a gestão de pequenos projetos, uma vez que prazos e responsáveis podem ser facilmente atribuídos às tarefas listadas — e, de quebra, as tarefas atrasadas serão coloridas em vermelho.

O único problema que encontrei, inicialmente, foi a falta de suporte a caracteres internacionais, como os acentos que usamos na língua portuguesa. No entanto, mandei uma mensagem ao autor, comentando sobre isso:

Hi Sam, how are you doing?

My name is Daniel, and I’m from Brazil. Just came across your Noteliner application, which I found very clean, simple and useful, after reading about it at del.icio.us and Lifehacker.

When I read your introduction to the software, I saw myself in those words, always around with many “to do” items, but always annoyed by the software tools available, which normally, as you said, generate more work than they save you from.

I have a single question: When I downloaded Noteliner and started using it, I noticed it has no support for international characters, such as accents. Portuguese, which we speak here in Brazil, is full with such.

Do you plan to release an upcoming version supporting international characters? That would most certainly make me abandon any other tools for it. If you need help localizing it too, I would be willing to help you.

Hope to hear from you soon.
Thank you in advance, for your answer, and thanks for sharing Noteliner with us.

Daniel

http://danielsantos.org

Depois de uma resposta do autor dizendo que ele incluiria a funcionalidade em uma próxima versão, fiquei surpreso hoje, no final da tarde, quando recebi, de antemão, uma versão com suporte a caracteres internacionais. A mensagem era a seguinte:

Hello,

I’ve updated Noteliner to allow entry of international characters.
I know that it works in French so I’m guessing the other letter-based languages should be okay.

Can you tell me if you still have problems?
Please see link below.

If it works I’ll update the site tonight.
Thanks,
Sam

A comprovação de que a versão funcionou é a imagem que resolvi utilizar para ilustrar este texto, justamente fruto de um dos testes que andei realizando antes de enviar um novo feedback ao autor. Na prática, o fato de ter um desenvolvedor tão preocupado em implantar melhorias de maneira rápida é apenas mais um dos motivos que me faz declarar que, se você ainda não experimentou o Noteliner, esta dormindo no ponto.

28.12.2009
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Três motivos pelos quais o Dirpy arrasa!

É verdade que uma rápida busca utilizando os conhecimentos daquele que tudo sabe retornará diversos sites prontos para uso quando o assunto for converter vídeos do YouTube para o formato MP3. Sendo assim, a tarefa de eleger um competidor que se destaque na multidão se torna árdua e difícil.

Ainda assim, acabo de eleger tal competidor: Trata-se do Dirpy.

É bem verdade que sua página inicial é idêntica a de centenas de outros sites similares: O usuário deve colar o link para o vídeo do YouTube que deseja converter em MP3 em uma caixa de texto, para que a conversão possa ser devidamente iniciada. Mas é exatamente quando se prossegue com o processo, no entanto, que três funcionalidades não oferecidas por outros sites do gênero entram em cena.

A primeira destas funcionalidades é a possibilidade de aparar o arquivo de destino, reduzindo-o apenas à parte que são interessantes para o usuário. Eu sei que este não é bem o caso se o que você deseja é simplesmente um arquivo para carregar no seu iPod, por exemplo, mas para mim, que de vez em quando uso segmentos de músicas em vídeos caseiros, a coisa vem bem a calhar: retirar aplausos do começo e do final das músicas, ou introduções chatas, são coisas que podem ser facilmente realizadas com esta capacidade do transcodificador do Dirpy.

Interface do transcodificador do Dirpy

A segunda das funcionalidades em questão, aliás, vem bem a calhar para quem baixa os MP3 para ouvir por aí. Trata-se da possibilidade de editar, antes da realização do download, as tags ID3 do futuro arquivo MP3. Assim simplifica-se o processo de corrigir informações como o nome da faixa, do artista, do álbum em que a música está, entre outras coisas, para que estas sejam corretamente exibidas, por exemplo, em um MP3 player de carro.

Finalmente, a última das diferenças apresentadas pelo site é a inclusão, no rodapé da página com as opções de edição do MP3, dos links para download das versões em vídeo do conteúdo do YouTube. Desde que disponíveis, podem ser baixadas as versões em baixíssima qualidade, baixa qualidade ou alta qualidade, sendo as duas primeiras em formato FLV, e a última, em formato MP4. Uma das possibilidades neste caso é enviar os vídeos para o celular, para assistir por aí, passando o tempo durante uma viagem, por exemplo.

Em qualquer um dos três casos citados acima, o usuário normalmente precisaria recorrer a pelo menos um programa adicional para que conseguisse repetir as funcionalidades com sucesso. E é exatamente a eliminação de operações extras como estas o motivo da minha aclamação do Dirpy como ganhador desta improvável contenda. Ele já se tornou, para mim, um site de cabeceira.

31.05.2009
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Google Wave: Estou com água na boca!!

wavelogoFazia tempo que eu não escrevia algo sobre o Google. Mas depois de ouvir falar de sua mais nova investida, chamada Google Wave — o que se pode chamar de uma nova proposta de plataforma de comunicação em tempo real — e de assistir ao vídeo com sua demonstração, realizada durante o Google I/O deste ano por seus idealizadores, Lars Rasmussen e Stephanie Hannon — os mesmos que, em 2005, criaram o Google Maps, eu não poderia deixar de escrever pelo menos alguma coisa.

No início da demonstração, Lars Rasmussen comenta que, de longe, o e-mail é hoje a forma mais popular de comunicação online, mas também que ele foi inventado há cerca de 40 anos atrás, antes da internet e da própria web, e que não levou em conta as experiências obtidas através dos mensageiros instantâneos, das redes sociais, dos wikis, dos fóruns de discussão, dos blogs, do SMS e de tantas outras tecnologias que hoje utilizamos para nos manter em constante comunicação.

Ele completa dizendo que, quando começou o projeto do Google Wave, a primeira pergunta que lhe veio à mente foi “qual seria a cara do e-mail caso ele tivesse sido inventado nos dias de hoje”, e que, apesar das milhões de respostas possíveis, o Wave é a visão do Google a respeito.

Mas o que é uma wave? A palavra em inglês significa onda, e, pelo que vi, se encaixa perfeitamente com o que descreve: Uma wave é uma determinada conversa realizada em níveis, ou threads. Pode conter uma única pessoa, ou grupos de pessoas e, apesar de parecer muito semelhante com o que o GMail proporciona atualmente — um histórico de mensagens que pode ser lido de uma única vez —, é mais rica do que isso, na medida em que podem ser adicionadas respostas em qualquer ponto, além de conteúdo multimídia como fotos e filmes.

Junte a isso o fato de que as alterações são visualizadas praticamente em tempo real e que podem sofrer formatação e edição conjuntas na medida em que são criadas, e que se pode compartilhá-las com qualquer pessoa, seja através do próprio serviço, seja através de um blog, do Twitter ou do Orkut — através de APIs —, e você terá uma visão geral do que é a wave.

Através da demonstração em vídeo, vê-se claramente que a nova ferramenta combina aspectos não só do e-mail, mas também de mensagens instantâneas, wikis, redes sociais e de gestão de projeto, tudo isso acessível diretamente a partir de qualquer dos navegadores web mais populares do momento. Em resumo, coisas simples como compartilhar fotos e vídeosdiscutir seu dia com colegas ou combinar uma viagem, e também assuntos profissionais como revisar um documento, escrever uma ata de reunião, acompanhar as atividades de um projeto ou o que quer que venha à mente, podem ser facilmente alcançadas com o Google Wave.

Eu acho que se pudesse descrever as funções do Wave em apenas uma palavra, ela seria “fantástico“. Apesar de ser uma overdose de informações — a apresentação tem 1h20 de duração —, dentre todas as características que foram demonstradas, as minhas favoritas foram a correção ortográfica instantânea, possível de se realizar entre 40 idiomas diferentes — contando aí também a possibilidade de se traduzir instantaneamente o que é escrito, além da capacidade de compartilhar arquivos com um único movimento do mouse, puxando a mídia para dentro de uma wave.

Um último ponto que observei foi uma certa familiaridade com as antigas — mas ainda presentes hoje — salas de bate-papo IRC. É possível manter, dentro das waves criadas, conversas com os membros que estiverem online, e enviar mensagens privativas para uma ou mais pessoas ao mesmo tempo. É realmente excitante, na minha opinião.

Parece o GMail... com muuuuitos esteróides!

Parece o GMail... com muuuuitos esteróides!

Atualmente, a página oficial da ferramenta declara: Google Wave will be available later this year. Ocorre que fazia um bom tempo que uma mensagem deste tipo não me deixava tão ansioso. O quanto o mundo terá que esperar por este later this year, por enquanto, permanecerá uma incógnita.