29.05.2010
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Lost, express 

O final de Lost no último dia 23 de maio certamente mobilizou muita gente.

Milhões de fãs ansiosos por saber o desfecho de seis temporadas inteiras de mistérios após mistérios certamente se acumlaram em frente a seus televisores, ávidos por respostas. Como muitas delas vieram — mas muitas outras não vieram — a série deve se tornar assunto de bar, ônibus, hora do almoço — e por aí afora — ainda durante muito tempo. Desta maneira, aqueles que nunca viram sequer um único episódio da série podem precisar ouvir muito a respeito dela. Para estas pessoas, o vídeo abaixo é um resumo perfeito. E em apenas 3 minutos.

Pode não ser o melhor resumo. Mas é muito criativo.

21.01.2010
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Sherlock Holmes não é nada elementar 

Ontem fui assistir Sherlock Holmes, depois de ter ouvido alguns amigos falarem muito bem do filme, e também depois de capturar algumas opiniões sobre a história através do Twitter.

Não me arrependi: Robert Downey Jr. e Jude Law fazem um par perfeito ao interpretarem a dupla formada pelo famoso detetive londrino e seu amigo e companheiro de aventuras, Dr. Watson.

A história — que eu achei que ia ser baseada em algum dos 4 romances ou dos 55 contos que foram escritos por seu criador, Sir Arthur Connan Doyle, mas que foi escrita especialmente para o cinema — é garantia, ao menos na minha opinião, de prender a todos nas cadeiras: Gira ao redor de Lord Blackwood, praticante de magia negra preso por Holmes e Watson em seu último caso, condenado e morto na forca, mas que volta do mundo dos mortos — isso mesmo!! — disposto a por em prática ardis inimagináveis.

Interessante e recheada de pistas que nos provocam até o final do filme, a narrativa, ao contrário do tom mais sóbrio dos livros, é bem recheada com elementos mais modernos, como cenas de briga em câmera lenta, ao estilo Matrix, muitas vezes narradas por Holmes como que para serem executadas em seguida, nos mínimos detalhes, a partir de fatos ocultos e deduzidos por ele em questão de centésimos de segundo: Os 128 minutos de filme passaram como se fossem em um piscar de olhos, e me deixaram com gosto de quero mais.

Felizmente para mim e outros que gostaram do filme, uma sequência já está planejada, e deve começar a ser filmada rapidamente, já em junho de 2010, pelo menos de acordo com o site ScreeRant. Isso condiz com o final do filme, em que há gancho para tanto, e assim posso sonhar com o dia em que Sherlock Holmes se tornará uma franquia de sucesso.

16.09.2009
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Fuga descontrolada! 

Que tal lhe parece correr desenfreadamente por corredores e telhados de prédios, pulando de um pro outro enquanto assusta pombos, derruba móveis e pula bombas estrategicamente posicionadas para acabar com a sua vida?

Corrida desabalada

Corrida desabalada

Essa é a proposta de Canabalt, um despretensioso joguinho feito em flash que descobri por acaso durante essa semana: Sua missão é muito simples. Você só precisa começar a correr — na verdade, essa ação é automática — numa audaciosa fuga de… bem… de… eu não sei.

Só sei que quanto mais longe você for, melhor será. Mas cuidado para não explodir ou cair do telhado: Você só tem uma vida, e acabar com ela será sinônimo de se ver obrigado a começar de novo. De qualquer forma, eu garanto: É um ótimo time waster.

25.04.2009
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Google Classic?! 

Google Classic

[Google Classic via Boomerang]

17.01.2009
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Battle Gear: Um convite à guerra 

Já fazia muito tempo que eu não encontrava um jogo tão viciante quanto Battle Gear. Trata-se de um mini-simulador para a disputa de batalhas ou campanhas de guerra.

O jogo é, para mim, um daqueles raros achados que combinam simplicidade e elementos sofisticados: Ao jogá-lo, me vieram a mente jogos de tabuleiro como War, e também de computador, como Green Beret, Worms e Lemmings.

No single mode, você é colocado no comando do exército verde, e deve destruir seus inimigos, do exército vermelho. Para isso, começa a batalha, sempre travada em cenários como florestas, desertos ou o mar aberto, com uma quantidade de dinheiro, que deve ser investida no treinamento de soldados ou construção de veículos e torres de defesa, entre outras coisas. Seus fundos aumentam conforme o seu sucesso na investida contra os inimigos.

Na região inferior da tela ficam posicionados os recursos que você pode usar para preparar sua estratégia, cada um com um determinado preço. Existem unidades terrestres, como soldados, morteiros e veículos, unidades marítimas, como destroyers, e caças, para batalhas travadas no céu. A disponibilidade destes recursos varia conforme o cenário escolhido para o jogo, mas todos ficam disponíveis o tempo inteiro para enriquecer a batalha.

Vence quem conseguir dizimar o exército adversário, ou destruir sua base primeiro.

Ja no modo campaign, você passa a disputar sequências de batalhas, sempre com um determinado objetivo, como conquistar o mundo, por exemplo. Ao contrário do modo anterior, as unidades e armamentos não estão imediatamente disponíveis logo que a campanha começa. Você precisa disputar batalhas e, com isso, acumular experience points e dinheiro, que então são usados na aquisição de novos veículos, ou no treinamento de unidades diferenciadas.

Ao longo do jogo você pode vender unidades e investir em armamentos diferentes, e também conquistar uma série de medalhas.

Independente do modo que se decida jogar, uma coisa é certa: Para mim, ficou mais do que comprovado que Battle Gear é o achado perfeito para quem quer garantia de horas e horas de diversão.

Aliás, este mini-review só foi possível graças ao Rafael Arcanjo, que, via twitter, já alertava sobre alguma coisa que podia acabar com a produtividade, ou com o final de semana. Belíssima dica!

PS: Por sinal, se mais alguém por aí acabar vidrado no joguinho, pode fazer o download por aqui e jogar, mesmo offline.

08.04.2008
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A MAD voltou dos mortos! 

Capa da nova MAD #1Se você tem entre duas décadas e meia e três de idade, pelo menos, já deve ter ouvido falar da revista MAD. Conhecida pelo conteúdo em que são retratados desde quadrinhos até sátiras políticas e paródias bem-humoradas de filmes, a revista é um verdadeiro clássico criado em 1952 pelos americanos Harvey Kurtzman e William Gaines. No Brasil havia deixado de existir no ano de 2006, depois de mais de 30 anos de edição em três editoras distintas: Vechi, entre 1974 e 1983, Record, entre 1984 e 2000 e finalmente a Mythos, a partir de 2000 e até o seu término.

Resolvi escrever sobre a revista porquê há mais ou menos uns 8 dias, enquanto passava pela frente de uma banca de jornal, descobri — com supresa e, até mesmo, uma certa felicidade — que a MAD ganhou mais uma chance. Está ressuscitando dos mortos pela quarta vez, desta vez pelas mãos da Panini, que eu considero ser uma editora de qualidade excelente pelo material que normalmente produz.

É óbvio que eu resolvi comprar a revista. Naquele mesmo dia em que a vi. A decisão, aliás, me custou um monte de comentários do tipo “Ihhh… olha o cara, lendo MAD…”, mas todos eles vindos de pessoas que não puderam esperar para, pelo menos, folhear a nova revista. Da época em que eu costumava comprá-la e a edição era da Record, duas diferenças básicas são perceptíveis. A primeira, para melhor: A revista está com as páginas internas 100% coloridas — como ocorre com os gibis. Esse é um avanço interessante, e torna a leitura mais agradável, na minha opinião.

A outra diferença é para pior: O número de páginas está menor. Pelo que andei verificando, apesar de não ser contemporâneo do trabalho da editora Mythos, estava em 48 e passou para apenas 40. Na época da Record, por exemplo e se não me engano, esse número era bem maior. A meu ver isso pode muito bem ser o reflexo de uma época em que vivemos atualmente, onde tudo é reduzido — e o preço, mantido, senão aumentado. É o que ocorre com vários produtos, desde leite em pó — mais leve — até papel higiênico — com menos metros por rolo.

Sobre esta questão, achei uma entrevista muito legal com o editor da revista MAD no Brasil, o cartunista carioca Otacílio d’Assunção, que, é claro, ficou conhecido de uma geração sem número de fãs apenas por seu prenome, Ota. Em trechos desta entrevista, Ota dá outra explicação para a diminuição no número de páginas, que é até mesmo óbvia: Quando os leitores vão ficando escassos, as editoras param de investir. Não dá pra custear tudo sozinho, e assim a coisa pára. Segundo ele mesmo diz, “…cada editora que entra oferece menos que a outra. Então não tem como eu montar uma redação para fazer a revista. Agora dou assessoria, faço a seção de cartas e a parte de traduzir e adaptar a Panini faz“.

Seja lá como for, não dá pra negar que vários elementos da revista que cresceu comigo — e da qual fiz diversas coleções, inclusive dos famigerados Encalhes da MAD, em que diversas edições eram empacotadas para ficarem numa só — estão mantidos. Participações clássicas como as dos cartunistas Sérgio Aragonés e Don Martin, e também a ridícula Dobradinha MAD — sem a qual a revista nunca mais seria a mesma — continuam presentes, para alívio dos fãs. No final das contas, eu concordo com o que diz o próprio Ota na entrevista: A MAD é, acima de tudo, uma revista jornalística. Sobreviveu a décadas a fio, criticando, satirizando e acompanhando tendências da moda, culturais e políticas. É imperdível, pra quem já conhecia e pra quem, por ventura, ainda não a conhece… :)

ATUALIZAÇÃO: O Kadu encontrou algumas ridículas dobradinhas MAD interativas que estão hospedadas diretamente no site do The New York Times. Vale à pena conferir!

05.04.2008
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A resposta do padre voador paranaense 

Quem acompanha este humilde blog deve se lembrar de que no último dia 3 de março eu havia escrito sobre o vôo com balões de aniversário feito pelo padre Adelir de Carli, que inclusive havia sido noticiado no Fantástico na véspera. Naquela oportunidade eu mencionei não acreditar no feito, citando, a título de comparação, um episódio dos Mythbusters em que eles tentaram fazer uma garotinha de aproximadamente 20kg voar com balões, sem obter sucesso.

O Padre Adelir

Ocorre que no dia 16 de março, ou seja, apenas alguns dias após ter escrito meu artigo, recebi uma mensagem de email do próprio padre Adelir, a qual reproduzo aqui na íntegra, para que vocês possam acompanhá-la:

Padre Adelir De Carli – “Voador” wrote:

Saudações em Cristo Jesus

Daniel, já há alguns dias entrei em contato contigo para te passar algumas informações referente ao vôo com os balões de gás hélio e que vc se diz não crer.
Se de fato vc tem um compromisso com a verdade e queira informações mais detalhadas sobre o evento, me coloco à disposição. Assim vc poderá refazer teu texto que se refere a não crer e desta forma, poderá informar teus leitores com assuntos serios e não cair no descrédito frente a um fato tão importante.

Um fraternal abraço e fique com Deus

É importante que eu diga que, quando escrevi aquele artigo em 3 de março, o fiz baseado em comentários de alguns amigos do trabalho que — eles, sim — haviam assistido ao Fantástico na véspera, e também em notícias que estavam sendo veiculadas na grande rede de computadores à época. Como acredito qie todos têm direito a expôr seu lado dos fatos, logo depois de ler a mensagem do padre Adelir eu decidi que o mais correto a fazer seria escrever uma resposta, na qual pedi mais detalhes sobre o vôo, para então — assim que o tempo permitisse — escrever este artigo aqui da maneira mais imparcial possível. A mensagem, que mandei no dia 17 de março, foi essa:

Saudações em Cristo Jesus a você também, Padre.

Em primeiro lugar, obrigado por seu e-mail. Fiquei feliz e lisonjeado em recebê-lo. Infelizmente não recebi nenhum contato anterior de sua parte, mas quero que saiba que, caso isso tivesse acontecido, a resposta teria sido imediata.

Conforme disse em meu texto recente sobre o seu vôo, eu realmente fiquei intrigado com a sua façanha. Devo, antes de qualquer coisa, lhe pedir desculpas pois, como disse, não assisti à televisão no dia, e escrevi baseado em comentários e notícias divulgadas via Internet. De qualquer forma, gostaria muito que, se possível, o senhor me enviasse informações mais detalhadas sobre o feito. Dessa forma acredito que poderei revisar corretamente o texto e corrigi-lo, tornando-o imparcial.

Um abraço pra você, e que Deus fique conosco sempre.

Daniel

Ainda no mesmo dia em que eu escrevi a minha resposta o padre Adelir me mandou um novo e-mail, com as informações detalhadas que ele havia mencionado. O conteúdo desta nova mensagem eu também reproduzo abaixo integralmente, pois quero registrar, conforme já disse, os dois lados da mesma moeda, para que a coisa fique imparcial:

SAUDAÇÕES EM CRISTO JESUS, NA PROXIMIDADE DA PÁSCOA!
Caríssimo Daniel

Sou o Padre Adelir De Carli e sempre dei muita atenção às pessoas que buscam conhecer e tirar dúvidas. Em outras situações as pessoas teimam contra qualquer lógica. Neste segundo caso, nunca dei muita atenção. Quando li teu texto, tive de imediato a vontade de escrever para dar atenção às tuas dúvidas. Não sei de que cidade você é, mas gostaria de convidá-lo para o próximo evento que está marcado para o dia 20 de abril, aqui na cidade de Paranaguá (PR). Ainda hoje estive reunido em Curitiba com o Tenente Coronel Rocha Filho, do SINDACTA II, para tratarmos sobre a questão do espaço aéreo para o evento.

Sempre tento agir de forma consciente e responsável. Sou Padre da Diocese de Paranaguá. Minha formação: Filósofo, Teólogo, Pós-Graduado em Comunicação Socia, e Pós-Graduando em Counseling (Aconselhamento Pastoral). Quando eu estava cursando a 7ª série, tive contado com os balões de gás hélio. Isto ocorreu na Escola e de lá para cá, passaram-se uns bons anos. Depois que me dediquei ao para-quedismo e parapente, iniciei minha expereiência com os balões.

Todos que viam eram unânimes em afirmar não ser possível voar com as “bexigas”. Contra qualquer opinião, fui testando-os e catalogando os resultados. Desta forma, em outubro de 2007, fiu para a cidade de Ampére por estar fora do mar e ser mais seguro. Como ainda era teste, não divulgamos à Imprensa, mas estávamos filmando e fotografando para o arquivo da PASTORAL RODOVIÁRIA. Eis a questão porque demorou do dia 13 de janeiro para o Fantástico no dia 02 de março. Estávamos, organizando melhor o site da Pastoral: www.pastoralrodoviaria.org.

Esta instituição trabalha com estrutura própria, para a Pastoral de evangelização e social aos Caminhoneiros. Aqui chegam em torno de 4000 caminhões por dia. Eles são provenientes das diversas partes do Brasil.

Em outubro de 2007, tentamos voar, mas não foi possível porque as pessoas que estavam nos ajudando a encher os balões eram pessoas simples e nunca tinham visto balões grandes assim. Então faltou balões e sobrou gás conforme o projeto. Voamos muito baixinho por falta de tracionamento. Elaboramos melhor o projeto e com as pessoas mais preparadas e mais rápido. Desta vez, saí da cidade de Ampére e fui até San Antonio na Argentina. Foram 4:14hs. A altura foi de 5.337 metros. Temperatura de solo 32 graus e na altura máxima foi 8 graus.

Havámos contratado um avião para as filmagens. Ele não conseguiu alcançar e nem mesmo visualisar onde eu estava. Isto causou uma apreensão nas pessoas mais simples. Eu já havia os alertado para o que poderia ocorrer lá no alto, mas também mostrei que eu estava preparado para qualquer eventualidade.

Foi um grande festa, você nem imagina a alegria das pessoas. O recorde mundial era dos norte-americanos com 3.900 metros, hoje o recorde é nosso, é Brasileiro com 5.337 metros. É uma grande Graça de Deus, ser o primeiro a voar no Brasil com esta modalidade. Faço isto porque gosto do esporte, mas faço neste momento em benefício dos Caminhoneiros. Temos um caminhão Capela para as Missas, Temos também uma grande Obra, a Casa de Acolhidada com 3.420 metros quadrados.

Tenho recebido, parabéns de políticos federais e estaduais, aqui do Município e de pessoas empresários, e pessoas de boa vontade. Eles são de diversas partes do Brasil. Também está sendo muito grande a procura por parte de Rádios, Jornais e TVs mais regionais de diversos Estados.

Em Ampére, estava presente até o Prefeito, o vice-prefeito e mais de 80 pessoas. Poderia ser uma grande multidão, mas evitamos de convidar muita gente pelo fato de estar em fase de teste.

Pediria para você, Daniel deixar no teu Blog um link www.pastoralrodoviaria.org para quem desejar conhecer melhor a Pastoral Rodoviária. Estamos em obras e necessitamos de doações que poderão ser em material de construção e ou dinheiro para o pagamento de Mão-de-obras.

Qualquer dúvida, entre em contato.
Fique com Deus e uma Santa Páscoa!

O site da Pastoral que o padre menciona contém algumas fotos do evento — e tomei a liberdade de separar uma delas, ilustra este artigo. Minha posição final a respeito desse assunto mudou, eu devo admitir.

Um comentário do Sérgio F. Lima no meu artigo original já falavam sobre o empuxo — que é a força que puxa o balão pra cima — e de como quanto maior o volume do balão, mais simples fica de voar. Depois de assistir ao vídeo com a reportagem do Fantástico, então, fiquei ainda mais convencido: O tamanho dos balões é mesmo grande. E a capacidade do padre Adelir, desafiando a gravidade, parece ser ainda maior. Ele está de parabéns, e eu, espero ter me retificado propriamente…

03.03.2008
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Eu não acredito no padre voador paranaense 

Kari e os balões do mito

ATUALIZAÇÃO (05/04/2008): Após ler este texto, por favor leia também a resposta do próprio Padre Adelir.

Eu não assisti o Fantástico deste último domingo, mas devo admitir que uma notícia derivada do programa me fez ficar com a pulga atrás da orelha. Trata-se da história de um padre que teria levantado vôo utilizando apenas balões de festa e voado 110 quilômetros entre as cidades de Ampére, no Paraná, e San Antônio. em território argentino, depois de alcançar mais de 5 mil metros de altitude.

A pulga atrás da orelha à qual me refiro se deve ao fato de que, fã dos Mythbusters como sou, tempos atrás assisti a um episódio da segunda temporada, Ping pong balls and balloons, onde uma das coisas que Adam e Jamie tentaram foi levantar a menina Mattie — que pesava aproximadamente 20kg — com o auxílio justamente de balões de festa de aniversário. Naquela ocasião, após inflarem cerca de 3500 balões, o mito foi dado como detonado, uma vez que a menina mal foi erguida do chão e a quantidade de balões era muita mesmo para ser comportada no hangar onde os testes estavam sendo realizados.

Um amigo que assistiu ao Fantástico ontem me disse que a diferença no caso do padre — que usou 500 balões para erguer cerca de 200kg entre seu próprio peso e o do equipamento que levou — foi que os balões utilizados foram maiores do que aqueles usados pelos caçadores de mitos. Aparentemente trataram-se daqueles balões onde as pessoas normalmente despejam um monte de balas para que mais tarde as crianças os estourem e brinquem de pegar os doces do chão.

Mesmo assim, confesso que, ao menos para mim, algo não se encaixa. Digo isso porquê os caçadores precisaram de 10 balões de festa para erguerem do chão uma mísera carga de 100 gramas. Isso daria 100 balões para um quilo, e assumindo que o tal padre tenha um peso médio de 60kg, seriam necessários 6000 balões de aniversário para erguê-lo do chão sem equipamentos. No entanto, mais da metade dos balões não ergueu do chão uma menina com um terço deste peso.

Mesmo sabendo da variável tamanho dos balões, confesso que neste caso prefiro adotar o benefício da dúvida: Ainda segundo esse meu amigo, o vídeo exibido pelo Fantástico mostra apenas a decolagem do padre, e não a tal travessia de 110 quilômetros. Se ela realmente ocorreu, merece felicitações. Se não, então mais uma vez o mito foi detonado. E ponto.

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