23.12.2007
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Defraggler: Bom, dependendo do caso 

Qualquer usuário de computador já sabe que desfragmentar é preciso: Somente assim é possível combater a demora que começa a surgir no acesso a qualquer arquivo ao longo do tempo, seja ele um simples documento ou um episódio da sua série favorita armazenado digitalmente após uma captura via placa de TV.

O problema não está exatamente em aceitar essa lentidão para abrir os arquivos, mesmo porquê trata-se de algo inevitável depois de centenas de milhares de operações triviais com os arquivos , como copiá-los ou excluí-los. Na verdade, pelo menos a meu ver, a questão principal reside no tempo que um processo de reordenação de bits e bytes pode levar, e na disposição das pessoas em aguardarem. No mundo moderno, se alguns milisegundos soam como longos segundos, minutos inteiros dão a sensação de se arrastarem por horas a fio.

Mas já faz algum tempo me deparei com um pequeno — pequeno mesmo, já que constitui um download de apenas 372kb — programa freeware chamado Defraggler. Diferente dos desfragmentadores de disco comuns, onde todo o conteúdo de um disco rígido precisa ser acessado para que sua desfragmentação ocorra, no Defraggler o processo pode ser executado arquivo por arquivo. Eis como esse processo funciona, depois do download:

defraggler1.jpg

Primeiramente, é necessário solicitar a análise do disco rígido no qual se deseja realizar a desfragmentação. Para isso pode ser utilizado o menu Action, ou o atalho disponível ao clicar o botão direito do mouse sobre a unidade desejada: Em questão de segundos os arquivos que estão fragmentados deverão surgir na tela, localizados na região inferior da interface do programa.

defraggler2.jpg

Além do tamanho do arquivo, como se pode perceber, o número de fragmentos em que ele está dividido também consta da listagem, ordenada por definição desta maneira. Na prática, quanto maior o número de fragmentos, pior a situação do arquivo. Para tratar os piores casos, basta clicar o botão direito do mouse e ordenar a desfragmentação imediata, o que ocorrerá em poucos segundos.

defraggler3.jpg

Mas a análise não seria completa se eu não citasse um ponto muito relevante: Quando o assunto é a desfragmentação de um volume completo, o Defraggler é muito mais lento do que, por exemplo, o  Auslogics Disk Defrag, que eu também uso e já citei por aqui antes.

Assim sendo, recomendo o Defraggler quando se precisar ir direto ao ponto e o volume de arquivos a serem processados é pequeno. Para todos os outros casos, fico mesmo com a minha escolha anterior, que além de eficiente, ainda demonstra, ao final de cada processo, o percentual de ganho de performance que conseguiu proporcionar.

25.10.2006
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Desfragmentar é preciso! 

Vez por outra nos deparamos com um problema muito comum para qualquer pessoa na face da Terra que tenha um computador: Lentidão. Quando nossos computadores ficam menos rápidos, entramos logo em desespero — bom, eu, pelo menos, sofro deste mal —, sendo que a primeira coisa que nos vêm à cabeça é que provavelmente tenhamos sido vítimas de algum vírus, trojan ou spyware do mal.

A primeira coisa que se pode fazer para tentar resolver uma crise de velocidade em seu computador realmente tem a ver com a utilização de um bom anti-vírus, em conjunto com um bom eliminador de pragas virtuais como estas que nos assolam quando navegamos pela grande rede. Mas o que fazer quando as respostas de tais programas não acusam nenhum vírus ou praga virtual, embora o seu computador insista em funcionar como se fosse movido à lenha?

Talvez a resposta esteja na realização de uma bela desfragmentação dos arquivos do seu computador.

O que é fragmentação?

Não é muito complicado explicar o que é a fragmentação de arquivos. Para entendê-la, posso recorrer à mesma explicação que usava com meus alunos, à época em que dava aulas de informática.

Embora hoje em dia existam os mais diversos tipos de mídia para armazenamento de arquivos, a maioria de nós utiliza um disco rígido para guardar as nossas informações, sejam elas textos, fotos ou músicas. Este disco possui espaço livre, que vai sendo preenchido ao longo do tempo, conforme as necessidades de cada usuário.

Cada arquivo gravado passa por um programa — chamado sistema operacional —, que é responsável por tentar fazer com que os dados sejam armazenados seqüencialmente. O armazenamento seqüencial é mais interessante porquê torna mais rápida a abertura de arquivos posterior, quando precisamos deles.

Quando temos um disco rígido recém-comprado — ou mesmo um que tivermos formatado recentemente —, existe tanto espaço disponível que gravar uma seqüência de bits e bytes é muito simples. Mas à medida em que vamos utilizando o computador e fazendo coisas bastante comuns, como deletar arquivos ou aumentar o tamanho deles — como, por exemplo, quando estamos escrevendo um trabalho e vamos enriquecendo o texto com o passar do tempo, salvando cada nova versão — as coisas vão ficando meio “bagunçadas” e nem sempre o sistema operacional consegue achar espaço suficiente para a gravação de todos os dados de um novo arquivo em seqüência.

Neste caso acontece a fragmentação: Por não encontrar a quantidade total de espaço livre necessária para gravar um arquivo todo junto, o sistema operacional acaba dividindo a informação em pedaços e gravando cada um deles onde houver espaço disponível. Em termos de armazenamento, a solução é funcional, pois os dados não são perdidos. Mas a velocidade de acesso a eles fica prejudicada.

Seeking

disk_l.jpgOs dados de um disco rígido são acessados por uma cabeça de leitura e gravação. Esta cabeça se movimenta aleatóriamente, à medida que novos arquivos e informações são solicitados através do sistema operacional e é necessário que o programa ordene que estes sejam encontrados pelo disco.

O tempo que a cabeça de leitura e gravação leva para encontrar um arquivo, independentemente do que vá acontecer em seguida, é chamado de seeking time, ou, em bom português, tempo de busca. Agora pensem comigo: Se os todos os arquivos estão organizados corretamente e seu conteúdo está gravado em seqüência, fica mais rápida a leitura dos dados. Isso porquê a cabeça de leitura e gravação de seu disco rígido, uma vez tendo encontrado o arquivo necessário, só precisa ir até o final dos dados “em linha reta“.

A figura que escolhi para ilustrar esta seção exemplifica bem este caso, o do disco rígido que aparece no topo.

Quando os dados de um arquivo não estão na seqüência, o tempo de acesso é maior, pois a cabeça de leitura e gravação necessita se movimentar uma ou mais vezes para completar sua tarefa: Ao chegar ao final de um trecho do disco sem completar a leitura dos dados, a cabeça “pula” para o próximo trecho e, quanto mais longe um estiver do outro, mais demorada será a operação a ser realizada com o arquivo sendo acessado.

Este é o caso do segundo disco rígido da figura. Os dados de diversos arquivos estão bastante misturados, e isso faz com que cada um deles seja acessado mais vagarosamente pelo disco rígido e, consequentemente, pelo próprio sistema operacional. Embora o seeking time dos discos rígidos esteja na casa dos milissegundos — entre 8ms e 4ms, no caso dos hardwares mais modernos —, se a fragmentação for muita, todos estes microtempos acumulados com certeza causarão irritação no mais sereno dos usuários de computador.

Efeitos desagradáveis

Os efeitos da fragmentação de arquivos são inúmeros: Quando alguém liga o computador, o disco rígido inicia um levantamento de arquivos. Este processo, necessário para a correta inicialização de qualquer sistema operacional, levará muito mais tempo para ocorrer se os arquivos estiverem picados, ao invés de estarem todos ordenados.

Também se sente o efeito deste problema no acesso de qualquer arquivo que você use em seu dia-a-dia, como trabalhos da escola, cartas, planilhas, vídeos ou músicas. No caso destes dois últimos tipos, como seu tamanho é por vezes muito maior do que os anteriores, o tempo de acesso é ainda mais afetado, pois o número de pedaços em que o arquivo pode estar fragmentado dado seu tamanho será também proporcionalmente maior.

Será que estou sofrendo de fragmentação?

SIM! Só não sofrem com este problema os usuários que ainda mantêm seus computadores fechados nas caixas de papelão nas quais os produtos vieram, ou que ainda não ligaram o equipamento uma boa centena de vezes.

Tecnicamente, a fragmentação do seu disco ocorre, entre outros motivos, por uma série de falhas de algoritmos de liberação e reserva de espaço em disco, que variam de sistema operacional para sistema operacional.

Na prática, basta saber que, ao deletar, modificar ou gravar novos arquivos, a fragmentação do disco rígido fatalmente ocorrerá. Mas não é necessário perder mais cabelos do que aqueles que já arrancamos, reclamando das quedas no desempenho e na velocidade de nossas máquinas. O problema tem fácil solução!

O Antídoto

Cada sistema operacional conta com uma série de programas que realizam um processo chamado desfragmentação de disco. Neste processo, um software é responsável por rearranjar os pedaços de arquivos no disco, para que fiquem contíguos e em ordem, desta forma contribuindo para que o desempenho e a velocidade de busca do disco aumentem.

O sistema operacional Windows, por exemplo, conta com um desfragmentador de disco entre suas ferramentas de sistema. O problema com a desfragmentação é que ela parece causar mais assombro entre os usuários de computador do que muitos outros processos mais complicados.

Vejamos o caso de minha mãe, por exemplo. Ela utiliza anti-vírus, anti-spyware e uma série de outros programas muito mais complexos do que um desfragmentador de disco em seu dia-a-dia. Mas até esta semana nunca tinha feito uma desfragmentação em seu próprio sistema, embora tenha admitido pra mim que já tinha ouvido falar do processo, inclusive sabendo que os fabricantes recomendam a desfragmentação periódica.

Acho que o maior problema com a desfragmentação é que não se trata de um processo rápido: Desfragmentar consome toneladas de memória RAM de qualquer computador e um processo efetivo destes pode levar umas boas horas para se completar. Ainda no caso do Windows, muita gente que eu conheço, quando se lembra de desfragmentar o disco rígido, o faz através do modo de segurança do sistema, para que o mínimo de coisas esteja carregado na memória de seus computadores.

Uma Dica

Já que este processo leva muito tempo, ao invés de usar o desfragmentador padrão da Microsoft, sugeri a minha mãe que recorresse a um programa muito bom — com o qual já tive ótima experiência e que é, acima de tudo, gratuito — chamado Auslogics Disk Defrag.

auslogics1.jpg

Ocorre que um amigo e eu experimentamos o programa em nossos computadores no trabalho. Ele nos pareceu bastante rápido: Além de realocar os pedaços de arquivos, ainda mostra, ao final do processo, quanto da performance conseguiu melhorar. No caso do meu computador, este percentual chegou a 21%, dada a quantidade de instalações e desinstalações, downloads e deleções de arquivos que faço regularmente.

auslogics2.jpg

Como os resultados que obtive foram interessantes, resolvi aplicar uma sessão do programa em meu computador de casa. Embora tenha demorado um pouco mais de tempo do que antes, o processo foi igualmente funcional: Logo meu micro estava quase 35% mais rápido.

É fato que existem diversos programas que realizam o mesmo processo, e também que o programa que mencionei me parece ser extremamente novo. Mas pude notar diversos comentários de usuários que, além de mim, também tiveram suas boas experiências e é por isso que deixo a dica registrada neste artigo. De qualquer forma, o importante é desfragmentar, independentemente da ferramenta que se escolha para isso.

Ah! Antes de desfragmentar…

…é importante lembrar que você deve fazer uma limpeza em seu disco rígido. Isso fará com que mais espaço livre seja disponibilizado e igualmente colocado em ordem.

Entre as coisas que você pode fazer estão a exclusão de arquivos temporários, sejam eles os do seu navegador de Internet, ou os do próprio Windows. A limpeza do registro e a desinstalação de programas que você julgue desnecessários também são ótimas pedidas antes de um processo de desfragmentação e, exceto pela última menção, um programa chamado Crap Cleaner, também gratuito, pode ser uma mão na roda.

Depois de feita esta limpeza preliminar, o que posso lhes garantir é que a velocidade do sistema em geral sofrerá uma boa melhora. E se a desfragmentação ainda não for a resposta para tornar sua máquina mais rápida, pode ser que você precise considerar outras opções, como a compra de mais memória RAM. Mas isso já é uma outra história e fica pra outro artigo.

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