Mudanças no visual
Extremamente cansado de todo e qualquer visual anterior deste blog nos últimos tempos, tomei uma decisão que considero um tanto quanto radical: Alterei totalmente a aparência do site, simplificando-o e tornando-o mais limpo e agradável aos olhos. Para isso, depois de meses ensaiando voltar a mexer um pouco com CSS — o qual eu não domino totalmente —, coloquei no ar o tema que você está vendo agora.
É possível que eu ainda altere alguma coisa — e até mesmo que acrescente alguns detalhes a mais, de forma bem sutil, mas o formato geral em si não deve mudar. Confesso que optei pelo custom design, iniciado com base em algumas inspirações minimalistas, depois de não ter achado nada que se enquadrasse no que venho pensando já há algum tempo ser a nova cara do blog: Posts provavelmente mais curtos e direcionados, mas sempre escritos com a melhor qualidade possível.
Espero que meus 2 ou 3 leitores restantes apreciem
Post-It Comics: Seleção Brasileira
O que uma simples lapiseira e um post-it amarelo podem produzir, enquanto estou assistindo Band News em uma terça-feira à noite…

A Vivo (quase) subiu no meu conceito
No último fim de semana, depois de alguns anos de bons serviços, o celular da minha esposa simplesmente resolveu que não ia funcionar. De uma hora pra outra não ligou mais, e, por mais que algumas contra-medidas tenham sido aplicadas, não teve mesmo jeito: O bichinho estava mesmo determinado a bater as botas.
Como isso aconteceu, não tivemos outro remédio, a não ser comprar um novo aparelho. Após procurar por um que fosse de seu agrado, finalmente ela se decidiu por um Nokia 5200, na cor preta, tal como o que ilustra este artigo. O principal problema da decisão foi que os únicos aparelhos desta cor disponíveis na cidade — por mais que procurássemos — eram habilitados pela Vivo.
Não entrarei em detalhes a respeito agora, mas ocorre que temos, em casa, um certo histórico de aversões à operadora. Tanto é que nossos celulares em casa são da Claro e da TIM. No entanto, após pensarmos um pouco — e após minhas inúteis tentativas de dissuadir minha esposa de comprar este modelo em específico por conta justamente da operadora —, o que acabamos fazendo foi adquirir o Nokia 5200 da Vivo mesmo, para colocar em prática nossos direitos, garantidos pela resolução 477 da Anatel.
Na prática, uma das coisas garantidas por tal documento aos consumidores é o direito de desbloqueio do aparelho celular sem qualquer custo adicional além do de própria aquisição do telefone — e do chip. Ocorre que esta semana fomos à loja da Vivo para que o celular fosse desbloqueado, e, na primeira vez, após receber de bom grado o pedido feito por minha esposa — o que me espantou, dadas as inúmeras histórias que já ouvi com relação à operadoras que dificultam ou ainda cobram pelo desbloqueio, mesmo sabendo estarem contra a lei — a atendente da loja realizou o cadastro dos dados pessoais e, em seguida, nos pediu para voltar outro dia pois estava sem condições de desbloquear o aparelho naquele instante por falta de senhas de desbloqueio, que, segundo ela, eram geradas diariamente mas já haviam acabado na ocasião.
Apesar de ter aceitado a sugestão de voltar outro dia, nada me tirou da cabeça que o argumento da moça da loja nada mais era do que uma tentativa de nos fazer desistir de nosso intuito. Sabe quando você tenta cancelar um serviço ou cartão de crédito, e ficam te jogando de um lado pro outro, de uma pessoa pra outra? Então… quase como se fosse isso. Ainda comentei com minha esposa que estávamos sendo enrolados, mas não tínhamos prova disso.
Depois disso, mais dois contatos telefônicos foram necessários, até descobrirmos que — agora sim — o desbloqueio poderia ser feito. Voltamos à loja em questão dois dias depois e aí sim uma das atendentes pegou o aparelho e, para a minha total surpresa, puxou da gaveta um manual operacional da Vivo todo surrado, de onde encontrou uma página de instruções para desbloqueio para celulares Nokia e começou a seguir os passos. Sem que ela consultasse qualquer informação — muito menos qualquer tipo de senha — em poucos minutos foi possível inserirmos um chip GSM da Claro, que, muito normalmente, foi aceito pelo aparelho, que enfim estava livre das correntes da Vivo.
Não quis criar caso com a atendente — que não era a mesma do outro dia —, mas fiquei pensando que minhas suspeitas realmente se confirmaram: Mesmo com a lei do nosso lado, há empresas que tentam se valer de várias técnicas diferentes para não cumpri-la, e ficou evidente que este episódio retratou apenas uma dessas técnicas. Dessa maneira, quando eu estava pensando em redimir a Vivo por outros episódios em minha vida justamente porque eles até que não dificultariam nossa vida para desbloquear um celular, percebi que, no máximo, a operadora quase subiu no meu conceito. Mas bateu na trave.
8 Coisas…
Meu compadre Neto Cury me convidou a participar de um meme em que eu preciso listar 8 coisas que eu gostaria de fazer antes de morrer. É bom que fique claro que algumas das coisas podem parecer clichês, mas são a mais pura verdade. Então vamos lá, sem nenhuma ordem em especial:
- Aprender todos os idiomas do mundo. Olha, eu não sei se consigo aprender todos, mas gostaria de aprender vários. Tenho muito interesse por línguas, e facilidade em aprendê-las. Novamente, por ora, falta-me tempo.
- Ler pelo menos 1000 livros. Eu tenho isso como meta desde que me conheço por gente. O que acontece é, pra variar, falta de tempo. Quem sabe mais adiante, eu consiga ler vários livros por mês, semana, etc. e isso fique mais próximo de se realizar, não é mesmo?
- Escrever um livro. Toda vez que eu saio de férias, aliás, me lembro dessa história. Preciso é criar vergonha na cara, tirar as idéias da cabeça e começar definitivamente a passá-las para o computador. Quem sabe, com a coisa pronta, eu consiga até publicar, não é?
- Ter mais um filho. Ou filha. Mas o que Deus puder me enviar, estará bom, pois será muito, muito amado, ou amada. O que importa é ter dois pequenos correndo pela casa
- Construir uma bela casa pra morar com a família. Moro atualmente num apartamento, e quero muito construir uma casinha do meu jeito, com todo o conforto merecido. Acho que não é pedir demais, e ainda deixar os filhos curtirem o espaço, né?
- Poder trocar de computador pelo menos uma vez por ano. Manter um equipamento top de linha comigo, sempre. Esse é um plano audacioso, mas um dia eu quero muito poder ter essa liberdade.
- Abrir meu próprio negócio. Relacionado à informática, é claro. Se bem que eu poderia muito bem tocar uma livraria, pois adoro ler. O importante é ter sucesso.
- Fazer todo o turismo que eu puder. O Neto que me perdoe pela aparente falta de originalidade, mas eu também compartilho desse desejo dele. Ainda mais podendo levar a família toda comigo, seja pelo Brasil, seja no exterior.
Agora chegou a minha vez de passar a bola oito adiante. Convido a responder o meme a Patrícia Muller, o Massao, o Otávio Cordeiro, o Emerson Alecrim e, finalmente, meu amigo Rodrigo Ghedin. Mas, pra quem sentir vontade de responder também, sinta-se à vontade, é claro.
As Aventuras do Mundo Playmobil
Pode até ser que alguns de vocês achem que este artigo aqui tem cara daqueles emails que a gente recebe no estilo sessão remember, mas eu não vou resistir e ponto.
Acontece que andando ontem pelo shopping com o filhote, entrei em uma loja de brinquedos — lugar que meu filho simplesmente adora visitar — e eis que me deparei com um bando de gente aglomerada junto a uma das prateleiras. Imaginei se tratar simplesmente de pessoas que estivessem admirando o melhor brinquedo de todos os tempos da última semana, mas não era bem assim… quem estava amontoado era um grupo de adultos.
Cheguei um pouco mais perto e vi que o que eles admiravam eram caixas de diferentes tipos de brinquedos da linha Playmobil. Meu queixo quase caiu, e se você tem pelo menos 30 anos como eu, deve entender o motivo disso, e da admiração dos adultos, e não necessariamente das crianças em torno da tal prateleira.
Criada em 1970 e produzida desde então por uma empresa alemã, o Grupo Brandstätter, e por uma série de outras fábricas ao redor do mundo, a linha de brinquedos Playmobil, incluindo aí os bonecos, seus acessórios, roupas, animais, veículos e tudo o mais marcaram a minha infância e a de muita gente da mesma idade.
Na hora em que vi os bonecos naquela loja, me juntei aos demais adultos atônitos e me vi imediatamente transportado à vários dos dias da minha infância que eu passei brincando com os playmos, que era como a gente chamava os bonecos entre os amigos: “Ei, vamos brincar de playmo?”, eu podia até ouvir. Ao longo de diversos anos eu fui juntando vários bonecos que ou eu ganhava de aniversário e Natal, ou eu juntava mesada pra comprar.
Eu não vou lembrar ao certo em quanto tempo eu juntei a minha coleção, mas sei dizer que eram todos bonecos da Trol1, uma empresa que era propriedade do Dilson Funaro, ministro da Fazenda do governo do ex-presidente José Sarney, e que fechou as portas um ano depois da sua morte, em 1990. De qualquer forma, a data coincide com meus 13 ou 14 anos de idade, que é exatamente até quando mais ou menos eu fui deixando o Playmobil de lado.
Eu nunca deixei que meus pais dessem a minha coleção pra ninguém. Deixava darem outros brinquedos, mas esses eram sagrados. Sempre disse pra eles que um dia, quando eu tivesse filhos, iria querer deixar que eles brincassem com Playmobil. Como eu tinha me esquecido disso, agora só preciso procurar na casa deles onde foi que helicópteros, veículos, cavalinhos e todos os bonecos que eu tinha ficaram…
Mas voltando à história da loja, em meio ao espanto de vários adultos, pensei: Será que o Playmobil voltou a ser fabricado no Brasil? Depois da Trol ele foi feito pela Estrela e pela Calesita, embora nenhuma dessas duas hoje produza a linha ativamente por aqui. Peguei uma caixa e matei a charada: Vi que se tratava de material importado, trazido pra cá pela Sunny Brinquedos2.
Alguns novos Playmobil dessa linha importada pela Sunny estão ilustrando este artigo em ritmo de saudade. O legal é que além das caixas pequenas que já existiam antes, agora também existem algumas maletas com diversos bonecos e acessórios da linha, que servem pra que você transporte tudo pra cima e pra baixo, igual ao que a criançada faz com os famosos carrinhos de metal, pra brincar em qualquer lugar.
A qualidade parece ser surpreendente: Os brinquedos são muito bonitos e sua variedade é a mesma que sempre foi uma característica da linha. Também parecem ser, a exemplo daqueles da Trol que eu juntei ao longo dos anos, bem resistentes.
Sendo bastante sincero, com o aniversário do filhote chegando nos próximos dias, eu não vou resistir e terei que comprar pelo menos uma dessas maravilhas, pra que eu mesmo possa reviver um pouco dos melhores momentos da minha vida ao mesmo tempo em que ele brinca com essa jóia do tempo…
- Embora a Trol não tenha vivido tempo suficiente para ter seu site na internet, um site em português bem nostálgico para quem quer lembrar de alguns brinquedos da empresa está no ar. [↩]
- Infelizmente, até o momento em que escrevi este artigo, não há nenhum dado sobre Playmobil no site da empresa. Pode ser, é claro, que isso mude. [↩]
Back-up Cast #001: Wordpress, Flickr e House
Senhoras e senhores, apresento a vocês a primeira edição do Back-up Cast, o meu podcast. Conforme eu havia comentado anteriormente, fiquei com bastante dúvida sobre quais assuntos abordar, mas resolvi iniciar não apenas com um, mas sim três deles.
Primeiramente, comento sobre a nova função de adicionar mídia aos artigos no Wordpress 2.5. Na seqüência falo sobre uma nova versão do Flickr Uploadr e, finalmente, pra fechar com o que eu espero ser uma chave de ouro, comento sobre a volta de episódios inéditos de uma das séries mais fabulosas da paróquia, House MD.
Eis aqui uma lista com os links que eu considero relevantes em relação ao conteúdo do podcast:
- Site oficial do Wordpress;
- Plugin Embedded Video, para Wordpress, criado pelo Jovel Stefan, que aliás está sendo empregado neste mesmo post de lançamento do podcast;
- Flickr Tools, de onde pode-se baixar as versões oficiais do Flickr Uploadr;
- Post do fórum de suporte do Flickr onde pode ser encontrada a versão 3.10 do Uploadr;
- Post do code.flickr com as considerações de Richard Crowley sobre o Uploadr 3.10;
- Blog do Richard Crowley;
- Site oficial da série House MD, na FOX americana;
- Página do Dailymotion com o teaser trailer do episódio 13 da quarta temporada de House — este eu estou colocando aqui também:
Quero lembrar de antemão que, assim como comentou por aqui a Patricia Muller, esta é uma experiência do tipo ready-fire-aim, ou seja, estou fazendo primeiro pra perguntar depois. Assim sendo, gostaria muito do feedback de vocês a respeito, e inclusive que me dessem dicas de gravação e sugestões para próximos assuntos: Lembrem-se que estou fazendo pra me divertir e, se possível, diverti-los e informá-los, e que isso tudo é na base do amadorismo mesmo, pra ficar mais legal…
Ahhh… Ao todo este meu primeiro experimento tem 16:55 de duração…
[display_podcast]
Espero que vocês gostem de ouvir assim como eu gostei de fazer…!
[ratings]
To podcast or not to podcast?
Semana passada ouvi o Nerdcast e o RadarPop. Fazia tempo que eu não ouvia um podcast — mais por falta de tempo do que por falta de querer, é claro — e eu comecei (novamente) a pensar em fazer o meu próprio.
Navego daqui, navego dali, e descubro que — pelo menos na minha opinião — a melhor ferramenta pra alguém como eu usar — se resolver seguir adiante com isso — continua sendo mesmo o Audacity, que é leve, cheio de recursos adicionais através de plugins e, é claro, totalmente gratuito. Associado a um microfone simples, é podcast em poucos minutos, inclusive com música de fundo, efeitos sonoros e já convertido para o formato MP3, pra facilitar.
Meu maior problema continua sendo outro: Sobre o que falar. Informática? Tecnologia? Televisão, seriados? Eu não sei, sinceramente. É estranho, e até um paradoxo, eu sei, mas o maior impeditivo é esse. Sinto vontade de falar sobre tudo isso, e sobre nada disso em específico, ou seja, falar sobre o que me der na telha, sob risco de saírem até algumas bobagens, é verdade — mas podcast amador é assim mesmo, hehehe.
Vocês que são minha meia-dúzia de fiéis seguidores, o que acham? Vou nessa? E mais, alguém gostaria de sugerir algum assunto?
Edite seus próprios comentários!
Lembrei que meu amigo Neto Cury outro dia fez um comentário em um dos meus artigos e cometeu um erro ao digitar uma das palavras. Precisou criar um novo comentário me pedindo pra editar o anterior por causa do erro.
Pensando sobre isso, acabei de instalar o excelente plugin WP Ajax Edit Comments, que, usando a tecnologia AJAX, permite que o próprio autor do comentário corrija alguma coisa que tenha ficado errada, desde que dentro de um período de tempo definido pelo administrador do blog (neste caso, este que vos escreve).
O tempo padrão do plugin é de 15 minutos, ou seja, suficiente para que o autor perceba alguma falha e corrija. Espero que, assim, eu ajude não apenas ao Neto, mas a todos os que normalmente me fazem visitas, seja periodicamente ou esporadicamente.
“Estamos trabalhando para melhor atendê-lo”
Envelheci. Meu blog também.
Meu compadre Neto Cury mandou muito bem num dos últimos textos que escreveu, descrevendo as fases do blogueiro e seu inadiável — é a natureza, afinal, não é mesmo? — envelhecimento. Aliás, mandou tão bem que eu fiquei me perguntando se este blog já está usando bengala e tomando cuidado para não tropeçar nas longas barbas brancas da senilidade.
Uma experiência fascinante é a de ler — como recomenda o Neto — os arquivos antigos do seu próprio blog. Já há algum tempo, mesmo sem ter lido o texto dele, eu já venho carregando este hábito. É impressionante como você se enxerga passando pelas etapas. Alguns textos dos primórdios da minha vida blogueira, por exemplo, são totalmente iniciantes. Muita bobagem, coisas parecendo diário de adolescente e vááááários links para notícias. Há muitas coisas que escrevi, inclusive, que talvez pensando melhor hoje eu nem escrevesse.
Mas a vida é assim, e há também em meus arquivos os textos de aprendiz. Corri atrás de muita coisa: Sempre gostei de escrever e procurei aliar esse meu gosto à atividade de blogar. Criei uma espécie de blogoterapia e meti as caras. Ganhei alguns amigos — entre eles, um dos primeiros, o próprio Neto —, fãs, e tudo mais. Graças à essa fase descobri como aplicar o conhecimento que eu tenho profissionalmente — e pessoalmente, é claro — ao blog, e com isso o meu lugar no mundo blogueiro e o meu fiel público, se é que posso dizer assim.
Finalmente, me vi na fase que o Neto batizou de fundamentada. Eu sei o que quero escrever, e às vezes até para que público escrever. Descobri a duras penas como ignorar comentários idiotas e como responder aqueles que são de gente que tem o que dizer. Conquistei ainda mais amigos assim, e descobri o quanto é duro manter um ciclo de amizades blogueiras.
Nesta última etapa parti até mesmo para colocar anúncios no blog. Ganhei uns trocados e depois tirei os anúncios. Porquê? Eu mesmo me pergunto isso até hoje. Talvez pelo fato de sempre ter encarado isso tudo aqui como um super passatempo, uma verdadeira terapia, como já disse antes. De qualquer forma é nessa fase fundamentada que vem o mais gostoso, a independência blogueira, por assim dizer.
Daí vem o envelhecimento. É faculdade. Trabalho. Dívidas. Filhos. Qualquer um que já passou por pelo menos uma dessas etapas sabe o que quero dizer. O tempo acaba, é aí que concordo 1000% com o texto do Neto. Quando comecei a escrever aqui há alguns anos, já era casado. Mas iniciando no trabalho e com a faculdade no começo, era mais fácil arrumar tempo, elaborar textos detalhados e tudo mais.
Anos depois, ou seja, agora, tudo mudou. O meu filho, por exemplo, me ocupa muito tempo, e sou obrigado a reconhecer que é menos tempo do que eu gostaria, porquê o resto é consumido por trabalho e cansaço. Isso me fez vestir a carapuça — e talvez pensar em empunhar uma bengala blogueira — porquê muita coisa que eu escrevi mais recentemente foi uma chatice. Coisa de velho, mesmo. Blogueiro velho. Por isso, eu acho até que devo desculpas aos que gostam de vir aqui e ler o que eu escrevo.
Aliás, como qualquer velho, por assim dizer, já perguntei a mim mesmo mais de um milhão de vezes se eu não deveria parar isso aqui tudo. Largar mão. Todo blogueiro, independente da fase em que está, já se perguntou isso. É uma decisão complicada e difícil, pois por um lado pode-se ganhar uma certa liberdade ao abandonar os artigos e editoriais, mas por outro pode-se sentir uma falta violenta disso tudo.
Por ora, no entanto, decidi não parar. No fundo, no fundo, eu gosto disso aqui. gosto dos textos que faço, mesmo que alguns não gerem sequer um comentário. Gosto dos meus tutoriais, e admito até que alguns deles são, antes de ser para os amigos leitores, pra mim mesmo. Mas foi assim, com esse meu jeito de escrever e pensar, que, até agora, a Internet e o blog só me renderam bons contatos e amizades que eu não trocaria por nada.
Assim sendo, mesmo que eu esteja de bengala e barba branca na blogosfera, tendo envelhecido, acho que vocês vão ter que continuar a me engolir por pelo menos mais um tempo. Se me derem licença pra isso, é claro…

















