28.03.2009
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Chega de Telemarketing!

Não perturbe!!No longínquo ano de 2003 eu falei por aqui do site de um serviço do governo norte-americano batizado de National Do Not Call Registry, cuja finalidade é permitir que os cidadãos do país possam escolher se desejam ou não receber ligações telefônicas de empresas de telemarketing.

Já naquela oportunidade, acometido do mal de receber quase uma dezena de ligações dessas por semana — provenientes principalmente de instituições bancárias —, desejei que um dia um serviço deste tipo começasse a ser oferecido aqui no Brasil, já que poderia atuar para os telefones como um filtro anti-spam funciona para nossas caixas de entrada. Hoje, para minha total surpresa, uma notícia divulgada pelo portal G1 me mostrou que esta realidade finalmente chegou ao Brasil, tudo graças ao PROCON paulista. Em uma cartilha de orientação publicada pela entidade em seu site está o seguinte texto:

A partir de abril/2009 o consumidor do Estado de São Paulo poderá se livrar daquelas indesejáveis ligações telefônicas oferecendo produtos ou serviços.

De acordo com a Lei 13.226/08, regulamentada pelo Decreto Estadual 53.921/08, o consumidor poderá cadastrar números de telefones fixo ou móvel, do Estado de São Paulo, que estiverem em seu nome, no “Cadastro para Bloqueio do Recebimento de Ligações de Telemarketing” gerenciado pela Fundação Procon-SP. 30 dias após a inscrição, o consumidor só poderá receber ligações de entidades filantrópicas (excluídas da referida legislação) e de empresas que tenham sua autorização por escrito.

O Decreto considera telemarketing a modalidade de oferta ou publicidade comercial ou institucional, de produtos ou serviços mediante ligações telefônicas.

O serviço de bloqueio do recebimento de ligações de telemarketing é gratuito e o prazo pelo qual seus números de telefone permanecem registrados é indeterminado. Todas as informações pessoais ficam sob sigilo, sendo que as empresas — que também podem se cadastrar — podem consultar apenas os números de telefone para os quais não podem mais ligar. Uma ótima notícia neste sentido é que os infratores estarão sujeitos a multas entre R$ 212 e R$ 3,1 milhões, previstas no artigo 57 do Código de Defesa do Consumidor.

Eu, que já não aguentava mais receber ligações aos finais de semana, à noite logo depois de chegar do trabalho e até mesmo enquanto eu estava trabalhando, já providenciei o meu cadastro e tenho tudo pra ver, finalmente, essa novela chegar ao fim.

13.12.2008
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Martírio com a Telefônica

Estava no trabalho quarta-feira passada quando minha esposa me liga do celular dela, dizendo que o telefone de casa estava completamente mudo. Minha nobre missão, graças a este acontecimento, era mais clara do que água: Entrar em contato com o famigerado suporte técnico da Telefônica para reportar o problema e solicitar uma solução imediatamente.

Lá vou eu discar para o 103 15, canal de auxílio ao assinante. Depois de ouvir uma interminável mensagem sobre o fim do acesso gratuito à Internet para assinantes do Speedy, que agora precisarão assinar um provedor de acesso para continuar navegando e fazendo outras coisas, um atendente começa a falar comigo.

Após explicar a ele que a linha em casa estava muda — e depois que ele finalmente coletou todos os meus dados pessoais para que pudesse abrir um chamado, ganhei um número de protocolo do atendimento, juntamente com a promessa de que em até 48 horas eu receberia uma ligação marcando um horário para que um técnico da empresa pudesse vir e averiguar o que poderia estar ocorrendo de errado.

48 horas só para entrar em contato? Que espécie de tratamento é esse da Telefônica para com seus clientes — eu pensei. No entanto, não externei meu pensamento para o pobre atendente, que, no final das contas, não tem nenhuma culpa no cartório. O problema maior é mesmo a empresa nos deixar assim, sem socorro, enquanto minhas necessidades se acumulam — marcar consultas médicas, fazer contatos, e até mesmo ligar para bater um papo com minha mãe — sem telefone. E, é claro, nada de Speedy. Assim sendo, coitado de mim por ter contas e contas a pagar, e não poder acessar o Internet Banking.

Completei, na quinta-feira, mais de 24 horas sem resposta. Ninguém da Telefônica havia me ligado no celular para sequer dizer olá — que dirá para marcar um horário e averiguar o problema. Resolvi ligar para o mesmo 103 15 pela segunda vez. Após esperar um tempão — quase 8 minutos até que um atendente pegasse a ligação, disparei minha história, e como não haviam, ainda, entrado em contato. Pedi para saber o status do meu chamado.

Depois de um “um minuto por favor, estou levantando os dados do seu chamado”, mais um tempo de espera. O que se seguiu, para meu espanto, foi um diálogo mais ou menos assim:

— Senhor, não há nenhum chamado aberto para sua linha telefônica.

— Como? — pausa, surpreso. E o protocolo que abri ontem?

— Senhor, ainda não se passaram as 48 horas de prazo. O senhor precisa esperar.

— Você não acabou de me dizer que não tem chamado aberto?

(silêncio) Um minuto, senhor.

Toca me pôr pra ouvir aquela vinheta de Natal da Telefônica. Então:

— Senhor, conversei com a responsável pelo sistema, e ela me disse que às vezes é normal que os pedidos sumam do sistema.

Obviamente eu não acreditei naquilo. Não era possível que alguém achasse que as empresas — qualquer uma delas, mesmo a Telefônica — perdesse os chamados abertos por seus clientes. Isso, imagino eu, já seria o cúmulo de todos os cúmulos. No entanto, sem perder a paciência com o rapaz que me atendia , pedi a ele a gentileza de abrir então um segundo chamado.

Apenas para situá-los, o diálogo estava correndo solto entre nós lá pelas cinco e meia da tarde da quinta-feira. O camarada me coleta — de novo — todos os dados pessoais e me dispara o seguinte, na seqüência:

Então, senhor… — com uma cara daqueles “veja bem“, sabem como é? — é que eu não consigo abrir o chamado pro senhor agora, porquê estou sem acesso ao sistema. No entanto, como eu tenho seu número — de celular — eu volto a ligar pro senhor até as oito da noite de hoje para concluir o atendimento.

Quem está na chuva é pra se molhar, não é assim que dizem? Respirando fundo, aceitei a proposta do rapaz. Desliguei o celular e virei pra minha esposa, que acompanhava o diálogo entre mim e o atendente. Uma troca de olhares foi suficiente, e eu disse:

— Você quer apostar comigo R$ 10 que ele não liga até as oito?

Ela não quis apostar.

Ainda bem, pois perderia. Nada de ligação até as 21hs de quinta-feira. Foi mais ou menos nesse horário que eu, sem desistir, mas muito menos paciente, entrei em contato com o 103 15 novamente. Dessa vez, com vontade de mandar alguém pra’quele lugar. O resumo da terceira ligação para o suporte?

— Estou abrindo um chamado na Anatel reclamando de vocês porquê já estou cansado. Esperei quase 48 horas por atendimento e na última vez vocês nem se deram ao luxo de me ligar de volta, apesar da promessa.

Acho que mencionar a Agência Nacional de Telecomunicações tem propriedades mágicas. Não é que na sexta-feira — podia ser de manhã, mas tudo bem — lá pelas 15h30 toca meu celular? O interlocutor:

— Senhor Daniel? Aqui é o (…) da Telefônica, estou ligando pra dizer que sua linha de telefone foi vistoriada hoje pela manhã por um técnico, e já está tudo resolvido. O senhor confirma?

Acontece que, para o azar dele, eu havia ligado pra casa 5 minutos antes, do celular, justamente para verificar se por um acaso divino as coisas já tinham se resolvido, e nada.  A ligação caiu direto na secretária eletrônica padrão da Telefônica.

— Olha, (…), não confirmo não. Acabei de ligar em casa e a linha continua com problema.

— Neste caso, senhor, mandarei um técnico à sua residência. Qual o melhor horário?

— Vocês trabalham sábado?lá se ia o meu sábado.

— Sim senhor. Pode ser sábado pela manhã?

Fiquei de esperar o cara vir, no sábado de manhã. No entanto, depois de desligar, fiz contato com minha esposa pelo celular e, para nossa surpresa, o telefone de casa parecia estar normal. Parecia. Pedi pra ela se conectar à Internet e me ligar em seguida. Quando o telefone tocou, uma má notícia: O Speedy não entrava, nem com reza brava.

Felizmente o técnico já estava agendado para nos fazer uma visita, de qualquer jeito. Então resolvemos esperar. Às  9 da manhã de sábado me liga uma moça da Telefônica, me dizendo que o técnico nos visitaria até a hora do almoço. Pensei estar livre da questão em breve, mas deu meio-dia e nada do camarada aparecer.

Sai pra almoçar com meus pais, levando a patota toda.

Na volta, quase duas da tarde de sábado, pergunto ao porteiro se alguém da Telefônica tinha visitado o prédio. Depois da negativa dele, pelo menos fiquei aliviado por não ser vítima da Lei de Murphy — e se eu tivesse saído e, justo naquela hora, o cara inventasse de aparecer?

Eis que, quase três da tarde, minha esposa atende o telefone. É o técnico da Telefônica, dizendo que está — finalmente, Aleluia!!! — mexendo com nossa linha. Que ela poderia ficar muda um pouco, mas já voltaria. Pra encurtar essa — já muuuuito longa — história, o camarada ligou de novo 15 minutos depois, e tudo se consertou.

A pergunta que não quis calar, fiz ao técnico quando ele, depois disso, veio até a nossa casa para fazer testes finais de rotina. O que foi tudo isso, que nos deixou sem telefone e Internet tanto tempo assim? Descobri que uma outra pessoa havia atendido um chamado de instalação de Speedy aqui no condomínio onde eu moro, e que havia bagunçado as coisas.

Se essa podia ser considerada uma explicação razoável, eu já não tinha mais forças pra argumentar. Pelo menos telefone e internet tinham mesmo voltado a funcionar, e, em pleno sábado, com metade do dia perdido devido ao chá de cadeira, não quis prolongar a história.

Moral da história: Preciso me livrar da Telefônica o quanto antes. Enquanto isso não acontece, no entanto —- vou esperar até 2009 pra isso, por motivos pessoais —, toca esperar segunda-feira: Será o dia em que vou — de novo — ligar pro 103 15. Descansado, vou entrar em contato com o setor comercial. Nova missão? Exigir ressarcimento pelos dias sem conexão com o Speedy e sem linha telefônica.

Me desejem sorte. Eu VOU precisar.

26.09.2008
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A Vivo (quase) subiu no meu conceito

No último fim de semana, depois de alguns anos de bons serviços, o celular da minha esposa simplesmente resolveu que não ia funcionar. De uma hora pra outra não ligou mais, e, por mais que algumas contra-medidas tenham sido aplicadas, não teve mesmo jeito: O bichinho estava mesmo determinado a bater as botas.

Como isso aconteceu, não tivemos outro remédio, a não ser comprar um novo aparelho. Após procurar por um que fosse de seu agrado, finalmente ela se decidiu por um Nokia 5200, na cor preta, tal como o que ilustra este artigo. O principal problema da decisão foi que os únicos aparelhos desta cor disponíveis na cidade — por mais que procurássemos — eram habilitados pela Vivo.

Não entrarei em detalhes a respeito agora, mas ocorre que temos, em casa, um certo histórico de aversões à operadora. Tanto é que nossos celulares em casa são da Claro e da TIM. No entanto, após pensarmos um pouco — e após minhas inúteis tentativas de dissuadir minha esposa de comprar este modelo em específico por conta justamente da operadora —, o que acabamos fazendo foi adquirir o Nokia 5200 da Vivo mesmo, para colocar em prática nossos direitos, garantidos pela resolução 477 da Anatel.

Na prática, uma das coisas garantidas por tal documento aos consumidores é o direito de desbloqueio do aparelho celular sem qualquer custo adicional além do de própria aquisição do telefone — e do chip. Ocorre que esta semana fomos à loja da Vivo para que o celular fosse desbloqueado, e, na primeira vez, após receber de bom grado o pedido feito por minha esposa — o que me espantou, dadas as inúmeras histórias que já ouvi com relação à operadoras que dificultam ou ainda cobram pelo desbloqueio, mesmo sabendo estarem contra a lei — a atendente da loja realizou o cadastro dos dados pessoais e, em seguida, nos pediu para voltar outro dia pois estava sem condições de desbloquear o aparelho naquele instante por falta de senhas de desbloqueio, que, segundo ela, eram geradas diariamente mas já haviam acabado na ocasião.

Apesar de ter aceitado a sugestão de voltar outro dia, nada me tirou da cabeça que o argumento da moça da loja nada mais era do que uma tentativa de nos fazer desistir de nosso intuito. Sabe quando você tenta cancelar um serviço ou cartão de crédito, e ficam te jogando de um lado pro outro, de uma pessoa pra outra? Então… quase como se fosse isso. Ainda comentei com minha esposa que estávamos sendo enrolados, mas não tínhamos prova disso.

Depois disso, mais dois contatos telefônicos foram necessários, até descobrirmos que — agora sim — o desbloqueio poderia ser feito. Voltamos à loja em questão dois dias depois e aí sim uma das atendentes pegou o aparelho e, para a minha total surpresa, puxou da gaveta um manual operacional da Vivo todo surrado, de onde encontrou uma página de instruções para desbloqueio para celulares Nokia e começou a seguir os passos. Sem que ela consultasse qualquer informação — muito menos qualquer tipo de senha — em poucos minutos foi possível inserirmos um chip GSM da Claro, que, muito normalmente, foi aceito pelo aparelho, que enfim estava livre das correntes da Vivo.

Não quis criar caso com a atendente — que não era a mesma do outro dia —, mas fiquei pensando que minhas suspeitas realmente se confirmaram: Mesmo com a lei do nosso lado, há empresas que tentam se valer de várias técnicas diferentes para não cumpri-la, e ficou evidente que este episódio retratou apenas uma dessas técnicas. Dessa maneira, quando eu estava pensando em redimir a Vivo por outros episódios em minha vida justamente porque eles até que não dificultariam nossa vida para desbloquear um celular, percebi que, no máximo, a operadora quase subiu no meu conceito. Mas bateu na trave.

14.07.2008
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Eu não pedi seguro nenhum e ponto

Parece que não tem jeito mesmo. Quando não é algum problema que passo graças aos atendimentos telefônicos aos quais me submeto com os serviços que possuo assinados, a coisa acontece ali, ao vivo, em carne e osso, mesmo.

Ocorre que ontem fui com a família dar uma volta no shopping — um programa típico para um domingo — e entramos nas Lojas Renner. Lá dentro, a esposa acabou gostando de uma blusinha de moleton pro filhote, e nós acabamos resolvendo levá-la.

Decidimos parcelar o valor total da compra — nada alto, aliás, de apenas R$ 29,90 — pelo cartão da loja, no máximo de vezes possível em que não me incorresse nenhum tipo de juros. Eu odeio juros. A moça que me atendia ao caixa disse que seria possível, nestas condições, um parcelamento em três vezes, o que solicitei que fosse feito.

Quando conclui o processo de compra, no entanto, vi que no slip do caixa constavam três parcelas de R$ 11,33, cuja soma arredondada era R$ 34,00. Imediatamente relatei à operadora do caixa que as parcelas tinham juros embutidos, pois não resultavam no valor original da blusa comprada.

Esta moça, por sua vez, me disse que os R$ 34,00 estavam ali porquê, incluído nas parcelas, estava um seguro desemprego que garantiria a quitação da minha dívida em qualquer eventualidade. Reclamei, pois não havia solicitado seguro de qualquer tipo, e me vi obrigado a ir até o crediário, pois no caixa o sistema não era capaz de fazer o cancelamento do seguro.

Já transtornado o meu domingo, lá fui eu para o crediário. Cheguei lá, disse que não era direito embutirem um seguro nas minhas parcelas sem que eu tivesse assim solicitado, e fui prontamente atendido. Tá, não fui atendido prontamente, levou uns 10 ou 15 minutos, mas, depois disso, um encarregado, após muita conversa, conseguiu tirar o tal seguro de minhas parcelas, que voltaram a ficar verdadeiramente sem juros.

Pedi ao mesmo atendente um formulário de reclamações e tive que encarar os olhos arregalados dele. Este, por sua vez, me entregou um formulário — “eu vou buscar lá dentro e trago pro senhor” —, que preenchi solicitando retorno, após reclamar que os funcionários da loja precisavam receber melhor orientação e treinamento, e que nenhuma loja em sã consciência deve incentivar comportamentos assim.

Saí do crediário sob comentários da esposa — “você cria caso por muito pouco” —, ao que respondi que o problema de nós, brasileiros, é justamente esse. Ninguém reclama daquilo que está errado, mesmo que esteja. O errado mesmo seria pagar por algo que não pedi. E aí ela me deu razão. Espero que a loja, que tem cinco dias úteis para me responder a reclamação, segundo a própria política estabelecida por ela, também dê. Agora é esperar…

05.02.2008
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Jogos Clássicos… na caneta?

classicgamepens.jpgAproveitando o feriadão do Carnaval hoje fomos dar uma volta em um dos (praticamente) desertos shoppings da cidade, e, ao entrar em uma loja de brinquedos a pedido do pequeno, nos deparamos com um clássico, o Pula Pirata. Meu pensamento foi, automaticamente, aquele que acredito que muita gente já deve ter tido: Alguns jogos clássicos não morrem nunca! Ressurgem com outro nome, ou, como neste caso, com o mesmo nome.

Coincidentemente, ao fazer agora há pouco minha ocasional ronda na web, descobri um post falando justamente sobre jogos clássicos, só que embutidos em canetas esferográficas. Pela bagatela de US$ 5,50 cada você pode levar para casa mini-versões totalmente operacionais do Traço Mágico e do Jogo da Operação. No caso deste último as minúsculas peças são presas à caneta por pequenos fios para que não se percam, e é necessária uma pequena bateria de relógio (já incluída) para jogar, que segundo o vendedor não afeta significativamente o peso da caneta.

Taí, embora eu acredite que mesmo com o preço tão diminuto não compraria uma dessas (a menos que fossem lançadas canetas com versões do Boca Rica ou do próprio Pula Pirata), acho essa uma excelente sugestão de presente. Fica anotada. E que alguém me conte caso tenha resolvido comprar e testar, ok? [via]

22.12.2007
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O PIS da questão

Um amigo precisou, de última hora ontem, do número do seu PIS. O problema disso é que não se trata de uma informação trivial, como o número do CPF ou do RG, que muita gente decora e tem na ponta da língua: O meu PIS, por exemplo, como imagino que seja o caso da maioria de vocês, está grampeado no anteverso da minha carteira de trabalho, que, por si só, não costuma ser um documento que alguém carregue pra cima e pra baixo consigo.

Assim sendo, lá pelas tantas de ontem, meu amigo tinha constatado exatamente isso: Como fazer para obter o PIS de uma maneira trivial, já que até mesmo o nosso departamento de Recursos Humanos, graças ao último dia de expediente do ano, já havia dado tudo por encerrado, e ninguém de lá atendia o ramal?

Graças a Deus, no entanto, descobrimos uma maneira simples de conseguir esta informação, e eu resolvi dividir nossa descoberta por aqui, já que muita gente pode, mais cedo ou mais tarde, se ver numa situação em que o PIS pode ser necessário.

Em primeiro lugar, lembremos que o PIS é um documento da Previdência Social. Assim sendo, a primeira coisa que se precisa fazer é uma visita à esta página do governo. Uma vez lá, deve-se procurar um link — até onde verifiquei, na região superior da página — denominado Trabalhador sem previdência.

Dentre as opções que estarão disponíveis, deve-se selecionar a Inscrição na Previdência Social. Isso fará com que um formulário seja apresentado, e nele deverão ser digitados seu nome completo, data de nascimento, nome da mãe e CPF válidos. Aí é que se vê o grande pulo do gato, já que, se o cadastro existir e estiver ativo, será exibido o número do PIS, bastando então apenas anotá-lo em algum lugar. E pronto.

Felizmente o PIS é um documento cujo número é de simples recuperação. Mas nem todos eles são facilmente recuperáveis: Procurar o próprio número do CPF, por exemplo, exige do cidadão procurar uma unidade da Receita Federal para orientações, já que existem questões de sigilo fiscal envolvidas.

A isso faço uma crítica: Porquê é que neste país precisamos de tantos documentos diferentes, afinal de contas? Me parece mais um dos artifícios governamentais para fazer com que o cidadão brasileiro se perca entre RGs, CPFs, CNHs e Títulos de Eleitor, isso para não mencionar outros. O cidadão brasileiro poderia ter um documento único, que não apenas desse acesso a direitos e benefícios, mas também comprovasse sua  identidade e capacidade para dirigir ou exercer direitos eleitorais, por exemplo. Sabendo que há vários países no mundo onde isso já acontece, resta saber se um dia as coisas por aqui serão assim…

22.10.2007
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Ding Dong!

Minha amiga e vizinha de blogosfera Patrícia Muller está literalmente perdendo o sono por conta de um problema recorrente: Acostumada a passar suas madrugadas em claro e ir dormir por volta de 5 ou 6 horas da manhã, neste último sábado foi acordada lá pelas 9hs da manhã com alguém que tocou sua campainha. Diz a Patty, em um dos trechos de seu artigo descrevendo a história:

— Ah, desculpa, te acordei?

(…)

— Sim, me acordou. Pois não…

— Eu sou (fulana) e nós estamos passando nas casas para incentivar as pessoas a ler a bíblia.

(respira fundo e conta até um bilhão…)

Quem, pergunto eu, nunca passou por uma situação irritante destas? Digo, não vou entrar no mérito religioso e das crenças que está envolvido nesta questão — assim como ela também não entrou — mas sou obrigado a concordar que neste tipo de situação está sendo ferido pelo menos um princípio básico de qualquer cidadão não apenas brasileiro, mas de qualquer parte do mundo: O direito ao sossego. Afinal de contas, se eu ou você não pudermos descansar no retiro do lar, onde poderemos afinal?

Como temos que praticar a política da boa vizinhança, fui à luta e encontrei duas excelentes invenções que poderiam certamente fazer efeito na situação que ela enfrenta com regularidade e gostaria de apresentá-las a vocês. A primeira delas foi originalmente projetada para ajudar mamães que têm crianças pequenas e que não querem ser incomodadas pela campainha depois que seus bebês foram dormir. No entanto, o Sleepy Time Doorbell Button pode atender a qualquer um: Desliga completamente a campainha, deixando-a inoperante ao toque de um simples botão. Por cerca de US$ 20, talvez valha à pena o sossego, afinal.

Mas é claro que, para aqueles que querem algo um pouco menos ortodoxo, há a segunda invenção. E trata-se de algo que já foi concebido há muito tempo: Escavando a grande rede de computadores, encontrei uma imagem digitalizada do que parece ser um pedaço de página de jornal ou de revista, datada de março de 1934. Trata-se da descrição da chamada Anti-pest doorbell:

Notem o intrigante mecanismo da campainha: Para que possa ser tocada, é necessário que uma moeda seja inserida previamente. Caso você esteja visitando a casa de um amigo, este obviamente lhe devolverá o valor do investimento de bom grado assim que abrir a porta. Por outro lado, se estivermos falando de um vendedor ou de alguma outra pessoa simplesmente te incomodando, a tal moeda é retida a título de compensação financeira pelo incômodo.

Genial, não? Sinceramente, não sei como uma idéia dessas não “pegou” desde a época em que foi inventada!

Finalmente, se nenhuma destas invenções efetivamente resolver o problema, talvez seja hora de procurar os seus direitos. Mas não se preocupe: O Decreto Lei número 3.688, promulgado em 03/10/1941 — quase tão antigo quanto a campainha anti-pestes — garante, em sua seção especial, capítulo IV, artigo 42:

Art. 42. Perturbar alguem o trabalho ou o sossego alheios:

I – com gritaria ou algazarra;

II – exercendo profissão incômoda ou ruidosa, em desacordo com as prescrições legais;

III – abusando de instrumentos sonoros ou sinais acústicos;

IV – provocando ou não procurando impedir barulho produzido por animal de que tem a guarda:

Pena – prisão simples, de quinze dias a três meses, ou multa, de duzentos mil réis a dois contos de réis.

Infelizmente, por mais que eu procurasse, não encontrei os valores corrigidos monetariamente da multa que também é aplicável neste caso. Entretanto, dependendo do incômodo, dá mesmo vontade de chamar a polícia e pedir a prisão do infrator. Excelente, não é mesmo?

22.10.2007
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Aula de economia

12.10.2007
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E se tivesse sido o McDonald’s?

Dono de lanchonete é preso por batizar sanduíche de sargento

O dono de uma lanchonete em Alagoas foi detido pela Polícia Militar por dar nomes de patentes de militares a sanduíches. O comandante da PM na cidade de Penedo (169 km de Maceió), Eneildo Batista, considerou que a prática, como chamar um hambúrguer de “sargento”, fere a imagem da corporação e mandou deter o comerciante no domingo.

[...]

Na lanchonete Mister Burg, o cliente pode escolher lanches como o “coronel”, com filé e presunto, e o “comandante”, de calabresa. A Polícia Militar diz que os nomes dos pratos provocavam “chacotas” e “insinuações” contra os policiais entre os moradores da cidade, que tem 60 mil habitantes.

Informou o plantão Daniel Santos. Sem mais comentários.

21.07.2007
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Falha de Comunicação!

Há muitos anos atrás — quando eu ainda era criança — me lembro de ter visto uma mensagem com o texto abaixo. Hoje, depois de anos, percebo o quanto ele continua atual. Embora seja uma piada, retrata um dos problemas mais sérios do mundo corporativo de hoje e sempre. A comunicação.

De: Diretor Presidente
Para: Gerente

Na próxima sexta-feira, aproximadamente às 17 hs, o Cometa Halley estará nesta área. Trata-se de um evento que ocorre somente a cada 76 anos. Assim, por favor, reúnam os funcionários no pátio da fábrica, todos usando capacete de segurança, quando explicarei o fenômeno a eles. Se estiver chovendo, não poderemos ver o raro espetáculo a olho nu — sendo assim, todos deverão dirigir-se ao refeitório, onde será exibido um filme-documentário sobre o cometa Halley.

De: Gerente
Para: Supervisor

Por ordem do Diretor Presidente, na sexta-feira, às 17 hs, o Cometa Halley vai aparecer sobre a fábrica. Se chover, por favor, reúnam os funcionários, todos de capacete de segurança, e os encaminhem ao refeitório, onde o raro fenômeno terá lugar, o que acontece a cada 76 anos a olho nu.

De: Supervisor
Para: Chefe de Produção

A convite do nosso querido Diretor, o cientista Halley, 76 anos, vai aparecer nu no refeitório da fábrica usando capacete, pois vai ser apresentado um filme sobre o problema da chuva na segurança. O Diretor levará a demonstração para o pátio da fábrica.

De: Chefe de Produção
Para: Mestre

Na sexta-feira, às 17 hs, o Diretor, pela primeira vez em 76 anos, vai aparecer no refeitório da fábrica para filmar o Halley nu, o cientista famoso e sua equipe. Todo mundo deve estar lá de capacete, pois será apresentado um show sobre a segurança na chuva. O Diretor levará a banda para o pátio da fábrica.

De: Mestre
Para: Funcionário

Todo mundo nu, sem exceção, deve estar com os seguranças no pátio da fábrica na próxima sexta-feira, às 17 hs, pois o manda-chuva (o Diretor) e o Sr. Halley, guitarrista famoso, estarão lá para mostrar o raro filme “Dançando na Chuva”. Caso comece a chover mesmo, é para ir pro refeitório de capacete na mesma hora. O show será lá, o que ocorre a cada 76 anos.

Aviso para Todos

Na sexta-feira, o chefe da Diretoria vai fazer 76 anos, e liberou geral pra festa, às 17 hs no refeitório. Vão estar lá, pagos pelo manda-chuva, Bill Halley e Seus Cometas. Todo mundo deve estar nu e de capacete, porque a banda é muito louca e o rock vai rolar solto até no pátio, mesmo com chuva.

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