04.07.2009
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TinEye: (Quase) nenhum logotipo é páreo para ele!

Hoje no escritório, durante a hora do almoço, um amigo nos chamou para que tentássemos ajudá-lo a completar um desafio. Tratava-se de conseguir completar o já extremamente famoso Jogo dos Logotipos. Você provavelmente também já deve ter se deparado com ele:  Em uma simples planilha do Excel, são exibidas 99 imagens que representam parcialmente algum logotipo famoso, e nosso trabalho é adivinhar qual é a marca sendo representada.

Eis que começamos a nos empenhar arduamente para ajudá-lo a identificar os logotipos que estavam faltando — aliás bem poucos, eu devo confessar. Um acerto aqui, alguns erros a mais, e desconfiamos que as últimas respostas não seriam nada fáceis de se obter. Um amigo inclusive chegou a brincar, dizendo que devíamos usar o Google Image Search para nos ajudar, mas de uma forma a princípio bem inusitada. Ele comentou que deveria existir alguma maneira de “mandarmos uma imagem pra lá, e a partir dela obter vários resultados que nos dessem pistas a respeito do que estamos procurando“.

Detalhe de parte dos logotipos do jogo

É claro que demos boas risadas depois de pensar na idéia. Mas eis que, como mais pura prova de que — pelo menos às vezes — nossos desejos podem se tornar realidade, acabei encontrando agora há pouco — e totalmente sem querer, acreditem! — um site de busca reversa de imagens, chamado TinEye.

Assim como descrito em seu FAQ, a proposta do serviço é bem simples: A partir de uma imagem que você possua em seu computador — ou que esteja localizada na própria web —  é criada uma pequena assinatura digital exclusiva, apelidada carinhosamente de impressão digital. Esta assinatura é então rapidamente comparada com cada outra imagem que esteja indexada, em busca de similaridades — mesmo que as assinaturas coincidam apenas parcialmente. Na prática, uma imagem parcial que seja submetida pode encontrar a imagem total, até mesmo em versões de maior resolução.

Ainda segundo descrito no próprio site do TinEye, entre suas várias aplicações estão a possibilidade de descobrir de onde uma imagem veio, descobrir com que diferentes aparências ela é apresentada na web, localizar páginas que usam uma imagem criada por você, ou descobrir versões modificadas e/ou editadas de imagens originais. É claro que, dentre estas possíveis aplicações, logo me veio à mente a idéia de testar o grau de auxílio que eu obteria do serviço para completar um Jogo dos Logotipos. E lá fui eu, com um espírito sobretudo disposto a ver até onde essa brincadeira me levaria.

Quem não conhece?Comecei com um logotipo que já conhecíamos: Com a ajuda do magnífico PicPick, recortei da planilha — que o autor originalmente protege justamente para que não seja possível copiar imagens ou visualizar as respostas corretas — parte de um logotipo muito famoso ao redor do mundo. Em seguida, enviei o arquivo gerado para os servidores do TinEye, e obtive uma — ou, na verdade, várias — respostas matadoras, como é possível perceber a seguir:

hsbc_logo_tineye

Com a resposta correta em mãos, foi o momento de partir para alguns outros logotipos que estavam na planilha, desta vez tratando de me focar naquelas respostas que meu amigo ainda não tinha obtido quando nos chamou para ajudá-lo, entre elas, as marcas dos logotipos abaixo:

8 logotipos a mais que testei com o TinEyeTendo como base a figura a cima, da esquerda para a direita, encontrei 26 resultados para o logotipo da Cisco Systems e outros 31 resultados para o logotipo da Timberland. O logotipo da Danone aparentemente é menos difundido através da grande rede, uma vez que obtive míseros 9 resultados quando o procurei. De qualquer maneira, isso não foi nada comparado à total falta de resultados com a qual me defrontei logo em seguida:

Image too simple!!

No caso do logotipo da Basf, o TinEye simplesmente não conseguiu gerar nenhum resultado, e usou como justificativa o seu mecanismo de criação de assinaturas digitais das imagens que são submetidas ao serviço: TinEye requires a basic level of visual detail to properly fingerprint your image. Try uploading a larger or uncropped version if possible, or another more detailed image. Outra explicação que acompanha o erro é a de que certos sites mascaram suas imagens, colocando-as por detrás de uma camada vazia ou transparente, sendo estes casos em que a busca não é efetiva, sendo recomendada a submissão de outra imagem, proveniente, por exemplo, de outro site.

Os dois resultados subsequentes, logotipos, respectivamente, da Tetrapak e da Polaroid, também não constituíram, para mim, uma busca bem sucedida. No primeiro caso, o argumento apresentado pelo serviço foi o de que seu banco de dados de imagens ainda é muito pequeno — só uma fração, comparado à todas as imagens disponíveis na web. No entanto, o TinEye nos encoraja a tentar a mesma busca mais tarde, visto que sua base de dados está sempre em expansão. No caso do logotipo da Polaroid, a mensagem apresentada foi, também, a de que tratava-se de uma imagem pouco complexa para a criação de uma fingerprint. Hunf.

Felizmente, as duas últimas buscas voltaram à linha das identificações positivas: O logotipo da Copag forneceu 9 resultados, enquanto que o da Starbucks, o logotipo com maior número de ocorrências dentre aqueles que eu busquei, afastou qualquer dúvida com relação à sua identidade, após apresentar 71 resultados que a suportavam.

Não posso deixa de mencionar que o TinEye também conta com um plugin para Firefox, que basicamente permite comparar imagens encontradas em qualquer página da web com várias outras, para poupar o trabalho de ter que navegar até o site. No final das contas, essa brincadeira com os logotipos serviu apenas como pano de fundo para demonstrar o quanto pode ser interessante contar com uma ferramenta de busca reversa de imagens. Se não para qualquer das aplicações práticas defendidas pelos seus desenvolvedores, pelo menos para garantir algumas horas de diversão com buscas bem interessantes

25.04.2009
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Da sua cabeça para o Twitter!

brain_twitterAdam Wilson, doutorando em Engenharia Biomédico pela Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos virou notícia esta semana, depois de ter publicado uma atualização em sua conta no Twitter usando, para isso, apenas a força do seu próprio pensamento.

A coisa parece saída de filmes ou livros de ficção científica, mas na verdade foi possível graças a uma engenhoca — parecida com um capacete — plugada ao computador do rapaz, através da qual ele operou uma Brain Computer Interface, ou BCI, capaz de fazer seu cérebro se comunicar com a máquina.

Esta história me faz logo pensar no brilhante físico inglês Stephen Hawking, que, como a maioria das pessoas sabe, sofre de uma doença neurológica que compromete seu sistema motor, e que, além de deixá-lo permanentemente preso a uma cadeira de rodas, o faz precisar de um sintetizador de voz para se comunicar com as pessoas. Comunicação é justamente a maior dificuldade para pessoas que tem este tipo de problema, e, assim como disse à Wired o engenheiro biomédico Kevin Otto, também envolvido com esta experiência, o mais importante é que ela endereça diretamente esta necessidade de se comunicar e de se socializar, ao utilizar um mecanismo atualmente tão popular como o Twitter:

“It’s in tune with what patients want,” said Otto. “Social networking and communication is really their first desire. There’s been quite a bit of success, and a few demonstrations, helping people to e-mail. But the same reason why people choose Twitter and Facebook over e-mail is the same reason why this is significant.”

Os idealizadores dizem que, embora a interface ainda não esteja pronta para comercialização, ela já está além da fase de prova de conceito, uma vez que já se sabe que o sistema funciona perfeitamente — um vídeo publicado no YouTube demonstra, em quase 2 minutos de duração, que isso é realmente sério. Eles dizem que o próximo passo será a utilização do mecanismo por 10 pessoas que hoje já possuem cópias do software responsável por operar a interface entre o cérebro e os computadores, e, a seguir, pensar em formas de integrá-lo de vez à rotina das residências comuns, de forma que qualquer pessoa possa montar o kit de utilização sem necessitar de ajuda.

Honestamente, eu torço para que chegue logo o dia em que atualizar o Twitter telepaticamente terá se tornado tão corriqueiro que me ajude a estar mais presente nesta e em outras redes sociais, já que hoje nem mesmo com todas as facilidades existentes — como o envio de updates através do celular — eu consigo atualizar meu status tanto quanto eu gostaria.

15.08.2008
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Music 2.0: Querem aposentar o MP3!

Vou ser obrigado a admitir: O MP3 se incorporou ao meu dia-a-dia quase tanto quanto vestir roupas ou escovar os dentes. Não sou daqueles que carregam players portáteis por aí, é verdade, mas quando estou no carro é indispensável ouvir um sonzinho, e nesse sentido o formato — que tem aproximadamente uns 13 anos de idade — parece perfeito como uma luva: Como carregar tantas músicas em um CD — ou, no meu caso, um pen drive —, não fosse por ele?

Li essa semana, no entanto, que tem gente querendo aposentar o MP3. Na verdade, o Motion Pictures Experts Group — mais conhecido como MPEG — deverá se reunir em breve para discutir a introdução de um novo formato de áudio digital, o MT9. De acordo com nota divulgada pela agência internacional Reuters:

Developed by the South Korean company Audizen, the MT9 format — commercially known as Music 2.0 — splits an audio file into six channels, such as vocals, guitar, bass and so on. Users playing the track can then raise or lower the volume on the different channels like a producer on a mixing board, to the point of isolating a single item.

Seis canais diferentes seriam muito bem-vindos e eu, inclusive por já ter me arriscado no mundo dos podcasts, comecei até a imaginar como seria criar um podcast com seis canais disponíveis. Quem gosta de música de fundo ouve, quem não gosta, abaixa… sem contar a adição de efeitos especiais e outras coisinhas mais… seria genial!

Acabei fazendo, através do site da Audizen, o download da demonstração da Music 2.0. Um arquivo com quase 80 Mb. Na verdade, como ainda se trata de tecnologia em desenvolvimento, junto veio um player específico para MT9, e três arquivos de aproximadamente 28Mb cada com música coreana — já que os desenvolvedores são de lá. Deu pra brincar um pouco, e o resultado eu registrei assim:

Bem legal, não é mesmo?

Mas, apesar da euforia, devo concordar com a própria reportagem da Reuters que li, em que se considera muito difícil a substituição de um formato já plenamente difundido como o MP3 por um outro, qualquer que seja ele. O motivo? Ficaria muito caro, e levaria muito tempo.

De qualquer forma pode haver esperança: Podem surgir patrocinadores e parceiros comerciais dispostos a bancar a coisa, e isso seria um passo na direção certa. Outro aspecto — o que realmente pesa, eu acho —, envolveria encontrar uma forma de substituir todos os equipamentos compatíveis com MP3 por aqueles eventualmente compatíveis com MT9, mesmo que isso fosse gradativo.

Já pensaram quanto tempo levaria pra substituir celulares, players portáteis e vários outros gadgets? Levaria um tempo beeeeem razoável… E eu fico me perguntando se usuários mais impacientes estariam dispostos a esperar tanto. Pode ser que sim, pode ser que não. Enquanto o MPEG Group não responde essa pergunta trivial, o MP3 não precisa se preocupar em pendurar as chuteiras tão cedo…

06.08.2008
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Diga-me como digitas e te direi quem és

Eu não sou nenhum perito em datilografia — mal uso todos os dedos para fazer minhas digitações —, mas isso não impede os amigos do trabalho de fazer brincadeiras do tipo “Calma, Daniel… desse jeito o teclado vai pegar fogo! Vá mais devagar“, ou “Ele digita rápido assim, mas provavelmente 97% do tempo fica pressionando mesmo o backspace“, quando me vêem digitar.

Nenhuma das afirmativas é verdadeira, claro: Os teclados não podem simplesmente pegar fogo graças à velocidade de digitação de alguém. Se isso fosse verdade, imaginem só o número de acidentes que teríamos, principalmente envolvendo operadores de caixas bancários e outros profissionais que precisam digitar muito mais rápido. Da mesma forma, não é em 97% do tempo que eu aperto o backspace, e sim cerca de, digamos, 15% a 20%. De qualquer forma, essas brincadeiras servem para me dizer que os amigos reconhecem, por assim dizer, o meu padrão de digitação.

A novidade é que, talvez, no futuro, não sejam apenas os meus amigos os que serão capazes de reconhecer o meu padrão: Isso graças à biometria e aos estudos, nesta área, do pesquisador cearense Leonardo Torres. Ele está desenvolvendo uma ferramenta que poderá eventualmente começar a ser aplicada para melhorar a segurança nas transações via Internet e também nos terminais de atendimento eletrônico, como os caixas rápidos, por exemplo:

“Cada um de nós tem um padrão de comportamento no ato da digitação. Temos um ritmo próprio e padrões de erros, por exemplo. O que estamos propondo é a implantação de uma ferramenta complementar de segurança capaz de identificar não apenas se uma senha digitada na web ou em um terminal eletrônico está correta, mas se foi o proprietário dela que realmente a digitou (…)

A grande finalidade da ferramenta é evitar fraudes, reforçando os sistemas de segurança”, resume.”

Na prática, para fazer uso da nova ferramenta de biometria, o usuário deve primeiro preencher um cadastro com suas informações pessoais. Posteriormente ele digita estes dados e aciona uma espécie de “inspetor de qualidade“, na verdade uma rotina que verifica a qualidade da digitação observando se há erros durante o processo.

Se tudo correr bem, um “extrator de características” captura o tempo de digitação entre uma tecla e outra e o tempo de pressionamento de cada tecla. Estas informações são então cruzadas e o usuário identificado conforme seu padrão de digitação.

Segundo o pesquisador, a novidade tende a chegar ao mercado com um custo muito mais baixo do que o normal, pois deve precisar de muito menos equipamentos e dispositivos eletrônicos do que as demais soluções de segurança que envolvem a biometria.

Mas eu tenho que dizer que a primeira coisa que me chamou a atenção nesta história foi o fato de se tratar de tecnologia 100% em desenvolvimento no Brasil. Isso porquê eu, que gosto muito do tema biometria, vejo que quando falamos disso os exemplos de aplicação vêm muito mais do exterior, e este caso, somado à provável adoção de 100% de urnas eletrônicas biométricas para nossas eleições em cerca de 10 anos, são raros e louváveis exemplos.

24.03.2008
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Quatro carros que querem ganhar os céus

No já longínquo ano de 1940, Henry Ford, então presidente da primeira fabricante de veículos do mundo declarou: “Marquem minhas palavras: Uma combinação de avião e carro está chegando. Vocês podem dar risada. Mas ela virá…”. “O quanto Ford está certo, considerando os avanços tecnológicos de quase 50 anos depois?”, foi o que eu me perguntei ao ler essa frase.

Para responder à minha própria dúvida, resolvi procurar e listar alguns possíveis candidatos ao feito de se tornarem, efetivamente, o primeiro veículo híbrido de carro e avião a cruzar os céus mundiais, dando fama e fortuna instantâneas a seus desenvolvedores. Agora eu divido com vocês as minhas descobertas — aliás, alguém deve reparar, o número de projetos é bem considerável, cada qual tentando por conta própria alçar vôos ambiciosos.

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18.12.2007
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sQuba: Até debaixo d’água

A indústria automobilística parece mesmo disposta a nos surpreender com suas idéias mirabolantes ainda este ano: Depois do anúncio do Transition, um veículo que combina de maneira híbrida carro e avião a ser produzido por americanos do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), é a vez de uma empresa suíça chamada Rinspeed ganhar a atenção da mídia.

O motivo é o sQuba, um carro totalmente conceitual a ser apresentado no Salão Automotivo de Genebra em março de 2008, e sua capacidade no mínimo impensável: A de rodar não apenas em estradas convencionais, mas também submerso. Segundo afirma o diretor da Rinspeed, Frank Rinderknecht, o carro poderia navegar em profundidades de até 10 metros.

squba.jpg

Enquanto na estrada a força do veículo deve ser providenciada por motores elétricos, a propulsão na água fica por conta de duas hélices e de jatos que têm a função de impelir o veículo para frente enquanto está debaixo da água. Ocorre que, como em qualquer idéia proveniente diretamente da imaginação e da ficção científica, há uma chance de que ela não emplaque: Neste caso, os próprios representantes da empresa dizem que não há chances de que a idéia ganhe proporções industriais e comerciais. Mas será mesmo?

29.11.2007
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Papel que Fala

Quando eu era criança e não existia Internet nem muito menos câmeras digitais, me lembro que uma das minhas maiores diversões ao tirarmos fotos em casa era buscá-las na Fotoptica, onde normalmente mandávamos revelá-las, por ficar na rua de trás de casa. Digo isso porquê acompanhando o envelope com as fotos vinham uma ou mais cartelinhas de adesivos com balões de fala, pensamentos e onomatopéias: A minha diversão era transformar as fotos em verdadeiras fotos que falam.

O tempo passou, a moda das fotos que falam também, e a tecnologia foi avançando cada vez mais, a ponto de agora surgirem os verdadeiros papéis que falam.

Uma startup havaiana chamada Labels That Talk criou um software que permite a impressão de códigos de barra de alta densidade em tiras de papel capazes de armazenar mensagens gravadas em áudio: Basta digitalizar o papel com qualquer scanner e ele reproduzirá a mensagem. Atualmente cada tira de papel da empresa tem a capacidade de 8 kilobits, o que é suficiente para 10 segundos de áudio.

O idealizador do projeto, Ken Berkun, diz que pensou na filha pequena, que adora ver fotos com o pai, e em como seria legal que cada foto pudesse “dizer” o que está retratando. A meu ver na verdade, além disso, as aplicações práticas são enormes:

  • As indústrias farmacêuticas poderiam acoplar avisos aos remédios destinados aos pacientes, com certas instruções ou normas de segurança;
  • Os ingressos de espetáculos, filmes ou eventos esportivos poderiam informar aos compradores como chegar aos seus assentos;
  • Em supermercados e demais lojas de grande porte, os produtos poderiam informar seus preços automaticamente, o que ajudaria pessoas com deficiência visual, por exemplo;
  • CDs e DVDs nas prateleiras das lojas ou locadoras poderiam reproduzir trechos de seu conteúdo automaticamente, servindo como preview. Neste caso, assumo, é claro, que o armazenamento de vídeo também seja possível, como evolução natural da idéia.

A principal diferença entre a idéia da Labels That Talk e outras soluções que também procuram incorporar mídia a etiquetas, como os Memory Spots, da Hewlett-Packard – que podem armazenar de 256 kilobits a 4 megabits de dados, inclusive vídeo e imagens – está no preço: A solução da HP, baseada em um chip de memória flash NAND, é mais cara do que a impressão direta em papel, podendo custar de 10 a 50 centavos de dólar quando chegarem ao mercado.

Um último ponto muito relevante: As negociações da Labels That Talk incluem alguns fabricantes de celular: Desta forma, não devemos nos espantar se a idéia realmente se tornar popular daqui a algum tempo. Com pessoas levando scanners portáteis em seus telefones móveis, as possibilidades são ainda mais gigantescas!

22.10.2007
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Celulares Conceituais

Ocorreu no começo deste mês de outubro, no Japão, a edição 2007 da CEATEC Cutting-edge IT & Electronics Comprehensive Exhibition —, feira de Tecnologia da Informação e Eletrônicos que mostra as últimas novidades e tendências destas duas áreas. Eu não tive a chance de comentar antes por aqui sobre duas grandes novidades que podem estar para surgir dentro em breve no mercado de celulares através da japonesa DoCoMo, e vou fazer isso agora (antes tarde do que nunca).

A primeira delas pode alterar drasticamente o conceito que pessoas comuns como você ou eu temos dos teclados dos celulares: Eles podem passar a ser feitos de papel!

O interesse dos japoneses pela invenção está na esperança de desenvolverem um teclado que mude o que está exibindo conforme o tipo de aplicação que estiver em uso. Por exemplo, quando alguém abre o cliente de e-mail do aparelho, o teclado é alterado de alfanumérico para a exibição de caracteres japoneses — hiragana e katakana —, propiciando melhor acessibilidade e visualização.

Segundo a diretoria de produtos da empresa, tal medida ajudaria principalmente o nicho de mercado composto por usuários mais idosos, que não estão tão acostumados aos gadgets modernos e têm resistência em usuá-los. No momento, o principal obstáculo do e-paper que compõe o teclado é a velocidade de mudança dos símbolos que são exibidos, ainda muito lenta. A idéia inicial dos engenheiros é fazer com que cada mudança dure no máximo meio segundo, para depois falar em algo que possa ser realmente lançado comercialmente.

Já o segundo aparelho promovido pela DoCoMo é um celular que preza pelo bem-estar de seus usuários: Desenvolvido através de uma parceria com a também japonesa Mitsubishi e ainda sem data definida para início de sua produção, o aparelho — apelidado carinhosamente de Wellness Cellphone — age como um personal advisor e pode dizer se quem o está carregando está andando, correndo, subindo escadas ou apenas parado, computando e exibindo as calorias consumidas, tudo baseado no registro do movimento feito.

O gadget também pode medir o pulso a partir da ponta dos dedos, estimar o percentual de gordura corporal e — pasmem determinar o nível de mau hálito de seu dono através de um orifício que deve ser soprado para tanto.

Pelo que eu andei lendo, este segundo aparelho é apenas mais uma das muitas evidências dos diversos dispositivos que os japoneses freqüentemente inventam na febre para perder algumas calorias: Os nossos amigos nipônicos também contam com coisas como uma balança de banheiro da qual se pode fazer o download de dados de perda de peso e um pedômetro que mede a perda de calorias e a distância caminhada enquanto está no bolso de seu usuário.

O fato é: Do jeito que tanta gente se preocupa com o peso, talvez este aparelho fosse um grande sucesso de vendas também no Brasil, se um dia a DoCoMo fizer o aparelho chegar aqui através de alguma parceria… quem sabe…

12.10.2007
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Transition: Carro e avião num só

Parece que estamos mais próximos de alguma coisa similar ao veículo utilizado pelos Jetsons em seu desenho animado futurista produzido na década de 50. É porquê um grupo de alunos do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) fundou uma empresa em 2006, a Terrafugia, que produziu recentemente a primeira asa dobrável para aeronaves esportivas leves da história.

Eles acreditam que sua invenção pode finalmente viabilizar o desenvolvimento de um veículo híbrido entre carro e avião. Achei interessante o fato de que, apesar de a asa criada pelos estudantes ser apenas o primeiro passo do desenvolvimento do veículo, que deve se chamar Transition, essa já foi a superação de um problema e tanto: Até agora, todos os protótipos de mistos de carro e avião no mundo voavam com asas retiráveis manualmente. O projeto deles, no entanto, conta com asas retráteis automáticas.Se eles conseguirem superar o próximo desafio técnico, construir um motor que funcione tanto no ar quanto no chão e que seja capaz de funcionar com a gasolina encontrada em qualquer posto, o problema residirá nos requisitos exigidos pela FAA, agência reguladora da aviação norte-americana: velocidade máxima de aproximadamente 222 km/h, capacidade para uma ou duas pessoas e um mecanismo de aterrissagem fixo, entre outros.

A ambição é grande: A produção, que os alunos estimam ser de 50 a 200 veículos por ano, deve começar em 2009. A empresa planeja cobrar US$ 148 mil por veículo. Tentador?

24.09.2007
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Traduções via hardware

fuji_translator.jpgNão é nenhuma novidade que, quando você precisa traduzir um documento, além dos já manjados dicionários velhos de guerra, pode tentar utilizar um serviço de tradução on-line, como o Google Translate. A despeito de serviços como este serem acessíveis de qualquer local ou plataforma computacional, seu problema principal é outro velho conhecido de muita gente: As traduções são, por vezes, absolutamente macarrônicas.

Por conta deste tipo de limitação tecnológica atual, os serviços profissionais de professores de idiomas ou tradutores — que dependem exclusivamente de seus cérebros e raciocínios para elaborar as traduções — são extremamente valorizados quando se precisa de um serviço com qualidade. Mas, se a mais nova copiadora da Fuji Xerox — atualmente em demonstração apenas em território japonês — se mostrar viável, estes profissionais podem estar prestes a precisar enfrentar a fila de uma agência de empregos.

O produto pode digitalizar uma página de texto impressa em japonês e, com o simples pressionamento de uma tecla, imprimir uma tradução fiel do conteúdo em chinês, inglês ou coreano, com o detalhe importante de manter o layout original, se o conteúdo tiver sido obtido de jornais ou revistas. As traduções também funcionam no sentido inverso, se necessário.

A mágica do processo ocorre quando se conecta a copiadora — que ainda não foi batizada oficialmente — a um servidor de tradução, onde são combinados diversos algoritmos que podem diferenciar texto, desenhos, figuras e linhas para a manutenção do layout.

Embora o produto me impressione, fico imaginando seu custo, que, com certeza, será bem alto. Para profissionais ou agências que trabalham diretamente com isso no dia-a-dia, e fazem das traduções seu ganha pão, provavelmente o investimento possa compensar. Mas serão os algoritmos de tradução — também baseados em software — ao menos mais inteligentes que os que estão disponíveis hoje? Só o tempo — e o lançamento oficial da copiadora, sem data marcada — dirão.

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