Estou fraquejando pelo Chrome?
Apesar de ser um em um bilhão de usuários da raposa de fogo, um comentário de meu grande amigo Rodrigo Ghedin, feito à época desta afirmação não me saiu da cabeça. Ele, um ex-firefoxer, afirmou que eu ainda veria que o Google Chrome 3 ou 4 seria um grande divisor de águas, visto os grandes esforços da empresa em desenvolver de forma consistente seu navegador web, adicionando, em versões futuras, recursos como os que o Firefox já possui — extensões e temas.
Atualizando minhas leituras, verifiquei através de nota publicada pelo Lifehacker, que o Chrome 3.0 já saiu do forno, e com algumas novidades que até então estavam disponíveis apenas para os usuários que estavam utilizando development versions, coisa que eu, neste caso, optei por não fazer. Dessa forma, abri meu Chrome 2 — sim, a instalação está residente por aqui, e fui logo ao menu about, para provocar uma atualização.
Em questão de segundos me deparei com novas funcionalidades, que o Lifehacker resume bem: O Chrome agora possui melhorias de velocidade — diz o Google que trata-se de uma melhoria de performance do Javascript da casa de 150% desde o primeiro beta do programa, uma nova página inicial de onde se pode realizar um número maior de customizações, uma omnibox melhorada, suporte à HTML5, que promete uma experiência melhorada de navegação e temas para alterar a aparência do navegador.
Com relação à primeira questão, velocidade, devo dizer que me surpreendi imensamente. O Chrome já era relativamente rápido, mas agora está voando no meu computador: E não importa quantas abas eu abra — e olhem que eu costumo navegar com muitas abertas —, a velocidade parece não se abalar.
Blogar é também uma experiência aparentemente muito mais veloz com o novo Chrome, para mim. O editor do WordPress funciona a 1000 por hora, e editar textos não demora tanto quanto quando eu uso o Firefox. Melhoria geral e muito bem-vinda.
Coroando minha constatação, precisei fazer uso do internet banking do meu banco, e resolvi colocar o novo Chrome à prova. Imaginei logo que fosse aparecer alguma mensagem de incompatibilidade, ou problema similar. Além disso não ter ocorrido, as transações foram realizadas num piscar de olhos. Um ponto enorme para o browser da Google.
Com relação à página inicial, é verdade que ela está diferente: Agora é possível alterar a ordem das últimas abas abertas, arrastando-as de um lado para o outro com o mouse. Na prática, no entanto, achei que, para mim, isso não faz a menor diferença. Gostei mesmo foi de outra novidade, a de ser capaz de manter páginas visitadas recentemente listadas na minha página inicial indefinidamente, ou, como dizem por aí, de piná-las.
A nova omnibox do Chrome, comparável à barra de endereços do Firefox, também é interessante. Além de tentar auto-completar endereços conforme você digita — desde que o Google esteja definido como padrão para seu site de busca nas opções —, também foram adicionados ícones contextuais que servem para diferenciar as sugestões de completamento entre sites, buscas, bookmarks ou sites que você tenha visitado recentemente.

Sugestões obtidas a partir da ominibox
O suporte à HTML5 é algo que certamente atrairá aqueles que tem no webdesign e no desenvolvimento de aplicações web as suas atividades diárias, na medida em que promete tornar tecnologias como o flash uma coisa do passado.
Os desenvolvedores do Chrome apostaram alto na nova versão da linguagem, que trará tags como <audio> e <video>, que deverão tornar a tarefa de acrescentar mídias destes tipos a um site algo muito mais simples: Sem necessidade de plugins, acrescentar vídeos e áudio será tão simples quanto acresentar uma imagem através da tag <img>. Ou seja, usando o Chrome 3, poderei estar na vanguarda da internet.
Finalmente, no que diz respeito a temas, eles finalmente chegaram para os usuários finais. Até eu, que honestamente não vi um só tema de que eu tenha realmente gostado, acabei por escolher um menos mal. De qualquer maneira, isso demonstra que neste campo também há uma preocupação do Google em igualar seu navegador aos recursos oferecidos pelos outros navegadores.
Talvez, admito, eu esteja finalmente fraquejando pelo Chrome. Sei que é complicado dizer algo assim tão pouco tempo depois de me afirmar um firefoxer, mas realmente esta nova versão está me enchendo os olhos como nenhuma outra. A única questão pendente são as extensões, que o Firefox possui, e o Chrome ainda não. Pelo menos nas versões para o público final.
Isso porquê os que optam por usar a versão para desenvolvedores já contam com a possibilidade de usar extensões. A mais interessante na minha opinião — por ser a que mais me faz falta — é o GMail Checker (que pode ser instalada aqui). No entanto, prefiro esperar pela estabilidade. Extensões realmente fazem falta, mas para mim são uma questão controversa, já que adicionam recursos extras ao navegador, mas normalmente roubam-lhe performance.
Já sou capaz de admitir, no entanto, que saber como os desenvolvedores do Chrome terão lidado com isso, evitando perda de desempenho com extensões assim que este também se tornar um recurso publicamente disponível, pode ser a diferença entre optar definitivamente por ele e me tornar, também eu, um ex-firefoxer.
Trocando em miúdos, Rodrigo: Será que você estava com a razão este tempo todo? Novamente, só o tempo — e, claro, mais uma ou duas versões do Chrome — dirá.
O Chrome é promissor!
Não é raro que ouçamos pessoas dizendo que, mais dia, menos dia, o Google vai acabar desenvolvendo um sistema operacional completo. Um dos passos nesse caminho foi o desenvolvimento de uma suite de aplicativos de produtividade — o Google Docs —, e não me espantaria nada que amanhã eles realmente levassem essa idéia adiante e desbancassem, ao longo do tempo, muitas empresas por aí.
Mas enquanto o amanhã não chega, me prendi ao dia de hoje. Dia em que, aliás, baixei, para experiências, mais uma novidade do pessoal de Mountain View, na California: Trata-se do Chrome, que é, nada mais, nada menos, a proposta de navegador web de código aberto do Google.
De acordo com informações contidas na página do programa — que por enquanto só está disponível para os sistemas operacionais Windows Vista e Windows XP —, a idéia de desenvolver um navegador web surgiu porquê “…no Google, passamos a maior parte de nosso tempo trabalhando dentro de um navegador (… e …) Já que passamos tanto tempo on-line, começamos a pensar seriamente sobre que tipo de navegador poderia existir se pudéssemos começar do zero e construir a partir dali os melhores elementos“.
Nesse começo do zero, dizem os desenvolvedores, alguns elementos do WebKit da Apple e do Firefox foram amplamente usados. Aliás, um dos principais desejos deles, o minimalismo e a rapidez, são facilmente notados. O Chrome, todo em tons de azul googliano, não possui barra de menus — o que dá a sensação de que estamos navegando o tempo todo em modo tela cheia. Quando você navega um pouco utilizando a ferramenta, sente justamente uma agradável leveza.
Preciso admitir, no entanto, que começar a navegar com o novo navegador do Google foi um pouco complicado. Talvez seja o fato de o trabalho dos desenvolvedores estar só no começo — afinal, lembrem-se de que tudo o que o Google desenvolve recebe instantaneamente uma tag beta, mas o fato é que ao tentar executar o programa logo de cara em meu computador não parava de receber duas insistentes mensagens de erro, após o que o Chrome ia para o beleléu instantaneamente.
Felizmente, a segunda mensagem me levou a uma pista para solucionar o problema: O travamento repetitivo acontecia por causa de um vilão, o arquivo winhttp.dll — responsável, no Windows, por ser a ponte de comunicação do sistema com o protocolo HTTP. Para resolver o problema, segui uma sugestão de outra alma que já havia passado pelo mesmo aperto, adicionando ao atalho do Chrome a chave –new-http — notem que há dois hífens no início. A partir daí, o navegador funcionou que foi uma beleza.
Na seqüência, me fiz uma pergunta, que não queria calar: Seria o Chrome um páreo à altura do Firefox?












