13.02.2010
3
2.330

Segredos do Celular: Verdades ou Mitos? 

Esta semana recebi uma mensagem mencionando 4 utilidades escondidas que, supostamente, estariam presentes em qualquer telefone celular. Foi o que bastou para que eu, uma pessoa bastante cética, quisesse colocar as afirmações à prova. Para isso, usei meu aparelho atual, um LG Viewty, e classifiquei as afirmações como sendo ou não mitos. O que eu descobri, divido com vocês logo a seguir.

O número universal de emergência para celular é 112

Diz a mensagem que recebi: “Se você estiver fora da área de cobertura de sua operadora e tiver alguma emergência, disque 112 e o celular irá procurar conexão com qualquer operadora possível para enviar o número de emergência para você, e o mais interessante é que o número 112 pode ser digitado mesmo se o teclado estiver travado“.

Plausível. Realmente, discar o número 112 no teclado do meu celular fez com que a inscrição “chamada de emergência” aparecesse no visor, indicando o que, provavelmente, se transformaria numa chamada de emergência. No entanto, não completei a chamada — basicamente por não estar realmente em uma emergência, e assim, apenas posso acreditar que a coisa funcione.

O celular pode ser usado para destrancar seu carro

Diz a mensagem: “Você já trancou seu carro com a chave dentro? Seu carro abre com controle remoto? Bom motivo para ter um celular. Se você trancar seu carro com a chave dentro e a chave reserva estiver em sua casa, ligue pelo seu celular, para o celular de alguém que esteja lá. Segure seu celular cerca de 30cm próximo à porta do seu carro e peça que a pessoa acione o controle da chave reserva, segurando o controle perto do celular dela. Isso irá destrancar seu carro, evitando de alguém ter que ir até onde você esteja, ou tendo que chamar socorro. Distância não é impedimento. Você pode estar a milhares de quilômetros de casa, e ainda assim terá seu carro destrancado”.

Mito. Ao tentar realizar este procedimento com meu celular, não obtive sucesso. Quem foi que disse que celulares e alarmes de carro operam na mesma frequência?

Existe um código secreto que libera carga de bateria extra para o celular

Mais uma colocação da mensagem que recebi: “Vamos imaginar que a bateria do seu celular esteja fraca. Para ativar, pressione as teclas *3370#. Seu celular irá acionar a reserva e você terá de volta 50% de sua bateria. Essa reserva será recarregada na próxima vez que você carregar a bateria”.

Mito. Digitar o código em questão em meu celular fez com que eu obtivesse a resposta “dados inesperados“. Como, das afirmações que são realizadas na mensagem, esta é, na minha opinião, sem sombra de dúvida a mais sensacional e útil de todas, fiz uma busca internet afora, procurando saber se, eventualmente, a mensagem que recebi continha um código que tivesse sido transcrito erroneamente, mas apenas percebi que o código está correto.

Investigando um pouco mais, descobri uma nota no site Snopes, especializado em listar rumores e boatos das mais diversas categorias. Depois de ler a informação em questão, foi possível me convencer de que a coisa toda é, na verdade, um mal entendido, e pode inclusive causar o efeito contrário em alguns aparelhos, como os da marca Nokia:

The claim that pressing the sequence *3370# will unleash hidden battery power” in a cell phone seems to be a misunderstanding of an option available on some brands of cell phone (such as Nokia) for Half Rate Codec, which provides about 30% more talk time on a battery charge at the expense of lower sound quality. However, this option is enabled by pressing the sequence *#4720#; the sequence *3370# actually enables Enhanced Full Rate Codec, which provides better sound quality at the expense of shorter battery life.

Existe um código secreto que pode evitar que terceiros usem seu celular em caso de roubo

A mensagem termina com esta afirmação: “Para conhecer o número de série do seu celular, pressione os seguintes dígitos: *#06#. Um código aparecerá. Este número é único. Anote e guarde em algum lugar seguro. Se seu celular for roubado, ligue para sua operadora e dê esse código. Assim eles conseguirão bloquear seu celular e o ladrão não conseguirá usá-lo de forma alguma. Talvez você fique sem o seu celular, mas pelo menos saberá que ninguém mais poderá usá-lo. Se todos fizerem isso, não haverá mais roubos de celular“.

Plausível. Digitar o código em questão exibiu, em meu aparelho, o IMEIsigla, em inglês, para International Mobile Equipment Identity, um código que realmente identifica cada aparelho celular de forma única, e que pode mesmo ser utilizado não apenas para rastrear os aparelhos, mas também para bloqueá-los em caso de roubo. A razão para classificar este item como plausível se baseia em dois fatores. O primeiro, que nem todos os aparelhos exibem o IMEI utilizando-se a combinação em questão. O segundo, que a possibilidade de a operadora bloquear seu aparelho apenas com o IMEI existe, mas pode ser em muitos casos, limitada.

O resultado final, a meu ver, não é animador. A mensagem que recebi mistura, deliberadamente, pontos que são factíveis e reais com outros que não têm nenhuma indicação de que poderiam sequer funcionar. De qualquer maneira, pelo menos para uma coisa esses testes serviram: Eliminar dúvidas, de uma forma divertida…

04.11.2008
3
267

Olá, chip da Oi! 

Desde o último dia 24 de outubro sou um dos mais novos clientes da Oi, operadora de celular que iniciou suas atividades aqui no estado de São Paulo. Os motivadores para tal decisão se resumem a dois pontos principais.

Primeiro, a curiosidade. Sempre ouvi falar muita coisa a respeito da operadora, e, não vou mentir, na sua grande maioria, coisas positivas. A empresa, por exemplo, sempre defendeu o desbloqueio de aparelhos — inclusive com campanhas muito bem estruturadas —, e tem um slogan que diz “você fica na Oi porquê gosta da OI“. Nada mais justo.

O segundo motivador é financeiro. Para os clientes que comprassem um chip da Oi e se cadastrassem até o final do mês de outubro, a operadora ofereceu uma promoção praticamente irrecusável — e que provocou filas quilométricas em seus quiosques e lojas dos shoppings aqui da cidade: R$ 600 em créditos por mês durante os três primeiros meses de uso, distribuídos em R$ 20 por dia — embora válidos apenas no próprio dia. Estes créditos podem ser gastos em ligações locais para qualquer telefone fixo ou número da Oi, ou ainda em ligações interurbanas usando-se a Telemar (31), para qualquer telefone Oi, seja ele celular ou fixo. E de quebra ainda podem ser enviados torpedos SMS para qualquer operadora.

Aqui em casa temos aproveitado bastante a novidade: Minha esposa principalmente, pois tem entrado em contato com familiares no Nordeste que usama Oi — tanto celular quanto fixo, e que, por sinal, não parecem reclamar nem um pouco do serviço. Aliás, entrando em contato com conhecidos que trabalham em lojas de outras operadoras, também não tenho visto nenhuma reclamação. Todos dizem que a operadora é ótima.

Será que estou cego pela novidade? Apesar de saber que a resposta poder ser, eventualmente, sim, por enquanto estou gostando muito. A única desvantagem que percebi em relação à Claro — operadora da qual tenho um chip ainda não colocado em desuso — é a praticidade desta última ao oferecer um endereço de email para nossos celulares, que pode ser usado a partir de qualquer serviço de correio eletrônico para enviar SMS diretamente para o celular. Nada que não possa ser contornado, é claro, através de serviços gratuitos oferecidos na própria web ou pelo site da operadora.

Agora é só esperar pra ver o que o tempo dirá.

26.09.2008
3
153

A Vivo (quase) subiu no meu conceito 

No último fim de semana, depois de alguns anos de bons serviços, o celular da minha esposa simplesmente resolveu que não ia funcionar. De uma hora pra outra não ligou mais, e, por mais que algumas contra-medidas tenham sido aplicadas, não teve mesmo jeito: O bichinho estava mesmo determinado a bater as botas.

Como isso aconteceu, não tivemos outro remédio, a não ser comprar um novo aparelho. Após procurar por um que fosse de seu agrado, finalmente ela se decidiu por um Nokia 5200, na cor preta, tal como o que ilustra este artigo. O principal problema da decisão foi que os únicos aparelhos desta cor disponíveis na cidade — por mais que procurássemos — eram habilitados pela Vivo.

Não entrarei em detalhes a respeito agora, mas ocorre que temos, em casa, um certo histórico de aversões à operadora. Tanto é que nossos celulares em casa são da Claro e da TIM. No entanto, após pensarmos um pouco — e após minhas inúteis tentativas de dissuadir minha esposa de comprar este modelo em específico por conta justamente da operadora —, o que acabamos fazendo foi adquirir o Nokia 5200 da Vivo mesmo, para colocar em prática nossos direitos, garantidos pela resolução 477 da Anatel.

Na prática, uma das coisas garantidas por tal documento aos consumidores é o direito de desbloqueio do aparelho celular sem qualquer custo adicional além do de própria aquisição do telefone — e do chip. Ocorre que esta semana fomos à loja da Vivo para que o celular fosse desbloqueado, e, na primeira vez, após receber de bom grado o pedido feito por minha esposa — o que me espantou, dadas as inúmeras histórias que já ouvi com relação à operadoras que dificultam ou ainda cobram pelo desbloqueio, mesmo sabendo estarem contra a lei — a atendente da loja realizou o cadastro dos dados pessoais e, em seguida, nos pediu para voltar outro dia pois estava sem condições de desbloquear o aparelho naquele instante por falta de senhas de desbloqueio, que, segundo ela, eram geradas diariamente mas já haviam acabado na ocasião.

Apesar de ter aceitado a sugestão de voltar outro dia, nada me tirou da cabeça que o argumento da moça da loja nada mais era do que uma tentativa de nos fazer desistir de nosso intuito. Sabe quando você tenta cancelar um serviço ou cartão de crédito, e ficam te jogando de um lado pro outro, de uma pessoa pra outra? Então… quase como se fosse isso. Ainda comentei com minha esposa que estávamos sendo enrolados, mas não tínhamos prova disso.

Depois disso, mais dois contatos telefônicos foram necessários, até descobrirmos que — agora sim — o desbloqueio poderia ser feito. Voltamos à loja em questão dois dias depois e aí sim uma das atendentes pegou o aparelho e, para a minha total surpresa, puxou da gaveta um manual operacional da Vivo todo surrado, de onde encontrou uma página de instruções para desbloqueio para celulares Nokia e começou a seguir os passos. Sem que ela consultasse qualquer informação — muito menos qualquer tipo de senha — em poucos minutos foi possível inserirmos um chip GSM da Claro, que, muito normalmente, foi aceito pelo aparelho, que enfim estava livre das correntes da Vivo.

Não quis criar caso com a atendente — que não era a mesma do outro dia —, mas fiquei pensando que minhas suspeitas realmente se confirmaram: Mesmo com a lei do nosso lado, há empresas que tentam se valer de várias técnicas diferentes para não cumpri-la, e ficou evidente que este episódio retratou apenas uma dessas técnicas. Dessa maneira, quando eu estava pensando em redimir a Vivo por outros episódios em minha vida justamente porque eles até que não dificultariam nossa vida para desbloquear um celular, percebi que, no máximo, a operadora quase subiu no meu conceito. Mas bateu na trave.

09.07.2008
5
169

Juice Bar, uma idéia genial! 

Juice BarVocê já reparou que quando mais precisa de um carregador de celular, nunca tem um deles à mão? Comigo, a última vez que isso aconteceu foi há apenas alguns dias atrás. Eu estava andando pela rua quando precisei fazer uma ligação urgente pra resolver um pequeno problema que tinha aparecido. Infelizmente, percebi que meu celular estava completamente descarregado. Resultado? Fiquei na mão.

Admita. Qualquer pessoa que tenha celular já passou por algo parecido. Nessas horas, tudo o que você quer é justamente um carregador que não esteja a quilômetros de distância, para, pelo menos, quebrar um galho.

Enquanto muita gente soluciona esse tipo de problema levando um carregador sobressalente na bolsa ou deixando um na gaveta do escritório, algo muito mais prático já surgiu e está disponível, pelo menos no exterior. Uma empresa inglesa inventou um carregador de emergência para celulares, que foi batizado de Juice Bar.

Pagando £2,99 — o que na data deste artigo equivalente a cerca de R$ 9,40 — é possível adquirir kits para aparelhos Nokia, Samsung, Motorola e Sony que podem lhe fornecer até 1 hora de conversação extra, ou 8 horas de standby. O legal é que, embora seja necessário esperar 1 hora para se obter uma carga completa, o celular pode ser ligado e utilizado normalmente durante este meio tempo. E ao fim do processo, você joga fora o Juice Bar, que é completamente descartável — e não agride o meio-ambiente.

Sinceramente, gostaria de ver essas coisas aqui na terra brasilis. Mas será que uma coisa assim faria sucesso por aqui?

26.02.2008
14
107

Mais uma, infelizmente, sobre tele-atendimentos 

E os domingos parecem mesmo ser os dias em que eu me indisponho com o atendimento telefônico das empresas com as quais tenho algum tipo de relacionamento. Neste último foi a vez da TIM, onde possuo um chip pré-pago cadastrado em meu nome, para um celular que é utilizado na verdade pela minha esposa.

Ocorre que o tal celular — que não é usado já há algum tempo pois normalmente a esposa e e eu saímos juntos e usamos o meu aparelho para qualquer eventualidade — exibiu um aviso dizendo que havia mensagens no correio de voz. Ao tentarmos recuperá-las, nos deparamos com um alerta sonoro, dizendo que “o número da caixa postal era inexistente“.

Dado este pequeno imprevisto, liguei para a TIM através de seu número, *144, após o que fui prontamente atendido — em menos de 45 segundos, acreditem — e informado pela funcionária que em alguns minutos poderia voltar a acessar meu correio de voz. A explicação para a mensagem era que, devido à falta de uso, o serviço havia sido suspenso. Apesar de não entender bem essa explicação e me questionar que empresa em sã consciência bloqueia um correio de voz, desliguei satisfeito. Era domingo, e eu queria mesmo era aproveitar o dia.

Eis que passados alguns minutos, resolvi testar a caixa postal. Desta vez, ao invés de obter a mensagem anterior, descobri que a linha havia ficado muda. E mais: Ao invés do problema original, agora eu tinha em mãos um problema evoluído. Não conseguia mais completar nenhuma ligação. Para o meu celular, para a minha casa, para a casa da minha mãe e de amigos, nenhuma. Em toda santa vez o aparelho ficava mudo, e a mensagem na tela era de ligação encerrada.

Liguei novamente para a TIM. Detalhe: Desta vez, dada a mudez do celular, me vi obrigado a consultar no site da operadora um número — ao menos 0800 — alternativo. Depois de quatro minutos de espera uma nova funcionária, chamada Eliana, me atendeu. Expliquei a ela que achava que, no processo de desbloqueio do meu correio de voz, devia ter ocorrido algum problema, pois agora além do próprio não funcionar, de quebra ainda não conseguia mais completar uma ligação sequer.

Toca esperar. Ao todo, 15 minutos, recheados com as célebres frases-chavão do tele-atendimento, como “só mais um minuto por favor, senhor“. Ao final desse período a tal Elaine finalmente me dá o veredito: Diz se tratar de um problema relacionado ao desbloqueio do correio de voz, e que eu precisaria esperar 24 horas até que a situação fosse normalizada.

Eu: — Olha, eu acho que tem algo errado. Se fosse só o problema do desbloqueio do correio de voz, eu estaria conseguindo completar minhas ligações normalmente, e não é isso que está acontecendo…

Ela: — Senhor, é como eu já te disse. Trata-se de um problema com o correio de voz, e não há nada a fazer a não ser esperar o prazo e, se ainda persistir o problema, voltar a nos contactar para abrirmos um chamado.

Eu: — Nesse caso eu prefiro abrir esse chamado agora. Sei que não é um problema só no correio de voz, mas sim em algum procedimento equivocado que a pessoa que me atendeu antes de você deve ter realizado.

Ela: — Senhor, eu sinto muito. Os chamados só podem ser abertos após decorridas as 24 horas, conforme nosso regulamento.

Eu: — Quer dizer que estou sujeito a ficar 24 horas com o telefone sem completar ligações e não há nada que possa ser feito nesse meio tempo?

Ela: — Exatamente, senhor.

Eu: — Nesse caso vou fazer uma reclamação para a Anatel.

Ela: — Se o senhor quiser fazer uma reclamação, o problema é do senhor.

Eu: — Ah, é? Então agora é que vou abrir mesmo… me diga o seu nome completo e seu registro, por favor.

Ela: — A TIM agradece a sua ligação, tenha um bom dia.

Não preciso dizer que, a partir do momento em que ela me disse que o problema era meu, meu sangue ferveu. Que história era aquela? Nunca antes na minha vida alguém do atendimento tinha falado comigo neste tom, e não achei isso certo de maneira alguma. Claro que resolvi ligar lá novamente, com a única diferença de que desta vez não mencionei o possível problema com o desbloqueio do correio de voz.

Atendente: — TIM (…), Rosana, bom dia.

Eu: — Estou com um problema no meu celular. Não consigo completar ligação alguma com ele, mesmo tendo R$ xxx de créditos disponíveis em saldo.

Rosana: — Senhor, que modelo de celular o senhor tem?

Informei o modelo.

Rosana: — Pois não, senhor. Realizarei agora a reinicialização da rede no seu número de telefone e aparelho. Deve levar alguns minutos para que a situação se normalize.

Observei enquanto ela me dizia essas coisas que o celular voltou a funcionar, pois consegui completar uma ligação para o meu outro aparelho. Informei na hora à atendente, que, após minha confirmação, apenas me perguntou se eu ainda precisava de alguma coisa.

Eu: — Não. Muito obrigado.

Rosana: — A TIM agradece sua ligação, tenha um bom dia.

Agora pensem comigo: Olhem só a diferença entre os atendimentos promovidos por duas atendentes distintas da mesma empresa. Na primeira situação a pessoa devia estar carregada de estresse, ou, como se diz por aí, de mal com a vida — o que, mesmo sendo verdade, não dá o direito de tratar ninguém desrespeitosamente. Na segunda situação, consegui o que queria, e o celular voltou a funcionar, que era o que no fim das contas importava.

Tempo total do primeiro atendimento: Cerca de 20 minutos. Problema não resolvido.

Tempo total do segundo atendimento: Cerca de 3 minutos. Problema resolvido.

Realmente não dá pra prever o que vai acontecer quando você precisa ligar para um tele-atendimento. É por isso que concordo com o meu pai que, quando contei essa história, me disse que por ele haveria uma lei em que, assim que o telefone fosse atendido pela empresa, funcionários fossem obrigados a dizerem seus nomes completos e números de registro. Daí, decorridos transtornos como esse, ficaria mais fácil entrar em contato com a supervisão, ou, em última instância, até mesmo com o Ombudsman.

Aliás, essa lei seria tão interessante que deveriam era rever as normas recém-anunciadas pela Anatel para incluí-la entre as obrigações. É isso, ou então adotar a mesma política das empresas, que têm a praxe de, dependendo do procedimento, nos avisar que a ligação está sendo gravada. “É para sua segurança, senhor“.

Uma ova.

03.02.2006
7
229

TV no Celular 

Recentemente, após alguns anos de bons serviços, meu antigo celular — um Motorola V150 que me acompanhava para cima e para baixo — resolveu bater as botas e se despedir de mim. Dessa forma, fui obrigado a comprar outro aparelho, desta vez um LG Ônix MG155C, um belo aparelho, por sinal, todo preto, inspirado na pedra de mesmo nome, e que faz parte da gama de aparelhos 2.5G. Java, modem GPRS, mensagens de multimídia, viva-voz, despertador e gravador de voz são apenas algumas das características do aparelho, muito versátil.

Apesar disso, o celular não toca MP3 nem possui câmera embutida. Acho que essas funcionalidades não me são necessárias no momento. A paternidade me tira todo o tempo que possuo pra ficar na frente do computador ouvindo música, e talvez ouvi-la pelo aparelho fosse uma alternativa, mas não a acho viável no momento. Câmera digital, me basta a que estou usando há certo tempo, e que me permite tirar tantas fotos quanto eu queira, depositando tudo no bom e velho Flickr depois.

Agora, se os celulares no Brasil já tivessem TV digital, a história mudaria pra mim. Trocaria pra um desses novos aparelhos voando, tal como digo no meu último artigo para a Rádio Antena 1.

16.01.2006
11
180

Tempo Esgotado? 

É engraçado como um pensamento que eu tive recentemente — e que até citei em um dos meus posts, não me lembro exatamente qual, agora — pode ter surgido em comentários da mídia internacional. O assunto, algo extremamente banal, tem a ver com a diminuição na busca e compra de relógios de pulso pela população em geral, sobretudo aqueles que são mais jovens.

Essas pessoas, assim como eu pensava, têm usado qualquer outro dispositivo à mão — normalmente, seus telefones celulares — para consultarem a hora. IPods, handhelds e outros portáteis com certeza também entram na lista de quem só usa relógio de pulso por conta de um design muito diferente, ou apenas para estar na moda. De resto, relógios de pulso servem atualmente mais para juntar poeira nas prateleiras do que pra qualquer outra coisa.

Talvez o tempo esteja mesmo esgotado para os velhos relógios de pulso. Não bastassem informar a hora do dia, os outros dispositivos — todos eles — possuem funcionalidades extras como tocar MP3, acessar a Internet ou tirar fotos e fazer filmes. Independente disso, ainda conheço muita gente que os usa. Quer por hábito ou não, assim como tantas dessas pessoas, eu com certeza me sentiria nu sem usar meu relógio, um acessório que, bem ou mal, me acompanha há mais de 20 anos.

04.11.2005
5
106

TV Móvel 

Você está a caminho do trabalho e se lembra que, se não fosse por isso, poderia estar assistindo a um de seus programas favoritos, sentado em frente à TV. Atualmente não há muito o que possa ser feito para contornar a situação, exceto colocar o programa para gravar e assisti-lo mais tarde, certo? Pois bem. E se houvesse uma forma de assistir ao programa comodamente sentado, mesmo que você ainda estivesse a caminho do trabalho? A Nokia, inovando mais uma vez, espera resolver este problema até o meio do ano que vem.

Contando com um sistema batizado de Digital Video Broadcast-Handhelds, ou DVB-H, seu novíssimo modelo N92 conta com uma tela de 2,8 polegadas de onde será possível assistir a programas de TV. A maior novidade, no entanto, não é o fato do aparelho receber sinais de televisão, e sim, como ele os recebe. Os serviços que certas operadoras disponibilizam atualmente baseiam-se na retransmissão de conteúdo licenciado, realizada por elas próprias, para os aparelhos dos clientes. Agora a intenção é que os próprios donos dos aparelhos, ao ligá-los, possam acessar programação ao vivo, diretamente das estações de TV. Para isso, a única coisa que ainda precisa ser resolvida é o licenciamento direto entre emissoras e a Nokia.

O lançamento do aparelho foi anunciado em uma conferência realizada pela empresa em Barcelona, na Espanha, durante o dia de ontem. A intenção da Nokia é que sejam criadas redes de televisão móvel que utilizem a mesma tecnologia do aparelho. Por sinal, a partir do lançamento do aparelho, a tecnologia DVB-H deverá ser incluída em cada um dos aparelhos da gigante das telecomunicações que possuir recursos de multimídia.

A Nokia espera implantar a tecnologia primeiro em países como Indonésia, Alemanha, Tailândia e Rússia. Não sei o que deverá acontecer no Brasil, mas a intenção da Telecom Italia Mobile, a TIM, ao menos na Europa, é implantar o padrão DVB-H — concorrente do coreano DMB, já em uso há certo tempo naquele mesmo país — já a partir do ano que vem: Isso talvez faça com que a mesma iniciativa seja propagada para os países onde ela atua. Resta saber os valores que seriam praticados para permitir a recepção de partidas de futebol, programas e outros conteúdos por aqui. Na Europa, segundo os analistas, a expectativa é de que o serviço custe algo entre 5 a 10 euros por mês, embora alguns deles acreditem que apenas em 2008 é que algo deste tipo será viável. Eu, podem ter certeza, vou esperar por isso ansiosamente.

05.10.2005
3
111

Isso é que é conceito! 

Prova de conceito. É assim que uma empresa chama qualquer produto que não pretende lançar — pelo menos a curto prazo — e que utilize algum tipo de tecnologia experimental. Há diversos segmentos de mercado que realizam provas de conceito, e, tecnologicamente, esta experiência também se repete. Uma prova de conceito da Nokiaseu modelo 888 — é no mínimo diferente de qualquer coisa que eu já vi na minha vida em termos de celular.

Pense no design mais diferente que você consiga imaginar. O Nokia 888 é mais inovador. Trata-se de uma unidade de comunicação celular totalmente maleável. E quando digo maleável, estou falando de verdade. Equipado com tecnologia que permite o uso de uma bateria líquida, e com uma touchscreen flexível, é possível enrolar o equipamento, esticá-lo o quanto desejado, dobrá-lo, curvá-lo e utilizá-lo até mesmo como se fosse uma pulseira. Tudo isso por conta de uma parceria com a Yanko Design, que possui outros produtos interessantes em seu portfolio.

Meu problema com as tais provas de conceito é um só. Sempre que vejo uma novidade dessas, minhas mãos ficam coçando, ansiosas por experimentar e ver como a coisa funciona. Mas acredito que, como se trata apenas de um anúncio conceitual, ainda vai levar um bom tempo até que este brinquedo chegue ao mercado. Mesmo considerando que o preço vai ser algo assustador, eu bem que pagaria uns bons trocados pra ter um aparelhinho desses… ah, pagaria…

02.10.2005
1
274

Baterias já! 

Outro dia estava num bate-papo animado com alguns amigos a respeito de telefonia celular. Dois deles acabaram de trocar seus celulares antigos para modelos mais novos — e mais modernos —, um deles inclusive mudando de operadora. Ambos os aparelhos, por sinal, possuem inovações tecnológicas como câmera digital e toques polifônicos com suporte à MP3. Tais inovações, acompanhando uma revolução já nem tão recente assim no mundo da telefonia, onde 3G e transmissão de vídeo são apenas algumas das mais novas modernidades à serviço dos que querem estar na vanguarda da tecnologia, não são necessariamente responsáveis por fazer os olhos dos meus amigos brilharem.

Isso porquê um problema em comum atingiu os dois em cheio: Embora recheados dos chamados wizardries — as mais recentes “feitiçarias” da tecnologia —, seus aparelhos celulares pecam no quesito bateria. Num dado momento da conversa que estávamos tendo, ambos se queixaram de que seus aparelhos antigos eram melhores nesse ponto. E eles, assim como milhares de usuários de celular pelo mundo afora, estão apenas sinalizando o que as indústrias de telefonia móvel já têm que ter em mente para o futuro há muito tempo: Nem TV, nem MP3. O que os usuários de celular querem, em geral, são baterias que durem mais tempo para seus aparelhos.

Uma pesquisa de mercado internacional realizada pelo grupo TNS ouviu mais de 7000 usuários de telefones celulares ao redor do mundo, inclusive no Brasil, perguntando que inovações tecnológias os usuários gostariam que fossem implantadas em seus aparelhos no futuro. Descobriu-se que mais de três quartos deles querem que suas baterias durem mais tempo do que duram atualmente. O apetite dessas pessoas por novas tecnologias em seus aparelhos é enorme, mas elas têm consciência de que precisam de baterias mais duráveis para desfrutar de tudo em perfeita harmonia.

O desejo por baterias mais poderosas é seguido de perto por câmeras fotográficas e de vídeo digitais de alta resolução, em segundo lugar, e pela possibilidade de rodar aplicativos do Microsoft Office nos aparelhos. Enquanto nem mesmo as câmeras chamam minha atenção para um celular novo, meu aparelho atual, um mero Motorola V150, cujas inovações tecnológicas se limitam apenas à visor colorido e discagem por voz, bem que poderia entrar nessa onda e receber uma bateria que durasse muito mais tempo.