Mudanças no visual
Extremamente cansado de todo e qualquer visual anterior deste blog nos últimos tempos, tomei uma decisão que considero um tanto quanto radical: Alterei totalmente a aparência do site, simplificando-o e tornando-o mais limpo e agradável aos olhos. Para isso, depois de meses ensaiando voltar a mexer um pouco com CSS — o qual eu não domino totalmente —, coloquei no ar o tema que você está vendo agora.
É possível que eu ainda altere alguma coisa — e até mesmo que acrescente alguns detalhes a mais, de forma bem sutil, mas o formato geral em si não deve mudar. Confesso que optei pelo custom design, iniciado com base em algumas inspirações minimalistas, depois de não ter achado nada que se enquadrasse no que venho pensando já há algum tempo ser a nova cara do blog: Posts provavelmente mais curtos e direcionados, mas sempre escritos com a melhor qualidade possível.
Espero que meus 2 ou 3 leitores restantes apreciem
Cedendo à tentação de um Tumblelog
Sabe quando você está surfando por seus blogs favoritos e encontra algo que poderia ter sido você mesmo quem escreveu? Pois bem. Lendo há pouco o último artigo do blog do meu amigo Rodrigo Ghedin — entitulado O que o Tumblr tem? — me deparo com a seguinte afirmação (sendo que os negritos ficam por minha conta):
Estou com algumas dificuldades para atualizar este blog. De repente, parece que todos os assuntos são chatos e irrelevantes, minha capacidade de desenvolver textos desceu ralo abaixo, e a coisa simplesmente… não flui.
Contrapondo essa situação despesperadora para quem escreve (e quem nunca passou por ela?), tem um Tumblr na aba ao lado me tentando. Imagine um blog simplificado, com suporte sólido a quaisquer tipos de conteúdo (vídeo, sons, bate-papo, etc.), e que preza a simplicidade, tanto da forma, quanto do conteúdo. Esse é o Tumblr.
Na sequencia do texto, o Rodrigo continua a usar palavras que poderiam ser minhas. Tal como eu, ele já pensou — e ainda pensa — “…em substituir esse blog com cara de cansado pelo Tumblr“. Tudo isso, tenho que concordar com ele, graças à ausência de regras para utilizar o serviço, na verdade, um gerenciador de tumblelogs. Tempos atrás, aliás, quando cheguei a levar adiante uma série de modificações por aqui para mesclar blog, microblog e tumblelog, cheguei a citar a definição do que seria este último:
A tumblelog (also known as a tlog or tumblog) is a variation of a blog that favors short-form, mixed-media posts over the longer editorial posts frequently associated with blogging. Common post formats found on tumblelogs include links, photos, quotes, dialogues, and video. Unlike blogs, tumblelogs are frequently used to share the author’s creations, discoveries, or experiences while providing little or no commentary.
— A definição em português também pode ser vista na Wikipedia.
Agora vejamos: O ritmo de trabalho pelo qual ando passando me impede de pesquisar aprofundadamente assuntos novos. Sem que esta pesquisa ocorra, sei que não serei capaz de produzir artigos que eu julgue serem de qualidade minimamente suficiente para serem publicados por aqui. Me incomoda profundamente o fato de tentar escrever apenas por escrever, e, nos últimos meses, já perdi a conta de quantas vezes já comecei artigos para os quais aquele lampejo de inspiração simplesemente se apagou no meio do processo de criação.
É aqui, exatamente neste ponto, que o pensamento, a tentação do Tumblr e de sua ausência de regras se encaixa. Escrever pequenas notas, comentários, dividir links, fotos e vídeos é muito mais simples — e, Deus, não precisa de pesquisa alguma. Novamente citando minha árdua rotina diária de trabalho, encontro justificativas para talvez começar a dar preferência a este formato mais curto: Todo o tempo que passo conectado à grande rede em casa, ultimamente, acaba sendo usado em busca de mecanismos de alívio do estresse. É quando eu vou atrás das séries que eu assisto, de dicas de livros, de vídeos que alguém tenha me recomendado assistir no YouTube. É nessas horas, também, ultimamente, que mais vejo os updates do Twitter, e descubro coisas legais.
Coisas legais, é verdade, sobre as quais eu realmente gostaria de comentar alguma coisa. Mas que, como também deu a entender o Rodrigo em seu texto, não renderiam um artigo mais longo do blog. Talvez também não rendesse sequer um comentário. A tentação de usar o Tumblr vem assim, na minha visão, remediar uma angústia, por assim dizer, que só quem é blogueiro sabe qual é. Aquela, que te impele a continuar escrevendo — e, se isso não é possível por dias ou semanas porquê a inspiração simplesmente não vem, pelo menos, a continuar compartilhando informações. Nesta busca de compartilhamento é que as verdadeiras colagens de jornal que se tornam os tumblelogs se tornam interessantes: Descompromissadas, e, se você tiver sorte, divertidas e viciantes.
Ler o artigo escrito pelo Rodrigo e me perguntar o que o Tumblr tem foi como sentir aquela última gota d’água transbordando do copo. Eu, que já havia criado no passado uma conta no Tumblr, voltei ao serviço — uma aba do Firefox com o artigo dele, e outra no site — e resolvi começar a mudar algumas coisas. Apaguei dois ou três posts antigos que estavam mosqueando por lá, e aproveitei para subir dois screenshots de um episódio dos Simpsons que estavam piscando no meu desktop há dias, mas para os quais um artigo mais longo no blog não adiantaria. Estava assim reinaugurado o meu tumblelog. Eu cedi à tentação.
O que é mais interessante neste caso é que eu me senti em casa com isso. Meu impulso de sair navegando internet afora é muito grande, e a quantidade de conteúdo interessante que eu normalmente encontro não é pouca. Talvez agora seja possível continuar compartilhando sem muita culpa. Aliás, talvez eu também use o mecanismo para coisas mais pessoais, outro bloqueio que, para mim, os textos mais longos de um blog convencional representa.
De qualquer maneira, não vou parar com este blog. Só estou me dando o direito de ter um pouquinho mais de liberdade, e tempo para que os artigos que considero ter mais qualidade possam continuar surgindo por aqui. E tenho dito…
Novo WordPress 2.5: Problemas e soluções
Acaba de sair do forno a muito aguardada versão 2.5 do WordPress. Mantendo a tradição de versões anteriores, esta recebeu o codinome Brecker, em homenagem póstuma ao saxofonista e compositor de jazz americano Michael Brecker, falecido no ano passado.
De qualquer forma, mal saiu a notícia e eu fui logo tratar de seguir os três passos básicos para fazer a atualização do meu site. Poucos instantes depois já contava com o novo dashboard da ferramenta, sem que nenhum problema tivesse ocorrido, ao menos na atualização. Para quem ainda não sabe, só nesta nova versão, de acordo com a nota oficial publicada pelo Matt Mullenweg, foram dispendidos esforços de mais de seis meses de codificação. Ainda segundo a nota oficial, tudo isso culminou em uma série de modificações para os usuários finais ansiosos, como você ou eu.
Vou comentar por aqui o que eu achei da nova versão, e principalmente que problemas eu encontrei e tive até agora, além das devidas soluções já encontradas!

A primeira dessas mudanças, como deve ser do conhecimento pelo menos de alguns de vocês, diz respeito ao Dashboard, ou Painel Administrativo do WordPress. Matt comenta no post de lançamento da nova versão que a idéia por trás do redesenho da sua interface foi torná-la mais simples e mais rápida, permitindo o foco diretamente naquilo que importa, ou seja, as operações do blog, sem complicação. Na minha opinião esse redesenho — que teve o apoio de especialistas da Happy Cog — ficou muito bom. A única coisa que eu sou obrigado a admitir é que eu não gostei muito do novo esquema de cores. Nada que uma visita às opções de usuário não resolva, no entanto, pois é possível usar o esquema de cores antigo, embora o layout fique diferente do que era até a versão 2.3:

Segunda mudança: A página de plugins agora além de avisar que existe uma nova versão disponível para um plugin, permite sua atualização automática. Quando eu fui fazer a atualização de alguns plugins, no entanto, recebi uma mensagem de erro referente a uma classe do PHP: Fatal error: Cannot redeclare class pclzip. Felizmente, a correção no meu caso foi simples: O plugin WordPress Automatic Upgrade, que eu uso, também utiliza a classe pclzip , e desabilitá-lo fez com que a atualização ocorresse normalmente para todos os plugins que eu tenho instalados, um a um.
ATUALIZAÇÃO 1: Em tempo, o autor do WPAU também atualizou o seu plugin: Combateu o problema com a biblioteca pclzip. A nova versão é a 1.0, e pode ser atualizada automaticamente, segundo consta, sem maiores problemas.

Mudando de assunto, gostei do suporte nativo ao Gravatar na nova versão do WordPress sem a necessidade de plugins pra isso. A Automattic havia comprado o serviço, e agora a integração está não apenas nos temas, mas dentro do dashboard, em vários locais. No entanto, no caso dos temas, é necessário que os desenvolvedores daqui por diante façam uso de uma função específica para obter esse suporte, a get_avatar . Sem essa função, mesmo com o suporte ao Gravatar habilitado — o que é padrão no WP 2.5 —, nada feito: Seu blog vai ficar sem as imagens que identificam os usuários através do e-mail, exceto no dashboard.

Neste caso, enquanto se espera por temas que estão em desenvolvimento, há duas opções: Se você, assim como eu, se sente confortável editando seu próprio tema, basta abrir o arquivo comments.php , e lá inserir o seguinte bloco de código onde quiser que o Gravatar apareça:
1 2 3 | if (function_exists('get_avatar')) { echo get_avatar( get_comment_author_email(), '80' ); } |
Deve-se lembrar que o parâmetro 80 no bloco de código acima é o tamanho desejado para o avatar, e pode ser personalizado conforme sua preferência.
Caso você não se sinta a vontade em editar seus próprios arquivos, ou não conheça nem um ponto-e-vírgula de PHP, pode recorrer a um plugin fantástico de um dos co-desenvolvedores do WordPress, o Easy Gravatar. Uma vez instalado e habilitado, os avatares aparecem automaticamente ao lado dos comentários, e podem ser configurados pelo painel/dashboard.
Falando em plugins, esse é um outro assunto que me dá medo normalmente, quando atualizo a versão do WordPress. É praticamente certo que pelo menos um plugin dê problema. No meu caso, fui sorteado com o Popularity Contest, do Alex King, que recém havia instalado por aqui. Ao atualizar o WordPress para 2.5 eu imediatamente percebi que ele havia provocado uma falha geral e não pôde ser ativado. Felizmente encontrei a solução: Editar a linha 59 do arquivo do plugin, substituindo esse trecho de código:
1 | require(’../../wp-blog-header.php’); |
…por esse outro:
1 | require(’../wp-blog-header.php’); |
Ao salvar o arquivo — já que a edição pode ser feita dentro do próprio painel de administração do WordPress — tudo voltou ao normal e eu pude ativar o plugin novamente.
Esse foi o único problema de atualização que tive com relação a plugins. Todos os outros que ativei — felizmente — funcionaram sem problemas, ou seja, pelo menos neste aspecto a atualização pode ocorrer normalmente.
Outra coisa que eu achei muito legal: Alguns usuários devem se lembrar da briga que foi quando o Dashboard do WordPress parou de mostrar os Incoming Links do Technorati e passou a exibir os do Google Blog Search. Para que a funcionalidade anterior voltasse, até mesmo alguns plugins foram desenvolvidos pelos mais insatisfeitos. Agora, a democracia impera: Ao entrar no painel, é possível editar o feed RSS que se deseja usar para exibir os links feitos para o seu blog. Assim, cada um usa o serviço que mais gosta:

Mudando de assunto, no screencast feito pelo Matt com as novas funcionalidades do painel de criação de artigos, uma mudança fantástica é exibida: O upload de múltiplas imagens e outros arquivos de mídia, como filmes e áudio (para podcasts, por exemplo). Tudo funciona às mil maravilhas, e há um botão que invoca uma caixa de diálogo onde se pode realizar a seleção múltipla de arquivos e enviá-los conforme prometido. A versão usada no screencast é a 2.5 RC 2.
INFELIZMENTE, até agora não consegui fazer isso funcionar de jeito nenhum no meu blog. E olha que usei até reza brava. Não há opção que se possa habilitar em toda a interface de administração para ativar a função, e os fóruns de suporte do WordPress estão lotados com reclamações de pessoas que, como eu, gostariam muito que este recurso estivesse funcionando. Além disso, nem mesmo todas as imagens que eu gostaria de usar para ilustrar esse artigo puderam ser enviadas para o servidor: Um outro problema, também bastante recorrente no fórum nesse momento, exibe uma mensagem de erro, Specified file failed upload test. Na prática a imagem vai para o servidor, mas não é exibida nas dimensões corretas dentro do editor do WordPress.
ATUALIZAÇÃO 2: O problema para fazer o upload de múltiplas imagens — além da mensagem de erro que eu mencionei acima — parece ter sido causado pela maneira como eu fiz a atualização da versão 2.5 do WordPress. Como eu já o tinha instalado por aqui, usei o plugin WordPress Automatic Upgrade, e foi a atualização desta forma que causou o problema. Após ler esta mensagem do fórum de suporte, refiz a instalação completamente via FTP (ou seja, às antigas) e consegui que o botão que aparece no screencast apareça, bem como a barra de progresso e a tela de edição de parâmetros de cada imagem. Todas as imagens deste post comprovam isso.
Embora eu pretenda ir atualizando este artigo com o que for descobrindo, vai aqui um conselho: Se você puder ser menos apressado, espere um pouco mais de tempo para instalar a nova versão 2.5 do WordPress. Parece que mesmo seis meses de trabalho para seu lançamento não foram suficientes para a detecção de todos os possíveis percalços. Mas não desmereço a equipe, que é sempre ativa e dinâmica: Vou esperar que logo sejam apontadas soluções para os problemas, pois, por enquanto, nada feito
ATUALIZAÇÃO 3: O último parágrafo que eu havia escrito anteriormente já demonstrava minha opinião: A equipe do WordPress é muito atenta e dinâmica, e não demoram a pipocar as soluções, seja a partir deles, seja a partir dos próprios usuários. Retiro o que eu disse anteriormente, e recomendo a atualização o quanto antes para que todos possam curtir os benefícios desta novíssima versão. E tenho dito!
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Envelheci. Meu blog também.
Meu compadre Neto Cury mandou muito bem num dos últimos textos que escreveu, descrevendo as fases do blogueiro e seu inadiável — é a natureza, afinal, não é mesmo? — envelhecimento. Aliás, mandou tão bem que eu fiquei me perguntando se este blog já está usando bengala e tomando cuidado para não tropeçar nas longas barbas brancas da senilidade.
Uma experiência fascinante é a de ler — como recomenda o Neto — os arquivos antigos do seu próprio blog. Já há algum tempo, mesmo sem ter lido o texto dele, eu já venho carregando este hábito. É impressionante como você se enxerga passando pelas etapas. Alguns textos dos primórdios da minha vida blogueira, por exemplo, são totalmente iniciantes. Muita bobagem, coisas parecendo diário de adolescente e vááááários links para notícias. Há muitas coisas que escrevi, inclusive, que talvez pensando melhor hoje eu nem escrevesse.
Mas a vida é assim, e há também em meus arquivos os textos de aprendiz. Corri atrás de muita coisa: Sempre gostei de escrever e procurei aliar esse meu gosto à atividade de blogar. Criei uma espécie de blogoterapia e meti as caras. Ganhei alguns amigos — entre eles, um dos primeiros, o próprio Neto —, fãs, e tudo mais. Graças à essa fase descobri como aplicar o conhecimento que eu tenho profissionalmente — e pessoalmente, é claro — ao blog, e com isso o meu lugar no mundo blogueiro e o meu fiel público, se é que posso dizer assim.
Finalmente, me vi na fase que o Neto batizou de fundamentada. Eu sei o que quero escrever, e às vezes até para que público escrever. Descobri a duras penas como ignorar comentários idiotas e como responder aqueles que são de gente que tem o que dizer. Conquistei ainda mais amigos assim, e descobri o quanto é duro manter um ciclo de amizades blogueiras.
Nesta última etapa parti até mesmo para colocar anúncios no blog. Ganhei uns trocados e depois tirei os anúncios. Porquê? Eu mesmo me pergunto isso até hoje. Talvez pelo fato de sempre ter encarado isso tudo aqui como um super passatempo, uma verdadeira terapia, como já disse antes. De qualquer forma é nessa fase fundamentada que vem o mais gostoso, a independência blogueira, por assim dizer.
Daí vem o envelhecimento. É faculdade. Trabalho. Dívidas. Filhos. Qualquer um que já passou por pelo menos uma dessas etapas sabe o que quero dizer. O tempo acaba, é aí que concordo 1000% com o texto do Neto. Quando comecei a escrever aqui há alguns anos, já era casado. Mas iniciando no trabalho e com a faculdade no começo, era mais fácil arrumar tempo, elaborar textos detalhados e tudo mais.
Anos depois, ou seja, agora, tudo mudou. O meu filho, por exemplo, me ocupa muito tempo, e sou obrigado a reconhecer que é menos tempo do que eu gostaria, porquê o resto é consumido por trabalho e cansaço. Isso me fez vestir a carapuça — e talvez pensar em empunhar uma bengala blogueira — porquê muita coisa que eu escrevi mais recentemente foi uma chatice. Coisa de velho, mesmo. Blogueiro velho. Por isso, eu acho até que devo desculpas aos que gostam de vir aqui e ler o que eu escrevo.
Aliás, como qualquer velho, por assim dizer, já perguntei a mim mesmo mais de um milhão de vezes se eu não deveria parar isso aqui tudo. Largar mão. Todo blogueiro, independente da fase em que está, já se perguntou isso. É uma decisão complicada e difícil, pois por um lado pode-se ganhar uma certa liberdade ao abandonar os artigos e editoriais, mas por outro pode-se sentir uma falta violenta disso tudo.
Por ora, no entanto, decidi não parar. No fundo, no fundo, eu gosto disso aqui. gosto dos textos que faço, mesmo que alguns não gerem sequer um comentário. Gosto dos meus tutoriais, e admito até que alguns deles são, antes de ser para os amigos leitores, pra mim mesmo. Mas foi assim, com esse meu jeito de escrever e pensar, que, até agora, a Internet e o blog só me renderam bons contatos e amizades que eu não trocaria por nada.
Assim sendo, mesmo que eu esteja de bengala e barba branca na blogosfera, tendo envelhecido, acho que vocês vão ter que continuar a me engolir por pelo menos mais um tempo. Se me derem licença pra isso, é claro…
Efeito Twitter: Será o fim do blog convencional?
Eis um fenômeno no mínimo muito interessante: Boa parte dos autores de blogs que eu costumo acompanhar diminuiu a freqüência de postagem de artigos nos últimos meses — embora eu não saiba precisar desde quando — e, mesmo quando este intervalo ainda apresenta uma certa regularidade, é claramente perceptível que o tamanho dos textos está menor.
Em contra-partida, o número de atualizações nas contas de um certo serviço de microblogging destes mesmos autores aumentou exponencialmente no mesmo período: Enquanto alguns lembram a si próprios que precisam voltar a escrever no blog, outros parecem já ter abolido a ferramenta para se concentrar nestas atualizações. Isso é algo ao que resolvi batizar de Efeito Twitter. Mais um dos efeitos da vida moderna, chego cada vez mais à conclusão de que tal efeito pode realmente acabar com um blog convencional. Mas porquê estou dizendo isso?

Porquê vejo que enquanto manter um blog convencional normalmente implica em noticiar, resenhar, comentar ou descrever acontecimentos, livros, filmes, experiências pessoais e sabe-se mais qual outra sorte de coisa, normalmente gerando textos mais elaborados e pesquisados, de tamanho médio a longo, manter um microblog normalmente envolve a atualização de acontecimentos cotidianos e de status compartilhados com uma rede de amigos reais e/ou virtuais instantaneamente, ou seja, não é preciso pesquisa alguma, e você pode escrever o que lhe vem na telha imediatamente.
Neste cenário, é muito mais fácil e rápido — e talvez, divertido, mesmo — responder a pergunta padrão do Twitter, “What are you doing?” (“O que você está fazendo?”), que admite apenas 140 caracteres de comprimento. Logo, aliás, você se dá conta de que não está apenas escrevendo o que está fazendo, mas também dando sua opinião sobre o programa de TV que está no ar, sobre aquele filme que assistiu há pouco ou livro que acabou de ler. Além disso, a coisa é tão prática que, com extensões e ferramentas apropriadas, logo você tem um repositório de links a la del.icio.us, ou ainda uma lista de músicas ou fotos. Possibilidades virtualmente ilimitadas.
E o que dizer dos comentários? Afinal de contas, são eles uma parte vital do ciclo da blogosfera: Quando alguém escreve um texto em um blog convencional, quer provocar opiniões de seus leitores, não é mesmo? Ocorre que às vezes mesmo o texto mais bem elaborado do universo pode não gerar um único comentário, enquanto que um comentário rápido do tipo “Tá rolando o maior barraco no BBB 8″ — embora não responda à pergunta “What are you doing?” — pode gerar dezenas de reações em poucos minutos. Comentar num microblog é mais rápido e mais prático, e ainda gera aquela sensação de rede social.
Eu realmente acredito que uma mudança de comportamento está se operando na blogosfera, e não apenas no cenário brasileiro: Acredito que, daqui a algum tempo, muita gente pode eventualmente deixar ferramentas robustas como o WordPress de lado graças ao Efeito Twitter. Visando algo mais simples e rápido, talvez essas pessoas migrem definitivamente para o serviço, ou acabem se acertando com ferramentas intermediárias — de tumblelogging, um intermediário entre blog convencional e microblog, que associa textos curtos a imagens ou outros tipos de mídia em cada post — como permite o Chyrp, contribuindo para que o modelo de blog convencional atual nunca mais seja o mesmo.
Server Panic
Confesso que esta semana entrei em pânico: Me deparei com este humilde blog fora do ar por mais de duas horas seguidas, coisa que nunca aconteceu comigo desde que optei por uma solução de hospedagem paga.
O engraçado é que nenhum dos meus sub-domínios esteve fora do ar: O blog do meu filhote estava normal, assim como o meu wiki, apesar da constante falta de uso dele. Esta constatação foi reforçada pela ausência de mensagens de erro nos feeds de status dos servidores da Dreamhost.
Qualquer página do blog acessada naquele breve intervalo exibia uma mensagem de erro padrão do PHP: Fatal Error: Allowed memory size of 8388608 bytes exhausted. Inicialmente parecia ser um problema do plugin Automatic WordPress Update, que estaria consumindo mais do que o limite padrão de 8mb de memória definido pelo PHP. Mas não era: Excluir o plugin temporariamente não adiantou em nada, e isso me fez lembrar de um comentário recente do Neto em um post que escrevi sobre o Defensio: Seria o novo sistema anti spam que estou testando em meu blog o vilão por seu servidor estar fora do ar?
Felizmente, também não era o caso. Mesmo com o Defensio desligado, o problema continuou, inocentando o seu servidor central. O fato é que, antes que eu pudesse pensar em outra coisa qualquer que pudesse estar causando o problema, tudo se normalizou, e, desde então, nenhum problema ocorreu.
Estranho. Muito estranho mesmo. De qualquer forma, é muito bom não estar fora do ar.
E começa a batalha: Akismet x Defensio
Quando o assunto é o combate ao spam nos blogs, quem é melhor, Akismet ou Defensio?
O primeiro tem mais tempo de estrada e possui uma base de usuários extremamente familiarizada com o serviço, já que o mesmo foi desenvolvido basicamente pela mesma equipe de desenvolvedores do WordPress e acompanha automaticamente qualquer instalação deste software para gerenciamento de weblogs. Assim sendo, para um blogueiro de conhecimento médio, o Akismet praticamente dispensa apresentações.
O segundo, apesar de ser um concorrente novo, se baseia praticamente nas mesmas premissas do primeiro para combater o lixo virtual: A centralização em um servidor acessado a partir de uma chave API válida e a capacidade de analisar comentários e determinar se estes constituem ou não sujeira eliminável. Por isso mesmo pode ser que, mesmo que a curtos e demorados passos, o Defensio realmente se estabeleça como uma alternativa viável no combate ao spam.
Como alguns dizem que o concorrente é melhor, e outros não, para chegar às minhas próprias conclusões, resolvi literalmente arriscar meu blog: Desabilitei no último domingo o Akismet e demais plugins anti-spam, deixando a proteção da casa 100% por conta do Defensio, que, pelo menos por enquanto, parece estar dando boa conta do recado. Assim que tiver passado mais tempo, prometo publicar as minhas conclusões a respeito.
Cinco bons plugins de “bastidores” para WordPress
Meu antenado amigo Neto Cury é quem dá a dica: Se você ainda não atualizou seu WordPress para a última versão, a 2.3.2, não pode esquecer de fazê-lo. Afinal de contas, alguns problemas muito sérios de segurança acabam de ser endereçados. Junto com a dica o Neto ainda sugere a instalação do WordPress Automatic Upgrade, um plugin capaz de realizar todo o processo de atualização automaticamente. Por aqui já está instaladíssimo.
A dica do Neto me fez pensar em alguns plugins que possuo instalados por aqui que considero como plugins de bastidores. Não estou em nenhum momento usando este termo de forma pejorativa, mas sim considerando que para que um blog funcione corretamente, é bom manter os bastidores em ordem. Além disso, também descrevi-os desta maneira porquê não é necessário alterar nenhum arquivo do tema atual do blog para usá-los. Deixe-me mostrar a vocês:
Este plugin desabilita automaticamente, após um certo período de tempo, a capacidade de acrescentar novos comentários aos posts ou artigos do blog. Com o passar do tempo, as discussões esfriam e os artigos se tornam alvos e motivadores para spam.
Uma vez ativado é possível configurar em suas opções quantos dias depois de publicado um artigo deve-se desabilitar seus comentários e, no caso dos posts populares, levar em conta um período decorrido após a aprovação do comentário mais recente. Como se já não bastasse, ainda se pode configurar as opções para cada artigo individualmente, diretamente na tela de edição.
A cena é clássica: Você acabou de escrever um artigo em que, durante o raciocínio, citou algo que já tinha publicado anteriormente em seu próprio site. Depois que tudo está pronto e você publica o novo artigo, o WordPress automaticamente envia um ping para o artigo anterior, como se alguém em outro site tivesse citado aquele texto.
Enquanto tem gente que adora que isso aconteça, para manter um histórico de posts relacionados, eu particularmente sempre odiei esse comportamento. Acho até que nas versões futuras da ferramenta deveria ser possível optar-se por manter este comportamento ativo ou não. Enquanto isso não acontece, esse minúsculo plugin é a minha salvação. E a sua, se também passar por esse problema, é claro.
A função deste plugin é bem simples: Evitar que um e-mail seja enviado para o administrador do blog — normalmente seu único autor — quando ele próprio realiza um comentário em um de seus artigos. Outra das funções que, na minha humilde opinião, deveriam ser configuradas de forma booleana nas instalações futuras do WordPress.
Enquanto isso não acontece, o plugin funciona perfeitamente. O lado negativo é que o autor interrompeu o desenvolvimento não apenas deste, mas de todos os outros plugins que até então mantinha ativos. Uma verdadeira pena.
Vira e mexe você se vê na necessidade de realizar alguma pequena alteração nos arquivos do seu tema atual. Pode ser devido à instalação de um novo plugin que, para funcionar, precisará de uma tag inserdia no corpo do tema, ou por causa daquela coceira incansável que às vezes acomete qualquer um de nós e nos faz querer dar uma ajeitadinha nas coisas.

Até antes deste plugin, sempre que eu resolvia mudar meus temas, fazia o download dos arquivos, a edição do que eu precisava em algum editor de texto local e depois o reenvio — ou upload — das alterações, para depois gravar tudo. Depois disso, tudo mudou. Diretamente nas opções de edição do tema, um editor com numeração de linhas e sintaxe PHP/HTML está a disposição. Fantástico.
Deixei para comentar por último aquele que eu acredito ser um complemento perfeito para o plugin WordPress Automatic Upgrade, indicado pelo Neto. Uma vez instalado, ele faz o que o próprio título já diz: Reduz o esforço de instalar novas versões de plugins ou novos temas em seu site a um único clique.

Quando é habilitado, este plugin cria uma nova aba no Painel principal do WordPress, chamada OneClick Install. Quando selecionada, são exibidas opções para a instalação de plugins a partir de arquivos compactados gravados localmente ou em uma URL remota, ou seja, pode-se instalar diretamente do site do desenvolvedor.
Complementando o plugin, a mesma aba permite que se acesse uma lista com todos os plugins atualmente no servidor para que se possa excluí-los, se assim for desejado. A desvantagem deste mecanismo de exclusão é, ao mesmo tempo, uma outra oportunidade de melhoria para versões futuras do WordPress: Os plugins são identificados pelos nomes das pastas onde seus arquivos estão localizados. No futuro, quem sabe a lista de plugins já não exiba uma opção para exclusão, não é mesmo?
Bem, estas foram apenas algumas contribuições de plugins. A lista de todos os que estão ativos aqui no site pode ser facilmente acessada e, caso alguém tenha mais alguma sugestão, é só mandar ver, é claro…
O microblogging chegará ao Orkut?

Quando vi meus e-mails hoje de manhã me deparei com uma mensagem vinda diretamente do Jaiku, serviço de microblogging concorrente do Twitter. A frase que mais me chamou a atenção está logo no início do texto: “Exciting news, Jaiku is joining Google!”:
While its too soon to comment on specific plans, we look forward to working with our new friends at Google over the coming months to expand in ways we hope you’ll find interesting and useful. Our engineers are excited to be working together and enthusiastic developers lead to great innovation. We look forward to accomplishing great things together.
In order to focus on innovation instead of scaling, we have decided to close new user sign-ups for now. But fear not! All our Jaiku services will stay running the way you are used to and you will continue to be able to invite your friends to Jaiku. [mais informações]
Estou imaginando que tipo de alterações vêm por aí, e um caminho muito claro começa a se desenhar em minha mente: Enquanto o Google vai manter a base de usuários atual do Jaiku — como atesta a própria mensagem que recebi — o mais interessante é pensar no que pode acontecer com o Orkut: Afinal, esta compra está com cara de que trará recursos de microblogging a um dos serviços de maior popularidade da internet brasileira.
A meu ver pode ser que finalmente haja algum tipo de evolução naqueles malditos scraps, que são mensagens nada, nada práticas. E o pior, ainda me fazem lembrar de um lado negativo da coisa: Se continuar o cenário atual do Orkut, em que qualquer um pode te enviar mensagens, nada feito: imaginem o nível de spam!
ATUALIZAÇÃO: Fazia tanto tempo que eu não acessava o Orkut que eu não tinha nem reparado nas configurações de privacidade para scraps que o Felipe mencionou nos comentários. Agora já alterei os privilégios, me livrando de uma montanha de spam.

De qualquer forma, obrigado. Por enquanto eu fico com o Twitter mesmo.
Mal posso esperar pelo Fav.or.it
Encontrei hoje uma ótima review no site TechCrunch, especializado em startups Web 2.0. Lá eles mencionavam um novo serviço batizado de Fav.or.it, que deve revolucionar toda a grande rede assim que sair da fase private beta.
A justificativa para uma afirmação tão impactante dos jornalistas especializados é a proposta do serviço, que veio, segundo li, para finalmente combinar as ações de ler os vários posts de vários de blogs com a possibilidade de fazer comentários diretamente em uma única interface.
Preciso dizer que só duas palavras me ocorrem agora. É GENIAL!! Ainda mais porquê, por incrível que pareça, pareceu uma transmissão de pensamento: Ainda ontem me perguntei quando é que afinal seria possível utilizar um serviço como o Google Reader e ser capaz de fazer meus comentários ali mesmo, para continuar lendo post atrás de post, e esta parece ser — finalmente — a resposta que eu estava procurando!
Ainda segundo o TechCrunch, que já teve acesso ao serviço, o Fav.or.it será um leitor de feeds RSS que poderão ser combinadas de diversas formas, e a proposta de se agregar comentários aos blogs originais diretamente do site, sem a necessidade de preencher dados como nome, URL e e-mail lembra sites como o Twitter.
Recomendo a leitura imediata do artigo, pois as inovações são realmente consideráveis. Enquanto a coisa não é oficialmente lançada, eu já corri no novo site e me inscrevi na lista de beta testers. Será que rola?












