04.08.2008
2
23

Bebeu durante seu vôo? Prepare-se para pagar mais

Igual à pipoca no cinema, oras.

Igual à pipoca no cinema, oras.

A US Airways, sexta maior companhia aérea norte-americana, começou, desde a última sexta-feira, a cobrar pelas bebidas em seus vôos domésticos. É isso mesmo: Sendo passageiro da empresa, a partir de agora, se você quiser um copo d’água, terá que pagar US$ 2. O mesmo preço se aplica a refrigerantes, enquanto que chás e cafés sairão mais em conta, por apenas US$ 1.

De fora da nova medida ficarão apenas os passageiros da primeira classe, além daqueles que estiverem em vôos internacionais e algumas outras poucas excessões. Li no Wall Street Journal que a mídia especializada no assunto vê essa medida como uma manobra inteligente da companhia para mascarar o aumento no custo operacional da aviação comercial, sem que os preços das passagens sejam reajustados diretamente.

É verdade que as empresas aéreas têm buscado mais e mais maneiras de diminuir suas despesas. Cobrar pelas bebidas, aliás, já é uma medida adotada por outras companhias low cost — aquelas popularmente conhecidas por servirem amendoins ao invés de refeições a seus passageiros — como a US Airways, em troca de preços mais baixos nas passagens.

Sinceramente, acho que essa medida vai acabar se transformando numa tendência mundial, inclusive com reflexos nas companhias brasileiras como a Gol, por exemplo. Enquanto há casos como o da Continental Airlines — que declarou que não deve cobrar pelas bebidas dos passageiros por acreditar que isso diminuiria o seu conforto —, outras empresas aéreas, como a American Airlines, a Delta Air Lines e a Northwest Airlines já anunciaram que, embora não pensem no mesmo tipo de cobrança imediatamente, continuarão a procurar outros meios de evitá-la.

As empresas aéreas que já fazem essa cobrança, por exemplo, como as — para mim, pelo menos — desconhecidas Spirit Airlines e Allegiant Air, argumentam que seus passageiros aprovam a idéia de adquir passagens “mais baratas” e de maneira descasada: Voam pagando apenas pelo vôo, consumindo — apenas se quiserem — bebidas e lanches a um custo extra.

Pode parecer estranho que eu defenda essa medida da US Airways como uma tendência, mas acontece que, pensando bem sobre o assunto, a coisa não é diferente de quando se vai ao cinema: Lá, quando queremos pagar apenas pelo ingresso para assistir a um filme, isso é possível. Por lá, pipoca, refrigerante e balas já são pagos à parte…

24.03.2008
0
73

Quatro carros que querem ganhar os céus

No já longínquo ano de 1940, Henry Ford, então presidente da primeira fabricante de veículos do mundo declarou: “Marquem minhas palavras: Uma combinação de avião e carro está chegando. Vocês podem dar risada. Mas ela virá…”. “O quanto Ford está certo, considerando os avanços tecnológicos de quase 50 anos depois?”, foi o que eu me perguntei ao ler essa frase.

Para responder à minha própria dúvida, resolvi procurar e listar alguns possíveis candidatos ao feito de se tornarem, efetivamente, o primeiro veículo híbrido de carro e avião a cruzar os céus mundiais, dando fama e fortuna instantâneas a seus desenvolvedores. Agora eu divido com vocês as minhas descobertas — aliás, alguém deve reparar, o número de projetos é bem considerável, cada qual tentando por conta própria alçar vôos ambiciosos.

Continue lendo →

12.10.2007
1
44

Transition: Carro e avião num só

Parece que estamos mais próximos de alguma coisa similar ao veículo utilizado pelos Jetsons em seu desenho animado futurista produzido na década de 50. É porquê um grupo de alunos do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) fundou uma empresa em 2006, a Terrafugia, que produziu recentemente a primeira asa dobrável para aeronaves esportivas leves da história.

Eles acreditam que sua invenção pode finalmente viabilizar o desenvolvimento de um veículo híbrido entre carro e avião. Achei interessante o fato de que, apesar de a asa criada pelos estudantes ser apenas o primeiro passo do desenvolvimento do veículo, que deve se chamar Transition, essa já foi a superação de um problema e tanto: Até agora, todos os protótipos de mistos de carro e avião no mundo voavam com asas retiráveis manualmente. O projeto deles, no entanto, conta com asas retráteis automáticas.Se eles conseguirem superar o próximo desafio técnico, construir um motor que funcione tanto no ar quanto no chão e que seja capaz de funcionar com a gasolina encontrada em qualquer posto, o problema residirá nos requisitos exigidos pela FAA, agência reguladora da aviação norte-americana: velocidade máxima de aproximadamente 222 km/h, capacidade para uma ou duas pessoas e um mecanismo de aterrissagem fixo, entre outros.

A ambição é grande: A produção, que os alunos estimam ser de 50 a 200 veículos por ano, deve começar em 2009. A empresa planeja cobrar US$ 148 mil por veículo. Tentador?