Como melhorar as suas reuniões
Em meio a mais um dia de trabalho nesta semana, numa breve pausa, pensei comigo mesmo: Se eu ganhasse por reunião da qual participo, estaria milionário há tempos. Vocês já se deram conta da quantidade de horas semanais que passam em reuniões no escritório?
Eu tenho passado muitas. Mais do que deveria, até.
E cada dia me parece mais claro que este meu pensamento se dá por conta de algumas das pessoas que organizam as reuniões nas quais minha presença é solicitada, uma vez que não sabem utilizar direito a poderosa ferramenta que têm nas suas mãos: Sim, as reuniões podem ser poderosos mecanismos de ação e comunicação, e acho que é pra isso que foram criadas.
Mas acho também que não é novidade pra ninguém que, para isso, elas precisam ter suas finalidades bem determinadas. Do contrário, não produzem os resultados esperados, e, ao contrário, apenas alimentam sensações do tipo “Meu Deus, lá vem mais uma daquelas reuniões que não vai servir pra nada” em cada um dos participantes.
Preso em meus pensamentos, acabei me lembrando de um artigo escrito pelo Seth Godin — um dos maiores best sellers de livros de gestão empresarial dos últimos anos — em seu blog há cerca de um mês ou menos: Nele, ele procura dividir conosco alguns pensamentos radicais a respeito de reuniões. Em suas palavras, “se você comparece a uma reunião pensando ‘esta vai ser apenas outra reunião’, então é isso o que vai acontecer, mesmo”.
Para evitar isso, procurando dar dicas para melhorar a qualidade das reuniões, ele as divide em alguns tipos:
- Reuniões do tipo “Apenas para que todos fiquem sabendo”: Conforme Seth, este é o tipo de reunião em que uma pessoa ou um pequeno grupo delas comunica a outras pessoas o que já foi decidido e está prestes a acontecer. Este tipo de reunião deveriam ser sempre acompanhadas de material escrito, e, em muitos casos, este deve ser distribuído um dia ou dois antes da reunião. Esta deve ser muito curta, acontecer preferencialmente em um auditório e não em um círculo, e ter uma seção de perguntas e respostas no final. Até mesmo um quiz. É a hora de receber instruções, e os jogadores não devem questionar as premissas que o técnico está utilizando para realizar aquela jogada.
- Reuniões “Qual é o seu status atual”: Este é o tipo de reunião em que cada participante precisa informar a situação atual do que estiver fazendo. Provavelmente ocorre a intervalos regulares e cada pessoa possui um tempo restrito para falar, como dois minutos cronometrados. Após resumir a sua própria situação, cada participante pode enviar seu resumo via email para um centralizador, que então distribuirá um documento, já consolidado, para todos.
- Reuniões “O que cada um de vocês acha?”: Em terceiro lugar, Seth cita uma reunião onde qualquer um pode falar. As pessoas que não se pronunciam regularmente — e neste ponto, acrescento minha percepção pessoal ao que ele diz, de que estas são as que acatam tranqüilamente o que for deliberado por aqueles que opinam com maior freqüência, tal como em reuniões de condomínio, por exemplo — não devem ser convidadas a voltarem em oportunidades futuras. Fica óbvio que estas pessoas são boas em alguma outra atividade no escritório, então ao chamá-las para se sentar com você, você pode na verdade estar desperdiçando o tempo delas.
- Reuniões “Precisamos decidir agora mesmo“: Estas são reuniões ad hoc – ou seja, específicas que têm uma agenda definida e que devem terminar em uma decisão final que não precise ser revisada.
Seth Godin deixa claro que estes são apenas alguns tipos de reunião que podem ser realizadas, e que cada pessoa saberá bem, se analisar direito, que estilo de reunião deve realizar para promover os melhores resultados. Ainda assim, há ainda duas coisas que ele menciona em seu artigo — embora possam parecer loucuras para alguns — que eu acho válidas.
Primeiro, todas as reuniões deveriam ser feitas com as pessoas em pé. Segundo ele nos conta, pessoas que estão em pé pensam mais rapidamente que aquelas que estão sentadas, se distraem menos e fazem com que as reuniões não durem tanto tempo. Interessante, hein?
Por fim, o último que chegar para a reunião contribui com 10 contos para o fundo do café. Este item me chamou particularmente à atenção porquê muitas das pessoas que eu conheço batem no peito para discursar sobre pontualidade, mas poucas têm alinhado os discursos com as ações.
Uma coisa é certa: Qualquer um pode tentar organizar melhor suas próprias reuniões. E agora que concluí este texto, percebo o quanto é interessante disseminar esta prática. Afinal, com isso, todos ganham.
Just keep it fun!
Muita gente que eu conheço tem blog próprio. Muita gente que eu conheço, por sinal, só tive a chance de conhecer justamente porquê me propus a começar a registrar minhas idéias e pensamentos na internet, com a esperança de que o que eu escrevesse trouxesse informação, conhecimento ou entretenimento para quem quisesse ler. De fato, todos temos diversos motivos para começar um blog, dos mais triviais aos mais complexos.
Independente do motivo pelo qual começou, será que você se preocupa com a popularidade do seu blog? Sabemos que existem diversos blogs populares na blogosfera brasileira atualmente e, muitas vezes, pode ser que tenha passado pela sua cabeça o pensamento inevitável de que “você gostaria muito de ser, mesmo que por alguns instantes, como alguma das celebridades blogueiras do Brasil”.
Mas será que existe uma regra para ser um blogueiro popular? De antemão, acho que arriscaria na resposta negativa. Não acho que alguém seja capaz de dizer que tem uma receita de bolo pra aumentar seu número de visitas. Mas lendo um artigo interessantíssimo, escrito por Neil Patel em seu próprio weblog, descobri que é possível que existam algumas coisas que possam ser feitas se o seu interesse é aumentar sua popularidade através da única coisa que você pode controlar em seu site, o conteúdo publicado. Abaixo, resolvi colocar os pontos para os quais ele chama a atenção:
Dê as últimas notícias
Diz Neil: “— As notícias se espalham pela blogosfera como fogo na mata. Se a notícia for realmente ‘quente’, todo mundo vai começar a escrever sobre o assunto, linkando de volta para o lugar onde encontraram uma referência sobre o mesmo. Na maioria dos casos, não é fácil dar uma notícia em primeira mão, devido a milhares de pessoas que estão constantemente tentando fazer a mesma coisa. Mas se você conseguir encontrar tempo para dar notícias em primeira mão, as pessoas farão links com seu blog e começarão a lê-lo regularmente, para que possam estar atualizadas com os últimos acontecimentos“.
Pessoalmente, já vivi uma fase em que uma de minhas preocupações era dar necessariamente as últimas notícias em meu blog. De verdade, isso não funciona. De vez em quando eu realmente conseguia êxito e tinha, pelo menos, a “sensação” de que eu tinha conseguido dar um furo de notícia. Mas num mundo onde, como diz o próprio Neil Patel, há milhares e milhares de pessoas tentando fazer isso o tempo inteiro, e muita gente em caráter profissional, é complicado fazer isso o tempo inteiro. Então, deixei para os profissionais do ramo. E agora procuro apenas divulgar o que acho mais interessante, ao mesmo tempo em que dou meus toques e opiniões pessoais ao que abordo.
Escreva aos fins de semana
“— Há uma boa chance de que seus leitores também acompanhem outros blogs. Devido à incontável quantidade de blogs que publicam seus artigos diariamente, eles provavelmente não têm tempo de ler todos eles. Se você publicar algo quando eles estiverem com tempo, tal como nos fins de semana, haverá uma boa chance de que eles leiam seu blog. Observe todos os blogs que falam do mesmo assunto que você. Há uma boa chance de que nenhum deles publique nada aos finais de semana. Eu sei que alguns podem não concordar com esta idéia, mas é algo a se considerar se você tem tempo nos finais de semana“.
Esta é uma observação interessante. Eu tenho escrito muita coisa aos fins de semana, mesmo porquê tenho passado muito do meu tempo livre cuidando do Xande e as únicas horas que me sobram são as madrugadas dos sábados e domingos. No entanto, ao mesmo tempo em que muitos sites não publicam conteúdo nestes dias por motivos mais do que óbvios, o mesmo fenômeno afeta as visitas a sites da internet, particularmente os blogs de muita gente. Mesmo assim, acho que vale a pena escrever. Se não for no final de semana, em algum momento alguém vai procurar ler o que você escreveu e, se isso lhe gerar ao menos um comentário ou visita, terá valido muito à pena.
Escreva artigos atemporais
Outro dos conselhos dados por Patel: “— Tente não escrever apenas artigos com vida média de uma semana. Misture um pouco falando sobre coisas que são atemporais. Este tipo de artigo pode não ser um sucesso imediato, mas pode se tornar popular daqui a alguns meses. Então, tente escrever também alguma coisa que possa durar por mais tempo do que um dia ou uma semana“.
Vocês já repararam que muitos sites que têm muitos acessos escrevem sobre assuntos como estes? Quero dizer, relatos históricos, experiências passadas com tecnologia ou qualquer outro assunto. Referências futuras para que alguém possa consultar. Tudo isso movimenta o mundo dos blogs, sim, e pode ser uma boa oportunidade para qualquer um escrever algo que possa ser útil daqui a vários anos. De vez em quando eu procuro produzir conteúdo desta maneira. É difícil, mas interessante, ver que ao longo do tempo continuem ocorrendo diversas visitas a algum artigo de um assunto específico sobre o qual você resolve escrever.
Ensine, não venda
Outro conselho: “— Muitas pessoas começam um blog porquê querem ganhar dinheiro. Não há nada errado em se tirar dinheiro de um blog, ou mesmo em se blogar para ganhar dinheiro, mas deve-se tentar não transformar cada artigo escrito em uma loja para a venda de artigos. Se você tentar educar e ensinar as pessoas através de seu blog, pode se tornar possível que as pessoas lhe reconheçam como uma autoridade na sua área de conhecimento, o que pode gerar ótimas oportunidades“.
Ensinar é algo de que eu gosto muito. No passado, estive mais fortemente engajado em listas de discussão como a WordPress Brasil, a qual gerou inclusive algumas parcerias com meus amigos Patrícia Müller e Neto Cury, com os quais mantive um blog sobre o assunto, basicamente procurando dar dicas aos usuários menos experientes da ferramenta que todos usamos para criação e edição de nossos sites. Foi muito proveitoso, e confesso que preciso, assim que a paternidade me der uma folga, voltar a fazer isso (especificamente a vocês dois, quando lerem: Estou refazendo o convite publicamente, viu?).
Entre na conversa!
Uma última dica dada por Patel: “— Mandar e-mails a outros blogueiros e perguntar-lhes a respeito de links pode ser uma abordagem interessante para aumentar seu tráfego. Mas outra grande maneira de se aumentar a popularidade é através da participação em outras conversas. Um bom exemplo disso foi quando Rohit Bhargava escreveu 5 Rules of Social Media Optimization (“5 Regras da Otimização de Mídia Social”). Depois que milhares de pessoas viram as regras e começaram a adicionar coisas à lista, elas se tornaram as 17 regras”.
Acho que, das regras descritas por Patel, esta é a mais importante. E uma das que eu mais preciso praticar e só não o faço por falta de tempo. Se você acha que algum assunto abordado por um blogueiro que você costuma ler freqüentemente é interessante, cite-o em seu site. Faça a roda girar, faça com que as pessoas que não o conhecem passem a conhecê-lo. Contribua, faça de tudo para adicionar informações que você acha relevante aos tópicos que cada um produz. Mesmo que não seja imediatamente, com certeza suas contribuições serão muito relevantes e proveitosas para muita gente que vier a passar por um blog ou site no futuro.
O motivo principal que me levou a traduzir e publicar as dicas de Patel foi minha identificação com elas. Ainda que eu não possa afirmar, sobre mim mesmo, que esteja necessariamente atrás de popularidade, procuro publicar um weblog agradável de ler e com as informações mais úteis possíveis. Também acredito que todas as dicas são interessantes a seu modo. A meu ver, elas podem ser aplicadas para qualquer pessoa, a qualquer momento. Mas, independente da aplicabilidade, acredito que qualquer blogueiro tenha que ter em mente um único pensamento fundamental: Manter seu site pela diversão, pelo lazer, por gostar de escrever e expressar idéias.
Não acredito muito, por exemplo, em redes sociais, como o famoso Orkut, que, por sinal, no meu caso, anda mais sem movimento do que casa de praia na alta temporada do inverno. Mas blogs são um ótimo exemplo de rede social: Afinal de contas, o que são todos aqueles links nos nossos blogrolls, senão sites de pessoas que nos cativaram em algum momento, quer usando alguma das regras acima ou não? Acho que qualquer um que esteja listado em pelo menos um blogroll de um único site pode se considerar um vitorioso, já que, no fundo, há pelo menos uma pessoa interessada nas idéias que tem para transmitir. So, keep it fun. Always.
Quem te viu, quem te vê
Você já ouviu falar de TV digital? Se não, saiba que há um grande impasse em curso atualmente em nosso país, e tudo isso porque dois padrões internacionais para a utilização desta tecnologia, o europeu e o japonês, têm sido igualmente defendidos por seus simpatizantes e atacados por seus críticos em debates intermináveis entre o governo, emissoras de televisão, operadoras por assinatura e empresas patrocinadoras da tecnologia.
Finalmente voltei a escrever para a Rádio Antena 1. Se você quer ler o restante deste meu último artigo para eles, não se esqueça de dar um pulo no site. Ah, e não se esqueça de registrar sua opinião a respeito do assunto.
A Guerra do Armazenamento
Será que os já velhos conhecidos hard disks serão aposentados pela tecnologia das memórias flash? Em A Guerra do Armazenamento, minha primeira coluna para o site da rádio Antena 1, discuto essa possibilidade.
E aproveito este singelo post para pedir aos meus leitores que me prestigiem por lá. A publicação deve ser semanal, e, se tudo der certo, procurarei trazer sempre novidades e assuntos interessantes a todos.
Anjos e Demônios
Depois de — vários meses após a leitura — eu ter finalmente me lembrado de resenhar O Código Da Vinci, resolvi botar a mão na massa e comentar também a outra obra de Dan Brown que li, desta vez há poucos dias. Trata-se de Anjos e Demônios, uma aventura que lembra o estilo de escrita usado por Dan em O Código, e se desenrola no mesmo estilo daquele livro.
A trama, embora não tão comentada (ou até mesmo tão conhecida) quanto a do outro livro, não deixa nada a desejar em relação a ele. Conta com elementos de suspense e simbologia, recheados com humor na medida certa. Nesta história vemos novamente o personagem Robert Langdon que, um ano antes dos acontecimentos descritos em O Código Da Vinci, é chamado às pressas para interpretar um símbolo marcado a fogo no peito de um homem assassinado, pesquisador de um renomado laboratório europeu com sede na Suíça. O símbolo se revela ser dos Illuminati, uma fraternidade secreta muito antiga e que sempre mostrou ser rival da Igreja Católica.
à partir de sua descoberta, Langdon se vê às voltas com uma conspiração assustadora dos Illuminati para destruir a Igreja. De posse de uma nova arma, ainda nem testada completamente, eles ameaçam explodir a Cidade do Vaticano inteira, e justo quando a realização do Conclave, para eleger o novo Papa, está prestes a acontecer.
Correndo contra o tempo, Langdon voa para Roma junto com Vittoria Vetra, uma bela cientista italiana. Numa caçada frenética por criptas, igrejas e catedrais, os dois desvendam enigmas e seguem uma trilha que pode levar ao covil dos Illuminati – um refúgio secreto onde está a única esperança de salvação da Igreja nesta guerra entre ciência e religião.
Pessoalmente, mesmo que contrariado por meu pai e minha irmã, que leram junto comigo O Código Da Vinci, achei a história de Anjos e Demônios melhor. Os acontecimentos talvez não nos deixem tão em dúvida em relação ao que é de fato verdade e o que é ficção da cabeça de Dan Brown. A história com certeza é mais fantasiosa, embora também conte com dados factuais. No entanto, o mesmo elemento que nos prende à história daquele livro está presente em Anjos e Demônios: as constantes reviravoltas.
Mesmo que você não seja um grande fã de Dan Brown, recomendo a leitura. Anjos e Demônios vai lhe propiciar excelentes horas de distração e diversão.
O Código Da Vinci
Em outubro do ano passado, quando ganhei de presente de meus amigos no trabalho uma cópia de O Código Da Vinci, do escritor americano Dan Brown, nunca pensei que fosse terminar de ler a obra tão rapidamente. Foram menos de 15 dias. A culpa por isso, certamente, é da trama escrita pelo autor — muito bem costurada —, recheada com acontecimentos históricos explicados de maneira simples e divertida, fazendo com que não se deseje parar de ler um segundo sequer. Os críticos chamam o livro de unputdownable, literalmente, o que não se consegue largar de lado, e eu concordo.
Ainda no final do ano passado comentei, em um dos meus posts, que fiquei devendo uma resenha desta obra de Dan Brown. Realmente eu esqueci, o tempo passou e agora, com a adaptação da história pelas mãos hollywoodianas prevista para estrear em 19 de maio de 2006, dois parágrafos que encontrei num artigo publicado pelo site Mídia Sem Máscara resumem tudo o que eu gostaria de dizer, se fosse fazer um resumo conciso para quem, por ventura, ainda não teve a oportunidade de colocar as mãos em um exemplar:
O enredo deturpado gira em torno de uma série de indícios ocultos nas obras de Leonardo da Vinci, que pintou “Mona Lisa” e “A Última Ceia”. O romance apresenta da Vinci como membro de uma sociedade secreta chamada de “Priorado de Sião”, fundada em 1099. O livro também liga algumas celebridades como Sir Isaac Newton, Victor Hugo e Claude Debussy à teoria da conspiração de que o priorado teria deliberadamente escondido a “verdade” sobre Jesus e Maria Madalena do resto do mundo durante séculos.
O romance envolve a história de Robert Langdon, um simbologista de Harvard, e uma criptógrafa francesa chamada Sophie Neveu (“nova sabedoria”, em francês). Juntos, eles teriam encontrado uma série de vestígios criptografados que revelam os “segredos” do Cristianismo: que Deus seria uma mulher, Jesus teria descendentes e que Maria Madalena seria divina. O livro alega que essas verdades estariam escondidas numa série de documentos secretos chamados de “Documentos do Santo Graal”.
Eu, adepto de uma ótima ficção entremeada de acontecimentos estimulantes que sou, adorei a história. Tanto que hoje digo que leria qualquer título de Dan Brown criando expectativas com relação a seu desfecho, que de antemão já imaginaria ser algo de tirar o fôlego. Sei que se trata, como o próprio autor deixa bem claro, de uma obra de ficção que mistura elementos da realidade em seu enredo. Dan Brown não é o primeiro a escrever dessa forma. Só para citar um autor brasileiro, o apresentador Jô Soares é mestre em fazer tais coisas. Vide seus três romances: O Xangô de Baker Street, O Homem que Matou Getúlio Vargas e Assassinatos na Academia Brasileira de Letras são exemplos clássicos de invencionice misturada à fatos históricos. Só não causaram tanto impacto ao redor do mundo quanto O Código.
O próprio artigo do site Mídia Sem Máscara, escrito por Ed Hindson, se entitula O Código DaVinci – Enganoso e Ofensivo. Retrata diversos desvios históricos cometidos por Dan Brown ao contar sua história, e reflete sobre as crenças religiosas do próprio autor, que, segundo citado, com certeza que não são baseadas em crenças cristãs ortodoxas. Tais crenças, misturadas, talvez, à história do livro, confundem religiosos e fazem com que se questionem a respeito de verdades absolutas que lhes foram ensinadas há muito tempo.
A própria Igreja Católica, tema central da trama, através do Vaticano, chegou a promover uma série de debates para derrubar as principais teorias do livro — teorias conspiratórias, segundo o que foi publicado na BBC —, no começo desse ano. Estavam preocupados com o fato de turistas do mundo inteiro se dirigirem à Roma usando cópias da obra de Dan Brown como seus guias turísticos particulares. Mas se for para apoiar uma opinião do clero, eu fico com a do reverendo inglês da cidade de Durham, Tom Wright.
Tom afirma, em artigo da BBC, que as teorias conspiratórias são sempre divertidas. De se inventar. De se ler. E de se fantasiar a respeito. E, convenhamos, quanto mais absurda a conspiração, e quanto mais recheada de pesquisas detalhadas a seu respeito para comprová-la, melhor. É por essas e outras que lhes dou meu veredito final. O Código Da Vinci é unputdownable, mesmo. Se você já leu, sabe o porquê. Se você ainda não leu, não perca mais tempo.
Sobre spam e WordPress
Todo mundo sabe que
Recentemente meu amigo Neto Cury criou uma pesquisa na WordPress Brasil, nossa lista de discussão, sobre o assunto, querendo saber qual o plugin anti-spam mais utilizado pelos membros. A pesquisa já gerou algumas discussões, inclusive revelando usuários que até agora não utilizam qualquer meio para se protegerem contra esse mal.
Atento às discussões, resolvi criar um artigo em meu wiki, com a finalidade de concentrar em um único lugar uma série de observações sobre o assunto. Lá, procuro discutir o porquê de se combater o
Conto com os comentários de vocês para que eu possa melhorar o conteúdo sempre.











