21.06.2006
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Google Spreadsheets 

E não é que depois de uma curtíssima espera — apenas 1 dia, na verdade —, consegui colocar as mãos no que eu queria? Um convite para testar o Google Spreadsheets, a nova planilha eletrônica do Google, desenvolvida totalmente com tecnologia AJAX.

No último dia 7, apenas um dia depois do meu pedido, lá estava ele no meu inbox. E agora que pude brincar em primeira mão com a aplicação, vou lhes contar por aqui como foi a minha experiência. Continue lendo →

06.06.2006
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Escritórios On-line 

Os que me acompanham há mais tempo provavelmente se lembrem de quando eu comentei sobre um editor de textos chamado Writely, 100% desenvolvido com a utilização de tecnologia AJAX. Com características que o faziam similar a um Wiki — site colaborativo onde todos podem contribuir com conteúdo —, outro grande diferencial da ferramenta era que, além de ser totalmente on-line, ainda permitia a seus usuários que importassem conteúdo do Word, da Microsoft, além de salvá-lo de volta em suas próprias áreas de trabalho.

Mais do que isso, chamou a atenção por ser uma das prim eiras iniciativas rumo ao que podemos chamar de web office, uma tendência pela qual os aplicativos comuns de utilização em nossos trabalhos e escritórios — como planilhas eletrônicas, softwares geradores de apresentações corporativas e, é claro, os processadores como o Writely — passarão, algum dia, a ser 100% acessíveis através dos nossos navegadores favoritos, em meio a sessões de navegação na Internet.

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19.02.2006
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CoComment 

Tem havido muito burburinho na web recentemente por conta de um serviço recém-chegado, chamado CoComment. A inquietação se faz presente porquê o tal serviço responde a uma necessidade bastante antiga não apenas minha, mas de muita gente por aí, que também possui um weblog: Rastrear comentários próprios, feitos em outros sites da internet.

Afinal de contas, se você possui um blog, não é preciso que eu diga o quanto é chato ficar tentando se lembrar, horas ou até mesmo dias depois de ter deixado um comentário interessante internet afora, onde foi exatamente que você fez isso. O CoComment se propõe a fazer este trabalho por você, concentrando, em uma única página que levará seu nome de usuário como identificação, todos os comentários que você tiver deixado em sites alheios, bem como as continuações, ou seja, comentários deixados por outras pessoas nestes outros sites.

A idéia parece interessante. E, realmente, há muita gente que gostaria de manter um histórico de seus próprios comentários para referência futura. Eu mesmo criei uma conta por lá, e aproveitei para, enquanto visitava a web afora, cadastrar alguns comentários no serviço. Você não precisa deixar de comentar no próprio blog que visita, mas precisa, sim, instalar um atalho em seus favoritos — chamado, na verdade, bookmarklet — para ativar o CoComment que, aliás, também tem seu desenvolvimento feito em AJAX, como muitos serviços que têm surgido recentemente na grande rede.

Visitou um site? Deixou um comentário? Escreva o texto normalmente, mas, antes de clicar para enviá-lo, clique no bookmarklet do CoComment e aguarde até que ele salve o comentário em sua página centralizada e depois submeta o que você escreveu ao blog original. Tudo muito simples — e rápido. Talvez o maior trunfo do serviço, por sinal.

Mas há pelo menos uma falha neste processo: Ele não armazena seus trackbacks, ou seja, comentários que você faz em seu próprio blog a respeito de posts que encontra em outros blogs. E ontem mesmo, deixei um comentário no blog de um amigo, e me esqueci de clicar no bookmarlet. Resultado? Não salvei meu comentário, operação para a qual, aliás, não existe undo. Ou seja, perdi o histórico. Isso se deve ao fato de deixar o processo nas mãos de seres humanos, sujeitos a falhas. O que se faz necessário é o aparecimento de uma ferramenta que dispense a necessidade de clicar o tal bookmarklet, tal como o script GreaseMonkey que é sugerido pelo Neto Cury no Portal WordPress, ou qualquer coisa similar.

No fundo, aliás, por mais que o CoComment me chame a atenção, não sei o quanto me agrada registrar meus próprios comentários, feitos em outros sites, em uma página externa. Acredito que, com o passar do tempo, alguma mente brilhante vá pensar em uma solução — talvez um plugin — para que meus registros fiquem gravados em minha própria base de dados. E eu acho que, com todo este frisson recente em torno do serviço, tal funcionalidade não deve demorar a aparecer no próprio WordPress, para minha tranqüilidade…

15.02.2006
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NewsAlloy 

Já tem bastante tempo que uso como agregador RSS o Bloglines, e, sinceramente, fica até complicado pensar em um substituto pra ele. Mas eu vivo procurando. Não se trata de insatisfação, pois o serviço é excelente. Digamos apenas que eu não consigo viver sem uma novidade, e sempre procurei algo que me surpreendesse nessa área, embora até hoje isso tenha sido bastante difícil.

Até hoje. Há quase duas semanas atrás, enquanto navegava pela internet, encontrei um site que também oferece agregação de conteúdo diretamente pela web, o que, em termos de acessibilidade, é uma mão-na-roda pra quem vive mudando de computador, ou vive em trânsito de casa pro trabalho, do trabalho pra escola, ou de qualquer lugar para qualquer outro. Trata-se do NewsAlloy.

O que tem o NewsAlloy de tão diferente? Bom, começo logo por uma das coisas que mais me deixam empolgado na web ultimamente: O serviço é 100% desenvolvido em AJAX, uma tecnologia de ponta que permite o desenvolvimento de aplicações web que não ficam devendo em nada, muitas vezes, para qualquer programa que você rode diretamente no seu computador. Só por este “pequeno detalhe“, já é possível afirmar sem medo que o acesso ao conteúdo de seus feeds é bem mais rápido, isso porquê não é preciso esperar a página recarregar a cada clique de mouse que se dá.

Além disso, o NewsAlloy é organizado como um programa de e-mail. Quando você visualiza a interface do serviço, sente-se logo como alguém que abriu o Thunderbird ou o Outlook. Há, do lado esquerdo, opções que o levarão ao seu Inbox, contendo os últimos itens atualizados de seus feeds, ao Archive, onde tudo pode ser armazenado para referência futura, sem que nunca seja perdido, além da lixeira (Trash) e de uma localidade especial, onde podem ser recuperados os itens marcados para leitura posterior (Pinned).

Talvez algumas pessoas achem que o NewsAlloy não valha a pena, pois ainda está em desenvolvimento. Eu, por outro lado, considero isso como uma oportunidade de ver um número cada vez maior de novidades surgirem no serviço. Além de marcar itens para ler mais tarde, tal qual marcamos e-mails no GMail com suas estrelas, há pelo menos duas outras coisas que já me chamam a atenção logo de cara: É possível associar a cada item lido uma ou mais tags, etiquetas para identificação e classificação de conteúdo, tal como as que existem em serviços como o del.icio.us ou Flickr. Esta funcionalidade permite, por exemplo, que se arraste um item do diretório de feeds para uma de suas pastas já existentes, tornando o processo de assinatura algo bem simples.

A segunda coisa — e última sobre a qual falarei neste meu pequeno relato a respeito do NewsAlloy — é que seu sistema de navegação é bastante interessante. Do lado direito da tela é possível encontrar atalhos para as principais funcionalidades básicas de um leitor de feeds RSS, muitas das quais, à mão no serviço, também o tornam melhor do que o Bloglines minha opinião. E como se isso já não bastasse, ainda é possível, abaixo de cada item apresentado na tela, encontrar um menu que integra o agregador em AJAX a serviços como os já citados Technorati e del.icio.us, o digg e o Google Blog Search.

Parece realmente que dentro em breve estarei deixando de lado o Bloglines. Se o desenvolvimento do NewsAlloy continuar como está, não terei motivos para não trocar de favorito. Mesmo um dos outros atrativos — até então — únicos do serviço mais antigo, a possibilidade de verificar quantas pessoas estão assinando o feed do seu blog, existe no leitor em AJAX. Mas comentar a respeito seria falar de mais uma das funcionalidades do NewsAlloy, e estas, eu quero que vocês descubram e me digam suas opiniões a respeito depois…

29.11.2005
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Gollum, conheça a Wikipedia 

A velha disputa entre navegadores web talvez nunca chegue a um fim. Seja o famigerado Internet Explorer ou o cada vez mais utilizado Firefox, todos eles, passando pelo Opera, inclusive, possuem legiões de fãs, cada qual com argumentos mais convincentes do que o outro para arrebanhar novos seguidores para suas causas. Mas e se os navegadores não fossem apenas dedicados à Internet em geral, mas sim passassem a atender necessidades específicas?

É de uma necessidade específica que acaba de surgir um navegador — de nome peculiar, é verdade —, cuja principal finalidade, inicialmente, era ajudar a filha do programador alemão Harald Hanek, seu criador, a navegar por um dos sites mais populares do planeta: A Wikipedia.

Batizado por Haral de Gollum (sim, como o personagem clássico de J.R.R. Tolkien), o navegador lembra as interfaces de cada um dos programas que citei acima, porém com uma diferença: Serve para que a pessoa, ao utilizá-lo, possa experimentar uma sensação visual agradável ao navegar pelo conteúdo do site. O navegador funciona em uma janela à parte e o desenvolvedor tem planos futuros para disponibilizar uma interface auto-executável, que poderá ser baixada diretamente de seu site.

O Gollum é mais um exemplo de tecnologia desenvolvida com AJAX, uma combinação de PHP e Javascript que se aproveita de requisições XMLHttp para trabalhar. Como pode ser adaptado à diversas aplicações, uma das coisas que imagino é que possa ser utilizado, na web, como um plugin para o WordPress. Talvez não leve muito tempo para que seja desenvolvido, afinal. Enquanto isso, resolvi contribuir com o projeto e fiz a tradução para o português brasileiro da interface do navegador. Confiram, vale à pena.

17.09.2005
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Netvibes 

Uma das disputas mais recentes que se vê na web atualmente diz respeito à personalização de home pages. A idéia é oferecer ao usuário um ponto de partida em seu navegador onde estejam combinadas suas funcionalidades favoritas: A possibilidade de permitir que qualquer um, a partir de um único endereço inicial, consiga visualizar suas últimas mensagens de e-mail, ler as últimas novidades de seus sites favoritos através de feeds Atom ou RSS, ou mesmo descobrir as cotações mais recentes de certas empresas da bolsa de valores, fez com que o Google apostasse em seu portal personalizável, o Google IG, bem como fez com que aquela empresa de Redmond, liderada por Bill Gates, apostasse no portal Start.com. Ambas são, aliás, iniciativas que tendem a se desenvolver muito nos próximos tempos.

Ambos os portais personalizáveis que citei são baseados na tecnologia AJAX (Asynchronous JavaScript and XML), que combina CSS, XML, Javascript e XMLHttpRequest para a criação de verdadeiras aplicações web que, com o advento da Web 2.0, se tornaram a sensação do momento. Aliás, se você ainda não sabe, ou não se deu conta, Web 2.0 é um movimento que visa migrar a web tradicional, formada meramente por um conjunto de sites, para uma nova web, onde aplicações inteiras funcionem a partir dos navegadores comuns, instantaneamente. Seus proponentes originais acreditam, inclusive, que o uso destas aplicações substituirá os programas comuns, como editores de textos e planilhas de cálculo, fazendo com que rodem diretamente pela Internet, transformando o ambiente numa grande rede social.

É justamente na onda da Web 2.0 que surge o mais novo concorrente para as soluções oferecidas pelo Google e pela Microsoft para a personalização de home pages. Lançado há dois dias atrás, o Netvibes é mais um serviço gratuito que promete ao usuário o nível de personalização que ele bem desejar.

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03.09.2005
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Writely 

Qualquer pessoa que tenha o mínimo de acesso à internet hoje em dia sabe o que é um blog. Afinal de contas, a invenção de Justin Hall, em 1994, cujo produto mais famoso é sem sombra de dúvida o Blogger, idealizado por Evan Williams e sua equipe, e adquirido pelo Google em 2003, deixou há muito tempo de ser apenas diário de meninos e meninas que queriam contar suas experiências pessoais. Hoje em dia temos diversos blogs que comentam notícias, fazem notícia e têm conotação extremamente profissional. Muita gente continua usando a coisa como passatempo, mas muita gente também tira dinheiro da maneira mais simples de publicar idéias na grande rede de computadores.

Wikis, ao contrário, parecem não ter, ainda, caído na boca do povo. Digo isso porquê encontro muito mais conhecidos meus, atualmente, que não sabem do que se trata um wiki do que pessoas que ainda, por ventura, não sabem o que são blogs. Wiki, caso você ainda não saiba, é um site onde se pode realizar a edição de documentos de maneira colaborativa. Dessa forma, você pode começar a escrever sobre um — ou mais de um — assunto e deixar que seus leitores e colaboradores terminem de fazê-lo, ou até mesmo que complementem a idéia inicial com mais informações.

Eu mesmo tenho um wiki. Surgiu porque, esporadicamente, gosto de colocar ali links e tutoriais sobre o WordPress, sobretudo para ajudar leitores do WordPress Brasil e da nossa lista de discussão. Mas não vou, no entanto, me prolongar a respeito das maravilhas e benefícios de um site coletivo. Pra ver como a idéia pode dar certo, basta acessar o mais bem sucedido projeto de site colaborativo do mundo.

Pessoalmente, a necessidade de ter um wiki em mãos já se mostrou muito real para mim até mesmo durante os períodos do dia em que estou trabalhando. às vezes precisamos de um lugar onde possamos rascunhar documentos. Onde possam ir nascendo protótipos que, revisados pouco a pouco, se tornarão versões definitivas. Eu escrevo uma introdução para um dado projeto. Um colega do trabalho pensa em outra parte do texto e encaixa com o que eu já havia escrito. E vai acontecendo assim, colaborativamente, a criação de um trabalho.

Meu problema maior até agora era que os wikis são, em sua essência, muito simples. E não serão nunca diferentes disso. A linguagem de marcação que eles usam é essencialmente projetada para que qualquer pessoa possa digitar textos inteiros usando apenas palavras entre *asteriscos* para o negrito e entre //barras// para o itálico, só para dar um exemplo da coisa. às vezes faltam, aos wikis, uma sofisticação um pouco maior. Um editor WYSIWYG, por exemplo. A capacidade de classificar os documentos e de deixar seu acesso, normalmente público, restrito a algumas pessoas, pelo menos durante a fase de edição. Entre outras coisas mais. Parecia que sofisticações como essas não iam surgir nunca.

Mas surgiram. E com um nome bem definido: Trata-se do Writely.

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