Bebeu durante seu vôo? Prepare-se para pagar mais

Igual à pipoca no cinema, oras.

Igual à pipoca no cinema, oras.

A US Airways, sexta maior companhia aérea norte-americana, começou, desde a última sexta-feira, a cobrar pelas bebidas em seus vôos domésticos. É isso mesmo: Sendo passageiro da empresa, a partir de agora, se você quiser um copo d’água, terá que pagar US$ 2. O mesmo preço se aplica a refrigerantes, enquanto que chás e cafés sairão mais em conta, por apenas US$ 1.

De fora da nova medida ficarão apenas os passageiros da primeira classe, além daqueles que estiverem em vôos internacionais e algumas outras poucas excessões. Li no Wall Street Journal que a mídia especializada no assunto vê essa medida como uma manobra inteligente da companhia para mascarar o aumento no custo operacional da aviação comercial, sem que os preços das passagens sejam reajustados diretamente.

É verdade que as empresas aéreas têm buscado mais e mais maneiras de diminuir suas despesas. Cobrar pelas bebidas, aliás, já é uma medida adotada por outras companhias low cost — aquelas popularmente conhecidas por servirem amendoins ao invés de refeições a seus passageiros — como a US Airways, em troca de preços mais baixos nas passagens.

Sinceramente, acho que essa medida vai acabar se transformando numa tendência mundial, inclusive com reflexos nas companhias brasileiras como a Gol, por exemplo. Enquanto há casos como o da Continental Airlines — que declarou que não deve cobrar pelas bebidas dos passageiros por acreditar que isso diminuiria o seu conforto —, outras empresas aéreas, como a American Airlines, a Delta Air Lines e a Northwest Airlines já anunciaram que, embora não pensem no mesmo tipo de cobrança imediatamente, continuarão a procurar outros meios de evitá-la.

As empresas aéreas que já fazem essa cobrança, por exemplo, como as — para mim, pelo menos — desconhecidas Spirit Airlines e Allegiant Air, argumentam que seus passageiros aprovam a idéia de adquir passagens “mais baratas” e de maneira descasada: Voam pagando apenas pelo vôo, consumindo — apenas se quiserem — bebidas e lanches a um custo extra.

Pode parecer estranho que eu defenda essa medida da US Airways como uma tendência, mas acontece que, pensando bem sobre o assunto, a coisa não é diferente de quando se vai ao cinema: Lá, quando queremos pagar apenas pelo ingresso para assistir a um filme, isso é possível. Por lá, pipoca, refrigerante e balas já são pagos à parte…

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