Eu já sabia, como muitos, é claro, que Ídolos, a versão nacional do reality show musical American Idol transmitida durante duas temporadas pelo SBT tinha mudado de mãos: Depois do descontentamento da Freemantle Media com o formato do programa e seu horário de exibição — convenhamos, neste ponto até eu concordo, pois os episódios iam ao ar de madrugada —, a empresa, que detém o direito sobre o formato, resolveu tomar providências, descartando a emissora de Sílvio Santos e assinando contrato com a Rede Record.
O que eu descobri atrasado é que Ídolos 2008, apesar de nem ter estreado ainda, sofrerá a concorrência do próprio SBT. Ouvindo hoje o jornal da tarde pelo rádio do carro enquanto voltava do trabalho, fiquei sabendo do programa Astros, nome que a emissora deu ao programa depois de exibi-lo por três semanas seguidas sem título, já que o nome novosídolos — assim mesmo, junto e em minúsculas — foi, obviamente, barrado por liminar da justiça a pedido da Freemantle.
Apesar de eu ainda não ter assistido ao novo programa do SBT, que tem sido exibido às quartas-feiras, 21h30 da noite, concorrendo com o futebol, já concordei, depois de buscar algumas evidências YouTubescas, com a opinião da mídia especializada: Astros está mais para uma versão repaginada do antigo Show de Calouros:
O novo reality show musical do SBT aposta em humor ridículo e no talento duvidoso de seus participantes, mas parece mais a um “Show de Calouros” repaginado que ao programa “Ídolos”, que emissora já transmitiu e que agora irá ao ar na Record.
(…)
A competição realmente não é séria e os jurados levam isto a sério, como no momento em que, Cyz, produtora musical e cantora, cujo nome é Cynthia Zamorano, provocou um participante que cantava o hit “Créu” a fazer performances.
Todos os vídeos que encontrei realmente demonstram que cada palavra da notícia é verdadeira. Pra mim, é até estranho ver os jurados Arnaldo Saccomani, Cyz Zamorano, Thomas Roth e Carlos Miranda — que independente de qualquer opinião pessoal, são profissionais devidamente reconhecidos do ramo da música — inseridos neste novo formato pastelão.
É claro que vou ter que assistir a um ou dois episódios para, eventualmente, dizer algo diferente. Astros já tem seu primeiro vencedor — um vencedor por mês ganhará um carro —, é fato, mas por ora sou obrigado a concordar com Arnaldo Saccomani, que parece resumir tudo sobre o programa após ouvir um candidato dançar o créu: “uma perda de tempo; do meu, do seu, do nosso tempo“.
Estaria ele errado?
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Tudo na “casa” de Sílvio Santos vira tosqueira imediata, impressionante!
Depois que deixou de ser “ídolos” (que já era de mal gosto) o programa transformou-se num “show de calouros” modernoso!
Faz sucesso quem é mais tosco!
Apostar no ridículo pode funcionar com a massa de massa encefálica menos volumosa e evoluída, comigo não!
A TV Record está de parabéns, tomara que façam Ídolos com a mesma dignidade e competência que permeia Aprendiz e Troca de Família.
Abração
@Netão: A minha esperança é justamente que a TV Record aplique o mesmo nível de qualidade que tem marcado não apenas os programas que você disse, mas vários outros. Afinal, não é a toa que eles dizem que a Record tem ameaçado a Rede Globo na liderança da TV aberta no Brasil.
Com Ídolos, eu espero que eles consigam ficar mais aderentes ao formato da Freemantle, que aliás também é quem negocia “O Aprendiz”, então não vejo problemas. Assim a coisa volta a ter a qualidade que merece…
Abração, cumpadi.