To podcast or not to podcast?
Semana passada ouvi o Nerdcast e o RadarPop. Fazia tempo que eu não ouvia um podcast — mais por falta de tempo do que por falta de querer, é claro — e eu comecei (novamente) a pensar em fazer o meu próprio.
Navego daqui, navego dali, e descubro que — pelo menos na minha opinião — a melhor ferramenta pra alguém como eu usar — se resolver seguir adiante com isso — continua sendo mesmo o Audacity, que é leve, cheio de recursos adicionais através de plugins e, é claro, totalmente gratuito. Associado a um microfone simples, é podcast em poucos minutos, inclusive com música de fundo, efeitos sonoros e já convertido para o formato MP3, pra facilitar.
Meu maior problema continua sendo outro: Sobre o que falar. Informática? Tecnologia? Televisão, seriados? Eu não sei, sinceramente. É estranho, e até um paradoxo, eu sei, mas o maior impeditivo é esse. Sinto vontade de falar sobre tudo isso, e sobre nada disso em específico, ou seja, falar sobre o que me der na telha, sob risco de saírem até algumas bobagens, é verdade — mas podcast amador é assim mesmo, hehehe.
Vocês que são minha meia-dúzia de fiéis seguidores, o que acham? Vou nessa? E mais, alguém gostaria de sugerir algum assunto?












Vai lá Daniel! Curto muito os teus posts e acredito que se você falar sobre os mesmos temas que escreve por aqui, é uma excelente idéia. Ainda estou nos primeiros protótipos do meu blog, o Internerd, que pretendo começar pra valer em maio, e por lá quero juntar Tecnologia e Cultura Pop. Depois que a idéia estiver mais madura, me disponibilizo a ajudar quando quiser… Abraço
Daniel, eu não baixaria seus podcasts não. Mas não pense que é preconceito: é que eu simplesmente não tenho paciência para baixar megas e megas e gastar minha conexão com isso. Já tentei assinar vários e nunca passei do primeiro.
Oi, Daniel,
eu acho que se você está a fim de fazer, tem mais é que fazer. Não se preocupe demais em acertar no início, use a lógica do “ready-fire-aim”. Podcast é o tipo de coisa que, a não ser que você já tenha experiência prévia em alguma área que te dê uma certa vantagem, só na prática mesmo é que você melhora os resultados. Você faz o primeiro, pega feedback, aprende com os erros e comentários. No segundo você ajusta um pouquinho e assim vai.
Você testa tudo: duração do podcast, assuntos, tom de voz, estilo de fala, etc. Por tentativa e erro você vai encontrando a sua forma de fazer podcast e o que mais agrada as pessoas. Sem a pretensão de ser um podcast profissional, isso te dá este tipo de liberdade.
Quanto aos assuntos, vale a mesma lógica. Você pode começar falando de vários assuntos diferentes no mesmo podcast pra ver quais interessam mais as pessoas. Ou pode fazer um podcast separado pra cada assunto e postá-los dentro das categorias correspondentes, assim cada pessoa que segue teu blog pode assinar o feed da categoria que lhe interessa. Mas via de regra, escolha assuntos sobre os quais você realmente curte falar, aqueles que fluem naturalmente pra você. E aqueles que são preferências estáveis, ou seja, aqueles assuntos pelos quais você tem interesse natural e se mantêm ao longo do tempo. Senão você empolga no início e aquele fogo de palha morre e você perde a motivação.
Espero ter dado uma luz. Mas faça sim, sou de opinião que temos que tentar aquilo que temos vontade de fazer.
Eu comecei a fazer vídeos pra postar no Flickr anteontem. Fiquei num dilema similar, porque eu queria fazer algo no estilo de videologging (diário) mas não sabia se queria falar diretamente para a câmera, se queria fazer montagens, clips, etc. A solução que achei pra isso foi justamente esta, usar a lógica “ready-fire-aim”. Comecei a fazer e postar, sem me preocupar demais com perfeição (o que é um GRANDE passo pra mim, rainha do perfeccionismmo! rs). Só que no meu caso eu comecei a postar os vídeos só para família primeiro. Daqui uns dias, já com uma idéia melhor da coisa, eu abro pra amigos. E quando estiver legal, eu abro pra todo mundo. Que é algo que você pode tentar fazer também: postar os primeiros com senha pra um grupo de pessoas que possam te dar feedback e depois ampliar a audiência. É uma opção – mas você não precisa necessariamente fazer isso. Eu fiz assim porque os assuntos que estou abordando nestes vídeos em particular não têm relevância pra um público maior e me dá a chance de experimentar com formatos.
Bjs.
Patty.
@Andy: Cara, valeu pela força e pelo oferecimento de ajuda. Já que terei pelo menos um ouvinte, vou levar adiante essa idéia o quanto antes… e no mais, boa sorte com o blog. Assim que lançar “pra valer” me avise que eu farei uma visita, é claro!
Abração!
@Mario: Eu entendo o seu ponto de vista, Mário. Eu também nem sempre ouço todos os podcasts que eu gostaria quando eu gostaria… alguns são muito longos e outros têm trechos melhores ou piores, e isso é normal… quanto à banda, pelo menos neste caso, estou satisfeito…
Abração, e obrigado pelo feedback!
@Patty: Seu comentário foi fantástico. Certamente você tem razão com relação ao “ready-fire-aim”. Na prática significa que eu vou mesmo meter as caras e tentar, porquê no máximo o que vai acontecer é eu precisar melhorar uma ou outra coisa e, como eu mesmo disse, a idéia é fazer algo amador e pra me divertir…
Just have fun, não é assim?
Um beijão pra você, e pode ter certeza de que assim que os seus vídeos vierem a público, vou lá olhá-los e prestigiar, viu?
Obrigada, Daniel. Que bom que gostou.
E é isso mesmo, just have fun!!!
Te aviso quando abrir os vídeos no flickr.
Beijo.
eu acho muito bacana podcasts, embora goste mais dos que tem uma certa dose de humor. Sempre tiver vontade de fazer um também, mas nunca tive paciência e recursos tecnicos para tanto. E eu ia precisar de uns amigos mais engraçados para participar também, hehe.
@Gilson: Os podcasts com uma certa dose de humor são fantásticos… ambos os que citei acima, no meu post, são assim, recheados de diversão, e isso também me deixa fascinado. No meu caso, não sei o quanto de humor conseguirei imprimir, mas vou tentar assim mesmo…
Se conseguir uns amigos engraçados me avisa, hein?
Abração!