The Green Data Project e outras coisinhas…
15/10/2007
Hoje é o dia do Blog Action Day. Neste 15 de outubro, os organizadores deste evento esperam que os blogueiros do mundo inteiro se juntem para colocar em evidência um dos assuntos mais comentados da paróquia este ano: O meio-ambiente.
Como fiquei imediatamente tocado pela idéia, resolvi procurar em meus vastos arquivos e descobri que recentemente escrevi por aqui sobre dois assuntos altamente relacionados à ecologia e ao meio-ambiente: Primeiro, no dia 16 de julho, Zonbu, o PC ecologicamente correto foi a bola da vez. A pequena maravilha, do tamanho de uma caixa de charutos, é comercializada no país de origem por apenas US$ 99 e promete poupar de seus usuários até US$ 10 por mês na conta de luz. Tentador, não é? Ainda mais por rodar Linux…
Em seguida, no dia 21 de agosto, também comentei por aqui a respeito do laptop biodegradável. Bom, na verdade, os chassis do equipamento é que são feitos de material que se decompõe na natureza. 15% menos emissão de carbono é conseguida através deste processo, o que pode contribuir não apenas para a redução dos custos ao consumidor final, mas também para a diminuição da poluição.
Mas é claro que eu não poderia deixar de contribuir com algo novo. E desta vez, nada de produtos ecologicamente corretos: Vasculhando a grande rede hoje descobri uma iniciativa genial, batizada de The Green Data Project. O projeto visa mostrar que não é apenas o hardware que deve ser green, mas também os dados armazenados, para que esta ação diminua o consumo de energia.
O conceito é muito, muito simples: Você já pensou que muita coisa que está armazenada no seu computador são arquivos que você já não precisa mais — e às vezes até esquece que estão ali? Você guarda alguma coisa, um documento, uma cópia de boleto, uma foto, na esperança — ou no pensamento — de que ele venha a ser necessário algum dia e, quando percebe, lá estão elas, toneladas e toneladas de dados armazenados à toa, consumindo um grande poder de processamento para serem lidos, indexados, desfragmentados e — consumindo energia elétrica preciosa.
Mas você acha que o seu computador é ruim? O projeto na verdade foca ainda mais nos casos de grandes empresas e órgãos governamentais, que armazenam gigabytes e gigabytes de dados. Nestes casos, estimam os fundadores do projeto, cerca de 40% da informação é esquecida e processada diariamente, consumindo energia.
Tenho uma experiência prática para relatar com relação a todo esse volume de informação inútil: Na área onde eu trabalhava até 6 meses atrás — e onde fiquei por aproximadamente 9 anos — semestralmente eram enormes as reclamações de usuários que não mais conseguiam salvar seus documentos na rede. A mensagem de erro? Espaço insuficiente em disco. Isso porquê a empresa onde eu trabalho instituiu cotas de disco para as áreas, e aqueles rascunhos de apresentações, bancos de dados, atas de reuniões e imagens ilustrativas, entre outros, sempre acabavam entulhando a cota. O remédio? Data cleaning. Colocam-se todos os usuários para separar aquilo que é vital — vai pra um DVD, CD ou fita streamer — daquilo que não é — normalmente 90% dos casos — que acabam indo para a lixeira.
O resultado prático parece invisível, mas não é. Com menos arquivos para processar, os backups da empresa são mais rápidos, consumindo menos recursos de TI e energia elétrica.
Uma outra coisa que eu faço no escritório — e que acaba de me ocorrer por também poder ser considerada green — é a não utilização de post-its para anotar recados. Na verdade, nenhum papel de rascunho em específico. Existe um software muito bom para Windows — e completamente free — chamado Stickies, que substitui a papelada. E ainda conta, de quebra, com funções de alarme e lixeira para recuperação de informações importantes. Os linuxistas de plantão obviamente conhecem programas similares para o pingüim, como o popular Tomboy.
Para terminar, uma outra coisa, desta vez que faço em casa: Não imprimir os boletos das contas que eu pago no banco através da Internet. Não se iludam, a informação continua guardada: Vai direto para o formato PDF e, dali, de tempos em tempos, para backups realizados em CD. Nada de papel. Nada de consumo de árvores. Ecologicamente correto.
Estas foram minhas contribuições para o Blog Action Day. Espero que tenham sido úteis. Ah, não poderia deixar de agradecer a dica imperdível obtida via Twitter do meu compadre Neto Cury. Valeu!
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Por nada! E viva o twitter, dando mostras que é super-útil!