01.10.2007
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Provedor pra quê? 

Via meu amigo Kadu, chega a ratificação de algo que eu ontem comentava com a minha mãe:

COMUNICADO IMPORTANTE

Com o intuito de reforçar comunicado anteriormente encaminhado a você cliente Speedy, a Telefônica informa que, de acordo com decisão judicial não definitiva, a partir de quarta-feira, 26 de Setembro de 2007 passou a oferecer conexão à Internet através do login internet@speedy.com.br e da senha ‘internet’.

O serviço de conectividade prestado por meio do login acima indicado não inclui os serviços que hoje você já usufrui e que somente são disponibilizados através dos provedores, tais como: e-mail, conteúdos de acesso restrito, entre outros.

A Telefônica esclarece que o serviço de conectividade, realizado por meio do login acima, será cobrado no valor de R$8,70 em prazo a ser definido.

Por fim, a decisão judicial não cancela os serviços de provedores de internet já contratados por você, que poderá optar por continuar fazendo o login através do provedor que já contratou e manter os serviços que possui atualmente. Neste caso, você não precisa fazer nada. Caso queira entender melhor estes serviços e/ou alterá-los entre em contato com o seu provedor.

Mais informações podem ser obtidas em nossa Central de Relacionamento.

Bom… Devo dizer que a primeira coisa que passa pela minha cabeça é que já era hora de alguém pensar em acabar com a obrigatoriedade de se contratar um provedor de acesso para utilizar a internet, mesmo porquê isso nunca foi necessário. Agora, assim como o Kadu, acho que não é hora (ainda) de sair por aí mandando provedores às favas.

O trecho do comunicado da Telefônica que se refere à uma decisão judicial não definitiva dá muito pano pra manga, e esta é a justificativa ideal para não nos precipitarmos. É bom que aguardemos algum tempo até que este termo seja trocado por algo realmente definitivo, o que, acredito eu, certamente acabará acontecendo.

De qualquer forma, enquanto esperamos, vale a pena refletir sobre outro ponto da mensagem da operadora: a decisão judicial não cancela os serviços de provedores de internet já contratados por você. Pergunto: Será que realmente compensa pagar mais para usufruir de alguns diferenciais?

Vejamos o primeiro caso que veio à cabeça da minha mãe, enquanto conversávamos. Ela disse: “Se cancelarmos o Terra, vou ficar sem meu e-mail“. A minha resposta imediata foi: É pra isso que serve o GMail, sem mencionar outros tantos serviços gratuitos com esta finalidade.

Acontece que, para praticamente todos os serviços que os “provedores” atuais oferecem existem alternativas gratuitas (ou não). Por exemplo:

Conteúdo exclusivo de jornais e revistas

Eu sei que é muito mais simples para a grande maioria dos internautas contar com a comodidade de compilação de notícias feita pelos grandes veículos de comunicação nacionais. Quem tem o UOL, pode acessar, por exemplo, a revista Veja. Quem tem o Terra, a revista Carta Capital. Sem contar com o conteúdo de grandes jornais, que pode ser visualizado pelos assinantes.

No entanto, um processo de garimpagem pode fazer bem. Através de agregadores de notícias — como o Google Reader, por exemplo — é possível conseguirmos o conteúdo em primeira mão para muitas das notícias interessantes com as quais cruzamos. Senti um pouco disso na prática, após começar a criar meu blog. Muitas das novidades tecnológicas que eu descobri através de sites estrangeiros só foram comentados por aqui semanas ou meses depois.

Álbum de Fotos

Esta é bacana. Vira e mexe eu falo aqui sobre o Flickr, serviço que se iniciou sozinho e que posteriormente foi adquirido pelo Yahoo, justamente para o compartilhamento de fotos. Embora eu possua uma conta paga, é possível utilizar a conta grátis do serviço, onde as fotos podem ser enviadas com um limite por mês, e, através de seus endereços, disponibilizadas em blogs ou outros serviços.

O é só o começo: Há diversas outras alternativas, como o 23, o veterano Webshots, ou o SmugMug. Sem mencionar as diversas outras alternativas disponíveis por aí.

Rádios e Música On-line

Você é daqueles que não dispensam ouvir música enquanto estão navegando pela Internet e usa a conta do seu provedor para acesso a algum serviço específico que permita isso? Aqui também existem diversas alternativas pra você! A primeira que me ocorre é um serviço muito legal, chamado Last.fm, onde os usuários criam uma conta gratuita e podem criar estações de rádio personalizadas e listas de reprodução a partir de qualquer uma das faixas disponíveis no site.

Embora um dos lados negativos do serviço seja não se poder fazer o download individual das músicas sem autorização prévia dos detentores dos seus direitos, sua estrutura vale bastante a pena. No caso de quem quer indispensavelmente baixar mídias, há sempre a possibilidade de usar o Pandora, similar ao primeiro, mas onde são oferecidas as faixas reproduzidas para compras através dos sites Amazon.com ou a iTunes Store.

Finalmente…

…acho que o que eu estou querendo dizer é que, se bem procuradas, todas as alternativas que queremos poderão ser encontradas. Por hora, no entanto, precisamos dar tempo ao tempo, justamente para que o governo possa se decidir e tornar (ou não) o uso de provedores de acesso não-obrigatório.

Quando (e se) isso vier a acontecer, uma coisa será certa: Um passo muito importante estará sendo dado em relação à inclusão digital. Afinal de contas, cerca de R$ 8 por mês são muito mais simples de serem pagos por uma parcela maior da população brasileira do que quantias muito mais exorbitantes, independente do número de benefícios associados…

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