Ganhei o Ubuntu de Natal!

Tux no Natal

Meu post imediatamente anterior já denunciou completamente minhas intenções open source. E, coincidentemente, foi no dia 24 de dezembro — ou seja, ontem, exatamente no Natal — que eu resolvi “me dar de presente” o novo sistema Ubuntu Linux, de versão 6.10, cujo codinome é Edgy Eft.

Quem acompanha meu blog há mais tempo sabe bem que eu já tentei algumas experiências com o Breezy Badger, a versão 5.10 do mesmo sistema, lançada em outubro de 2005. Comecei com um Live CD, gostei do que vi e acabei precisando remover o Linux do meu computador devido a problemas de espaço em disco que tive com o Windows.

De lá pra cá, devo admitir, continuo com o mesmo disco rígido limitante de capacidade — um Maxtor 2B020H1, de apenas 20Gb de capacidade e 5400 RPM — do qual o Ubuntu está usando apenas 5%. Mas a diferença é que estou mais confiante e disposto a adotar o Linux e, devendo fazer um upgrade de HD no começo de 2007, reservarei muito, mas muito espaço para Tux e sua turma.

E quais serão, afinal de contas, as vantagens de um sistema Linux como o Ubuntu, sobre o Windows? Porquê se deve fazer uma mudança dessas? Posso imaginar alguns motivos muito simples…

Não custa nada ter Linux

Eu já comentei há alguns posts atrás sobre aquela hilária gravação em que duas mulheres reclamam com um atendente da Microsoft sobre uma tal estrelinha que apareceu no sistema delas. Trata-se do WGA, a maneira Microsoft de nos dizer que estamos usando software pirata.

A solução para qualquer software pirata é a atualização de sua licença, fazendo com que se torne um software oficialmente suportado pelo fabricante. No caso da Microsoft, sabemos que isso custará um bom dinheiro, e, normalmente, nos elegerá a uma licença que poderá ser usada em um único computador.

Enquanto isso, o Ubuntu é grátis, pode ser obtido através da própria internet em diversos tipos de pacotes pré-preparados para diferentes tipos de computador, já em formato ISO — ou seja, prontos para que um CD seja gravado — e inclusive através do formato Torrent. Além disso, uma vez obtido, o CD da distribuição poderá ser usado para instalação em quantos computadores quisermos.

É mais seguro ter Linux

Ontem mesmo falava com minha mãe a respeito disso. Às voltas com mais um trojan em seu computador, ela havia me pedido pra ajudá-la a removê-lo do Windows, o que eu fiz, obviamente. Mas, logo em seguida, disse a ela que eu havia colocado Linux em meu computador, e que se tratava de um sistema virtualmente livre de vírus.

A segurança em um sistema Linux é muito maior do que no Windows. No Windows, vira e mexe troco softwares como anti-vírus, anti-spywares, anti-malwares e outros: O motivo, é que, para mim, nenhum deles nunca parece ser ótimo o suficiente e, de quebra, alguns deles, a exemplo do próprio sistema da Microsoft, também são pagos.

O Linux existe desde os anos 90 e sempre me disseram que nele não há vírus. Não se pode levar nada à ferro e fogo, mas a verdade é que, realmente, nunca vi um colega ou amigo relatando ter tido problemas com as pragas virtuais que abominam nosso dia-a-dia em um sistema Linux. Talvez seja porquê existem muito menos linuxistas do que usuários de Windows e, provavelmente, se o sistema se tornasse mais popular, os vírus apareceriam.

Mas e o fator colaborativo do sistema do pingüim? Pensem em ferramentas de desenvolvimento ativo e gratuitas, como o caso do próprio WordPress, que uso para editar este blog. Sua comunidade de usuários é muito ampla e participativa, e atualmente existem plugins para as mais diversas finalidades que tornam a ferramenta ainda mais interessante e atrativa de usar.

Da mesma forma, se um vírus de Linux fosse lançado daqui a cinco minutos, não duvido nada de que daqui a 10 outros, centenas de patches, correções e armas contra a praga estariam igualmente disponíveis. E não seriam provenientes necessariamente dos distribuidores de cada versão de Linux — que, claro, também as distribuiriam —, mas também de usuários comuns, como você ou eu, que, entendendo um pouco de programação, poderiam dar conta do recado sem que se precisasse esperar soluções oficiais…

Tenha liberdade de escolha

Você é mais fã do GNOME, do KDE ou do Xfce quando o assunto é ambientes gráficos para o seu sistema Linux? Ora, escolha o que você quiser. Enquanto o Windows é não apenas um sistema operacional, mas também o próprio ambiente gráfico com o qual o usuário interage na utilização de aplicativos, no Linux a coisa é diferente, e você tem liberdade.

Quando você instala o Ubuntu, é verdade que seu companheiro padrão é o GNOME e que você precisa fazer algumas operaçõezinhas pra mudar isso, mas a solução pode ser mais simples: Há o Kubuntu, que já vem com o KDE, e também o Xubuntu, com Xfce, apenas esperando pela sua decisão.

Além disso, praticamente todos os aspectos de um sistema operacional Linux como o Ubuntu podem ser controlados por você sempre que quiser. O mesmo ocorre com programas para a realização de qualquer tarefa cotidiana, indo desde a leitura de e-mails até a gravação de DVDs. E o melhor, qualquer destes programas é invariavelmente gratuito, e desenvolvido por uma ampla base de programadores ativos. Um show à parte…

Dê vida nova àquela sua máquina antiga…

Você tem um velho 386 encostado no canto do seu quarto? Talvez um 486, fechado numa caixa dentro do armário na garagem… Sabia que o Linux pode ser simplesmente perfeito para computadores como esses, que ficavam, até então, só acumulando poeira? As aplicações são várias, indo desde computadores para firewall até servidores de FTP.

Enquanto isso, alguém parece já ter chegado a um consenso sobre os requisitos de hardware do novo Windows Vista: Minimamente será preciso que se tenha um computador com clock de 800 Mhz. Enquanto isso, os próprios computadores ideais para o sistema, comercializados pela própria Microsoft, não acenam com menos de 1 Ghz. Ou seja… tente usar 386’s ou 486’s, e nunca conseguirá.

Minhas conclusões

Não estou querendo vender a ninguém um sistema operacional perfeito. No entanto, as qualidades do Ubuntu, se levarmos em conta sua grande comunidade de suporte e desenvolvimento, não são de se jogar fora, e, no mínimo, o que sou obrigado a fazer é recomendar que você o experimente, mesmo que seja para continuar no mundo Windows mais adiante. Vale à pena.

ubuntu_screenshot.jpg

Do meu lado, o que pretendo fazer daqui por diante é aprender. Cada dia mais, cada dia um aspecto diferente. E, enquanto aprendo, irei dividir este conhecimento com todos, tal como ocorre com a própria comunidade de suporte. Acho que é minha maneira de contribuir com os usuários desde belíssimo sistema, que tem atualizações — ou seja, novos releases — em média a cada 6 meses: Ajudar. E enquanto não penso em mais nada, vou encerrando por aqui este meu primeiro post usando Ubuntu.

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3 pensamentos sobre “Ganhei o Ubuntu de Natal!”

  1. Neto Cury writes:

    Instala o XGL + Beryl e mostra pra tua esposa, se isso não a convencer, não sei o que mais o fará!!! :D
    Abração

  2. Cobalto writes:

    Não li o artigo todo mas vou dar pitaco:

    De acordo com a “lista de vírus mais interessantes do ano” no 1/2bit o “Gatt.A” pode infectar maquinas com Linux Sim…

    o link:
    http://www.meiobit.com/os_10_virus_mais_curiosos_do_ano


    OBS: Cuidado com o Neto Cury ele viciou nessa parada de “XGL + Beryl”, cuidado ^^

  3. Mário Marinato writes:

    Conheço o Linux há quase cinco anos, e nunca consegui me habituar com ele.

    No meio deste ano consegui um par de cds do Ubuntu (um live e um instalável) e rodei o live só pra ver como é que era. Bonito, coisa e tal, mas foi pra gaveta.

    Quando você publicou este post, me reacendeu o interesse. Hoje instalei o Ubuntu no computador, numa partição inacessível que há mais de ano tinha um Mandrake.

    Deu pra ver porque é que o Linux está longe de pegar. De primeira não consigo acessar minhas músicas que estão em outra partição. Tentei acessar o site e está tudo lá, explicado. Tentei uma solução mas não funcionou.

    Vou tentar não desistir desta vez, porque estou com mais tempo para ser jogado fora, mas esta rápida experiência me faz ter mais certeza de que o Linux ainda está longe de ser uma boa solução para o usuário comum, que mal sabe o que é um sistema operacional e acha que o Windows faz parte da máquina.