Happy Feet: O Pingüim
18/12/2006
Manter o interesse, durante quase duas horas initerruptas, pela história de um pequeno pingüim imperador em busca do amor de sua vida é uma das tarefas mais difíceis que eu poderia imaginar para um diretor de cinema: Muito provavelmente, poucos dariam conta do recado. Felizmente, a meu ver, George Miller — diretor dos filmes do porquinho atrapalhado Babe — foi um desses iluminados.
Não é apenas o elenco de peso convocado para a produção — que conta com nomes como Elijah Wood (O Senhor dos Anéis), Hugh Jackman (X-Men) e Nicole Kidman (A Feiticeira) —-, nem apenas a trilha sonora, vibrante, dançante e que tem tudo para agradar todos os gostos, indo de Prince a Queen. Em Happy Feet: O Pingüim (2006), o que vemos é um verdadeiro show de animação, onde a computação gráfica, muito bem utilizada do início ao fim, se transforma numa atração à parte. Vejam por exemplo, as imagens abaixo:


Leva-se um tempo até descobrirmos que imagem é verdadeira e que imagem é gerada por computação gráfica, não é mesmo? De qualquer forma, em Happy Feet: O Pingüim, conhecemos Mumble — que, na versão dublada virou Mano (horrível tradução, diga-se de passagem) —, um pingüim imperador que habita os arredores da Antártica. Toda a comunidade em que vive está acostumada a encontrar seus amores verdadeiros — atividade, aliás, para a qual os pingüins são preparados desde muito cedo — através de canções. Mas aí é que está o xis da questão: Por uma destas adversidades do destino, Mumble nasce sem saber cantar uma única nota. Sua voz, aliás, é horrível.
Acontece que seu talento se revela de outra maneira: Mumble se mostra detentor de uma incrível capacidade de sapatear. Desde que sai do ovo demonstra que será um dançarino nato e, a partir daí, começa sua jornada para demonstrar que pode ser aceito mesmo com diferenças tão grandes para a maioria, e que isso não será impedimento para que, também ele, possa encontrar o amor verdadeiro, que, aliás, se reflete na personagem Glória, com quem vai junto para a escola, desde bebê.
Repleto de dança e musicais — óbvio em um filme em que o personagem principal é um pingüim que sapateia — o filme conta ainda com um hilário quinteto de pinguins mexicanos que hablan um belo portuñol e que acompanham Mumble em sua jornada através do mundo gelado do filme. O personagem ainda se vê às voltas com conflitos religiosos e ecológicos. Apesar das duras críticas de alguns telespectadores e jornalistas especializados por conta destes dois últimos pontos, minha opinião final é de que foi um belo filme pra se ver, ainda mais na época natalina. Vale à pena.
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No. 1 — 18/12/2006 @ 20:15
É o segundo blog que eu visito e tem um comentário positivo sobre este filme. Vou ter que vê-lo!!! rsrsrsrsrs Abs - Minuto - http://www.minuto.rg3.net