Matadores de Velhinhas

Se você gosta de dar umas boas risadas sem compromisso numa sexta-feira a noite, e, ainda por cima, que elas venham acompanhadas de pitadas de humor negro, então Matadores de Velhinhas (The Ladykillers, 2004) é feito especialmente pra você.

O filme, que começa — é verdade — de maneira um pouco atrapalhada, tem duas personagens principais: A primeira delas é Marva Munson (Irma P. Hall), uma senhora que mora sozinha em casa com seu gato, Pickles, após a morte de seu amado marido há 20 anos atrás. A senhora Munson é uma mulher direita e honesta, freqüenta a igreja regularmente e encara a religião de maneira muito fervorosa, colocando-a acima de tudo.

A segunda personagem, interpretada por Tom Hanks, é o Professor G.H. Dorr, homem que se apresenta à Marva como um professor licenciado que faz parte de um grupo que toca música de igreja. Em seguida, pede à senhora que permita que ele alugue um quarto que ela tem a oferecer, segundo uma placa na frente da casa dela. Obviamente, encantada com o professor e suas excelentes maneiras, é o que ela faz, também concordando com um segundo pedido, o de que ela deixe que ele e seus rapazes utilizem o porão da casa para ensaiarem — segundo ele, para que o barulho não a incomode muito.

Mas o Professor e seu grupo de música evangélica logo se revelam, na verdade, uma quadrilha de assaltantes que tem intenção de roubar o cassino da cidade: Para isso, pensam em cavar um túnel subterrâneo que vai da casa de Marva até o cofre do lugar. A princípio, tudo parece funcionar bem. Mas a sorte de todos sofre uma reviravolta quando a simpática senhora descobre as verdadeiras intenções dos bandidos. Com este obstáculo imprevisto em suas vidas, eles precisam se concentrar não apenas em obter o dinheiro, mas numa forma de matar a mulher, antes que ela acabe dando com a língua nos dentes.

Confesso que achei que não fosse gostar do filme. Como já disse, o início, onde os personagens vão sendo apresentados, é meio confuso e demora um pouco até que saibamos a que foi que os irmãos Ethan e Joel Coen vieram. Mas com o desenrolar da trama, Hanks, em uma atuação brilhante, e Irma, que descobri que se tornou atriz por acaso, levam o filme nas costas. Principalmente depois que o assassinato da severa mas carismática dona da casa não se revela lá uma coisa muito fácil de fazer… A diversão, acredito eu, é garantida.

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