Polegares de Super Massa

Alguém me apresente outra pessoa que seja tão entusiasta da biometria quanto eu e certamente nós dois poderíamos ficar batendo papo por horas a fio, a respeito de todas as tecnologias que poderiam ser usadas na identificação de pessoas. Desde uma simples impressão digital até o reconhecimento de retina, existem muitos processos que podem ser utilizados e, eu lhes garanto, todos eles visam facilitar e tornar cada vez mais rápida a vida das pessoas, diminuindo principalmente seu tempo de espera em filas de banco, supermercados e até mesmo para tirar segunda via de muitos documentos.

Recentemente, quando fui renovar minha carteira de habilitação, pude comprovar que aos poucos a biometria tem se tornado uma realidade cada vez mais presente na vida real, inclusive aqui no Brasil. Para me identificar ao fazer o exame teórico obrigatório numa auto-escola que escolhi, o método utilizado pelo governo foi o da implantação de um scanner de impressões digitais, o mesmo que, se não me falhe a memória, algumas escolas e faculdades paulistanas têm usado para controlar a freqüência de seus alunos em aulas. Em poucos segundos a confirmação óbvia de que eu era eu mesmo — e não outra pessoa — surgiu no monitor de um computador e eu fui liberado.

Li esta semana uma notícia que me deixou ainda mais entusiasmado. A possibilidade de usar meus dedos para comprovar minha identidade, agora no supermercado, foi de me encher os olhos. Nos EUA, segundo li, o Wal-Mart é apenas um entre alguns gigantes do comércio que têm planos para implantar a tecnologia em suas lojas. Apelidada de carteira eletrônica, pode diminuir a ocorrência de fraudes e roubos de identidade, aumentar a velocidade para o pagamento das compras e também diminuir o tempo de processamento das transações financeiras. Tal redução de tempo pode representar, por exemplo, apenas para o Wal-Mart, até 2009, um aumento de 3 a 4% em seu faturamento. Para os clientes, comodidade à vista.

Para começar a pagar as contas biometricamente, cada cliente precisaria cadastrar suas impressões digitais na própria loja, além de informar seus dados pessoais e a conta bancária. Depois, bastaria apontar o dedo para o scanner, na fila do caixa e pronto. Um ganho de 70% em velocidade, pelo que entendi. Mas há pelo menos uma coisa que me deixa bastante alarmado, e que pra mim parecia coisa de ficção científica, tal como vi em um filme — se não me engano, O Quinto Elemento, com Bruce Willis. Nele, corta-se o dedo de uma personagem para usá-lo em um scanner de acesso a um prédio, não me lembro exatamente qual, agora.

É uma possibilidade — remota, é verdade —, mas que precisa ser considerada. É fato que ninguém precisa ficar paranóico, pois não será em cada esquina que alguém tentará cortar seu polegar. Mas é justamente isso o que me preocupa. Para que o debate se torne tão grande quanto aquele que, há algum tempo dava conta de que muita gente tinha medo — e ainda tem — de comprar on-line por causa das fraudes eletrônicas com cartões de crédito, basta uma simples constatação: Não é preciso que cortem o seu dedo. Um pote de Super Massa — lembram daquele brinquedo, da Estrela? — pode fazer o serviço sujo pelos bandidos. Tudo o que eles precisam é de um molde daqueles que os dentistas usam. Tiram um molde, enchem o dito cujo com a massinha de modelar para crianças e saem por aí fazendo pagamentos. Os scanners chegam a ser enganados em até 90% das vezes.

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4 pensamentos sobre “Polegares de Super Massa”

  1. Neto Cury writes:

    vai precisar haver um sistema multi biométrico.
    você coloca o dedinho lá e olha para um scanner, batendo as duas informações, pãnz e talz, pronto, o risco da fraude diminui em quase 100%.
    Só se o cara, arrancar seu dedão e ainda a bola do zóio!!!
    Aí fodeu :D

  2. aissegoo writes:

    Esse metodo aí do Neto seria bem eficiente, mas vc duvida que a bandidagem hj tem dúvidas se for preciso arrancar seu olho e cortar seu dedo? Pode ser mais seguro essas coisas aí, mas eu não saio mais de casa com medo de voltar sem olho ou dedo, ou os dois… hehehehe

  3. kadu writes:

    a crueldade e a falta de humanidade anda tão grande, e a criminalidade anda tão evoluída, acompanhando todas estas evoluções digitais, que não duvido de mais nada meu ocupado amigo… :) se duvidar, a bandidagem é mais evoluída que a própria segurança pública e pessoal… []’s daniel…

  4. Glacial writes:

    Lá no meu trampo o ponto é “no dedo” … onde raios a gente compra essas massinhas mesmo? :P