Polegares de Super Massa
27/01/2006
Alguém me apresente outra pessoa que seja tão entusiasta da biometria quanto eu e certamente nós dois poderíamos ficar batendo papo por horas a fio, a respeito de todas as tecnologias que poderiam ser usadas na identificação de pessoas. Desde uma simples impressão digital até o reconhecimento de retina, existem muitos processos que podem ser utilizados e, eu lhes garanto, todos eles visam facilitar e tornar cada vez mais rápida a vida das pessoas, diminuindo principalmente seu tempo de espera em filas de banco, supermercados e até mesmo para tirar segunda via de muitos documentos.
Recentemente, quando fui renovar minha carteira de habilitação, pude comprovar que aos poucos a biometria tem se tornado uma realidade cada vez mais presente na vida real, inclusive aqui no Brasil. Para me identificar ao fazer o exame teórico obrigatório numa auto-escola que escolhi, o método utilizado pelo governo foi o da implantação de um scanner de impressões digitais, o mesmo que, se não me falhe a memória, algumas escolas e faculdades paulistanas têm usado para controlar a freqüência de seus alunos em aulas. Em poucos segundos a confirmação óbvia de que eu era eu mesmo — e não outra pessoa — surgiu no monitor de um computador e eu fui liberado.
Li esta semana uma notícia que me deixou ainda mais entusiasmado. A possibilidade de usar meus dedos para comprovar minha identidade, agora no supermercado, foi de me encher os olhos. Nos EUA, segundo li, o Wal-Mart é apenas um entre alguns gigantes do comércio que têm planos para implantar a tecnologia em suas lojas. Apelidada de carteira eletrônica, pode diminuir a ocorrência de fraudes e roubos de identidade, aumentar a velocidade para o pagamento das compras e também diminuir o tempo de processamento das transações financeiras. Tal redução de tempo pode representar, por exemplo, apenas para o Wal-Mart, até 2009, um aumento de 3 a 4% em seu faturamento. Para os clientes, comodidade à vista.
Para começar a pagar as contas biometricamente, cada cliente precisaria cadastrar suas impressões digitais na própria loja, além de informar seus dados pessoais e a conta bancária. Depois, bastaria apontar o dedo para o scanner, na fila do caixa e pronto. Um ganho de 70% em velocidade, pelo que entendi. Mas há pelo menos uma coisa que me deixa bastante alarmado, e que pra mim parecia coisa de ficção científica, tal como vi em um filme — se não me engano, O Quinto Elemento, com Bruce Willis. Nele, corta-se o dedo de uma personagem para usá-lo em um scanner de acesso a um prédio, não me lembro exatamente qual, agora.
É uma possibilidade — remota, é verdade —, mas que precisa ser considerada. É fato que ninguém precisa ficar paranóico, pois não será em cada esquina que alguém tentará cortar seu polegar. Mas é justamente isso o que me preocupa. Para que o debate se torne tão grande quanto aquele que, há algum tempo dava conta de que muita gente tinha medo — e ainda tem — de comprar on-line por causa das fraudes eletrônicas com cartões de crédito, basta uma simples constatação: Não é preciso que cortem o seu dedo. Um pote de Super Massa — lembram daquele brinquedo, da Estrela? — pode fazer o serviço sujo pelos bandidos. Tudo o que eles precisam é de um molde daqueles que os dentistas usam. Tiram um molde, enchem o dito cujo com a massinha de modelar para crianças e saem por aí fazendo pagamentos. Os scanners chegam a ser enganados em até 90% das vezes.
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No. 1 — 27/01/2006 @ 15:16
vai precisar haver um sistema multi biométrico.
você coloca o dedinho lá e olha para um scanner, batendo as duas informações, pãnz e talz, pronto, o risco da fraude diminui em quase 100%.
Só se o cara, arrancar seu dedão e ainda a bola do zóio!!!
Aí fodeu
No. 2 — 29/01/2006 @ 13:01
Esse metodo aí do Neto seria bem eficiente, mas vc duvida que a bandidagem hj tem dúvidas se for preciso arrancar seu olho e cortar seu dedo? Pode ser mais seguro essas coisas aí, mas eu não saio mais de casa com medo de voltar sem olho ou dedo, ou os dois… hehehehe
No. 3 — 29/01/2006 @ 16:58
a crueldade e a falta de humanidade anda tão grande, e a criminalidade anda tão evoluída, acompanhando todas estas evoluções digitais, que não duvido de mais nada meu ocupado amigo…
se duvidar, a bandidagem é mais evoluída que a própria segurança pública e pessoal… []’s daniel…
No. 4 — 30/01/2006 @ 23:15
Lá no meu trampo o ponto é “no dedo” … onde raios a gente compra essas massinhas mesmo?