Lap Popular em foco, de novo
16/11/2005
Negociadores de 170 países diferentes reunidos para a Conferência Mundial sobre a Sociedade da Informação, que acontece até sexta-feira em Túnis, na Tunísia, podem até debater quem vai ficar com o controle da Internet mundial: que, aliás, parece que será mesmo papel dos Estados Unidos. Mas enquanto isso, é Nicholas Negroponte, fundador do laboratório de mídia do MIT — Massachusetts Institute of Technology — e alguém que já citei aqui há algum tempo atrás, que pode roubar a cena.
É que o inventor resolveu mostrar hoje ao mundo um protótipo de seu laptop de US$ 100. O produto tem que primar não apenas pela qualidade tecnológica, que precisa ser alta e barata, mas também pela capacidade de seus recursos, que precisam ser capazes de ensinar crianças de países subdesenvolvidos sem que elas precisem, necessariamente, de um professor. O Brasil, através do presidente Lula, já se comprometeu a adquirir pelo menos 1 milhão de unidades do produto.
Da última vez em que falei sobre o assunto, disse que a tecnologia da tela — um dos componentes mais caros do laptop popular — ainda estava em discussão. Mas parece que, embora o protótipo exibido ainda não conte com um modelo de display mais barato, técnicos do MIT já chegaram a algo que pode ser construído por menos de US$ 35. Além disso, a tecnologia empregada permitirá que as crianças leiam seus laptops nas camas, na posição vertical, como livros comuns.
Mas o problema principal a ser enfrentado talvez não seja o computador de US$ 100 em si: Críticos argumentam que laptops deste tipo não teriam grande utilidade em lugares onde nem mesmo livros-texto comuns existem, dependendo do caso, e onde a conexão com a Internet — que, no laptop, será realizada por rede wireless — é artigo de luxo, caríssimo. Seus defensores, que não são poucos, ao contrário, dizem que sua idéia é matar vários coelhos de uma única vez: o laptop popular chegará para proporcionar às crianças carentes bibliotecas, filmes, música, mapas e livros-texto, tudo em formato digital. Coisa que algumas delas nunca viram em suas vidas.
Como já disse antes, vale a pena ver qual será o desfecho dessa história toda.
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Caraca, já tava com saudade de ler seus artigos…
Mas então, to torcendo muito pra esse projeto dar certo. Se der, vai ser o golpe definitivo contra o analfabetismo digital!
Abração
Não vai adiantar muita coisa. A primeira coisa que as crianças vão fazer é tentar instalar Counter-Strike, Mu, Medal of honor e etc. Pouquíssimos vao usa-lo para a leitura e o conhecimento.
Eu acho que deve ter mais opções para conexão a internet, senão a gente vai ver milhares de crianças com laptops desatualizados que servirão, no máximo, para jogar paciência durante as aulas…
Wi-Fi grátis só tem na terra do Google…
Quem é vivo sempre posta né Daniel? hehehe Tava achando que vc tivesse largado mão do blog, coisa que não deveria fazer jamais
George, SE as pessoas jogassem CS, MU e afins no laptop ainda teria utilidade, o problema vai ser na primeira briga entre “coleguinhas”, só vai rola teclado, LCD, HD pra tudo quanto é lado. Imagina se o cara vai perder a chance de ARREBENTAR a cabeça do amigo com um notebook, deve ser show!!
Enquanto isso, nós na faculdade precisamos de computadores, pelo menos com um Office para digitar os relatorios e trabalhos, e sabe o que acontece? Simplesmente os servidores publicos entram em greve e fecham TODAS, TODAS MESMO, sala de computadores e os alunos que se viram. Ainda bem q possuo computador em casa, pq senão estava perdido. “Brasil, justica social”
Oi Daniel, há quanto tempo. rs
Bom acredito que o projeto pode até ajudar. Mas não sei se resolveria os problemas.
Como falta de interesse em leituras, pelas crianças. Será que aprenderiam a calcular no lápis e caneta. ou ficarima só na dependência da calculadora.
Eu acho que pode ser um instrumento. Mas não basear a educação em cima só disso.
Abraços
Pequena estorinha do que vai acontecer com esse Laptop no Brasil (e em outros rincoes do Planeta):
Criancinha Computerless recebe Laptop Legal.
Pai Pobretao da criancinha Computerless ve ai uma oportunidade de negocio se vender o Laptop Legal pelo equivalente ao que ele ganha em um mes.
Pai Pobretao da criancinha Computerless toma o Laptop Legal e tenta vende-lo.
Nao conseguindo o valor pedido, acaba vendendo o Laptop Legal pelo equivalente a 50 dolares.
Bacana Boboca compra o Laptop Legal de Pai Pobretao da Criancinha Computerless achando que esta ajudando o proceso, pois sempre “foi contra” esse negocio mesmo. “Deviam *dar* comida, emprego, etc…”
Bacana Boboca encosta o Laptop Legal porque afinal, ele nem e tao legal assim. Nem da pra instalar minha copia do Windows que ele comprou por 2.99 na Banquinha do Barbazul.
Criancinha Computerless continua Computerless.
Pai Pobretao da Criancinha Computerless gasta metade do $$ em cachaca e paga metade da conta de energia que tava pra ser cortada.
Bacana Boboca continua se achando um intelectual de esquerda e segue na sua vida sem sentido.
Banquinha do Barbazul continua seu prospero negocio (esse Brasil vai longe!) apesar da devolucao do produto. Afinal, ele da garantia de 3 meses nos “sofitiuere”.
Lula Lele, o “pisidente”, faz pose de Lula Legal e segue por ai dizendo que “nunca, na historia desse pais” isso e aquilo. Como se alguma vez ele tivesse aberto um livro de Historia.
F-I-M (tocando uma musica do Gonzaguinha ao fundo e a camera se afastando…)
Já viram aquele PIC, um computador-maleta-toscão da AMD, que só serve para navegar na Internet? Nele, não é possível instalar programas, só serve pra navegar, e ponto final. Quando o usuário faz cagada, um botão reseta todas as configurações. Acredito que o OLPC (One Laptop Per Child - é isso, né?) deva seguir esse conceito, ou seja, deve ser restrito ao seu propósito, que é ajudar na educação. Não rodará jogos, primeiro porque virá equipado com Linux, e depois porque o HD, a o resto da configuração, não permitirá. Que seja um Linux limitado, só com OpenOffice e demais ferramentas de produtividade. Pra mim, estaria ótimo!
Tomara que vendam esses notebooks… Se custar até uns R$ 500,00, eu compro um, pra levar pra faculdade.
Abraços!
Eu ainda acho que, se basearem-se em componentes de 3ª para fazer o “PC popular” ou “notebooj popular”, como é cultural aqui no nosso país, melhor que nem saia do papel. Não é por aí.