Auto-ajuda virtual
02/11/2005
Uma das reportagens veiculadas no Fantástico desta última semana se referia a um tratamento para pessoas que se revelam viciadas em Internet. Pessoalmente, por mais que eu acredite que quando as pessoas não têm total auto-controle sobre si mesmas, podem realmente se viciar, passando horas on-line jogando ou navegando desenfreadamente na web, não creio que o método correto para tratar do problema seja a aplicação de choques elétricos de 30 volts, mesmo que sejam em pontos de acupuntura.
Os sintomas destas pessoas, que incluem insônia, depressão, pânico e agressividade, são tratados assim mesmo pelo governo chinês, que, além disso, ministra aos pacientes coquetéis de antidepressivos e remédios herbais. O processo promete cura em 85% dos casos mas, já que uma das entrevistadas da reportagem, após dez dias de tratamento, não tirou um jogo no qual é viciada da cabeça, é algo do que se pode duvidar.
Paradoxalmente, enquanto o uso do computador pode causar depressão, também pode ajudar a reduzi-la. Pelo menos é o que tenta mostrar um estudo britânico, que comprovou que as sessões de terapia na web são tão boas quanto as convencionais, realizadas cara a cara com os psicólogos. Para se chegar à esta conclusão, 117 voluntários que sofrem de depressão leve ou moderada aceitaram participar de um tratamento em que utilizaram um programa de computador de auto-ajuda e um grupo de discussão on-line, ou apenas o grupo em si.
O tratamento através do computador consiste em 89 páginas divididas em 5 módulos, que levam em média 8 semanas para se concluir. Enquanto 37% dos pacientes desistiu da experiência por considerá-la exigente demais, o restante deles, auxiliados pela auto-ajuda virtual, confessou notar uma melhora significativa em seu próprio bem-estar, qualidade de vida e controle da ansiedade. Na Inglaterra, onde o estudo ocorreu, há falta de profissionais qualificados para a psicologia. Assim sendo, é interessante notar que a técnica funciona, e que pode ser aplicada em outros lugares do mundo.
Na China, por exemplo, um usuário compulsivo da Internet poderia alcançar maior auto-controle caso notasse que está passando dos limites e imediatamente se utilizasse do tratamento britânico. Ou se o fizesse independente deste fato. Com orientação médica, é claro. Mas no final das contas, depende de cada um deixar ou não que os vícios dominem a própria vida. Certo? A batalha é dura, às vezes, mas necessária.
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No. 1 — 03/11/2005 @ 08:51
Sei lá né, cada um com sua neurose!
Pra mim ficar aqui é uma terapia, blogando eu fico mais tranquilo!
Abração cumpádi.
No. 2 — 03/11/2005 @ 12:05
Será que sou viciado? Já passei mais de 24h na frente do computador. Claro que não direto. Saia pra comer, tomar banho, etc…
E quando to depressivo, quando não saio de casa para fazer alguma coisa pra melhorar, fico na frente do PC. Me ajuda e muito a melhorar… Sei lá…
Mas deve ser legal levar choques… :S
No. 3 — 03/11/2005 @ 23:02
Eu acho que a pessoa deve ter um equilíbrio para saber até onde pode ir.
E esse negócio de tratamento com choques, mas nem em loucos!
Até mais.
No. 4 — 07/11/2005 @ 13:02
O governo chinês está implantando mais uma novidade por lá: quem jogar por mais de quatro horas, começará a “perder pontos” no game. É mais uma iniciativa para coibir o uso excessivo do computador.
No fim das contas, o que leva essas pessoas a mergulharem no PC e esquecerem do mungo é falta de afetividade, de uma vida social boa, que ocupe suas cabeças, e faça do PC algo secundário, complementar. Ou vai dizer que existe alguém que prefere horas de jogatina a um passeio com aquela pessoa especial?
Abraços!
No. 5 — 14/11/2005 @ 14:53
Fácil Rodrigo…falta de mujéres !