Pagamentos Biométricos
05/10/2005
De vez em quando eu comento algo relacionado à biometria. Para quem não sabe, trata-se da utilização de meios automatizados ou computacionais para promover o reconhecimento de indivíduos através de suas características pessoais. A leitura da íris ou das impressões digitais de uma pessoa são apenas duas formas de se realizar o procedimento.
É justamente utilizando impressões digitais que algumas iniciativas recentes tentam implantar um sistema de reconhecimento que possa substituir os cartões de crédito, talões de cheque e cédulas monetárias atuais. Depois que uma cadeia americana de supermercados, a Albert’s, implantou recentemente um sistema que usa as impressões das pessoas como identificador válido para a autorização de pagamentos, agora é a vez de uma empresa recém-lançada, a Pay by Touch Solutions, anunciar o lançamento de seu produto, uma máquina capaz de realizar a leitura de impressões digitais.
A companhia já lançou o mecanismo em algumas centenas de lojas nos Estados Unidos. Para que um consumidor normal americano possa desfrutar dos benefícios da tecnologia, primeiro precisa se cadastrar. Após informar dados bancários e apresentar um documento oficial com foto, o cliente passa pelo sistema, que digitaliza e armazena suas características de impressão digital, transformando-as em um algoritmo único. Após o procedimento, a pessoa não precisa nem andar mais com a carteira, se não quiser.
John Morris, presidente da companhia, defende que o principal aspecto positivo do sistema de pagamentos por biometria é seu custo: Embora cada loja que deseje se filiar ao modelo precise desembolsar alguns dólares por unidade, a taxa cobrada pela companhia — cerca de 12 a 14 centavos de dólar por transação — é mais barata do que a cobrada em média, nos EUA, pelas operadoras de cartão de crédito e débito.
Ainda segundo Morris, uma possibilidade não explorada deste tipo de leitura biométrica é a personalização de serviços. Interessante o bastante pra ser citado é um exemplo de um cliente que chegue pra almoçar em um restaurante, tendo suas impressões digitais reconhecidas. Os garçons terão acesso, assim, não apenas às últimas refeições compradas por ele, mas também à seus pratos e bebidas favoritos, podendo dar sugestões que lhe agradem.
Embora eu goste muito de tratar a respeito de biometria, acho que iria com calma nesse caso. Coletadas de maneira errada, informações tão pessoais quanto as impressões digitais — que são únicas para cada ser humano — poderiam se tornar perigosas. Eu sei que não se pode deter o progresso, e que iniciativas comerciais envolvendo esta tecnologia se tornarão cada dia mais freqüentes, mas até que eu me sinta 100% seguro pra colocar meu dedo em um sensor para confirmar uma compra, por menor que seja seu valor, vou me ater a cartões de crédito e de débito, ou, quem sabe, algo um pouquinho mais avançado, mas ainda feito de plástico…
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No. 1 — 06/10/2005 @ 16:01
Cumpádi, esse é um dos sonhos que tenho, o dia em que não precisaremos mais carregar identificações ou ainda portar valores…
Mas acho que não é pra nossa geração desfrutar de todas essas novidades…
Abraços