Fala que eu te Indexo
24/09/2005
Em um texto interessante, de Charlene Li, que costuma escrever em seu blog a respeito dos mais diversos lançamentos tecnológicos do momento, o foco é um potencial ainda não explorado do Google Talk — programa de instant messaging do Google — e de outros aplicativos que, como ele, fazem uso da tecnologia de voz sobre IP, ou simplesmente, VoIP.
Segundo Charlene, há um grande potencial para a realização de buscas diretamente em arquivos de áudio. Quem usa programas de VoIP para conversar on-line pode querer gravar suas conversas para ouvi-las em algum momento futuro. E ao invés de contarem apenas com o nome do arquivo para orientá-las na localização futura do que gravaram, seria mais simples para essas pessoas usar algum software de reconhecimento de voz para gerar índices que, mais tarde, seriam pesquisáveis por ferramentas como o Google Desktop Search.
Nem o Google, nem qualquer um de seus concorrentes diretos, como o Yahoo ou a Microsoft, jamais fizeram menção — pelo menos até agora — de desenvolver qualquer idéia nesse sentido. Mas se a coisa vier a acontecer futuramente, poderá ser possível não só localizar aquele bate-papo com um parente distante, mas também encontrar mensagens de correio de voz arquivadas num estalar de dedos.
Embora com o lançamento do Google Talk o gigante das buscas esteja apenas alcançando seus concorrentes, pode ser que o Google decida sair na frente nesse sentido. A missão da empresa sempre foi “organizar a informação mundial”, e seus projetos e lançamentos são sempre grandiosos. Tendo as informações de áudio disponíveis em um formato pesquisável, qual seria o próximo passo? As possibilidades podem parecer tanto infinitas quanto assustadoras.
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Hum…. já imaginei um filme de espionagem em que o espião consegue invadir um computador e consegue ouvir conversas supostamente secretas…
Viajei? o_O
Abraços
Viajou não, Neto… Eu não sei até que ponto essa tal organização de informações não é invasiva. Áudio, voz, é algo muito delicado e perigoso. A gente fala tanta m*rda em bate papo escrito, não me surpreenderia se, com essa tecnologia de gravação de áudio, tais conversas fossem usadas para fins maldosos. Além disso, teria que ser vista a posição das tais conversas em relação nossa legislação, já que, no Brasil, “grampear” telefones sem autorização judicial é ilegal. Não daria na mesma gravar conversas de VoIP?
Tema delicado, complicado…
Abraços!