Empire State?

Pergunte a qualquer criança qual o tipo de impressora mais popular que ela conhece e, certamente, a resposta virá imediatamente: A Jato de Tinta. Para um usuário convencional de impressoras, como eu, que não imprime um grande volume de informações com freqüência, está mais do que suficiente. Como não ligo para velocidade, acho que o principal problema dos periféricos deste tipo é que o preço de seus cartuchos é muito alto. É difícil achar um cartucho zero por menos do que, digamos, R$ 50 ou R$ 60. E comprar o bom e velho refil pode vir a se tornar crime, se ações como as da HP, recentemente, processando os revendedores deste tipo de produto, se tornarem mais freqüentes.

E a coisa não vai mudar, visto que é principalmente da venda de cartuchos — e não da de impressoras —, que as grandes fabricantes tiram sua principal fatia de lucros: Pense em quantos cartuchos você precisa comprar antes que o valor gasto ultrapasse o de uma nova impressora, e veja como eu tenho razão. A tinta, que é uma das substâncias mais antigas que a humanidade conhece e produz, se tornou o ganha-pão das companhias especializadas. Se você fosse abastecer seu carro com tinta para impressoras nos EUA, gastaria, nada mais, nada menos, do que cem mil dólares.

Mas cem mil dólares, embora seja uma montanha de dinheiro, não é nada perto do valor de mercado do mais novo modelo de impressora da IBM, a Infoprint 4100. A Infoprint, lançada recentemente pela Big Blue, é capaz de imprimir grandes volumes de páginas por minuto. E não estou falando de pouca coisa: Uma edição do clássico Guerra e Paz, de Leo Tolstói, pode ser impresso inteiro em menos de um minuto com o equipamento. Também é possível se produzir uma pilha de impressos da altura do Empire State Building num intervalo de míseros quatro minutos.

A velocidade de impressão do lançamento, que é de 330 páginas por minuto, fez meu queixo literalmente cair no chão. No entanto, coitados de pobres mortais como eu: O modelo mais barato da Infoprint 4100 não sai por menos de US$ 500 mil. O preço, na verdade, pode bater na casa dos milhões de dólares. Eu, a princípio, achei que uma impressora com este valor seria produzida apenas como prova-de-conceito. Mas não é assim: Robert Cooper, diretor de produtos de impressão da IBM, disse que o mercado para impressoras deste tipo é formado por empresas de telefonia, bancos e agências governamentais, que, certamente, produzem toneladas de documentos impressos por ano. Só pelo porte dos clientes já se sabe o porquê deste nicho de impressoras de alta velocidade ser um sucesso há anos.

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